{"id":542654646,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/8131-audiencia-geral-a-escravidao-a-liberdade-interior-e-o-repouso-"},"modified":"2025-11-07T16:34:31","modified_gmt":"2025-11-07T16:34:31","slug":"audiencia-geral-a-escravidao-a-liberdade-interior-e-o-repouso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/audiencia-geral-a-escravidao-a-liberdade-interior-e-o-repouso\/","title":{"rendered":"Audi\u00eancia-geral: A escravid\u00e3o, a liberdade interior e o repouso"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/audiencia_151028020130.jpg\" \/><\/p>\n<p><p><em>Na oitava catequese sobre os Mandamento o papa Francisco voltou ao terceiro mandamento para afirmar que o &#8220;amor liberta at\u00e9 na pris\u00e3o&#8221; e que s\u00f3 repousa &#8220;quem ama&#8221;.<\/em><\/p>\n<p>Leia, na \u00edntegra, a catequese do papa Francisco.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Catequese sobre os Mandamentos &#8211; 8 &#8211; O dia de Repouso, profecia de liberta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><em>Estimados irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<\/em><\/p>\n<p>Na catequese de hoje voltamos a falar do\u00a0<em>terceiro mandamento<\/em>, sobre o dia do repouso. O Dec\u00e1logo, promulgado no livro do \u00caxodo, \u00e9 repetido no livro do Deuteron\u00f3mio de modo quase id\u00eantico, com a exce\u00e7\u00e3o desta terceira Palavra, onde temos uma diferen\u00e7a preciosa: enquanto no \u00caxodo o motivo do repouso \u00e9 a\u00a0<em>b\u00ean\u00e7\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o<\/em>, no Deuteron\u00f3mio, ao contr\u00e1rio, ele comemora o\u00a0<em>fim da escravid\u00e3o<\/em>. Neste dia o escravo deve descansar como o patr\u00e3o, para celebrar a mem\u00f3ria da P\u00e1scoa de liberta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com efeito, por defini\u00e7\u00e3o os escravos n\u00e3o podem descansar. Mas existem muitos tipos de escravid\u00e3o, tanto exterior como interior. H\u00e1 constri\u00e7\u00f5es externas, como as opress\u00f5es, as vidas raptadas pela viol\u00eancia e por outros g\u00e9neros de injusti\u00e7a. Al\u00e9m disso, existem as pris\u00f5es interiores que s\u00e3o, por exemplo, os bloqueios psicol\u00f3gicos, os complexos, os limites carateriais e outros. Existe descanso nestas condi\u00e7\u00f5es? Um homem preso ou oprimido pode permanecer, contudo, livre? E uma pessoa atormentada por dificuldades interiores, pode ser livre?<\/p>\n<p>Com efeito, h\u00e1 pessoas que at\u00e9 na pris\u00e3o vivem uma grande liberdade de esp\u00edrito. Pensemos, por exemplo, em S\u00e3o Maximiliano Kolbe ou no Cardeal Van Thuan, que transformaram obscuras opress\u00f5es em lugares de luz. Assim como h\u00e1 pessoas marcadas por grandes fragilidades interiores que, contudo, conhecem o repouso da miseric\u00f3rdia e sabem transmiti-lo. A miseric\u00f3rdia de Deus liberta-nos. E quando nos deparamos com a miseric\u00f3rdia de Deus, temos uma grande liberdade interior e somos tamb\u00e9m capazes de a transmitir. Por isso, \u00e9 muito importante abrir-nos \u00e0 miseric\u00f3rdia de Deus para n\u00e3o sermos escravos de n\u00f3s mesmos.<\/p>\n<p>Portanto, o que \u00e9 a verdadeira liberdade? Consiste porventura na liberdade de escolha? Certamente, esta \u00e9 uma parte da liberdade, e engajamo-nos para que seja garantida a cada homem e mulher (cf. Conc. Ecum. Vat. II, Const. Past.\u00a0<em><a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/archive\/hist_councils\/ii_vatican_council\/documents\/vat-ii_const_19651207_gaudium-et-spes_po.html\">Gaudium et spes<\/a><\/em>, 73). Mas bem sabemos que fazer o que desejamos n\u00e3o \u00e9 suficiente para ser verdadeiramente livres e nem sequer felizes. A verdadeira liberdade \u00e9 muito mais!<\/p>\n<p>Com efeito, h\u00e1 uma escravid\u00e3o que acorrenta mais do que uma pris\u00e3o, mais que uma crise de p\u00e2nico, mais que uma imposi\u00e7\u00e3o de qualquer tipo: trata-se da\u00a0<em>escravid\u00e3o do pr\u00f3prio ego.<\/em>(<a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/audiences\/2018\/documents\/papa-francesco_20180912_udienza-generale.html#1.\">1<\/a>) Aqueles que se espelham o dia inteiro para ver o ego. E o pr\u00f3prio ego tem uma estatura mais alta do que o pr\u00f3prio corpo. S\u00e3o escravos do ego. O ego pode tornar-se um verdugo que tortura o homem, onde quer que ele se encontre, provocando-lhe a mais profunda opress\u00e3o, aquela que se chama \u201c<em>pecado<\/em>\u201d, que n\u00e3o \u00e9 banal viola\u00e7\u00e3o de um c\u00f3digo, mas fracasso da exist\u00eancia e condi\u00e7\u00e3o de escravos (cf.\u00a0<em>Jo\u00a0<\/em>8, 34).(<a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/audiences\/2018\/documents\/papa-francesco_20180912_udienza-generale.html#2.\">2<\/a>) Afinal, o pecado \u00e9 dizer e fazer ego. \u201cQuero fazer isto e n\u00e3o me importa se h\u00e1 um limite, se existe um mandamento, nem sequer importa se existe o amor\u201d.<\/p>\n<p>O ego, pensemos por exemplo nas paix\u00f5es humanas: o guloso, o luxurioso, o avarento, o iracundo, o invejoso, o pregui\u00e7oso, o soberbo \u2014 e assim por diante \u2014 s\u00e3o escravos dos seus v\u00edcios, que os tiranizam e atormentam. N\u00e3o h\u00e1 tr\u00e9gua para o guloso, porque a gula \u00e9 a hipocrisia do est\u00f4mago, que est\u00e1 cheio mas faz-nos crer que est\u00e1 vazio. O est\u00f4mago hip\u00f3crita torna-nos gulosos. Somos escravos de um est\u00f4mago hip\u00f3crita. N\u00e3o h\u00e1 tr\u00e9gua para o guloso e o luxurioso, que devem viver de prazer; o anseio da posse destr\u00f3i o avarento, que amontoa sempre dinheiro, fazendo mal ao pr\u00f3ximo; o fogo da ira e o caruncho da inveja arru\u00ednam os relacionamentos. Os escritores dizem que a inveja amarelece o corpo e a alma, como quando uma pessoa tem hepatite: torna-se amarela. Os invejosos t\u00eam a alma amarela, porque nunca podem ter o vigor da sa\u00fade da alma. A inveja destr\u00f3i. A pregui\u00e7a que evita qualquer esfor\u00e7o torna-nos incapazes de viver; o egocentrismo \u2014 aquele ego do qual eu falava \u2014 soberbo escava um fosso entre n\u00f3s e os outros.<\/p>\n<p>Caros irm\u00e3os e irm\u00e3s, quem \u00e9 por conseguinte o verdadeiro escravo? Quem \u00e9 aquele que n\u00e3o conhece o repouso? Quem n\u00e3o \u00e9 capaz de amar! E todos estes v\u00edcios, estes pecados, este ego\u00edsmo nos afastam do amor e nos tornam incapazes de amar. Somos escravos de n\u00f3s mesmos e n\u00e3o podemos amar, porque o amor \u00e9 sempre pelos outros.<\/p>\n<p>O terceiro mandamento, que convida a celebrar no repouso a liberta\u00e7\u00e3o, para n\u00f3s crist\u00e3os \u00e9 profecia do Senhor Jesus, que interrompe a escravid\u00e3o interior do pecado para tornar o homem capaz de amar. O amor verdadeiro \u00e9 a liberdade aut\u00eantica: desapega da posse, reconstrui os relacionamentos, sabe acolher e valorizar o pr\u00f3ximo, transforma em dom jubiloso todo o cansa\u00e7o, tornando-nos capazes de comunh\u00e3o. O amor liberta at\u00e9 na pris\u00e3o, mesmo se somos fr\u00e1geis e limitados.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a liberdade que recebemos do nosso Redentor, nosso Senhor Jesus Cristo.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o educris a partir o <a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/it\/audiences\/2018\/documents\/papa-francesco_20180912_udienza-generale.html\">original em Italiano<\/a><\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na oitava catequese sobre os Mandamento o papa Francisco voltou ao terceiro mandamento para afirmar que o &#8220;amor liberta at\u00e9 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4294987925,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[64],"class_list":["post-542654646","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-vaticano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/542654646","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=542654646"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/542654646\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4294995691,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/542654646\/revisions\/4294995691"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4294987925"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=542654646"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=542654646"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=542654646"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}