{"id":4256456372,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/12034-angelus-saciados-por-jesus-saciar-a-sede-de-outros-desafia-o-papa"},"modified":"2025-11-07T16:34:44","modified_gmt":"2025-11-07T16:34:44","slug":"angelus-saciados-por-jesus-saciar-a-sede-de-outros-desafia-o-papa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/angelus-saciados-por-jesus-saciar-a-sede-de-outros-desafia-o-papa\/","title":{"rendered":"\u00c2ngelus: \u00abSaciados por Jesus, saciar a sede de outros\u00bb, desafia o Papa"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/angelus_2_150419123005.jpg\" \/><\/p>\n<p><p><em>No coment\u00e1rio \u00e0 cena do encontro de Jesus com a Samaritana, presente no evangelho deste III domingo da Quaresma, Francisco desafiou os crist\u00e3os a tomar consci\u00eancia do modo como &#8220;Jesus tem sede de n\u00f3s&#8221; e a saciar &#8220;as diversas sedes de tantos&#8221;<\/em><\/p>\n<p>Leia, na \u00edntegra, a reflex\u00e3o do Santo Padre<\/p>\n<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia, bom domingo!<\/p>\n<p>O Evangelho deste domingo apresenta-nos um mais belos e fascinantes encontros de Jesus, aquele com a samaritana (cf. Jo 4, 5-42). Jesus e os disc\u00edpulos param perto de um po\u00e7o em Samaria. Chega uma mulher e Jesus diz-lhe: \u00abD\u00e1-me de beber\u00bb (v. 8). Gostaria de me deter precisamente nesta express\u00e3o: D\u00e1-me de beber.<\/p>\n<p>A cena mostra-nos Jesus sedento e cansado, que deixa a samaritana encontr\u00e1-lo no po\u00e7o na hora mais quente, ao meio-dia, e como um mendigo pede \u00e1gua fresca. \u00c9 uma imagem do rebaixamento de Deus: Deus rebaixa-se em Jesus Cristo para a reden\u00e7\u00e3o, vem a n\u00f3s. Em Jesus, Deus fez-se um de n\u00f3s, humilhou-se; sedento como n\u00f3s, sofre com o nosso pr\u00f3prio calor. Contemplando esta cena, cada um de n\u00f3s pode dizer: o Senhor, o Mestre \u00abpede-me de beber. Ele est\u00e1, portanto, com sede como eu. Ele tem minha sede. Tu est\u00e1s realmente perto de mim, Senhor! Tu est\u00e1s amarrado \u00e0 minha pobreza \u2013 n\u00e3o posso acreditar! \u2013Tu me puxaste do fundo, do mais profundo de mim, onde ningu\u00e9m me alcan\u00e7a\u00bb (P. Mazzolari, La Samaritana, Bolonha 2022, 55-56). E Tu vieste a mim, no mais profundo, e tiraste-me de l\u00e1, porque tu estavas com sede de mim. A sede de Jesus, com efeito, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 f\u00edsica, mas exprime a sede mais profunda da nossa vida: \u00e9 sobretudo sede do nosso amor. Ele \u00e9 mais que um mendigo, ele tem sede do nosso amor. E surgir\u00e1 no momento culminante da paix\u00e3o, na cruz; ali, antes de morrer, Jesus dir\u00e1: &#8220;Tenho sede&#8221; (Jo 19,28). Aquela sede de amor que o levou a descer, a humilhar-se, a ser um de n\u00f3s.<\/p>\n<p>Mas o Senhor, que pede de beber, \u00e9 quem d\u00e1 a bebida: ao encontrar a Samaritana, fala-lhe da \u00e1gua-viva do Esp\u00edrito Santo, e da cruz derrama sangue e \u00e1gua do seu lado trespassado. (cf. Jo 19,34). Jesus, sedento de amor, sacia a nossa sede com amor. E faz connosco como fez com a samaritana: vem ao nosso encontro, na nossa vida quotidiana, partilha a nossa sede, promete-nos a \u00e1gua-viva que faz brotar em n\u00f3s a vida eterna (cf. Jo 4, 14).<\/p>\n<p>D\u00e1-me de beber. H\u00e1 um segundo aspeto. Estas palavras n\u00e3o s\u00e3o apenas um pedido de Jesus \u00e0 samaritana, mas um apelo \u2013 \u00e0s vezes silencioso \u2013 que se eleva a n\u00f3s todos os dias e nos pede para cuidar da sede dos outros. D\u00e1-me de beber diz-nos quantos &#8211; na fam\u00edlia, no trabalho, nos outros lugares que frequentamos &#8211; t\u00eam sede de proximidade, de aten\u00e7\u00e3o, de escuta; aqueles que t\u00eam sede da Palavra de Deus e precisam de encontrar, na Igreja, um o\u00e1sis onde possam saciar-se. D\u00e1-me de beber \u00e9 o apelo da nossa sociedade, onde a pressa, a pressa de consumir e sobretudo a indiferen\u00e7a, esta cultura da indiferen\u00e7a geram aridez e vazio interior. E &#8211; n\u00e3o esque\u00e7amos &#8211; d\u00e1-me de beber \u00e9 o grito de tantos irm\u00e3os e irm\u00e3s que n\u00e3o t\u00eam \u00e1gua para viver, enquanto continuamos a poluir e a desfigurar a nossa casa comum; e ela tamb\u00e9m, exausta e sedenta, &#8220;tem sede&#8221;.<\/p>\n<p>Perante estes desafios, o Evangelho de hoje oferece a cada um de n\u00f3s a \u00e1gua-viva que pode fazer de n\u00f3s uma fonte de restaura\u00e7\u00e3o para os outros. E agora, como a samaritana, que deixou a sua vasilha junto ao po\u00e7o e foi chamar o povo da aldeia (cf. v. 28), tamb\u00e9m n\u00f3s j\u00e1 n\u00e3o pensaremos apenas em saciar a nossa sede, a nossa vontade material, intelectual ou cultural, mas com a alegria de ter encontrado o Senhor saberemos saciar a sede de outros: dar sentido \u00e0 vida dos outros, n\u00e3o como senhores, mas como servos desta Palavra de Deus que tem sede de n\u00f3s, que nos d\u00e1 continuamente sede; seremos capazes de entender a sua sede e compartilhar o amor que Ele nos deu. Apetece-me fazer esta pergunta, a mim e a v\u00f3s: somos capazes de compreender a sede dos outros? A sede do povo, a sede de tantos na minha fam\u00edlia, no meu bairro? Hoje podemos perguntar-nos: tenho sede de Deus, percebo que preciso do seu amor como da \u00e1gua para viver? E ent\u00e3o, eu que tenho sede, preocupo-me com a sede dos outros, a sede espiritual, a sede material?<\/p>\n<p>Que Nossa Senhora interceda por n\u00f3s e nos ampare no caminho.<\/p>\n<p>Imagem: Vatican Media<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o Educris a partir do <a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/it\/angelus\/2023\/documents\/20230312-angelus.html\" target=\"_blank\">original em Italiano<\/a><\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No coment\u00e1rio \u00e0 cena do encontro de Jesus com a Samaritana, presente no evangelho deste III domingo da Quaresma, Francisco 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