{"id":4294998930,"date":"2026-05-22T13:21:30","date_gmt":"2026-05-22T12:21:30","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/?p=4294998930"},"modified":"2026-05-22T13:28:23","modified_gmt":"2026-05-22T12:28:23","slug":"entrevista-a-disciplina-de-moral-recupera-a-pessoa-sara-magalhaes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/entrevista-a-disciplina-de-moral-recupera-a-pessoa-sara-magalhaes\/","title":{"rendered":"Entrevista: \u00abA disciplina de Moral recupera a pessoa\u00bb, Sara Magalh\u00e3es"},"content":{"rendered":"<p><em>Professora de EMRC, da Diocese do Porto, fala da miss\u00e3o de ensinar EMRC e v\u00ea a disciplina como \u201cespa\u00e7o de sentido e perten\u00e7a\u201d.<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_4294998931\" aria-describedby=\"caption-attachment-4294998931\" style=\"width: 219px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-4294998931\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Sara_magalhaes_EMRC-500x500.jpg\" alt=\"\" width=\"219\" height=\"219\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Sara_magalhaes_EMRC-500x500.jpg 500w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Sara_magalhaes_EMRC-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Sara_magalhaes_EMRC-200x200.jpg 200w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Sara_magalhaes_EMRC-768x768.jpg 768w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Sara_magalhaes_EMRC-300x300.jpg 300w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Sara_magalhaes_EMRC.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 219px) 100vw, 219px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4294998931\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"font-size: 8pt;\">PQ\/EDUCRIS<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>H\u00e1 28 anos que Sara Magalh\u00e3es entra nas salas de aula para ensinar Educa\u00e7\u00e3o Moral e Religiosa Cat\u00f3lica (EMRC). No Agrupamento de Escolas Lousada Este, na Diocese do Porto, a professora acredita que a disciplina continua a ser muito mais do que um espa\u00e7o de transmiss\u00e3o de conte\u00fados e \u00e9 hoje \u201clugar de escuta, de integra\u00e7\u00e3o, de descoberta pessoal e de constru\u00e7\u00e3o de sentido\u201d.<\/p>\n<p>Em plena Semana Nacional da EMRC, a docente descreve a disciplina como \u201cuma t\u00e1bua de salva\u00e7\u00e3o\u201d para muitos alunos.<\/p>\n<p>\u201cA disciplina de Moral recupera, n\u00e3o o aluno, mas a pessoa\u201d, afirma.<\/p>\n<p><strong>Ser professora de Moral foi uma descoberta<\/strong><\/p>\n<p>A liga\u00e7\u00e3o de Sara Magalh\u00e3es \u00e0 EMRC nasceu de forma inesperada. Apesar de ter estudado Teologia, explica que inicialmente n\u00e3o pensava seguir o ensino da disciplina.<\/p>\n<p>\u201cFoi uma descoberta\u201d, conta. \u201cQuando tirei o curso de Teologia n\u00e3o tinha essa clareza.\u201d<\/p>\n<p>Foi o contacto direto com os alunos que transformou o percurso profissional numa voca\u00e7\u00e3o ao servi\u00e7o dos mais novos.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cComecei a dar aulas e isso foi literalmente uma descoberta da forma como eu me entregava aos alunos e do que eu recebia deles\u201d, recorda.<\/p><\/blockquote>\n<p>Ao longo de quase tr\u00eas d\u00e9cadas de ensino, a professora diz ter aprendido mais com os estudantes do que aquilo que lhes ensinou.<\/p>\n<p>\u201cSer professora de Moral claramente \u00e9 uma miss\u00e3o\u201d, sublinha, para destacar a convic\u00e7\u00e3o de que muitas vezes a presen\u00e7a do professor de EMRC faz com que \u201cos alunos sintam que finalmente algu\u00e9m olha para eles\u201d.<\/p>\n<p>Para a docente da Diocese do Porto, a relev\u00e2ncia da disciplina n\u00e3o est\u00e1 \u201capenas nos conte\u00fados program\u00e1ticos\u201d, mas sobretudo no \u201cespa\u00e7o humano\u201d que oferece aos alunos.<\/p>\n<p>\u201cMuitas vezes eles dizem que percebem claramente qual \u00e9 a finalidade. Esta disciplina faz sentido\u201d, explica.<\/p>\n<p>Segundo a professora, a EMRC permite aos jovens \u201cexpressarem-se de forma diferente daquela que encontram noutras disciplinas\u201d.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cA disciplina d\u00e1-lhes um protagonismo que noutras disciplinas eles n\u00e3o t\u00eam\u201d, afirma.<\/p><\/blockquote>\n<p>Sara Magalh\u00e3es considera que as aulas funcionam como uma \u201cplataforma de sentido\u201d, ajudando os alunos a compreenderem-se a si pr\u00f3prios e aos outros.<\/p>\n<p>\u201cFinalmente olham para mim, para as minhas necessidades, para os meus problemas\u201d, relata, referindo-se ao testemunho dos pr\u00f3prios estudantes.<\/p>\n<p><strong>Um ant\u00eddoto contra o individualismo<\/strong><\/p>\n<p>Na entrevista, a professora identifica tamb\u00e9m a EMRC como \u201cuma resposta aos desafios sociais atuais\u201d, marcados pelo individualismo, pelos discursos de exclus\u00e3o e pela l\u00f3gica puramente econ\u00f3mica.<\/p>\n<p>\u201cPode ser um bom ant\u00eddoto para estes individualismos que estamos a viver\u201d, considera.<\/p>\n<p>Para a docente, a disciplina ajuda os jovens a questionarem o seu prop\u00f3sito e o seu lugar no mundo.<\/p>\n<p>\u201cQual \u00e9 o meu lugar no mundo? Eles come\u00e7am a entender isso atrav\u00e9s da disciplina de Moral\u201d, explica.<\/p>\n<p><strong>Forma\u00e7\u00e3o ajudou a enfrentar desafio do primeiro ciclo<\/strong><\/p>\n<p>Apesar da longa experi\u00eancia no ensino, este ano trouxe uma novidade ao percurso de Sara Magalh\u00e3es: pela primeira vez come\u00e7ou a lecionar no primeiro ciclo.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a levou-a a participar numa a\u00e7\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o dedicada \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da paz na sala de aula e \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de recursos pedag\u00f3gicos adaptados \u00e0s crian\u00e7as mais novas.<\/p>\n<p>\u201cEu sempre entendi que o primeiro ciclo era a base de tudo. E n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil\u201d, admite.<\/p>\n<p>A professora reconhece que precisava de novas ferramentas pedag\u00f3gicas para trabalhar com alunos mais pequenos.<\/p>\n<p>\u201cEstou habituada a alunos maiores e n\u00e3o tinha ferramentas nenhumas\u201d, confessa.<\/p>\n<p>Ainda assim, garante que a dist\u00e2ncia at\u00e9 ao local da forma\u00e7\u00e3o \u201cn\u00e3o se tornou problema nenhum\u201d, devido \u00e0 import\u00e2ncia do tema e da partilha entre colegas.<\/p>\n<p><strong>Todos t\u00eam espa\u00e7o e voz<\/strong><\/p>\n<p>Outro dos aspetos destacados por Sara Magalh\u00e3es \u00e9 a capacidade da disciplina para integrar alunos de diferentes culturas, origens e experi\u00eancias religiosas.<\/p>\n<p>\u201cEles integram-se t\u00e3o bem\u201d, afirma, referindo-se aos estudantes migrantes ou n\u00e3o crentes que frequentam as aulas de EMRC.<\/p>\n<p>Na sua perspetiva, a disciplina oferece um espa\u00e7o de perten\u00e7a onde cada aluno pode expressar-se livremente.<\/p>\n<p>\u201cTodos s\u00e3o protagonistas\u201d, explica. \u201cT\u00eam espa\u00e7o, t\u00eam voz e podem dizer o que pensam e o que sentem.\u201d<\/p>\n<p>Para a docente, esta dimens\u00e3o de acolhimento e di\u00e1logo continua a ser uma das marcas mais fortes da Educa\u00e7\u00e3o Moral e Religiosa Cat\u00f3lica nas escolas portuguesas.<\/p>\n<p>Educris|22.05.2026<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Professora de EMRC, da Diocese do Porto, fala da miss\u00e3o de ensinar EMRC e v\u00ea a disciplina como \u201cespa\u00e7o de 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