{"id":4289834233,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/328-liturgia\/12187-domingo-vi-da-pascoa-dar-a-razao-da-nossa-esperanca"},"modified":"2025-11-07T16:33:55","modified_gmt":"2025-11-07T16:33:55","slug":"domingo-vi-da-pascoa-dar-a-razao-da-nossa-esperanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/domingo-vi-da-pascoa-dar-a-razao-da-nossa-esperanca\/","title":{"rendered":"Domingo VI da P\u00e1scoa: \u00abDar a raz\u00e3o da nossa esperan\u00e7a\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/antonio_couto_sorriso_160417093031.jpg\" \/><\/p>\n<p><p data-adtags-visited=\"true\">At 8,5-8.14-17; Sl 66; 1 Pe 3,15-18; Jo 14,15-21\u00a0<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">1. O texto que o Evangelho deste Domingo VI da P\u00e1scoa (Jo\u00e3o 14,15-21) nos oferece enquadra-se naquele monumental Testamento que, no IV Evangelho, Jesus pronuncia, em ondas sucessivas, ap\u00f3s a Ceia com os seus Disc\u00edpulos (Jo\u00e3o 13,12-17,26). Neste imenso texto, cujas linhas tem\u00e1ticas v\u00eam e refluem e voltam a vir e a refluir, \u00e0 maneira das ondas do mar que v\u00eam sobre a praia, refluem e voltam, assistimos hoje ao primeiro dos cinco dizeres de Jesus, no IV Evangelho, relativos \u00e0 Vinda do Esp\u00edrito Santo Par\u00e1clito (<em>par\u00e1kl\u00eatos<\/em>), isto \u00e9, Defensor [Advogado de defesa], Consolador e Int\u00e9rprete. Este \u00faltimo significado deriva do aramaico\u00a0<em>par\u00e1klita<\/em>, dos rabinos, que n\u00e3o tem o significado usual do grego (Defensor e Consolador), mas Int\u00e9rprete, aquele que traduz Deus para n\u00f3s e n\u00f3s para Deus, fonte e ponte permanente de comunica\u00e7\u00e3o, compreens\u00e3o e comunh\u00e3o. O Esp\u00edrito Par\u00e1clito \u00e9 assim o grande construtor de pontes, comunh\u00e3o e hifeniza\u00e7\u00e3o entre n\u00f3s uns com os outros e com Deus. \u00c9, por isso, que Ele \u00e9 o Amor, porque destr\u00f3i todos os muros, preconceitos, \u00f3dios, divis\u00f5es, incompreens\u00f5es, asperezas, e faz nascer harmonia, amor, paz, comunh\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o. Eis os cinco mencionados dizeres de Jesus, no IV Evangelho, sobre a Vinda do Esp\u00edrito Santo, sempre dita no futuro: Jo\u00e3o 14,16; 14,26; 15,26; 16,7; 16,13-15.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">2. O texto de hoje p\u00f5e Jesus a dizer que, a seu pedido, o Pai nos dar\u00e1\u00a0<em>outro<\/em>\u00a0Par\u00e1clito (<em>\u00e1llon par\u00e1kl\u00eaton<\/em>) (Jo\u00e3o 14,16).\u00a0<em>Outro<\/em>. Este\u00a0<em>outro<\/em>\u00a0\u00e9 o Esp\u00edrito Santo. Mas o facto de Jesus dizer \u00ab<em>outro<\/em>\u00a0Par\u00e1clito\u00bb faz-nos entender que Ele \u00e9 tamb\u00e9m Par\u00e1clito, portanto, que \u00e9 tamb\u00e9m nosso Defensor, Consolador e Int\u00e9rprete, como de resto surge afirmado com todas as letras na Primeira Carta de S. Jo\u00e3o 2,1: \u00abTemos um Defensor (<em>par\u00e1kl\u00eatos<\/em>) junto do Pai, Jesus Cristo, o Justo\u00bb.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">3. O primeiro enviado do Pai \u00e9 ent\u00e3o o seu Filho, Jesus, que cumpre e revela o conte\u00fado da pr\u00f3pria miss\u00e3o. O segundo enviado \u00e9 o Esp\u00edrito Par\u00e1clito. O Filho e o Esp\u00edrito s\u00e3o, no dizer do grande bispo e te\u00f3logo Ireneu de Li\u00e3o (130-202), as duas m\u00e3os do Pai amorosamente estendidas e enviadas em miss\u00e3o \u00e0 humanidade. O Pai \u00e9, em rela\u00e7\u00e3o aos dois, o enviante; o Filho e o Esp\u00edrito s\u00e3o, em rela\u00e7\u00e3o ao Pai, ambos enviados. Confrontando os textos, vemos que h\u00e1 semelhan\u00e7a da rela\u00e7\u00e3o entre o Pai e o Par\u00e1clito com a rela\u00e7\u00e3o entre o Pai e o Filho: ambas s\u00e3o expressas pelo mesmo verbo \u00abenviar\u00bb (<em>p\u00e9mp\u00f4<\/em>). Mas, juntamente com a semelhan\u00e7a, deparamos tamb\u00e9m com diferen\u00e7as. A primeira diferen\u00e7a est\u00e1 no facto de, em rela\u00e7\u00e3o ao Filho, o verbo\u00a0<em>enviar<\/em>\u00a0estar no passado, encontrando-se no futuro em rela\u00e7\u00e3o ao Par\u00e1clito. O envio de Jesus pelo Pai j\u00e1 se realizou, bem patente nas express\u00f5es: \u00abO Pai que me enviou\u00bb (Jo\u00e3o 5,23.37; 6,44; 8,16.18; 12,49; 14,24) e \u00abAquele que me enviou\u00bb (Jo\u00e3o 4,34; 5,24.30; 6,38.39.40; 7,16.28.33; 8,26.29; 9,4; 12,44-45; 13,20; 15,21; 16,5). De modo diferente, o envio do Par\u00e1clito \u00e9 anunciado, mas deve ainda realizar-se no futuro, como se verifica na express\u00e3o: \u00abO Pai\u00a0<em>envi\u00e1-lo-\u00e1<\/em>\u00a0no meu nome\u00bb (Jo\u00e3o 14,26), do mesmo modo, que a sua tarefa de \u00abensinar\u00bb e \u00abrecordar\u00bb aparece igualmente enunciada no futuro (Jo\u00e3o 14,26). A segunda diferen\u00e7a reside no facto de o envio de Jesus ser feito diretamente pelo Pai, sem intermedi\u00e1rios, enquanto que o envio do Esp\u00edrito Par\u00e1clito \u00e9 feito pelo Pai mediante a interven\u00e7\u00e3o de Jesus, traduzida pela express\u00e3o \u00abno meu nome\u00bb (Jo\u00e3o 14,26). E em duas das demais passagens relativas ao envio do Par\u00e1clito, \u00e9 mesmo referido que o pr\u00f3prio Jesus \u00e9 o sujeito direto do verbo\u00a0<em>enviar<\/em>: \u00ab<em>Eu envi\u00e1-lo-ei<\/em>\u00a0de junto do Pai\u00bb (Jo\u00e3o 15,26); \u00abQuando eu for,\u00a0<em>envi\u00e1-lo-ei<\/em>\u00a0para junto de v\u00f3s\u00bb (Jo\u00e3o 16,7). E o que se passa com o verbo \u00abenviar\u00bb em termos de passado e futuro, passa-se tamb\u00e9m com o verbo \u00abdar\u00bb (<em>d\u00edd\u00f4mi<\/em>): \u00abDeus (<em>ho the\u00f3s<\/em>)\u2026\u00a0<em>deu<\/em>\u00a0(<em>\u00e9d\u00f4ken<\/em>) o seu Filho unig\u00e9nito\u00bb (Jo\u00e3o 3,16), e \u00ab<em>dar\u00e1<\/em>\u00a0(<em>d\u00f4sei<\/em>) a v\u00f3s outro Par\u00e1clito\u00bb (Jo\u00e3o 14,16).\u00a0<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">4. Sente-se, no monumental Testamento de Jesus, apresentado ap\u00f3s a Ceia, em Jo\u00e3o 13,12-17,26, que a dor da separa\u00e7\u00e3o f\u00edsica, provocada pela partida de Jesus, atravessa o cora\u00e7\u00e3o dos disc\u00edpulos de ent\u00e3o. Se virmos bem, tamb\u00e9m no cora\u00e7\u00e3o dos disc\u00edpulos de hoje pode vir ao de cima a perce\u00e7\u00e3o de que Jesus est\u00e1 ausente, invis\u00edvel, pouco percet\u00edvel e dificilmente acess\u00edvel. \u00c9 verdade que a separa\u00e7\u00e3o f\u00edsica, anunciada por Jesus, provoca nos seus disc\u00edpulos de ent\u00e3o uma dor dif\u00edcil de ultrapassar. Mas \u00e9 igualmente verdade que esta dor da separa\u00e7\u00e3o revela o grande amor que une os disc\u00edpulos a Jesus. As l\u00e1grimas e o amor traduzem a estreita liga\u00e7\u00e3o entre os disc\u00edpulos e Jesus. Em contraponto com os disc\u00edpulos, o Evangelho apresenta\u00a0<em>o mundo<\/em>\u00a0(<em>ho k\u00f3smos<\/em>), que n\u00e3o conhece Jesus, e, por isso, n\u00e3o o ama nem chora nem se apercebe de qualquer separa\u00e7\u00e3o (Jo\u00e3o 14,19).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">5. Mas Jesus diz-nos ainda que esta sua ida para o Pai, n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o redunda em preju\u00edzo para n\u00f3s, mas constitui at\u00e9 proveito e lucro, \u00abpois se Eu n\u00e3o for, o Esp\u00edrito n\u00e3o vir\u00e1 para v\u00f3s\u00bb, diz Jesus (Jo\u00e3o 16,7). E Jesus explica bem que tamb\u00e9m Ele nos ama e, por isso, n\u00e3o nos pode deixar abandonados e s\u00f3s, como\u00a0<em>\u00f3rf\u00e3os<\/em>\u00a0(<em>orphano\u00ed<\/em>), mas vir\u00e1 outra vez para junto de n\u00f3s (Jo\u00e3o 14,18), e ousa tratar-nos carinhosamente por\u00a0<em>filhinhos<\/em>\u00a0(<em>tekn\u00eda<\/em>) (Jo\u00e3o 13,33). \u00c9 verdade que agora Jesus se encaminha para a morte e morre de facto, mas n\u00e3o desaparece na morte. Vem e fica connosco na sua condi\u00e7\u00e3o de Ressuscitado, para se fazer ver a n\u00f3s por gra\u00e7a e nos comunicar a sua pr\u00f3pria\u00a0<em>vida nova e eterna<\/em>\u00a0(<em>z\u00f4\u00ea<\/em>), o Esp\u00edrito Consolador, que vem para n\u00f3s da sua Humanidade Glorificada (Jo\u00e3o 7,39; Atos 2,33). Sim, com a sua morte, Ele desaparece aos olhos do mundo, que n\u00e3o o conhece, e que apenas sabe que Ele morreu numa Cruz. O mundo conhece apenas a morte, e nada sabe da\u00a0<em>vida verdadeira<\/em>\u00a0<em>e eterna<\/em>\u00a0(<em>z\u00f4\u00ea ai\u00f4nios<\/em>) (Jo\u00e3o 14,19). Eis toda a sabedoria do mundo, que s\u00f3 leva em conta o que se v\u00ea, como a natureza, onde tudo nasce, cresce, envelhece, perece, desaparece e esquece. Uma coisa \u00e9 a natureza com as suas leis f\u00e9rreas. Outra coisa \u00e9 o Deus Pessoal, Criador e Redentor, e as suas criaturas. \u00c9 sabido que tamb\u00e9m aqueles disc\u00edpulos n\u00e3o superar\u00e3o por si s\u00f3s a prova ou o teste da Paix\u00e3o e Morte de Jesus. Por isso, quando viram que a morte era o destino de Jesus, todos o abandonaram e fugiram (Mateus 26,56; Marcos 14,50). Ser\u00e1 Jesus, ser\u00e1 sempre Jesus, Amor e Vida permanente e dissolvente, que reparar\u00e1 esta brecha, chamando de novo estes disc\u00edpulos reprovados e desistentes (Mateus 28,7.10.16; Marcos 16,7). E eles, como n\u00f3s, levando consigo toda a sua hist\u00f3ria anterior de amor e rutura, mas tamb\u00e9m de milagrosa cura, voltam para a Galileia, para um encontro novo com o Ressuscitado, de quem, agora sim, nunca mais se separar\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">6. O c\u00famulo. Filipe, que conhecemos \u00e0 pressa como di\u00e1cono (Atos dos Ap\u00f3stolos 6,1-6), \u00e9 afinal \u00abo Evangelista\u00bb (<em>ho euaggelist\u00eas<\/em>) (Atos dos Ap\u00f3stolos 21,8), e ei-lo que leva a Palavra de Deus \u00e0 Samaria, exatamente \u00e0quele \u00abest\u00fapido povo que habita em Siqu\u00e9m\u00bb (Ben Sira 50,26), e houve por l\u00e1 tamb\u00e9m grande alegria (Atos dos Ap\u00f3stolos 8,5-8). Sim! Os pobres s\u00e3o evangelizados! Bendito seja Deus que nos surpreende sempre. Quando eu l\u00e1 chego, \u00e0s portas da cidade ou do cora\u00e7\u00e3o do meu irm\u00e3o, constato com espanto que Tu, Esp\u00edrito de Amor, j\u00e1 l\u00e1 est\u00e1s h\u00e1 muito tempo, e j\u00e1 derrubaste portas e muralhas! Tu chegas sempre primeiro e j\u00e1 preparaste tudo! Escreveu o fil\u00f3sofo e poeta dinamarqu\u00eas Soren Kierkegaard (1813-1855) num belo poema: \u00abFalamos de Ti\/ como se Tu nos tivesses amado primeiro uma s\u00f3 vez.\/ \u00c9, por\u00e9m, dia ap\u00f3s dia, a vida inteira,\/ que Tu nos amas primeiro.\/ Quando acordo pela manh\u00e3 e elevo para Ti a minha alma,\/ Tu \u00e9s o primeiro,\/ Tu amas-me primeiro.\/ Se pela madrugada me levanto,\/ e logo\/ para Ti a minha alma e a minha ora\u00e7\u00e3o elevo,\/ Tu precedes-me,\/ Tu j\u00e1 me amaste primeiro.\/ \u00c9 sempre assim.\/ E n\u00f3s, ingratos,\/ Falamos como se Tu nos tivesses amado primeiro\/ uma s\u00f3 vez\u2026\u00bb.\u00a0<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">7. E, portanto, a\u00ed est\u00e1 a li\u00e7\u00e3o que S\u00e3o Pedro (3,15-18) aprendeu e viveu e hoje nos comunica: \u00abestai sempre sempre prontos [atentos, preparados] para dar convictamente a quem vos pedir a raz\u00e3o da esperan\u00e7a que h\u00e1 em v\u00f3s\u00bb (<em>h\u00e9toimoi ae\u00ec pr\u00f2s apolog\u00edan pant\u00ec t\u00f4 aito\u00fbnti hym\u00e3s l\u00f3gon<\/em>\u00a0<em>per\u00ec<\/em>\u00a0<em>t\u00eas<\/em>\u00a0<em>en hym\u00een<\/em>\u00a0<em>elp\u00eddos<\/em>) (cf. 1 Pedro 3,15). N\u00e3o se trata de \u00abraz\u00f5es\u00bb; trata-se da \u00abraz\u00e3o\u00bb, do\u00a0<em>l\u00f3gos<\/em>. A raz\u00e3o, o\u00a0<em>l\u00f3gos<\/em>, n\u00e3o \u00e9 aqui um terreno intelectual ou um objeto do pensamento, mas uma pessoa: Jesus Cristo. \u00c9 Ele a raz\u00e3o, o\u00a0<em>l\u00f3gos<\/em>, \u00abpelo qual tudo foi feito, e sem Ele nada foi feito\u00bb (Jo\u00e3o 1,3). Ent\u00e3o, Ele habita e enche o universo inteiro e a nossa vida tamb\u00e9m. \u00ab\u00c9 n\u2019Ele que vivemos, nos movemos e existimos\u00bb (Atos dos Ap\u00f3stolos 17,28). N\u00f3s com Ele, e Ele em n\u00f3s, santu\u00e1rios vivos do Deus vivo. De forma intensa, como sempre, grita S. Paulo aos ouvidos dos crist\u00e3os de Corinto e aos nossos: \u00abN\u00e3o sabeis que sois Templo de Deus, e que o Esp\u00edrito de Deus habita em v\u00f3s? (\u2026). Na verdade, o Templo de Deus \u00e9 Santo, e esse Templo sois v\u00f3s!\u00bb (1 Cor\u00edntios 3,16 e 17). Sem equ\u00edvocos agora: estar prontos a dar\u00a0<em>a raz\u00e3o<\/em>\u00a0\u00e9 estar prontos a dar o\u00a0<em>l\u00f3gos<\/em>, isto \u00e9, Jesus,\u00a0<em>a raz\u00e3o<\/em>\u00a0de fundo da vida de Pedro e da nossa;\u00a0<em>a raz\u00e3o<\/em>\u00a0n\u00e3o s\u00e3o as raz\u00f5es, arrazoados; \u00e9 a pessoa de Jesus, o\u00a0<em>l\u00f3gos<\/em>, o Verbo de Deus [<em>ka\u00ec ho l\u00f3gos sarx eg\u00e9neto<\/em>\u00a0= \u00abe o Verbo se fez carne\u00bb] (Jo\u00e3o 1,14). Estar prontos a dar\u00a0<em>a raz\u00e3o<\/em>\u00a0\u00e9 estar prontos a dar a m\u00e3o, isto \u00e9, o p\u00e3o, compreens\u00e3o, amor, esperan\u00e7a e confian\u00e7a, sentido, engenheiros de um mundo novo, verdadeiro, cred\u00edvel, transparente.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">8. Diz, de forma absolutamente maravilhosa, o velho coment\u00e1rio rab\u00ednico aos Salmos, dito\u00a0<em>Midrash T<sup>e<\/sup>hill\u00eem<\/em>, que, quando Israel estava no Sinai para fazer alian\u00e7a com Deus, \u00abo ventre das mulheres gr\u00e1vidas se tornou transparente como vidro, para que os embri\u00f5es pudessem ver Deus e conversar com Ele\u00bb. Oh admir\u00e1vel mundo novo!<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">9. O Esp\u00edrito Santo faz nascer em n\u00f3s esta transpar\u00eancia luminosa e maravilhosa. Luz que alumia, e n\u00e3o engana, Amor, s\u00f3 Amor, nada mais que Amor. Vem, Esp\u00edrito de Luz, construtor e Senhor das mais belas transpar\u00eancias e viv\u00eancias. Precisamos tanto de Ti nesta cal\u00e7ada enlameada e escura e escorregadia em que andamos. Esquecemo-nos tantas vezes de que \u00e9 em ti que \u00abvivemos, nos movemos e existimos\u00bb.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">10. Miss\u00e3o nossa ser\u00e1 ent\u00e3o cantar a gl\u00f3ria de Deus e convocar a terra inteira para verificar as maravilhas operadas por Deus. Todos e cada um. A comunidade e eu de m\u00e3os dadas e levantadas para Deus, como acontece muitas vezes nos Salmos. Temos muito a relatar e a agradecer, repassando diante de n\u00f3s, n\u00e3o apenas a paisagem b\u00edblica, mas tamb\u00e9m a nossa paisagem humana. Tamb\u00e9m o Salmo de hoje come\u00e7a em tom comunit\u00e1rio (Salmo 66,1-12) para nos mostrar depois tamb\u00e9m o papel do solista (v. 13-20).<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00a0<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Ant\u00f3nio Couto<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>At 8,5-8.14-17; Sl 66; 1 Pe 3,15-18; Jo 14,15-21\u00a0 1. 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