{"id":450096382,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/328-liturgia\/6884-iii-domingo-da-pascoa-fica-connosco-senhor"},"modified":"2025-11-07T16:33:02","modified_gmt":"2025-11-07T16:33:02","slug":"iii-domingo-da-pascoa-fica-connosco-senhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/iii-domingo-da-pascoa-fica-connosco-senhor\/","title":{"rendered":"III Domingo da P\u00e1scoa: \u00abFica connosco Senhor\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/antonio_couto_sorriso_160417093031.jpg\"\/><\/p>\n<p><p>1.\u00a0O Evangelho deste III Domingo da P\u00e1scoa convida-nos a fazer aquela que pode ser considerada a mais bela viagem de doze quil\u00f3metros de toda a Escritura. A viagem que nos leva de Jerusal\u00e9m a Ema\u00fas, atual aldeia palestiniana de nome\u00a0<em>El-Kub\u00e8ibeh<\/em>, que guarda a mem\u00f3ria deste maravilhoso epis\u00f3dio de Lucas 24,13-35.<\/p>\n<p>2.\u00a0Aperceber-nos-emos, por\u00e9m, rapidamente que se trata menos de uma viagem transitiva sobre o mapa, e mais, muito mais, de uma viagem intransitiva nas estradas poeirentas do nosso embotado cora\u00e7\u00e3o. \u00c9 assim que dois deles (<em>d\u00fdo ex aut\u00f4n<\/em>) \u2013 e est\u00e1 aqui assinalada uma rutura destes dois com a comunidade reunida em Jerusal\u00e9m \u2013 saem da comunidade. O texto retrata-os bem: est\u00e3o em dissens\u00e3o com a comunidade, pelo caminho conversam familiarmente (<em>homil\u00e9\u00f4<\/em>) sobre as coisas acontecidas em Jerusal\u00e9m (Lucas 24,14 e 15), mas tamb\u00e9m debatem (<em>syz\u00eat\u00e9\u00f4<\/em>) (Lucas 24,15), e entram mesmo em dissens\u00e3o um com o outro, opondo argumentos (<em>antib\u00e1ll\u00f4<\/em>) (Lucas 24,17).<\/p>\n<p>3.\u00a0Estando assim as coisas, narra o texto que um terceiro viajante, que \u00e9 Jesus \u2013 informa-nos o narrador \u2013, se aproximou deles e\u00a0<em>caminhava com<\/em>\u00a0eles, mas os seus olhos estavam impedidos de o reconhecer (Lucas 24,15-16). Neste ponto preciso, imp\u00f5em-se duas pequenas anota\u00e7\u00f5es. Primeira: Jesus \u00e9 sempre aquele que\u00a0<em>caminha com<\/em>, faz conjun\u00e7\u00e3o, onde n\u00f3s, e quando n\u00f3s, estamos em disjun\u00e7\u00e3o. E n\u00e3o\u00a0<em>caminha connosco<\/em>\u00a0apenas algum tempo.\u00a0<em>Caminha connosco<\/em>\u00a0sempre, pois o verbo grego est\u00e1 no imperfeito de dura\u00e7\u00e3o (<em>synepore\u00faeto<\/em>):\u00a0<em>caminhava com<\/em>. Segunda: n\u00e3o \u00e9 a incapacidade deles ou a nossa que nos impede de reconhecer Jesus. Na verdade, o texto diz, na sua crueza, que os seus olhos estavam impedidos (<em>ekrato\u00fbnto<\/em>). O verbo grego est\u00e1 num imperfeito passivo. Entenda-se corretamente: \u00e9 Deus que impede os nossos olhos de o reconhecerem agora. Esta indica\u00e7\u00e3o deixa-nos alerta para o momento em que Deus vai desimpedir os nossos olhos para o reconhecermos.<\/p>\n<p>4.\u00a0Este terceiro, que\u00a0<em>caminha sempre connosco<\/em>, e que faz conjun\u00e7\u00e3o sobre as nossas disjun\u00e7\u00f5es, \u00e9 tamb\u00e9m aquele que conduz o nosso caminho. Ele \u00e9 o Presidente. Preside sempre. Por isso, come\u00e7a a fazer perguntas: \u00abQue s\u00e3o estas palavras que opondes entre v\u00f3s enquanto caminhais?\u00bb (Lucas 24,17). Ele \u00e9 o Mestre que nos faz perguntas pedag\u00f3gicas, para n\u00f3s nos dizermos. A primeira consequ\u00eancia em n\u00f3s desta pergunta certeira \u00e9 fazer com que mostremos a nossa tristeza e desilus\u00e3o: \u00abE eles pararam com o rosto triste\u00bb (Lucas 24,17). E depois, at\u00f3nitos, perguntamos: \u00abTu \u00e9s o \u00fanico (<em>m\u00f3nos<\/em>) estrangeiro residente (<em>p\u00e1roikos<\/em>) em Jerusal\u00e9m que n\u00e3o conheces as coisas que nela aconteceram nestes dias?\u00bb (Lucas 24,18). E ele pergunta outra vez pedagogicamente: \u00abO que foi?\u00bb (Lucas 24,19). Duas anota\u00e7\u00f5es. Primeira: sem o sabermos, fazemos uma afirma\u00e7\u00e3o correta: de facto,\u00a0<em>ele \u00e9 o \u00fanico<\/em>\u00a0que conhece as coisas de outra maneira. Segunda: quando ele pergunta: \u00abO que foi?\u00bb, \u00e9 para nos levar a dizer a desilus\u00e3o e o sem-sentido que nos habita. Ele \u00e9 o Mestre que faz as perguntas, para depois corrigir as respostas (Lucas 24,25-27).<\/p>\n<p>5.\u00a0Nestas conversas guiadas, parece que o caminho se encurtou. Est\u00e3o em Ema\u00fas. E, chegados a\u00ed, Jesus fez como se\u00a0<span style=\"text-decoration: underline;\">(<em>prosepoi\u00easato<\/em>: aor. de\u00a0<em>prospoi\u00e9omai<\/em>)<\/span>\u00a0fosse caminhar para mais longe (Lucas 24,28). \u00abFez como se\u00bb \u00e9 uma finta pedag\u00f3gica. O texto n\u00e3o diz que ele ia caminhar para mais longe. Diz que\u00a0<span style=\"text-decoration: underline;\">Ele<\/span>\u00a0\u00abfez como se fosse\u2026\u00bb. Finta pedag\u00f3gica, que provoca logo a nossa ora\u00e7\u00e3o: \u00abFica connosco\u2026\u00bb (Lucas 24,29). Aten\u00e7\u00e3o, portanto: tamb\u00e9m a nossa ora\u00e7\u00e3o \u00e9 provocada por ele. Ele \u00e9 o Mestre, o Presidente.<\/p>\n<p>6.\u00a0No seguimento do nosso pedido, ele entra para ficar connosco. N\u00e3o apenas algum tempo, como fazemos n\u00f3s quando visitamos os amigos. Ele entra para ficar connosco sempre, para presidir \u00e0 nossa vida toda. Preside, portanto, \u00e0 nossa mesa: recebe o p\u00e3o, bendiz a Deus, parte o p\u00e3o e\u00a0<em>dava<\/em><span style=\"text-decoration: underline;\">(<em>eped\u00eddou<\/em>: imperf. de\u00a0<em>epid\u00edd\u00f4mi<\/em>)<\/span>, imperfeito de dura\u00e7\u00e3o. Atitude que continua ainda hoje. \u00c9 aqui que s\u00e3o abertos (por Deus) os nossos olhos, antes impedidos por Deus de reconhecer Jesus. Decifra\u00e7\u00e3o da Cruz. Ele est\u00e1 vivo e presente. A sua vida \u00e9 uma vida a n\u00f3s dada. Sempre a ser dada, dado que, se\u00a0<em>dar<\/em>\u00a0reclama a presen\u00e7a do dom do doador ao donat\u00e1rio,\u00a0<em>dar-se<\/em>\u00a0reclama a presen\u00e7a do doador no donat\u00e1rio. \u00c9 agora e daqui que vemos a luzinha que ele acendeu j\u00e1 no nosso cora\u00e7\u00e3o, no caminho\u2026 N\u00e3o \u00e9 o escuro da noite exterior que nos mete medo. O que nos mete medo \u00e9 o escuro interior. Ei-los que partem em plena noite para Jerusal\u00e9m. Viagem da conjun\u00e7\u00e3o, fazendo o caminho inverso da primeira viagem da disjun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>7.\u00a0Ainda hoje \u00e9 bom e salutar fazer esta viagem no mapa e no cora\u00e7\u00e3o a Ema\u00fas (<em>El-Kub\u00e8ibeh<\/em>). O peregrino encontra nesta aldeia \u00e1rabe uma igreja, \u00e0 guarda dos Padres Franciscanos da Cust\u00f3dia da Terra Santa, que recorda os acontecimentos narrados no sublime epis\u00f3dio de Lucas 24, que acab\u00e1mos de recordar. A atual igreja \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o de in\u00edcios do s\u00e9culo XX, estilo rom\u00e2nico-g\u00f3tico de transi\u00e7\u00e3o, que respeita as linhas e integra algumas pedras de uma igreja constru\u00edda pelos Cruzados no s\u00e9culo XII. Esta igreja encontrava-se ainda de p\u00e9 no s\u00e9culo XIV, mas estava j\u00e1 em ru\u00ednas no s\u00e9culo XV, de acordo com o testemunho de peregrinos qualificados. Esta constru\u00e7\u00e3o dos Cruzados enquadra aquilo que se pensa serem os fundamentos da casa de Cl\u00e9ofas, um dos dois que, naquele primeiro dia da semana (Lucas 24,1 e 13), se dirigiam para uma aldeia, chamada Ema\u00fas, que distava 60 est\u00e1dios (11-12 km) de Jerusal\u00e9m.<\/p>\n<p>8.\u00a0Nas paredes desta igreja, pode ler-se em v\u00e1rias l\u00ednguas um belo e significativo poema, que aqui passa tamb\u00e9m a conhecer o portugu\u00eas: \u00abTodos os dias\/ Te encontramos\/ no caminho.\/ Mas muitos reconhecer-Te-\u00e3o\/ apenas\/ quando\/ repartires connosco\/ o Teu p\u00e3o.\/ Quem sabe?\/ Talvez\/ no \u00faltimo entardecer\u00bb.<\/p>\n<p>9.\u00a0E o poeta ingl\u00eas Thomas S. Eliot faz esta evoca\u00e7\u00e3o da cena de Ema\u00fas: \u00abQuem \u00e9 o terceiro, que vai sempre ao teu lado? Se me ponho a contar, juntos vamos apenas eu e tu. Por\u00e9m, se olho \u00e0 minha frente sobre a estrada branca, vejo sempre outro que caminha ao teu lado. Quem \u00e9 esse que vai sempre do outro lado?\u00bb.<\/p>\n<p>10.\u00a0\u00c9 o Senhor, que v\u00f3s entregastes \u00e0 morte, mas que Deus ressuscitou, responde Pedro, falando ao povo no dia de Pentecostes (Atos 2,14.22-33). Reside aqui, n\u00e3o apenas o essencial do an\u00fancio, mas o an\u00fancio essencial, sem glosas e sem filtros, que somos chamados a fazer, com alegria e determina\u00e7\u00e3o (Atos 2,23-24). Este veio fundamental percorre, como verdadeira filigrana, o Livro dos Atos dos Ap\u00f3stolos: 2,23-24.32.36; 3,15-16; 4,10; 5,30-31; 10,39-40; 13,28-30; 17,31; 25,19. Chamemos-lhe \u00abprimeiro an\u00fancio\u00bb, ou, como j\u00e1 se diz hoje, nesta sociedade que j\u00e1 recebeu o \u00abprimeiro an\u00fancio\u00bb, mas que vive distante da seiva do Evangelho, \u00absegundo (primeiro) an\u00fancio\u00bb.<\/p>\n<p>11.\u00a0Pedro continua a ensinar-nos que vivemos aqui como \u00abestrangeiros e h\u00f3spedes\u00bb, isto \u00e9, como \u00abparoquianos\u00bb (<em>paroik\u00eda<\/em>), mas que, como Jesus e \u00e0 sua maneira, somos tamb\u00e9m filhos e chamamos a Deus \u00abnosso Pai\u00bb. E \u00e9 neste Senhor Jesus que, conforme des\u00edgnio eterno do Pai, deu a vida por n\u00f3s, temos posta a nossa f\u00e9 e a nossa esperan\u00e7a, muito para al\u00e9m das coisas corrupt\u00edveis, como prata e oiro, e de tudo o que se avalia, mede ou pesa (1 Pedro 1,17-21). \u00c9-nos pedida, portanto, vida nova de acordo com o estatuto concedido.<\/p>\n<p>12.\u00a0Portanto, \u00abo Senhor sempre diante de mim\u00bb, cantamos hoje com o Salmo 16,8. S\u00f3 Ele nos pode guiar no caminho da vida. Na verdade, as pedras e as coisas, as casas e as terras, nunca devem ocupar, muito menos encher, o nosso cora\u00e7\u00e3o. Os sacerdotes, descendentes de Aar\u00e3o n\u00e3o tinham terra distribu\u00edda em Israel. A sua heran\u00e7a era o Senhor (cf. N\u00fameros 18,20). E n\u00f3s tamb\u00e9m cantamos no nosso Salmo de hoje, o Salmo 16, \u00abSenhor, Tu \u00e9s a minha heran\u00e7a\u00bb (v. 5). No seu Serm\u00e3o 344, Santo Agostinho comenta assim: \u00abO salmista n\u00e3o diz: \u201c\u00d3 Deus, d\u00e1-me uma heran\u00e7a\u201d. Diz antes: \u201cTudo o que me podes dar fora de Ti, \u00e9 vil. S\u00ea Tu a minha heran\u00e7a. \u00c9 a Ti que eu amo\u2026 Esperar Deus de Deus, estar cheio de Deus. Basta-te Ele; fora dele, nada te pode bastar\u00bb. Esta melodia deve encher o nosso cora\u00e7\u00e3o e este Dia de Domingo, Dia do Senhor, de doa\u00e7\u00e3o radical, total, ao Senhor. Entenda-se: \u00e9 um caminho novo que se abre \u00e0 nossa frente. Sem retrocessos, sem desvios, sem distra\u00e7\u00f5es, sem nostalgias, sem sa\u00eddas de emerg\u00eancia ou de seguran\u00e7a!<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Couto<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1.\u00a0O Evangelho deste III Domingo da P\u00e1scoa convida-nos a fazer aquela que pode ser considerada a mais bela viagem de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":920925217,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[70],"class_list":["post-450096382","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-liturgia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/450096382","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=450096382"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/450096382\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4294994301,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/450096382\/revisions\/4294994301"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media\/920925217"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=450096382"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=450096382"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=450096382"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}