{"id":4294998215,"date":"2026-04-06T20:03:05","date_gmt":"2026-04-06T19:03:05","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/?p=4294998215"},"modified":"2026-04-09T09:55:32","modified_gmt":"2026-04-09T08:55:32","slug":"roma-alunos-do-algarve-na-cidade-eterna-mostramos-que-aquilo-que-e-trabalhado-em-sala-nao-e-abstrato-afirma-adriano-batista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/roma-alunos-do-algarve-na-cidade-eterna-mostramos-que-aquilo-que-e-trabalhado-em-sala-nao-e-abstrato-afirma-adriano-batista\/","title":{"rendered":"Roma: Alunos do Algarve na cidade eterna. \u00abMostramos que aquilo que \u00e9 trabalhado em sala n\u00e3o \u00e9 abstrato\u00bb, afirma Adriano Batista"},"content":{"rendered":"<p><em>Alunos do Agrupamento de Escolas de Silves desafiados a trilhar novos mapas de esperan\u00e7a em visita de estudo.<\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignright  wp-image-4294998217\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/silves_algarve_roma_1-500x376.jpeg\" alt=\"\" width=\"212\" height=\"159\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/silves_algarve_roma_1-500x376.jpeg 500w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/silves_algarve_roma_1-768x577.jpeg 768w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/silves_algarve_roma_1.jpeg 1022w\" sizes=\"(max-width: 212px) 100vw, 212px\" \/>Vinte e quatro alunos do Agrupamento de Escolas de Silves participaram numa visita de estudo a Roma, acompanhados por dois professores, numa iniciativa promovida no \u00e2mbito da disciplina de Educa\u00e7\u00e3o Moral e Religiosa Cat\u00f3lica (EMRC). A viagem ficou marcada pela participa\u00e7\u00e3o na audi\u00eancia geral e pelo cumprimento ao Papa Le\u00e3o XIV no final do encontro por parte de uma aluna e um professor em representa\u00e7\u00e3o da comitiva.<\/p>\n<p>A visita, integrada no projeto educativo da disciplina, procurou proporcionar aos alunos uma experi\u00eancia de forma\u00e7\u00e3o humana, cultural e espiritual.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cQuisemos, sobretudo, oferecer aos alunos uma experi\u00eancia abrangente de forma\u00e7\u00e3o: ao n\u00edvel humano, cultural, religioso e relacional\u201d, explica o professor Adriano Batista ao EDUCRIS.<\/p><\/blockquote>\n<p>O docente sublinha que levar os alunos a Roma permitiu mostrar-lhes que \u201cnaquela cidade se cruzam hist\u00f3ria, cultura e espiritualidade\u201d, possibilitando aos alunos o contacto direto com as ra\u00edzes da tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3, e \u201cperceberem que aquilo que \u00e9 trabalhado em sala de aula n\u00e3o \u00e9 abstrato, mas faz parte de uma hist\u00f3ria viva que tem express\u00e3o no mundo atual\u201d.<\/p>\n<p>A passagem pela Cidade Eterna terminou com um dos momentos mais marcantes da viagem: a participa\u00e7\u00e3o na Audi\u00eancia Geral de quarta-feira, onde o professor Adriano Batista e uma aluna tiveram a oportunidade de cumprimentar o Papa Le\u00e3o XIV.<\/p>\n<p>Para o professor, este momento ajudou os alunos a perceber que \u201cfazem parte de algo maior\u201d, permitindo \u201calargar os seus horizontes e combater uma vis\u00e3o de gueto, de pequeno grupo, no fundo, uma vis\u00e3o individualista e ego\u00edsta da vida\u201d.<\/p>\n<p>O docente considera ainda que experi\u00eancias como esta v\u00e3o ao encontro do apelo do Papa a \u201ctrilhar novos mapas de esperan\u00e7a\u201d, explicando que esses mapas \u201cn\u00e3o s\u00e3o geogr\u00e1ficos, mas humanos, j\u00e1 que se constroem sempre que procuramos levar cada aluno a sair de si, a abrir-se ao mundo, ao outro e ao Transcendente\u201d.<\/p>\n<p><strong>Alunos destacam experi\u00eancia \u00fanica<\/strong><\/p>\n<p>Os alunos que participaram na visita destacam a oportunidade como uma experi\u00eancia \u00fanica de aprendizagem e crescimento pessoal. Tom\u00e1s Fernandes confessou que inicialmente tinha receio por nunca ter viajado de avi\u00e3o nem sa\u00eddo do pa\u00eds, mas que acabou por se encantar com a cidade: \u201cVi coisas inef\u00e1veis como o Coliseu, a Fontana di Trevi e o Papa. Foi como se fosse uma crian\u00e7a alegre a presenciar fen\u00f3menos inauditos\u201d, relata.<\/p>\n<p>J\u00e1 Gon\u00e7alo Rodrigues sublinha a import\u00e2ncia cultural e religiosa da experi\u00eancia, afirmando que escolheu EMRC porque considera importante \u201cconhecer as ra\u00edzes culturais e religiosas da sociedade em que vivo\u201d, acrescentando que a visita ajudou a compreender melhor o cristianismo ao longo da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m Filipa Cruz destacou a \u201cdimens\u00e3o educativa da viagem^\u201d, referindo que foi \u201cuma oportunidade \u00fanica de conhecer um lugar com tanta import\u00e2ncia hist\u00f3rica e religiosa\u201d e de aprender \u201cfora da sala de aula, de uma forma mais pr\u00e1tica e envolvente\u201d.<\/p>\n<p><strong>Desafios da EMRC e forma\u00e7\u00e3o integral<\/strong><\/p>\n<p>Questionado sobre os desafios atuais da disciplina, sobretudo no ensino secund\u00e1rio, o professor Adriano Batista afirma que a EMRC enfrenta \u201cdesafios muito exigentes\u201d, mas sublinha que esses desafios devem levar \u00e0 criatividade e \u00e0 capacidade de di\u00e1logo com os alunos. Para o docente, a disciplina deve ser \u201cum espa\u00e7o para o questionamento e para a reflex\u00e3o\u201d, ajudando os jovens nas quest\u00f5es da identidade, dos valores, da justi\u00e7a, da fraternidade e da paz.<\/p>\n<p>O professor destaca ainda a import\u00e2ncia das visitas de estudo como complemento das aulas, afirmando que \u201ceste tipo de atividades s\u00e3o uma extens\u00e3o da sala de aula: criam experi\u00eancias marcantes, despertam interesse e ajudam a que a EMRC cumpra a sua miss\u00e3o essencial \u2014 contribuir para a forma\u00e7\u00e3o integral dos alunos, n\u00e3o s\u00f3 como estudantes, mas como pessoas conscientes, livres e respons\u00e1veis\u201d.<\/p>\n<p><strong>A religi\u00e3o ajuda-nos a perceber melhor o mundo<\/strong><\/p>\n<p>Os alunos, do ensino secund\u00e1rio, optaram pela frequ\u00eancia da disciplina por considerarem que \u201ca religi\u00e3o faz parte da cultura e da hist\u00f3ria da humanidade, e perceb\u00ea-la ajuda-nos a compreender melhor o mundo\u201d.<\/p>\n<blockquote><p>\u00a0&#8220;A EMRC n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 para quem \u00e9 crist\u00e3o \u2014 tamb\u00e9m nos ensina valores, \u00e9tica e a respeitar diferentes vis\u00f5es\u201d, sustenta Gon\u00e7alo Rodrigues.<\/p><\/blockquote>\n<p>J\u00e1 Filipa Cruz revela ter optado pela EMRC porque \u201cesta disciplina promove a reflex\u00e3o cr\u00edtica, o respeito pelos outros e o desenvolvimento de valores essenciais para a vida em sociedade\u201d.<\/p>\n<p>Por outro lado, EMRC faz-me pensar em quest\u00f5es que as outras disciplinas n\u00e3o tocam como: o sentido da vida, os valores e a forma como nos relacionamos com os outros.<\/p>\n<p>Tom\u00e1s Fernandes considera mesmo que a EMRC \u00e9 \u201cimportante no secund\u00e1rio\u201d porque \u201cfunciona como uma ferramenta de educa\u00e7\u00e3o integral que vai al\u00e9m da vertente confessional\u201d.<\/p>\n<p><strong>EMRC: Uma casa aberta a todos, pronta para o di\u00e1logo e a reflex\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>No final da visita a Roma o professor Adriano Batista faz um balan\u00e7o positivo da iniciativa e sustenta que \u201csobretudo no Ensino Secund\u00e1rio\u201d, a EMRC tem hoje \u201cdesafios muito exigentes\u201d.<\/p>\n<p>\u201cAcredito que a miss\u00e3o do docente \u00e9 tamb\u00e9m a de mostrar que a EMRC \u00e9 uma casa aberta a todos, todos, todos, independentemente da sua cren\u00e7a ou da sua n\u00e3o cren\u00e7a. Na heterogeneidade que s\u00e3o as salas de aula atuais, o professor tem \u2018mat\u00e9ria prima\u2019 para trilhar com os alunos o caminho da verdadeira Fraternidade, onde cada qual olha o outro como um irm\u00e3o e um amigo, compreendendo que as diferen\u00e7as s\u00e3o uma oportunidade de conhecimento m\u00fatuo e n\u00e3o uma amea\u00e7a a ningu\u00e9m\u201d, sustenta.<\/p>\n<p>O docente considera que \u201cnuma fase de estudo\u201d muito centrada nos resultados, a presen\u00e7a da EMRC \u00e9 \u201cajuda a pensar al\u00e9m do b\u00e1sico\u201d e isso s\u00f3 se pode fazer depois de estabelecer com os adolescentes \u201cuma rela\u00e7\u00e3o pessoal\u201d para que se possa depois \u201cdialogar com as inquieta\u00e7\u00f5es reais dos alunos\u201d.<\/p>\n<p>\u201cTemos de os ajudar na procura de identidades, nas rela\u00e7\u00f5es, nos valores, na justi\u00e7a, na fraternidade, na paz. Mais do que transmitir conte\u00fados a EMRC tem de ser um espa\u00e7o para o questionamento e para a reflex\u00e3o\u201d, completa.<\/p>\n<p>Educris|06.04.2026<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alunos do Agrupamento de Escolas de Silves desafiados a trilhar novos mapas de esperan\u00e7a em visita de estudo. 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