{"id":451641314,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/11587-canada-francisco-lembra-que-a-igreja-e-uma-casa-aberta-a-todos"},"modified":"2025-11-07T16:34:43","modified_gmt":"2025-11-07T16:34:43","slug":"canada-francisco-lembra-que-a-igreja-e-uma-casa-aberta-a-todos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/canada-francisco-lembra-que-a-igreja-e-uma-casa-aberta-a-todos\/","title":{"rendered":"Canad\u00e1: Francisco lembra que \u00abA Igreja \u00e9 uma casa aberta a todos\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_francisco_canada_perdao_vaticannews_220726113854.jpg\" \/><\/p>\n<div class=\"testo\">\n<div class=\"text parbase vaticanrichtext\">\n<p><em>No segundo discurso aos povos ind\u00edgenas, o Papa visitou uma comunidade crist\u00e3 onde o percurso de perd\u00e3o e reconcilia\u00e7\u00e3o j\u00e1 foi iniciado. Francisco lembrou a Igreja &#8220;como uma casa de todos e para todos&#8221; e voltou a pedir perd\u00e3o &#8220;pelo contributo dos cat\u00f3licos&#8221;, nas pol\u00edticas de &#8220;assimila\u00e7\u00e3o cultural&#8221; dos povos ind\u00edgenas<\/em><\/p>\n<p><em>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, boa tarde!<\/em><\/p>\n<p>Estou feliz por me encontrar no vosso meio e rever os rostos de v\u00e1rios representantes ind\u00edgenas que, h\u00e1 poucos meses, me foram visitar a Roma. Foi muito significativa para mim aquela visita: agora estou eu na vossa casa, como amigo e peregrino, estou na vossa terra, no templo onde vos reunis para louvar a Deus como irm\u00e3os e irm\u00e3s. Em Roma, depois de vos ter escutado, disse que \u00abum processo de cura eficaz requer gestos concretos\u00bb (<em><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/speeches\/2022\/april\/documents\/20220401-popoli-indigeni-canada.html\">Discurso \u00e0s Delega\u00e7\u00f5es dos Povos Ind\u00edgenas do Canad\u00e1<\/a><\/em>, 1 de abril de 2022). Apraz-me ver que nesta par\u00f3quia, para onde confluem pessoas das diferentes comunidades das\u00a0<em>Firts Nations<\/em>, dos\u00a0<em>M\u00e9tis<\/em>\u00a0e dos\u00a0<em>Inuit<\/em>\u00a0juntamente com popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o ind\u00edgena da localidade e diversos irm\u00e3os e irm\u00e3s imigrantes, tal processo j\u00e1 come\u00e7ou. Esta \u00e9\u00a0<em>uma casa para todos<\/em>, aberta e inclusiva como deve ser a Igreja, fam\u00edlia dos filhos de Deus, onde a hospitalidade e o acolhimento \u2013 valores t\u00edpicos da cultura ind\u00edgena \u2013 s\u00e3o essenciais; onde se deve sentir bem-vindo cada um, independentemente das vicissitudes passadas e das circunst\u00e2ncias individuais da vida. Uma coisa que me toca muito e vos quero agradecer: a proximidade concreta a tantos pobres (que s\u00e3o numerosos tamb\u00e9m neste pa\u00eds rico) atrav\u00e9s da caridade. \u00c9 o que deseja Jesus, o Qual nos disse e continua a repetir no Evangelho: \u00abSempre que fizestes isto a um destes meus irm\u00e3os mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes\u00bb (<em>Mt<\/em>\u00a025, 40). Neles Jesus est\u00e1 presente.<\/p>\n<p>E ao mesmo tempo n\u00e3o devemos esquecer que, tamb\u00e9m na Igreja, o joio se mistura com o trigo bom. Mesmo na Igreja. Foi precisamente por causa desse joio que desejei fazer esta peregrina\u00e7\u00e3o penitencial e inici\u00e1-la, esta manh\u00e3, recordando o mal sofrido pelas popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, da parte de tantos crist\u00e3os, e pedindo perd\u00e3o lamentando-o. Custa-me pensar que cat\u00f3licos tenham contribu\u00eddo para as pol\u00edticas de assimila\u00e7\u00e3o e alforria que transmitiam um sentido de inferioridade, despojando comunidades e pessoas das suas identidades culturais e espirituais, cortando as suas ra\u00edzes e alimentando atitudes preconceituosas e discriminat\u00f3rias, e que isso tenha sido feito tamb\u00e9m em nome duma educa\u00e7\u00e3o que se supunha crist\u00e3. A educa\u00e7\u00e3o deve partir sempre do respeito e da promo\u00e7\u00e3o dos talentos que j\u00e1 existem nas pessoas. N\u00e3o \u00e9, nem jamais poder\u00e1 ser, algo pr\u00e9-confecionado que se h\u00e1 de impor, porque educar \u00e9 a aventura de explorar e descobrir, juntos, o mist\u00e9rio da vida. Gra\u00e7as a Deus, atrav\u00e9s do encontro em par\u00f3quias como esta, edificam-se dia ap\u00f3s dia as bases para a cura e a reconcilia\u00e7\u00e3o. Cura, reconcilia\u00e7\u00e3o. Gostaria de dizer algo que n\u00e3o est\u00e1 escrito aqui. Quero agradecer de maneira especial o trabalho que fizeram os Bispos para eu poder vir aqui e para v\u00f3s poderdes ir l\u00e1 [a Roma]. Uma Confer\u00eancia Episcopal unida faz gestos grandes, d\u00e1 muito fruto. Muito obrigado \u00e0 Confer\u00eancia Episcopal!<\/p>\n<p><em>Reconcilia\u00e7\u00e3o<\/em>: sobre esta palavra quero, nesta tarde, partilhar algumas reflex\u00f5es. Que nos sugere Jesus quando fala de reconcilia\u00e7\u00e3o? Ou quando nos incute a reconcilia\u00e7\u00e3o? Que significado tem a reconcilia\u00e7\u00e3o para n\u00f3s hoje? Queridos amigos, a reconcilia\u00e7\u00e3o realizada por Cristo n\u00e3o foi um acordo externo de paz, uma esp\u00e9cie de compromisso para contentar as v\u00e1rias partes. Tampouco foi uma paz ca\u00edda do C\u00e9u, chegada por imposi\u00e7\u00e3o do alto ou por apropria\u00e7\u00e3o do outro. O ap\u00f3stolo Paulo explica que Jesus reconcilia juntando, fazendo de duas realidades distantes uma \u00fanica realidade, uma coisa s\u00f3, um s\u00f3 povo. E\u00a0<em>como<\/em>\u00a0o faz? Por meio da cruz (cf.\u00a0<em>Ef<\/em>\u00a02, 14-16).\u00a0<em>\u00c9 Jesus que nos reconcilia uns com os outros na cruz<\/em>, naquela \u00e1rvore da vida, como gostavam de lhe chamar os antigos crist\u00e3os. A cruz, \u00e1rvore da vida.<\/p>\n<p>V\u00f3s, queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s ind\u00edgenas, tendes muito a ensinar sobre o significado vital da \u00e1rvore, que, unida \u00e0 terra pelas ra\u00edzes, nos d\u00e1 oxig\u00e9nio atrav\u00e9s das folhas e nutre com os seus frutos. E \u00e9 belo ver a simbologia da \u00e1rvore representada na fisionomia desta igreja, onde um tronco une ao terreno o altar sobre o qual Jesus nos reconcilia na Eucaristia, \u00abato de amor c\u00f3smico\u00bb que \u00abune o c\u00e9u e a terra, abra\u00e7a (&#8230;) toda a cria\u00e7\u00e3o\u00bb (Francisco, Carta enc.\u00a0<em><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/encyclicals\/documents\/papa-francesco_20150524_enciclica-laudato-si.html#236\">Laudato si\u2019<\/a><\/em>, 236). Este simbolismo lit\u00fargico recorda-me uma frase estupenda pronunciada por S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II neste pa\u00eds: \u00abTrata-se de fazer que Cristo anime o centro mesmo de toda a cultura. Deste modo, n\u00e3o s\u00f3 o cristianismo \u00e9 relevante para as popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, mas Cristo, nos membros do seu Corpo, torna-Se Ele mesmo ind\u00edgena\u00bb (<em>Celebra\u00e7\u00e3o da Palavra com os \u00cdndios do Canad\u00e1<\/em>, 15 de setembro de 1984). Ele reconcilia na cruz; une mesmo o que antes parecia impens\u00e1vel e imperdo\u00e1vel; abra\u00e7a tudo e todos. Tudo e todos: as popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas atribuem um forte significado c\u00f3smico aos pontos cardeais, vistos n\u00e3o s\u00f3 como pontos de refer\u00eancia geogr\u00e1fica, mas tamb\u00e9m como dimens\u00f5es que abra\u00e7am a realidade inteira e indicam o caminho para a sanar, representado pela chamada \u00abroda da medicina\u00bb. Este templo assume tal simbologia dos pontos cardeais e d\u00e1-lhes um significado cristol\u00f3gico. Atrav\u00e9s das extremidades da sua cruz, Jesus abra\u00e7a os pontos cardeais e re\u00fane os povos mais distantes, Jesus tudo sana e pacifica (cf.\u00a0<em>Ef<\/em>\u00a02, 14-16). L\u00e1 cumpre este des\u00edgnio de Deus: \u00abreconciliar todas as coisas\u00bb (cf.\u00a0<em>Col<\/em>\u00a01, 20).<\/p>\n<p>Irm\u00e3os, irm\u00e3s, que significa isto para quem carrega dentro de si feridas t\u00e3o dolorosas? Naqueles que sofreram tremendamente por causa de homens e mulheres que deviam dar testemunho de vida crist\u00e3, imagino a dificuldade que podem sentir em divisar qualquer perspetiva de reconcilia\u00e7\u00e3o. A dignidade violada, o mal suportado, a confian\u00e7a tra\u00edda, nada os pode cancelar. Tampouco se deve jamais cancelar a vergonha sentida por n\u00f3s, crentes. Mas \u00e9 necess\u00e1rio recome\u00e7ar, e Jesus prop\u00f5e-nos, n\u00e3o palavras e bons prop\u00f3sitos, mas a cruz, aquele amor escandaloso que se deixa trespassar os p\u00e9s e os pulsos por cravos, e perfurar a cabe\u00e7a de espinhos. Tal \u00e9 a dire\u00e7\u00e3o a seguir: olhar juntos para Cristo, o amor tra\u00eddo e crucificado por n\u00f3s; olhar para Jesus, crucificado em tantos alunos das escolas residenciais. Se queremos verdadeiramente reconciliar-nos entre n\u00f3s e dentro de n\u00f3s, reconciliar-nos com o passado, com as injusti\u00e7as sofridas e com a mem\u00f3ria ferida, com vicissitudes traumatizantes que nenhuma consola\u00e7\u00e3o humana pode curar, h\u00e1 que elevar o olhar para Jesus crucificado, a paz deve ser bebida do seu altar. Porque \u00e9 precisamente na \u00e1rvore da cruz que o sofrimento se transforma em amor, a morte em vida, a dece\u00e7\u00e3o em esperan\u00e7a, o abandono em comunh\u00e3o, a dist\u00e2ncia em unidade. A reconcilia\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 tanto obra nossa, \u00e9 uma prenda, \u00e9 um dom que brota do Crucificado, \u00e9 paz que vem do Cora\u00e7\u00e3o de Jesus, \u00e9 uma gra\u00e7a que deve ser implorada. A reconcilia\u00e7\u00e3o \u00e9 uma gra\u00e7a que deve ser pedida.<\/p>\n<p>H\u00e1 outro aspeto da reconcilia\u00e7\u00e3o, de que vos quero falar. O ap\u00f3stolo Paulo explica que Jesus, por meio da cruz, nos reconciliou\u00a0<em>num s\u00f3 corpo<\/em>\u00a0(cf.\u00a0<em>Ef<\/em>\u00a02, 14-16). De que corpo fala ele? Fala da Igreja: a Igreja \u00e9 este\u00a0<em>corpo vivo de reconcilia\u00e7\u00e3o<\/em>. Mas, se o nosso pensamento se fixa no sofrimento incancel\u00e1vel suportado nestes lugares por tantos no seio de institui\u00e7\u00f5es eclesiais, a \u00fanica coisa que sentimos \u00e9 c\u00f3lera, a \u00fanica coisa que sentimos \u00e9 vergonha. Isso aconteceu quando os crentes se deixaram mundanizar e, em vez de promover a reconcilia\u00e7\u00e3o, impuseram o seu modelo cultural. Este comportamento, irm\u00e3os e irm\u00e3s, \u00e9 dif\u00edcil faz\u00ea-lo morrer, mesmo do ponto de vista religioso. De facto, parecer-nos-ia mais conveniente inculcar Deus nas pessoas, do que permitir que as pessoas se aproximem de Deus: uma contradi\u00e7\u00e3o! Isto, por\u00e9m, nunca funciona, porque o Senhor n\u00e3o age assim: n\u00e3o for\u00e7a, n\u00e3o sufoca, nem oprime; pelo contr\u00e1rio, sempre ama, liberta e deixa livres. N\u00e3o sustenta com o seu Esp\u00edrito quem subjuga os outros, quem confunde o Evangelho da reconcilia\u00e7\u00e3o com o proselitismo. Pois n\u00e3o se pode anunciar Deus de modo contr\u00e1rio a Deus. E todavia, quantas vezes sucedeu na hist\u00f3ria! Enquanto Deus se limita humildemente a propor-Se, n\u00f3s temos sempre a tenta\u00e7\u00e3o de O impor e de nos impormos em seu nome. \u00c9 a tenta\u00e7\u00e3o mundana de faz\u00ea-Lo descer da cruz, para O manifestar com a for\u00e7a e a apar\u00eancia. Mas Jesus reconcilia na cruz, n\u00e3o descendo da cruz. Em terra, \u00e0 volta da cruz, estavam aqueles que pensavam em si mesmos e tentavam Cristo repetindo-Lhe que Se salvasse a Si mesmo (cf.\u00a0<em>Lc<\/em>\u00a023, 35.36), sem pensar nos outros. Irm\u00e3os e irm\u00e3s, em nome de Jesus, pe\u00e7o que n\u00e3o se volte mais a proceder assim na Igreja. Que Jesus seja anunciado como Ele deseja, na liberdade e na caridade, e cada pessoa crucificada que encontrarmos n\u00e3o seja para n\u00f3s um caso a resolver, mas um irm\u00e3o ou irm\u00e3 a amar, carne de Cristo a amar. Que a Igreja, Corpo de Cristo, seja corpo vivo de reconcilia\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>A pr\u00f3pria palavra reconcilia\u00e7\u00e3o \u00e9, praticamente, sin\u00f3nimo de Igreja. Com efeito, o termo significa \u00abfazer de novo conc\u00edlio\u00bb: reconcilia\u00e7\u00e3o, fazer um conc\u00edlio novo. A Igreja \u00e9 a casa onde conciliar-se de novo, onde reunir-se para recome\u00e7ar e crescer juntos. \u00c9 o lugar onde se deixa de imaginar como indiv\u00edduos para se reconhecer como irm\u00e3os, fixando-se olhos nos olhos, acolhendo as hist\u00f3rias e a cultura do outro, deixando que a m\u00edstica do conjunto, que muito agrada ao Esp\u00edrito Santo, favore\u00e7a a cura da mem\u00f3ria ferida. Este \u00e9 o caminho: n\u00e3o decidir pelos outros, n\u00e3o encaixar todos dentro de esquemas pr\u00e9-estabelecidos, mas colocar-se diante do Crucificado e diante do irm\u00e3o para aprender a caminhar juntos. Isto \u00e9 a Igreja, e assim deve ser: o lugar onde a realidade \u00e9 sempre superior \u00e0 ideia. Isto \u00e9 a Igreja, e assim deve ser: n\u00e3o um conjunto de ideias e preceitos a incutir nas pessoas; a Igreja \u00e9 uma casa acolhedora para todos! Isto \u00e9 a Igreja, e assim deve ser: um templo com as portas sempre abertas, como ouvimos estes nossos dois irm\u00e3s dizer, que esta par\u00f3quia \u00e9 um templo com as portas sempre abertas, onde todos n\u00f3s, templos vivos do Esp\u00edrito, nos encontramos, servimos e reconciliamos. Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, os gestos e as visitas podem ser importantes, mas a maior parte das palavras e atividades de reconcilia\u00e7\u00e3o verificam-se a n\u00edvel local, em comunidades como esta, onde as pessoas e as fam\u00edlias caminham lado a lado, dia ap\u00f3s dia. O rezar juntos, auxiliar juntos, partilhar hist\u00f3rias de vida, alegrias e lutas comuns, abre a porta \u00e0 obra reconciliadora de Deus.<\/p>\n<p>Para concluir, deixo-vos uma imagem que nos pode ajudar. Neste templo, por cima do altar e do sacr\u00e1rio, vemos os quatro p\u00e1lios duma t\u00edpica tenda ind\u00edgena (soube que se chamava\u00a0<em>tepee<\/em>). A tenda tem um grande significado b\u00edblico. Quando Israel caminhava pelo deserto, Deus habitava numa tenda que era montada sempre que o povo fazia uma paragem: era a\u00a0<em>Tenda do Encontro<\/em>. Isso lembra-nos que Deus caminha connosco e gosta de nos encontrar juntos, em conv\u00e9nio, em conc\u00edlio. E quando Se fez homem \u2013 escreve literalmente o Evangelho \u2013 \u00abcolocou a sua tenda no meio de n\u00f3s\u00bb (cf.\u00a0<em>Jo<\/em>\u00a01, 14). Deus \u00e9 Deus da proximidade; em Jesus, ensina-nos a linguagem da compaix\u00e3o e da ternura. Isto deve ser percebido sempre que vimos \u00e0 igreja, onde Ele est\u00e1 presente no sacr\u00e1rio, no tabern\u00e1culo (palavra que significa, precisamente, tenda). Portanto Deus ergue a sua tenda entre n\u00f3s, acompanha-nos ao longo dos nossos desertos: n\u00e3o habita em pal\u00e1cios celestes, mas na nossa Igreja, desejando que ela seja\u00a0<em>casa de reconcilia\u00e7\u00e3o<\/em>.<\/p>\n<p>\u00d3 Jesus, crucificado e ressuscitado, que habitais neste povo, que \u00e9 vosso; Senhor, que desejais resplandecer atrav\u00e9s das nossas comunidades e das nossas culturas; Jesus, tomai-nos pela m\u00e3o e, mesmo nos desertos da hist\u00f3ria, guiai os nossos passos pelo caminho da reconcilia\u00e7\u00e3o. Amen.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o Educris a partir do original em <a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/es\/speeches\/2022\/july\/documents\/20220725-incontroedmonton-canada.html\" target=\"_blank\">espanhol<\/a><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"clearfix\">Imagem: Vatican News<\/p>\n<div class=\"clearfix\">26.07.2022<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No segundo discurso aos povos ind\u00edgenas, o Papa visitou uma comunidade crist\u00e3 onde o percurso de perd\u00e3o e reconcilia\u00e7\u00e3o j\u00e1 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