{"id":4223184790,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/44-destaques\/6288-santiago-de-compostela-o-diario-de-um-professor-peregrino"},"modified":"2025-11-07T16:27:41","modified_gmt":"2025-11-07T16:27:41","slug":"santiago-de-compostela-o-diario-de-um-professor-peregrino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/santiago-de-compostela-o-diario-de-um-professor-peregrino\/","title":{"rendered":"Santiago de Compostela: O di\u00e1rio de um professor peregrino"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/2016-08-13-15_160821042238.jpg\"\/><\/p>\n<p><p>A aventura come\u00e7ou em Mangualde no dia 10 de agosto na companhia de mais quatro bicigrinos. Uma experi\u00eancia \u00fanica pelos trilhos magn\u00e2nimos de um Portugal interior e Galiza. O objetivo era percorrer os caminhos do interior de Portugal que se cruzam com a Rota da Prata. Antes de come\u00e7ar, levantamos a Credencial do Peregrino para podermos comprovar que fizemos esta peregrina\u00e7\u00e3o com um sentido crist\u00e3o e ao mesmo tempo deu-nos acesso aos albergues que oferecem a hospitalidade crist\u00e3 do caminho que ir\u00edamos trilhar. A \u201cCompostela\u201d s\u00f3 \u00e9 concedida a quem deseja fazer a peregrina\u00e7\u00e3o com um sentido crist\u00e3o, sejam devotos de Santiago, tenham feito uma promessa ou venham \u00e0 procura de aprofundar a sua f\u00e9 porque estes trilhos s\u00e3o como um retiro onde estamos muitas vezes sozinhos a pensar, a rezar e a fazer uma introspec\u00e7\u00e3o da nossa vida. Quem percorre os caminhos de bicicleta tem realizar no m\u00ednimo 200km para poder ter acesso ao diploma de peregrino.<\/p>\n<p>Cinco dias, mais de 600km percorridos. Escrevo para memorizar esta experi\u00eancia e para mostrar como esta peregrina\u00e7\u00e3o me fez bem onde h\u00e1 sacrif\u00edcio mas, ao mesmo tempo, liberdade e aprofundamento da nossa f\u00e9 porque acreditamos que conseguimos, sentimo-nos protegidos e, ao mesmo tempo, temos tempo para pensar, meditar e rezar. Esta \u00e9 a experi\u00eancia das experi\u00eancias. Sinto-me renovado, revigorado e com muita energia.<\/p>\n<p>A primeira etapa come\u00e7ou em Mangualde e terminou em Lamego. Uma etapa exigente t\u00e9cnica e fisicamente que passou por Viseu, Castro Daire com t\u00e9rmino em Lamego, com um total de km superior a uma centena. Esta etapa foi marcada pelas pedras soltas e o acumulado encontrado ao longo do percurso que nos desgastaram.<\/p>\n<p>A segunda etapa levou-nos de Lamego a Chaves com passagem na R\u00e9gua, nas vinhas do Douro, num vertiginoso sobe e desce, desce e sobe at\u00e9 Vila Real, passando por Vilarinho da Samard\u00e3, Vila Pouca de Aguiar e t\u00e9rmino em Chaves.\u00a0 O calor, o acumulado que ultrapassou por muitas vezes os 20% de inclina\u00e7\u00e3o tornaram esta etapa bastante exigente.<\/p>\n<p>A terceira etapa, a mais extensa, com um total de 130km, levou-nos de Chaves a Cea, passando por Ourense. Nesta terceira etapa, entramos na rota da prata, um dos muitos caminhos de Santiago. Nesta rota, destacamos as igrejas hist\u00f3ricas com uma beleza inigual\u00e1vel. Podemos afirmar que a riqueza desta etapa est\u00e1 na beleza das igrejas que pudemos visitar.<\/p>\n<p>A quarta etapa levou-nos de Cea a Santiago de Compostela. Uma etapa que passou por Taboada, Pontevedra at\u00e9 Santiago. Nesta parte do percurso come\u00e7amos a encontrar mais peregrinos, tanto de bicicleta como a p\u00e9, vindo dos quatro cantos do mundo. Recordo-me de ver peregrinos de It\u00e1lia, Brasil, Portugal, Sul de Espanha, China, Alemanha e Jap\u00e3o. A chegada a Compostela deu-nos um \u00e2nimo de dever cumprido ap\u00f3s alguns percal\u00e7os pelo caminho como as quedas. Em Taboada disseram-nos que na sexta-feira tinham entrado em Compostela 2500 peregrinos. Os albergues estavam cheios e os hot\u00e9is lotados. Ainda tivemos de fazer 20 km, de albergue em hotel, de hotel em albergue para conseguirmos arranjar um lugar onde ficar. N\u00e3o foi f\u00e1cil mas acabamos por ter sorte.<\/p>\n<p>A quinta etapa levou-nos de Compostela a Finisterra. Um percurso diferente, com centenas de peregrinos a p\u00e9, de bicicleta e pela primeira vez vimos peregrinos a cavalo. Percorremos 100km para podermos ir ao ponto da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica mais dentro do oceano Atl\u00e2ntico. Valeu a pena percorrer esta etapa porque, assim, fizemos de uma s\u00f3 vez dois caminhos de Santiago de Compostela.<\/p>\n<p>Regressamos a Compostela onde, no dia 15 de agosto, assistimos \u00e0 missa e vimos o \u201cBota Fumeiro\u201d. Tanto peregrino em Santiago. As ruas estavam repletas de pessoas. Lemos num jornal que Compostela n\u00e3o tinha alojamento para tanta aflu\u00eancia de peregrinos, uma das maiores enchentes de sempre, segundo nos foi dito por uma vendedora ambulante.<\/p>\n<p>Esta peregrina\u00e7\u00e3o \u00e9 uma mem\u00f3ria viva que vai ficar gravada no meu cora\u00e7\u00e3o. Vai ficar\u00a0 na mem\u00f3ria pelas paisagens vistas, as igrejas e capelas visitadas, as ru\u00ednas encontradas que mais pareciam sentinelas vigilantes que nos guardaram durante todo o percurso.<\/p>\n<p align=\"right\"><strong>M\u00e1rio Rodrigues<\/strong><\/p>\n<p align=\"right\"><strong>Professor de E.M.R.C.<\/strong><\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A aventura come\u00e7ou em Mangualde no dia 10 de agosto na companhia de mais quatro bicigrinos. 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