{"id":518857493,"date":"2022-01-01T00:00:00","date_gmt":"2022-01-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/11074-homilia-a-igreja-e-mae-a-igreja-e-mulher-afirma-o-papa"},"modified":"2022-01-01T00:00:00","modified_gmt":"2022-01-01T00:00:00","slug":"homilia-a-igreja-e-mae-a-igreja-e-mulher-afirma-o-papa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/homilia-a-igreja-e-mae-a-igreja-e-mulher-afirma-o-papa\/","title":{"rendered":"Homilia: \u00abA Igreja \u00e9 m\u00e3e. A Igreja \u00e9 mulher\u00bb, afirma o Papa"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_maria_220103104524.jpeg\"\/><\/p>\n<p><p><em>Na homilia desta manh\u00e3, proferida por ocasi\u00e3o da eucaristia, a que presidiu, na Solenidade de Santa Maria Sant\u00edssima M\u00e3e de Deus, Francisco lembrou as mulheres que s\u00e3o maltratadas e lembrou que &#8220;ferir uma mulher \u00e9 ultrajar a Deus, que tomou duma mulher a humanidade&#8221;<\/em><\/p>\n<p>Leia, na \u00edntegra, a homilia do Santo Padre<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Os pastores encontram \u00abMaria, Jos\u00e9 e o menino deitado na manjedoura\u00bb (<em>Lc<\/em>\u00a02, 16). A manjedoura \u00e9 sinal de alegria para os pastores: confirma o que tinham sabido do anjo (cf. 2, 12), \u00e9 o lugar onde encontram o Salvador. E \u00e9 tamb\u00e9m a prova de que Deus est\u00e1 junto deles: nasce numa manjedoura, objeto bem conhecido deles, demonstrando assim ser-lhes pr\u00f3ximo e familiar. Mas a manjedoura \u00e9 um sinal de alegria tamb\u00e9m para n\u00f3s: Jesus, nascendo pequenino e pobre, toca-nos o cora\u00e7\u00e3o, incute-nos amor em vez de temor. A manjedoura preanuncia-nos que Ele Se far\u00e1 alimento para n\u00f3s. E a sua pobreza \u00e9 uma boa not\u00edcia para todos, especialmente para os marginalizados, para os rejeitados, para quem n\u00e3o conta no mundo. Ali desce Deus: nenhuma via preferencial, nem sequer um ber\u00e7o! Eis por que \u00e9 bom v\u00ea-Lo deitado numa manjedoura.<\/p>\n<p>Mas para Maria, a Santa M\u00e3e de Deus, n\u00e3o foi assim. Ela teve de suportar \u00abo esc\u00e2ndalo da manjedoura\u00bb. Tamb\u00e9m Ela, muito antes dos pastores, recebera o an\u00fancio de um anjo, que Lhe dissera palavras solenes, falando-Lhe do trono de David: \u00abH\u00e1s de conceber no teu seio e dar \u00e0 luz um filho, ao qual por\u00e1s o nome de Jesus. Ser\u00e1 grande e vai chamar-Se Filho do Alt\u00edssimo. O Senhor Deus vai dar-Lhe o trono de seu pai David\u00bb (<em>Lc<\/em>\u00a01, 31-32). E agora tem de O colocar numa manjedoura para animais. Como harmonizar o trono do rei e a pobre manjedoura? Como conciliar a gl\u00f3ria do Alt\u00edssimo e a mis\u00e9ria dum est\u00e1bulo? Pensemos no desconsolo da M\u00e3e de Deus. Que h\u00e1 de mais duro, para uma m\u00e3e, do que ver o seu filho sofrer a mis\u00e9ria? \u00c9 caso para se sentir desconsolado. N\u00e3o se poderia censurar Maria, se Se lamentasse de toda aquela desola\u00e7\u00e3o inesperada. Ela, por\u00e9m, n\u00e3o perde a coragem. N\u00e3o Se queixa, mas est\u00e1 em sil\u00eancio. Em vez dos nossos queixumes, opta por uma sa\u00edda diversa: \u00abQuanto a Maria \u2013 diz o Evangelho \u2013, guardava todas estas coisas, meditando-as no seu cora\u00e7\u00e3o\u00bb (<em>Lc<\/em>\u00a02, 19).<\/p>\n<p>Trata-se dum comportamento diferente do dos pastores e do povo. Eles contam a todos o que viram: o anjo que lhes apareceu no meio da noite, as suas palavras sobre o Menino. E o povo admirava-se ao ouvir estas coisas (cf. 2, 18): palavras e admira\u00e7\u00e3o. Ao contr\u00e1rio, Maria aparece pensativa. Guarda e medita no cora\u00e7\u00e3o. S\u00e3o duas atitudes diferentes, que se podem encontrar tamb\u00e9m em n\u00f3s. A narra\u00e7\u00e3o e a maravilha dos pastores recordam a nossa condi\u00e7\u00e3o nos primeiros tempos da f\u00e9: ent\u00e3o \u00e9 tudo f\u00e1cil e linear, alegra-se pela novidade de Deus que entra na vida, enchendo todos os seus aspetos dum clima de maravilha. Diversamente, a atitude meditativa de Maria \u00e9 a express\u00e3o duma f\u00e9 madura, adulta, n\u00e3o inicial; duma f\u00e9 que n\u00e3o \u00e9 rec\u00e9m-nascida, duma f\u00e9 que se tornou\u00a0<em>geradora<\/em>. Porque a fecundidade espiritual passa atrav\u00e9s da prova. Sa\u00edda da tranquilidade de Nazar\u00e9 e das promessas triunfantes recebidas do anjo \u2013 o seu in\u00edcio \u2013, Maria encontra-Se agora no est\u00e1bulo escuro de Bel\u00e9m. Mas \u00e9 aqui que d\u00e1 Deus ao mundo. E enquanto outros, perante o esc\u00e2ndalo da manjedoura, teriam sido tomados pelo desconsolo, Ela n\u00e3o:\u00a0<em>guarda meditando<\/em>.<\/p>\n<p>Aprendamos da M\u00e3e de Deus esta atitude: guardar meditando. Com efeito, acontece tamb\u00e9m a n\u00f3s ter de suportar certos \u00abesc\u00e2ndalos da manjedoura\u00bb. Esperamos que tudo corra bem, mas depois, como rel\u00e2mpago em c\u00e9u sereno, chega um problema inesperado. E gera-se uma dolorosa colis\u00e3o entre as expetativas e a realidade. E pode acontecer tamb\u00e9m na f\u00e9, quando a alegria do Evangelho \u00e9 posta \u00e0 prova numa situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil por que passamos. Mas hoje a M\u00e3e de Deus ensina-nos a tirar proveito desta colis\u00e3o. Mostra-nos a sua necessidade: \u00e9 o caminho estreito para chegar \u00e0 meta, \u00e9 a cruz sem a qual n\u00e3o se ressuscita. \u00c9 como um parto doloroso, que d\u00e1 vida a uma f\u00e9 mais madura.<\/p>\n<p>Pergunto-me, irm\u00e3os e irm\u00e3s, como realizar esta passagem, como superar a colis\u00e3o entre o ideal e o real? Fazendo precisamente como Maria:\u00a0<em>guardando e meditando<\/em>. Em primeiro lugar, Maria guarda, ou seja, n\u00e3o deixa disperso. N\u00e3o rejeita o que acontece. Guarda tudo no cora\u00e7\u00e3o, tudo aquilo que viu e ouviu: n\u00e3o s\u00f3 as coisas lindas, como o que Lhe dissera o anjo e aquilo que contaram os pastores, mas tamb\u00e9m as coisas dif\u00edceis de aceitar: o perigo que correu aparecendo gr\u00e1vida antes do casamento, agora a triste desola\u00e7\u00e3o do est\u00e1bulo onde deu \u00e0 luz. Eis o que faz Maria: n\u00e3o seleciona, mas guarda. Acolhe a realidade como vem, n\u00e3o tenta camuflar, maquilhar a vida; guarda no cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Depois temos a segunda atitude. Como guarda Maria? Guarda\u00a0<em>meditando<\/em>. O verbo usado no Evangelho evoca o entrela\u00e7amento das coisas: Maria compara experi\u00eancias diferentes, encontrando os fios ocultos que as interligam. No seu cora\u00e7\u00e3o, na sua ora\u00e7\u00e3o realiza esta opera\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria: interliga as coisas lindas e as coisas duras; n\u00e3o as mant\u00e9m separadas, mas une-as. E por isso Maria \u00e9 a M\u00e3e da catolicidade. Podemos, for\u00e7ando um pouco as palavras, dizer que Maria \u00e9 cat\u00f3lica por isto: porque une, n\u00e3o separa. E assim apreende o sentido pleno, a perspetiva de Deus. No seu cora\u00e7\u00e3o de m\u00e3e, compreende que a gl\u00f3ria do Alt\u00edssimo passa pela humildade; acolhe o plano da salva\u00e7\u00e3o, segundo o qual Deus devia descansar numa manjedoura. V\u00ea o Menino divino fr\u00e1gil e tiritando de frio, e acolhe o maravilhoso entrela\u00e7amento divino de grandeza e pequenez. \u00c9 assim que Maria guarda: meditando.<\/p>\n<p>Este olhar inclusivo, que supera as tens\u00f5es guardando e meditando no cora\u00e7\u00e3o, \u00e9 o olhar das m\u00e3es, que nas tens\u00f5es, n\u00e3o separam, mas guardam-nas, e assim cresce a vida. \u00c9 o olhar com que muitas m\u00e3es abra\u00e7am as situa\u00e7\u00f5es dos filhos. \u00c9 um olhar concreto, que n\u00e3o se deixa condicionar pelo desconsolo, nem se deixa paralisar perante os problemas, mas coloca-os num horizonte mais amplo. E Maria continua assim, at\u00e9 ao Calv\u00e1rio, meditando e guardando: guarda e medita. V\u00eam \u00e0 mente os rostos das m\u00e3es que assistem um filho doente ou em dificuldade. Quanto amor h\u00e1 nos seus olhos, banhados de l\u00e1grimas, que ao mesmo tempo sabem inspirar motivos de esperan\u00e7a! Trata-se de um olhar consciente, sem ilus\u00f5es, e, todavia, sem se deter na tristeza e nos problemas, oferece uma perspetiva mais ampla, a perspetiva do cuidado, do amor que regenera a esperan\u00e7a. \u00c9 isto que fazem as m\u00e3es: sabem superar obst\u00e1culos e conflitos, sabem infundir a paz. Assim conseguem transformar as adversidades em ocasi\u00f5es de renascimento e em ocasi\u00f5es de crescimento. Fazem-no porque sabem guardar. As m\u00e3es sabem guardar, sabem manter os fios da vida todos juntos. H\u00e1 necessidade de pessoas capazes de tecer fios de comunh\u00e3o, que contrastem os numerosos fios de arame farpado das divis\u00f5es; fios de comunh\u00e3o, isto sabem-no fazer as m\u00e3es.<\/p>\n<p>O novo ano come\u00e7a sob o signo da Santa M\u00e3e de Deus, sob o signo da M\u00e3e. O olhar materno \u00e9 o caminho para renascer e crescer. As m\u00e3es, as mulheres olham o mundo n\u00e3o para o explorar, mas para que tenha vida: olhando com o cora\u00e7\u00e3o, conseguem manter juntos os sonhos e a realidade concreta, evitando as derivas do pragmatismo ass\u00e9tico e da abstra\u00e7\u00e3o. E a Igreja \u00e9 m\u00e3e, \u00e9 m\u00e3e assim! E a Igreja \u00e9 mulher, \u00e9 mulher assim! Por isso n\u00e3o podemos encontrar o lugar da mulher na Igreja sem a espelhar neste cora\u00e7\u00e3o de mulher-m\u00e3e. Este \u00e9 o lugar da mulher na Igreja, o grande lugar, do qual derivam outros mais concretos, mais secund\u00e1rios. Mas a Igreja \u00e9 m\u00e3e, a Igreja \u00e9 mulher. E enquanto as m\u00e3es d\u00e3o a vida e as mulheres guardam o mundo, empenhemo-nos todos para promover as m\u00e3es e proteger as mulheres. Quanta viol\u00eancia existe contra as mulheres! Basta! Ferir uma mulher \u00e9 ultrajar a Deus, que tomou duma mulher a humanidade\u2026 N\u00e3o a tomou dum anjo, nem [a criou] diretamente: tomou-a duma mulher. Tal como duma mulher, a Igreja-mulher toma a humanidade dos filhos.<\/p>\n<p>No in\u00edcio do Ano Novo, coloquemo-nos sob a prote\u00e7\u00e3o desta mulher, a Santa M\u00e3e de Deus, que \u00e9 nossa m\u00e3e. Que Ela nos ajude a guardar e meditar tudo, sem ter medo das prova\u00e7\u00f5es, na jubilosa certeza de que o Senhor \u00e9 fiel e sabe transformar as cruzes em ressurrei\u00e7\u00f5es. Invoquemo-La, tamb\u00e9m hoje, como fez o Povo de Deus em \u00c9feso. Ponhamo-nos todos de p\u00e9, fixemos o olhar em Nossa Senhora e, como fez o povo de Deus em \u00c9feso, repitamos tr\u00eas vezes o seu t\u00edtulo de M\u00e3e de Deus. Todos juntos: Santa M\u00e3e de Deus, Santa M\u00e3e de Deus, Santa M\u00e3e de Deus!\u00bb. Amen.<\/p>\n<p>Educris|01.01.2022<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na homilia desta manh\u00e3, proferida por ocasi\u00e3o da eucaristia, a que presidiu, na Solenidade de Santa Maria Sant\u00edssima M\u00e3e de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2644288448,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[64],"class_list":["post-518857493","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-vaticano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/518857493","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=518857493"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/518857493\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2644288448"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=518857493"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=518857493"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=518857493"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}