{"id":439415763,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/10742-homilia-do-papa-francisco-na-conclusao-do-52-congresso-eucaristico-internacional"},"modified":"2025-11-07T16:34:41","modified_gmt":"2025-11-07T16:34:41","slug":"homilia-do-papa-francisco-na-conclusao-do-52o-congresso-eucaristico-internacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/homilia-do-papa-francisco-na-conclusao-do-52o-congresso-eucaristico-internacional\/","title":{"rendered":"Homilia do Papa Francisco na conclus\u00e3o do 52\u00ba Congresso Eucar\u00edstico Internacional"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_budapeste_210912080707.jpeg\" \/><\/p>\n<p><p>Em Cesareia de Filipe, Jesus pergunta aos disc\u00edpulos: \u00abE v\u00f3s, quem dizeis que Eu sou?\u00bb (<em>Mc<\/em>\u00a08, 29). Esta pergunta p\u00f5e em xeque os disc\u00edpulos e marca uma viragem no seu caminho atr\u00e1s do Mestre. Conheciam bem Jesus, j\u00e1 n\u00e3o eram principiantes: conviviam familiarmente com Ele, foram testemunhas de muitos dos milagres realizados, ficavam maravilhados com o seu ensinamento, seguiam-No para onde quer que fosse. Contudo ainda n\u00e3o pensavam como Ele. Faltava uma passagem decisiva, ou seja, da\u00a0<em>admira\u00e7\u00e3o por Jesus<\/em>\u00a0\u00e0\u00a0<em>imita\u00e7\u00e3o de Jesus<\/em>. Tamb\u00e9m hoje o Senhor, fixando o olhar em cada um de n\u00f3s, nos interpela pessoalmente: \u00abMas Eu quem sou verdadeiramente para ti?\u00bb.\u00a0<em>Quem sou para ti?<\/em>\u00a0Dirigida a cada um de n\u00f3s, \u00e9 uma pergunta que pede n\u00e3o apenas uma resposta exata do ponto de vista do Catecismo, mas uma resposta pessoal, uma resposta de vida.<\/p>\n<p>Desta resposta, nasce\u00a0<em>a renova\u00e7\u00e3o do discipulado<\/em>. Tal renova\u00e7\u00e3o realiza-se atrav\u00e9s das tr\u00eas passagens que fizeram os disc\u00edpulos e que podemos realizar tamb\u00e9m n\u00f3s: o an\u00fancio de Jesus, o primeiro; o discernimento com Jesus, o segundo; e o caminho atr\u00e1s de Jesus, o terceiro.<\/p>\n<p>1.\u00a0<em>O an\u00fancio de Jesus<\/em>. \u00c0 pergunta \u00abe v\u00f3s, quem dizeis que Eu sou?\u00bb, respondeu Pedro como representante de todo o grupo: \u00abTu \u00e9s o Messias\u00bb. Em poucas palavras, Pedro disse tudo. A resposta est\u00e1 certa, mas surpreendentemente, depois de tal reconhecimento, Jesus ordena severamente que \u00abn\u00e3o dissessem isto a ningu\u00e9m\u00bb (8, 30). Perguntamo-nos: por que motivo uma proibi\u00e7\u00e3o t\u00e3o dr\u00e1stica? Por uma raz\u00e3o concreta: dizer que Jesus \u00e9 o Messias, o Cristo, \u00e9 exato mas incompleto. Existe sempre o risco de anunciar um falso messianismo: aquele segundo os homens e n\u00e3o segundo Deus. Por isso, a partir daquele momento, Jesus come\u00e7a a revelar a sua identidade: a identidade pascal, aquela que encontramos na Eucaristia. Explica que a sua miss\u00e3o havia certamente de culminar na gl\u00f3ria da ressurrei\u00e7\u00e3o, mas passando pela humilha\u00e7\u00e3o da cruz; ou seja, desenrolar-se-ia segundo a sabedoria de Deus, \u00abque \u2013 como diz S\u00e3o Paulo \u2013 n\u00e3o \u00e9 deste mundo, nem dos chefes deste mundo\u00bb (<em>1 Cor<\/em>\u00a02, 6). Jesus imp\u00f5e sil\u00eancio sobre a sua identidade messi\u00e2nica, mas n\u00e3o sobre a cruz que O espera. Pelo contr\u00e1rio \u2013 observa o evangelista \u2013 Jesus come\u00e7a a ensinar \u00ababertamente\u00bb (<em>Mc<\/em>\u00a08, 32) que \u00abo Filho do Homem tinha de sofrer muito e ser rejeitado pelos anci\u00e3os, pelos sumos sacerdotes e pelos doutores da Lei, e ser morto e ressuscitar depois de tr\u00eas dias\u00bb (8, 31).<\/p>\n<p>Perante este an\u00fancio de Jesus, um an\u00fancio surpreendente, tamb\u00e9m n\u00f3s podemos sentir-nos apavorados. Gostar\u00edamos, tamb\u00e9m n\u00f3s, dum messias poderoso, em vez dum servo crucificado. Diante de n\u00f3s est\u00e1 a Eucaristia, para nos recordar quem \u00e9 Deus; n\u00e3o o faz com palavras, mas de modo concreto, mostrando-nos Deus como P\u00e3o partido, como Amor crucificado e doado. Podemos acrescentar muitas cerim\u00f3nias, mas o Senhor permanece ali na simplicidade dum P\u00e3o que se deixa partir, distribuir e comer. Est\u00e1 ali: para nos salvar, faz-Se servo; para nos dar vida, morre. Faz-nos bem deixar-nos surpreender pelo an\u00fancio de Jesus. E quem se abre a este an\u00fancio de Jesus, abre-se \u00e0 segunda passagem.<\/p>\n<p>2.\u00a0<em>O discernimento com Jesus<\/em>. Face ao an\u00fancio do Senhor, a rea\u00e7\u00e3o de Pedro \u00e9 tipicamente humana: quando aparece a cruz, a perspetiva do sofrimento, o homem revolta-se. E Pedro, depois de ter confessado a realidade messi\u00e2nica de Jesus, escandaliza-se com as palavras do Mestre e tenta dissuadi-Lo de prosseguir o seu caminho. A cruz nunca est\u00e1 na moda. Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, a cruz nunca est\u00e1 na moda: ontem, como hoje. Mas cura por dentro. \u00c9 diante do Crucificado que experimentamos uma ben\u00e9fica luta interior, um \u00e1spero conflito entre \u00abpensar segundo Deus\u00bb e \u00abpensar segundo os homens\u00bb. Dum lado, temos a l\u00f3gica de Deus, que \u00e9 a do amor humilde; o caminho de Deus evita qualquer imposi\u00e7\u00e3o, ostenta\u00e7\u00e3o, de qualquer triunfalismo, visa sempre o bem dos outros, indo at\u00e9 ao sacrif\u00edcio de si mesmo. Do outro, temos o \u00abpensar segundo os homens\u00bb: \u00e9 a l\u00f3gica do mundo, do mundanismo, presa \u00e0s honras e privil\u00e9gios, tendente ao prest\u00edgio e ao sucesso. O que conta aqui s\u00e3o a relev\u00e2ncia e a for\u00e7a, aquilo que chama a aten\u00e7\u00e3o da maioria e sabe afirmar-se perante os outros.<\/p>\n<p>Encandeado por esta perspetiva, Pedro chama Jesus \u00e0 parte e come\u00e7a a repreend\u00ea-Lo (cf. 8, 32). Antes confessara-O, agora reprende-O. Pode acontecer tamb\u00e9m connosco chamar o Senhor \u00ab\u00e0 parte\u00bb, coloc\u00e1-Lo num canto do cora\u00e7\u00e3o, continuando a considerar-nos pessoas religiosas e boas, e prosseguir pelo nosso caminho sem nos deixarmos conquistar pela l\u00f3gica de Jesus. Mas h\u00e1 um verdade: entretanto, Ele acompanha-nos, acompanha-nos nesta luta interior, porque deseja que n\u00f3s, como os Ap\u00f3stolos, escolhamos a\u00a0<em>sua<\/em>\u00a0parte. H\u00e1 a parte de Deus, como h\u00e1 a parte do mundo\u2026 A diferen\u00e7a n\u00e3o est\u00e1 entre quem \u00e9 religioso e quem n\u00e3o o \u00e9; a diferen\u00e7a crucial est\u00e1 entre o Deus verdadeiro e o deus que \u00e9 o nosso eu. Que grande dist\u00e2ncia existe entre Aquele que reina silenciosamente na cruz e aquele falso deus que gostar\u00edamos de ver reinar pela for\u00e7a e reduzir ao sil\u00eancio os nossos inimigos! Como \u00e9 diverso Cristo, que Se nos prop\u00f5e s\u00f3 com amor, comparado com os messias poderosos e vencedores, lisonjeados pelo mundo! Jesus sacode-nos, n\u00e3o se contenta com declara\u00e7\u00f5es de f\u00e9, pede-nos que purifiquemos a nossa religiosidade diante da sua cruz, diante da Eucaristia. Faz-nos bem permanecer em adora\u00e7\u00e3o diante da Eucaristia, para contemplarmos a fragilidade de Deus. Dediquemos tempo \u00e0 adora\u00e7\u00e3o. \u00c9 um modo de rezar demasiado esquecido. Dediquemos tempo \u00e0 adora\u00e7\u00e3o. Deixemos que Jesus, P\u00e3o vivo, cure os nossos fechamentos e nos abra \u00e0 partilha: nos cure da nossa rigidez e de nos fecharmos em n\u00f3s mesmos, nos livre da escravid\u00e3o paralisante da defesa da nossa imagem e nos inspire a segui-Lo para onde Ele nos quer conduzir. E n\u00e3o para onde quero eu. Assim chegamos \u00e0 terceira passagem&#8230;<\/p>\n<p>3.\u00a0<em>O caminho atr\u00e1s de Jesus, e tamb\u00e9m o caminho com Jesus<\/em>: \u00abVai para tr\u00e1s de Mim, satan\u00e1s\u00bb (8, 33). Assim, com uma ordem en\u00e9rgica e forte, Jesus faz Pedro reentrar em si. Mas o Senhor, quando manda uma coisa, na realidade est\u00e1 ali presente, pronto a d\u00e1-la. E Pedro acolhe a gra\u00e7a de \u00abdar um passo atr\u00e1s\u00bb. O caminho crist\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma corrida ao sucesso, mas come\u00e7a com um passo atr\u00e1s \u2013 lembrai-vos disto: o caminho crist\u00e3o come\u00e7a com um passo atr\u00e1s \u2013, com um descentramento que liberta, com o retirar-se do centro da vida. Ent\u00e3o Pedro reconhece que o centro n\u00e3o \u00e9 \u00abo seu Jesus\u00bb, mas\u00a0<em>o verdadeiro<\/em>\u00a0Jesus. Voltar\u00e1 a cair, mas de perd\u00e3o em perd\u00e3o ir\u00e1 reconhecendo cada vez melhor o rosto de Deus. E passar\u00e1 duma admira\u00e7\u00e3o est\u00e9ril por Cristo \u00e0 imita\u00e7\u00e3o concreta de Cristo.<\/p>\n<p>Que significa caminhar atr\u00e1s de Jesus? \u00c9 avan\u00e7ar na vida com a sua pr\u00f3pria confian\u00e7a, a de sermos filhos amados de Deus. \u00c9 percorrer o mesmo caminho do Mestre, que veio para servir e n\u00e3o para ser servido (cf.\u00a0<em>Mc<\/em>\u00a010, 45). Caminhar atr\u00e1s de Jesus \u00e9 dirigir dia a dia os nossos passos ao encontro do irm\u00e3o. A isto mesmo nos impele a Eucaristia: a sentir-nos um s\u00f3 Corpo, a fazer-nos em peda\u00e7os para os outros. Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, deixemos que o encontro com Jesus na Eucaristia nos transforme, como transformou os grandes e corajosos Santos que honrais: penso em Santo Est\u00eav\u00e3o e Santa Isabel. \u00c0 semelhan\u00e7a deles, n\u00e3o nos contentemos com pouco; n\u00e3o nos resignemos com uma f\u00e9 que vive de ritos e repeti\u00e7\u00f5es, abramo-nos \u00e0 novidade escandalosa de Deus crucificado e ressuscitado, P\u00e3o partido para dar vida ao mundo. Viveremos na alegria, e seremos portadores de alegria.<\/p>\n<p>Ponto de chegada dum percurso, oxal\u00e1 este Congresso Eucar\u00edstico seja sobretudo um ponto de partida. Pois o caminho atr\u00e1s de Jesus convida a olhar para a frente, a acolher\u00a0<em>a viragem da gra\u00e7a<\/em>, a fazer reviver em n\u00f3s cada dia aquela pergunta que o Senhor, como em Cesareia de Filipe, nos dirige a cada um de n\u00f3s, seus disc\u00edpulos:\u00a0<em>E v\u00f3s, quem dizeis que Eu sou<\/em>?<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o Educris a partir do <a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/it\/homilies\/2021\/documents\/20210912-omelia-budapest.html\" target=\"_blank\">original<\/a> em italiano<\/p>\n<p>Imagem: Vatican Media<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Cesareia de Filipe, Jesus pergunta aos disc\u00edpulos: \u00abE v\u00f3s, quem dizeis que Eu sou?\u00bb (Mc\u00a08, 29). 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