{"id":4266865389,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/10499-igrejaeuropa-sem-nascimentos-nao-ha-futuro-afirma-o-papa"},"modified":"2025-11-07T16:34:40","modified_gmt":"2025-11-07T16:34:40","slug":"igreja-europa-sem-nascimentos-nao-ha-futuro-afirma-o-papa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/igreja-europa-sem-nascimentos-nao-ha-futuro-afirma-o-papa\/","title":{"rendered":"Igreja\/Europa: \u00abSem nascimentos n\u00e3o h\u00e1 futuro\u00bb, afirma o Papa"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_familias_210516105639.jpeg\" \/><\/p>\n<p><p><em>O Papa Francisco afirmou ontem, na abertura dos \u00abestados gerais da natalidade\u00bb, em It\u00e1lia, que a Europa corre o risco de &#8220;se tornar um velho continente&#8221; n\u00e3o pela &#8220;gloriosa hist\u00f3ria, mas pela idade avan\u00e7ada&#8221;. Francisco criticou a l\u00f3gica &#8220;do lucro&#8221; e apelou \u00e0 &#8220;solidariedade&#8221; de todos os atores sociais para que se &#8220;possa sonhar&#8221; porque &#8220;sem nascimento n\u00e3o h\u00e1 futuro&#8221;<\/em><\/p>\n<p>Leia, na \u00edntegra, a alocu\u00e7\u00e3o do Santo Padre<\/p>\n<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s:<\/p>\n<p>Sa\u00fado-vos cordialmente e agrade\u00e7o ao presidente do F\u00f3rum das Associa\u00e7\u00f5es Familiares, Gianluigi De Palo, o convite e as palavras de apresenta\u00e7\u00e3o. Agrade\u00e7o ao Dr. Mario Draghi, Presidente do Governo, pelas suas palavras claras e esperan\u00e7osas. Agrade\u00e7o a todos v\u00f3s que hoje refletis sobre a urgente quest\u00e3o da natalidade, que \u00e9 essencial para reverter a tend\u00eancia e colocar em marcha a It\u00e1lia, come\u00e7ando pela vida, come\u00e7ando pelo ser humano. E \u00e9 bom que fa\u00e7ais isto juntos, envolvendo empresas, bancos, cultura, media, desporto e entretenimento. Na verdade, h\u00e1 muitas outras pessoas aqui convosco: h\u00e1 principalmente jovens que sonham. Os dados indicam que a maioria dos jovens deseja ter filhos. Mas os seus sonhos de vida, sementes do renascimento do pa\u00eds, esbarram num inverno demogr\u00e1fico ainda frio e sombrio: apenas metade dos jovens acredita que poder\u00e1 ter dois filhos durante a vida.<\/p>\n<p>Assim, It\u00e1lia encontra-se desde h\u00e1 anos, com o menor n\u00famero de nascimentos na Europa, a qual se vai tornando um velho continente n\u00e3o j\u00e1 pela sua gloriosa hist\u00f3ria, mas pela sua idade avan\u00e7ada. Este nosso pa\u00eds, em que todos os anos \u00e9 como se uma cidade com mais de duzentos mil habitantes desaparecesse, em 2020 atingiu o menor n\u00famero de nascimentos desde a unidade nacional: n\u00e3o s\u00f3 por Covid, mas tamb\u00e9m por uma cont\u00ednua e progressiva tend\u00eancia para a baixa, um inverno cada vez mais rigoroso.<\/p>\n<p>E, no entanto, tudo isto n\u00e3o parece ter atra\u00eddo a aten\u00e7\u00e3o geral, focada no presente e no imediato. O Presidente da Rep\u00fablica reiterou a import\u00e2ncia das taxas de natalidade, que definiu como &#8220;o ponto de refer\u00eancia mais cr\u00edtico para esta \u00e9poca&#8221;, afirmando que &#8220;as fam\u00edlias n\u00e3o s\u00e3o o tecido conjuntivo da It\u00e1lia, as fam\u00edlias s\u00e3o a It\u00e1lia&#8221; (Audi\u00eancia no F\u00f3rum das Associa\u00e7\u00f5es da Fam\u00edlia, 11 de fevereiro de 2020). Quantas fam\u00edlias nestes meses tiveram que trabalhar horas extras, dividindo as suas casas entre trabalho e escola, com os pais atuando como professores, t\u00e9cnicos de inform\u00e1tica, operadores, psic\u00f3logos! E quantos sacrif\u00edcios se pedem aos av\u00f3s, verdadeiros botes salva-vidas das fam\u00edlias! Mas n\u00e3o s\u00f3: s\u00e3o a mem\u00f3ria que nos abre para o futuro.<\/p>\n<p>Para que o futuro seja bom, devemos cuidar das fam\u00edlias, principalmente das jovens, atormentadas por preocupa\u00e7\u00f5es que correm o risco de paralisar os seus projetos de vida. Penso na confus\u00e3o causada pela incerteza do trabalho, penso nos medos causados ??pelos custos cada vez menos acess\u00edveis de criar filhos: s\u00e3o medos que podem engolir o futuro, s\u00e3o areia movedi\u00e7a que podem afundar uma sociedade. Penso tamb\u00e9m, com tristeza, nas mulheres que no trabalho s\u00e3o desencorajadas a ter filhos ou que t\u00eam que esconder a barriga. Como pode uma mulher ter vergonha do mais belo presente que a vida pode oferecer? N\u00e3o apenas a mulher, mas deveria ser a sociedade de envergonhar-se, porque uma sociedade que n\u00e3o acolhe a vida deixa de viver. As crian\u00e7as s\u00e3o a esperan\u00e7a que faz renascer um povo! Finalmente, na It\u00e1lia, decidiu-se aprovar um subs\u00eddio, definido como \u00fanico e universal, para cada filho nascido. Expresso a minha gratid\u00e3o \u00e0s autoridades e espero que este subs\u00eddio responda \u00e0s reais necessidades das fam\u00edlias, que fizeram e fazem tantos sacrif\u00edcios, e marque o in\u00edcio das reformas sociais que colocam as crian\u00e7as e as fam\u00edlias no centro. Se as fam\u00edlias n\u00e3o estiverem no centro do presente, n\u00e3o haver\u00e1 futuro; mas se as fam\u00edlias voltam, tudo funciona de novo.<\/p>\n<p>Gostaria agora de me concentrar precisamente na retoma e propor-vos tr\u00eas reflex\u00f5es que, espero, sejam \u00fateis diante de uma primavera t\u00e3o esperada que nos tirar\u00e1 do inverno demogr\u00e1fico. A primeira reflex\u00e3o gira em torno da palavra dom. Cada presente \u00e9 recebido e a vida \u00e9 o primeiro presente que cada um recebeu. Ningu\u00e9m pode d\u00e1-la a si mesmo. Em primeiro lugar, houve um presente. \u00c9 um antes que esquecemos ao longo da vida, sempre determinados a olhar para o depois, para o que podemos fazer e ter. Mas acima de tudo recebemos um presente e somos chamados a transmiti-lo. E um filho \u00e9 o maior presente para todos e est\u00e1 acima de tudo. Um filho, todo o filho, \u00e9 acompanhado por esta palavra: primeiro. Assim como uma crian\u00e7a \u00e9 esperada e amada antes de ver a luz, devemos dar prioridade aos filhos se quisermos ver a luz novamente ap\u00f3s o longo inverno. Por outro lado, \u201ca falta de filhos, que provoca o envelhecimento das popula\u00e7\u00f5es, a par do abandono dos idosos a uma dolorosa solid\u00e3o, \u00e9 uma forma subtil de expressar que tudo termina connosco, que s\u00f3 contam os nossos interesses individuais\u201d. (Carta enc\u00edclica, Fratelli tutti, 19). Esquecemos o primado do dom &#8211; o primado do dom! &#8211; O c\u00f3digo-fonte da vida em comum. Aconteceu sobretudo nas sociedades mais ricas e consumistas. Vemos, com efeito, que onde h\u00e1 mais coisas, geralmente h\u00e1 mais indiferen\u00e7a e menos solidariedade, mais fecho e menos generosidade. Ajudemo-nos uns aos outros para n\u00e3o nos perdermos nas coisas da vida, para redescobrir a vida como o sentido de todas as coisas.<\/p>\n<p>Ajudemo-nos, queridos amigos, a redescobrir o valor de dar, o valor de escolher a vida. H\u00e1 uma frase do Evangelho que pode ajudar qualquer pessoa, mesmo aqueles que n\u00e3o acreditam, a guiar as suas decis\u00f5es. Jesus diz: \u00abOnde estiver o teu tesouro, a\u00ed estar\u00e1 tamb\u00e9m o teu cora\u00e7\u00e3o\u00bb (Mt 6,21). Onde est\u00e1 o nosso tesouro, o tesouro da nossa sociedade? Nas crian\u00e7as ou nas finan\u00e7as? O que nos atrai, fam\u00edlia ou fatura\u00e7\u00e3o? Devemos ter a coragem de escolher o que \u00e9 mais importante para n\u00f3s, porque \u00e9 a\u00ed que o cora\u00e7\u00e3o estar\u00e1 atado. A coragem de escolher a vida \u00e9 criativa, porque n\u00e3o acumula nem multiplica o que j\u00e1 existe, mas abre-se \u00e0 novidade, \u00e0s surpresas: toda a vida humana \u00e9 uma verdadeira novidade, que n\u00e3o conhece um antes e um depois na hist\u00f3ria. Todos recebemos este dom \u00fanico e os talentos que possu\u00edmos servem para transmitir, de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, o primeiro dom de Deus, o dom da vida.<\/p>\n<p>A segunda reflex\u00e3o que gostaria de vos oferecer diz respeito a esta transmiss\u00e3o. Gira em torno da palavra sustentabilidade, palavra-chave para a constru\u00e7\u00e3o de um mundo melhor. Costumamos falar sobre sustentabilidade econ\u00f3mica, tecnol\u00f3gica, ambiental etc &#8230; Mas tamb\u00e9m temos que falar sobre sustentabilidade geracional. N\u00e3o poderemos alimentar a produ\u00e7\u00e3o e proteger o meio ambiente se n\u00e3o prestarmos aten\u00e7\u00e3o \u00e0s fam\u00edlias e \u00e0s crian\u00e7as. O crescimento sustent\u00e1vel acontece por aqui. A hist\u00f3ria ensina-nos. Durante as fases de reconstru\u00e7\u00e3o que se seguiram \u00e0s guerras que devastaram a Europa e o mundo nos s\u00e9culos passados, n\u00e3o houve recome\u00e7o sem uma explos\u00e3o de nascimentos, sem a capacidade de incutir confian\u00e7a e esperan\u00e7a nas gera\u00e7\u00f5es mais jovens. Tamb\u00e9m hoje nos encontramos numa situa\u00e7\u00e3o de reinicializa\u00e7\u00e3o, t\u00e3o dif\u00edcil quanto cheia de expectativas: n\u00e3o podemos seguir os padr\u00f5es do crescimento m\u00edope, como se alguns ajustes apressados ??fossem tudo o que fosse necess\u00e1rio para nos prepararmos para o amanh\u00e3. N\u00e3o, as dram\u00e1ticas taxas de natalidade e os n\u00fameros assustadores da pandemia clamam por mudan\u00e7a e responsabilidade.<\/p>\n<p>Sustentabilidade rima com responsabilidade: \u00e9 o tempo da responsabilidade para que a sociedade flores\u00e7a. Aqui, al\u00e9m do protagonismo da fam\u00edlia, a escola \u00e9 fundamental. N\u00e3o pode ser uma f\u00e1brica de no\u00e7\u00f5es derramadas sobre os indiv\u00edduos; deve ser o momento privilegiado de encontro e crescimento humano. Na escola, tu n\u00e3o amadureces apenas pelas notas, mas pelos rostos que conheces. E para os jovens \u00e9 fundamental o contato com modelos elevados que moldam o cora\u00e7\u00e3o e a mente. Na educa\u00e7\u00e3o, o exemplo vai longe, penso tamb\u00e9m no mundo do entretenimento e do desporto. \u00c9 triste ver modelos que s\u00f3 se preocupam em aparecer, sempre lindas, jovens e em forma. Os jovens n\u00e3o crescem gra\u00e7as aos fogos de artif\u00edcio da apar\u00eancia, amadurecem se s\u00e3o atra\u00eddos por quem tem coragem de perseguir grandes sonhos, de se sacrificar pelos outros, de fazer o bem ao mundo em que vivemos. E permanecer jovem n\u00e3o acontece ao tirar selfies ou ao retocar-se, mas sendo capaz de um dia refletir-se nos olhos dos filhos. \u00c0s vezes, de contr\u00e1rio, a mensagem que se transmite \u00e9 que conquistar significa ganhar dinheiro e ter sucesso, enquanto os filhos parecem quase uma exce\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o deve atrapalhar as aspira\u00e7\u00f5es pessoais. Esta mentalidade \u00e9 uma gangrena para a sociedade e torna o futuro insustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>A sustentabilidade precisa de uma alma, e essa alma &#8211; a terceira palavra que vos proponho &#8211; \u00e9 a solidariedade. E tamb\u00e9m associo um adjetivo a isto: assim como precisamos de sustentabilidade geracional, precisamos de solidariedade estrutural. A solidariedade espont\u00e2nea e generosa de muitas pessoas permitiu que muitas fam\u00edlias enfrentassem estes tempos dif\u00edceis e fizessem frente ao aumento da pobreza. No entanto, n\u00e3o podemos ficar no terreno do urgente e do tempor\u00e1rio, temos que dar estabilidade \u00e0s estruturas que apoiam as fam\u00edlias e ajudam os nascimentos. Uma pol\u00edtica, uma economia, uma informa\u00e7\u00e3o e uma cultura que valorizem a natalidade s\u00e3o indispens\u00e1veis.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, precisamos de pol\u00edticas familiares de longo alcance e voltadas para o futuro: n\u00e3o baseadas na busca de consenso imediato, mas no crescimento a longo prazo do bem comum. \u00c9 aqui que reside a diferen\u00e7a entre administrar assuntos p\u00fablicos e ser bons pol\u00edticos. \u00c9 urgente oferecer aos jovens garantias de emprego suficientemente est\u00e1vel, seguran\u00e7a para as suas casas e incentivos para n\u00e3o sair do pa\u00eds. \u00c9 uma tarefa que preocupa tamb\u00e9m de perto o mundo da economia: que maravilha seria ver crescer o n\u00famero de empres\u00e1rios e empresas que, al\u00e9m de darem lucro, promovem a vida, que se preocupam em nunca explorar pessoas com condi\u00e7\u00f5es e hor\u00e1rios insustent\u00e1veis, que chegam a distribuir parte dos lucros aos trabalhadores, de forma a contribuir para um desenvolvimento impag\u00e1vel, o das fam\u00edlias! \u00c9 um desafio n\u00e3o s\u00f3 para a It\u00e1lia, mas para muitos pa\u00edses, muitas vezes ricos em recursos, mas pobres em esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>A solidariedade tamb\u00e9m deve declinar no precioso servi\u00e7o da informa\u00e7\u00e3o, que tanto influencia a vida e a forma como ela \u00e9 contada. Est\u00e1 na moda usar palavras fortes, mas o crit\u00e9rio para informar n\u00e3o \u00e9 o p\u00fablico, n\u00e3o \u00e9 a pol\u00e9mica, \u00e9 o crescimento humano. Precisamos de \u201cinforma\u00e7\u00e3o de tamanho familiar\u201d, nas quais as pessoas se falem com respeito e delicadeza, como se fossem os seus pr\u00f3prios parentes. E que ao mesmo tempo traga \u00e0 luz os interesses e tramas que prejudicam o bem comum, as manobras que giram em torno do dinheiro, sacrificando fam\u00edlias e indiv\u00edduos. A solidariedade tamb\u00e9m apela ao mundo da cultura, dos desportos e do entretenimento para promover e aumentar a taxa de natalidade. A cultura do futuro n\u00e3o pode ser baseada no indiv\u00edduo e na mera satisfa\u00e7\u00e3o dos seus direitos e necessidades.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma necessidade urgente de uma cultura que cultive a qu\u00edmica do todo, a beleza da doa\u00e7\u00e3o, o valor do sacrif\u00edcio.<\/p>\n<p>Queridos amigos, por fim gostaria de dizer a palavra mais simples e sincera: obrigado. Obrigado pelos Estados Gerais da natalidade, obrigado a cada um de v\u00f3s e a todos aqueles que acreditam na vida humana e no futuro. \u00c0s vezes ides sentir como se estiv\u00e9sseis a gritar no deserto, lutando contra moinhos de vento. Mas ide em frente, n\u00e3o desistais, porque \u00e9 lindo sonhar o bem e construir o futuro. E sem nascimentos, n\u00e3o h\u00e1 futuro. Obrigado.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o Educris a partir do <a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/it\/speeches\/2021\/may\/documents\/papa-francesco_20210514_statigenerali-natalita.html\" target=\"_blank\">original em italiano<\/a><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Imagem: Vatican Media<\/p>\n<p>15.05.2021<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Papa Francisco afirmou ontem, na abertura dos \u00abestados gerais da natalidade\u00bb, em It\u00e1lia, que a Europa corre o risco [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":676324462,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[64],"class_list":["post-4266865389","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-vaticano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4266865389","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4266865389"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4266865389\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4294995951,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4266865389\/revisions\/4294995951"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media\/676324462"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4266865389"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4266865389"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4266865389"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}