{"id":544891406,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/328-liturgia\/8380-ii-domingo-do-tempo-comum-os-segredos-das-bodas-de-cana"},"modified":"2025-11-07T16:33:25","modified_gmt":"2025-11-07T16:33:25","slug":"ii-domingo-do-tempo-comum-os-segredos-das-bodas-de-cana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/ii-domingo-do-tempo-comum-os-segredos-das-bodas-de-cana\/","title":{"rendered":"II Domingo do Tempo Comum: \u00abOs segredos das Bodas de can\u00e1\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/antonio_couto_sorriso_160417093031.jpg\" \/><\/p>\n<p><p>1. Neste Domingo II do Tempo Comum, temos a gra\u00e7a de ouvir e ver a grandiosa cena do Evangelho de Jo\u00e3o 2,1-12, vulgarmente conhecida como \u00abbodas de Can\u00e1\u00bb, em que Jesus transforma em vinho excelente cerca de 600 litros de \u00e1gua. Can\u00e1 \u00e9 uma aldeia situada a uns seis quil\u00f3metros a nordeste de Nazar\u00e9. A Igreja Una e Santa \u00e9 hoje de novo convidada e, por isso, se re\u00fane (\u00e9 reunida) num banquete de espanto e de alegria, para saborear o Vinho Bom (<em>kal\u00f3s<\/em>) e \u00daltimo, cuidadosamente guardado at\u00e9 Agora (<em>h\u00e9\u00f4s \u00e1rti<\/em>), mas Agora oferecido pelo Esposo verdadeiro, que \u00e9 Jesus (Jo\u00e3o 2,1-11). O segredo deste vinho Bom e \u00daltimo \u00e9 conhecido dos que servem (<em>di\u00e1konoi<\/em>) (Jo\u00e3o 2,9b), mas o chefe-de-mesa (<em>architr\u00edklinos<\/em>) \u00abn\u00e3o sabia \u201cDE ONDE\u201d (<em>p\u00f3then<\/em>) era\u00bb (Jo\u00e3o 2,9a).<\/p>\n<p>2. E, na verdade, aquele saber ou n\u00e3o \u201cDE ONDE\u201d (<em>p\u00f3then<\/em>) era, aqui anotado pelo narrador, \u00e9 a quest\u00e3o fundamental que atravessa o IV Evangelho, e aponta permanentemente para Deus. Provoca\u00e7\u00e3o para uma sociedade indiferente, com saber, mas sem sabor, sem frio e sem calor, morna, \u00e0 deriva, sem calafrios e sem Deus, que vive em plena orfandade. E, todavia, j\u00e1 Nietzsche o dizia: \u00abAo homem que te pede lume para acender o cigarro,\/ se o deixares falar,\/ dez minutos depois pedir-te-\u00e1 Deus\u00bb. Entremos, pois, por esta autoestrada repleta de sinaliza\u00e7\u00f5es para Deus, pois ela vem de Deus, e por ela vem Deus, por amor, ao encontro dos seus filhos.<\/p>\n<p>3. Em Jo\u00e3o 1,48, \u00e9 Natanael que, at\u00f3nito, pergunta a Jesus \u00ab\u201cDE ONDE\u201d (<em>p\u00f3then<\/em>) me conheces?\u00bb. Em Jo\u00e3o 2,9, o nosso texto de hoje, \u00e9 o narrador que nos informa que o chefe-de-mesa \u00abn\u00e3o sabia \u201cDE ONDE\u201d (<em>p\u00f3then<\/em>) era\u00bb a \u00e1gua feita vinho. Em Jo\u00e3o 3,8, \u00e9 Nicodemos que n\u00e3o sabe, acerca do Esp\u00edrito, \u00ab\u201cDE ONDE\u201d (<em>p\u00f3then<\/em>) vem nem para onde vai\u00bb. Em Jo\u00e3o 4,11, \u00e9 a mulher da Samaria que n\u00e3o sabe \u201cDE ONDE\u201d (<em>p\u00f3then<\/em>) tira Jesus a \u00e1gua viva. Em Jo\u00e3o 6,5-7, \u00e9 Filipe que chumba no teste que lhe faz Jesus, ao confessor que n\u00e3o sabe \u201cA ONDE\u201d (<em>p\u00f3then<\/em>) ir comprar p\u00e3o para dar de comer a umas trinta mil pessoas. Em Jo\u00e3o 7,27, as autoridades de Jerusal\u00e9m confirmam que, \u00abquando vier o Cristo, ningu\u00e9m saber\u00e1 \u201cDE ONDE\u201d (<em>p\u00f3then<\/em>) Ele \u00e9\u00bb. Em Jo\u00e3o 8,14, Jesus afirma, em pol\u00e9mica com os fariseus: \u00abEu sei \u201cDE ONDE\u201d (<em>p\u00f3then<\/em>) venho; v\u00f3s, por\u00e9m, n\u00e3o sabeis \u201cDE ONDE\u201d (<em>p\u00f3then<\/em>) venho\u00bb. Em Jo\u00e3o 9,29, na cena da cura do cego de nascen\u00e7a, os fariseus afirmam acerca de Jesus: \u00abEsse n\u00e3o sabemos \u201cDE ONDE\u201d (<em>p\u00f3then<\/em>) \u00e9\u00bb, ao que, no vers\u00edculo seguinte (Jo\u00e3o 9,30), com viva ironia, o cego curado responde, apontando a cegueira deles: \u00abIsso \u00e9 espantoso: v\u00f3s n\u00e3o sabeis \u201cDE ONDE\u201d (<em>p\u00f3then<\/em>) Ele \u00e9; e, no entanto, Ele abriu-me os olhos!\u00bb. Na narrativa do IV Evangelho, tudo isto conflui para a quest\u00e3o posta por Pilatos a Jesus, em Jo\u00e3o 19,9: \u00ab\u201cDE ONDE\u201d (<em>p\u00f3then<\/em>) \u00e9s Tu?\u00bb.<\/p>\n<p>4. Demoremo-nos, pois, um pouco com o chefe-de-mesa, uma vez que \u00e9 a ele que Jesus manda os servos levar o vinho novo (Jo\u00e3o 2,8). O chefe-de-mesa prova o vinho novo, e confessa a sua ignor\u00e2ncia acerca da sua origem: de facto, \u00abn\u00e3o sabia \u201cDE ONDE\u201d era\u00bb, diz-nos o narrador (Jo\u00e3o 2,9a). A sua pergunta \u00e9, portanto, esta: \u00ab\u201cDE ONDE\u201d \u00e9 este vinho\u00bb? Estranho \u00e9 que o seguimento do texto nos mostre que o chefe-de-mesa passe ao lado da sua pr\u00f3pria pergunta. Ele, que n\u00e3o sabia, podia ter perguntado aos servos, que sabiam (Jo\u00e3o 2,9b), porque tinham recebido e executado as ordens de Jesus (Jo\u00e3o 2,7-8). Em vez de se dirigir a eles, o chefe-de-mesa opta, todavia, por se dirigir ao noivo. E em vez de formular a sua pergunta acerca da origem daquele vinho, acaba simplesmente por manifestar o seu espanto pelo estranho procedimento adotado, contr\u00e1rio a todos os usos e costumes vigentes, de servir primeiro o vinho reles, deixando para o fim o vinho bom! (Jo\u00e3o 2,10).<\/p>\n<p>5. \u00c9 f\u00e1cil constatar que esta figura do chefe-de-mesa nos \u00e9 apresentada no papel de\u00a0<em>pivot<\/em>\u00a0no que se refere ao andamento da festa; em rela\u00e7\u00e3o ao vinho novo e bom que lhe \u00e9 levado pelos servidores, manifesta desconhecer a sua proveni\u00eancia; prova-o, como lhe competia, mas n\u00e3o esbo\u00e7a qualquer vontade de querer saber mais acerca dele; limita-se a manifestar a sua estranheza pelo facto de o ritual antigo ter sido alterado. O elenco destes tra\u00e7os figurais leva-nos a concluir que a figura do chefe-de-mesa representa bem as autoridades judaicas tradicionais, mas tamb\u00e9m todos os senhores do mundo, todos muito habituados, bons conhecedores das conven\u00e7\u00f5es, mas nada sens\u00edveis \u00e0 novidade que \u00e9 vis\u00edvel em Jesus, nada sens\u00edveis \u00e0s pessoas e aos factos, que simplesmente lhes parecem sa\u00eddos na roda do destino.<\/p>\n<p>6. Os servos, que recebem e cumprem as ordens de Jesus, que d\u00e3o o vinho novo e bom a provar aos judeus tradicionais e a toda a humanidade, s\u00e3o os disc\u00edpulos de Jesus, que sabem a proveni\u00eancia de Jesus, e sabem tamb\u00e9m discernir o \u00absignificado\u00bb deste primeiro \u00absinal\u00bb (<em>s\u00eame\u00edon<\/em>) que Jesus fez\u00bb (Jo\u00e3o 2,11). O IV Evangelho apresenta, de resto, no seu corpo, sete sinais que requerem interpreta\u00e7\u00e3o. J\u00e1 vimos o primeiro. O segundo \u00e9 a cura de uma crian\u00e7a gravemente doente, expressamente referido como segundo sinal (Jo\u00e3o 4,43-54). V\u00eam a seguir a cura de um paral\u00edtico (Jo\u00e3o 5,1-9), a multiplica\u00e7\u00e3o dos p\u00e3es para cinco mil homens (Jo\u00e3o 6,1-15), Jesus a caminhar sobre as \u00e1guas (Jo\u00e3o 6,16-21), a cura de um cego de nascen\u00e7a (Jo\u00e3o 9,1-12) e a ressurrei\u00e7\u00e3o de L\u00e1zaro (Jo\u00e3o 11,1-44).<\/p>\n<p>7. \u00abA m\u00e3e de Jesus estava l\u00e1\u00bb, diz-nos logo de entrada o narrador (Jo\u00e3o 2,1). Sintom\u00e1tico que, tendo ela sido apresentada como \u00abm\u00e3e de Jesus\u00bb por duas vezes (Jo\u00e3o 2,1 e 3), pouco depois Jesus a trate por \u00abmulher\u00bb (Jo\u00e3o 2,4), e n\u00e3o por \u00abm\u00e3e\u00bb. Este singular tratamento por \u00abmulher\u00bb em vez de \u00abm\u00e3e\u00bb tem sido muitas vezes visto como r\u00edspido, distante e nada afetuoso da parte de Jesus. O mesmo tratamento por \u00abmulher\u00bb, e n\u00e3o por \u00abm\u00e3e\u00bb, aparece no Calv\u00e1rio tamb\u00e9m nos l\u00e1bios de Jesus (Jo\u00e3o 19,26). Na verdade, esconde-se, neste tratamento por \u00abmulher\u00bb, um verdadeiro tesouro. A \u00abmulher\u00bb \u00e9 muitas vezes na Escritura o s\u00edmbolo do Povo de Deus, e, mais concretamente de Si\u00e3o-Jerusal\u00e9m personificada como Esposa amada, Enlevo e Alegria de Deus, o Esposo (Isa\u00edas 54,5-7; 62,1-5), e como m\u00e3e embevecida dos filhos de Deus (Isa\u00edas 49,21; 60,1-4).<\/p>\n<p>8. \u00abN\u00e3o t\u00eam vinho!\u00bb, observa a m\u00e3e de Jesus, falando para Jesus (Jo\u00e3o 2,3). \u00c9 uma observa\u00e7\u00e3o de m\u00e3e atenta e de serva feliz, que est\u00e1 ali para amar e servir! A resposta de Jesus: \u00abO que h\u00e1 entre mim e ti, mulher? Ainda n\u00e3o chegou a minha hora\u00bb (Jo\u00e3o 2,4), tem sido igualmente vista como uma resposta r\u00edspida de Jesus \u00e0 sua m\u00e3e. Na verdade, \u00e9 uma daquelas frases que pode assumir duas val\u00eancias opostas, conforme o tom de voz com que \u00e9 dita. Tanto pode ser, de facto, uma resposta r\u00edspida e de rutura, como pode ser, ao contr\u00e1rio, uma resposta de grande defer\u00eancia e carinho. \u00c9 \u00f3bvio que aqui \u00e9 uma resposta de grande defer\u00eancia e terno amor filial de Jesus. \u00c9 como se Jesus dissesse: \u00abMulher, grande mulher, mulher messi\u00e2nica, Aquela que atravessa em contraluz toda a Escritura Santa, que trouxeste at\u00e9 aqui nos teus bra\u00e7os a Esperan\u00e7a de um povo, porque precisas de mo pedir? Tu sabes bem que Eu o fa\u00e7o, e \u00e9 j\u00e1\u00bb. E a m\u00e3e de Jesus, nunca chamada Maria no IV Evangelho, entendeu bem esta resposta (n\u00f3s, pelos vistos, \u00e9 que n\u00e3o). Sinal disso \u00e9 que diz para os servos: \u00abFazei tudo o que Ele vos disser!\u00bb.<\/p>\n<p>9. Como Jesus dir\u00e1 mais tarde \u2013 e diz hoje para n\u00f3s \u2013 tamb\u00e9m no contexto de um banquete, a Eucaristia, em que somos n\u00f3s os convidados: \u00abFazei isto em mem\u00f3ria de Mim!\u00bb.<\/p>\n<p>10. \u00abEstava l\u00e1 a m\u00e3e de Jesus\u00bb, como \u00abestavam l\u00e1 seis talhas\u00bb, grandes e vazias (Jo\u00e3o 2,6). M\u00e3e e Mulher da esperan\u00e7a, talhas vazias, mas que ser\u00e3o cheias de esperan\u00e7a at\u00e9 ao cimo. Delas jorrar\u00e1 o vinho novo e bom, at\u00e9 agora guardado para n\u00f3s. Tempo novo e pleno do Amor de Deus. \u00c9 Ele que servir\u00e1 o banquete de carnes suculentas e vinhos deliciosos (Isa\u00edas 25,6).<\/p>\n<p>11. O banquete Novo, Bom e \u00daltimo do Reino de Deus, com o Vinho Bom e \u00daltimo, at\u00e9 agora guardado na esperan\u00e7a, \u00e9 agora cuidadosamente servido. \u00c9 sabido que a tradi\u00e7\u00e3o judaica descrevia com muito vinho o tempo da vinda do Messias, referindo que, nesse tempo, cada videira teria mil ramos, cada ramo mil cachos, cada cacho mil bagos, cada bago daria 460 litros de vinho! Que saber e sabor \u00e9 o nosso? Sabemos e saboreamos a Alegria do Banquete nupcial? Servimos para servir este Amor, esta Alegria? N\u00e3o esque\u00e7amos que \u00e9 este o \u00abterceiro Dia!\u00bb (Jo\u00e3o 2,1), que agrafa esta Alegria \u00e0 Alegria nova da Ressurrei\u00e7\u00e3o ao \u00abterceiro Dia\u00bb, \u00absinal\u00bb para a Gl\u00f3ria e para a F\u00e9 (Jo\u00e3o 2,11).<\/p>\n<p>12. A p\u00e1gina de hoje do Antigo Testamento \u00e9 Isa\u00edas 62,1-5. Um simples relance de olhos por esta sublime paisagem textual de Isa\u00edas \u00e9 suficiente para fazer ressaltar os acordes com o Evangelho de hoje. A cidade de Jerusal\u00e9m (personifica\u00e7\u00e3o de Israel), depois de experimentar o abandono e a desola\u00e7\u00e3o do Ex\u00edlio, \u00e9 agora olhada como uma noiva, desposada com Deus, seu Criador que, para o efeito, a recria, dando-lhe um nome novo, linguagem genes\u00edaca (G\u00e9nesis 1,1-4). E a alegria nupcial voltar\u00e1 a iluminar o rosto da cidade. \u00c9 ainda dito, dentro do mesmo colorido, que a cidade-noiva ser\u00e1 uma coroa (<em>?<sup>a<\/sup>tharah<\/em>) nas m\u00e3os do Senhor, como o Livro dos Prov\u00e9rbios refere que \u00aba esposa \u00e9 a coroa (<em>?<sup>a<\/sup>tharah<\/em>) do marido\u00bb (Prov\u00e9rbios 12,4). Bel\u00edssima linguagem nupcial, elevada dignidade para Jerusal\u00e9m e para n\u00f3s.<\/p>\n<p>13. A comunidade crist\u00e3 n\u00e3o pode ser vaidosa, autorreferencial, ego\u00edsta e individualista, como parecia ser Corinto, aos olhos de S\u00e3o Paulo (1 Cor\u00edntios 12,4-11). A comunidade bela e harmoniosa funciona como um corpo, \u00e9 composta de irm\u00e3os, e todos t\u00eam em vista o bem comum. Os dons de cada um s\u00e3o para proveito de todos, e n\u00e3o para pr\u00f3pria vangl\u00f3ria. Por isso, os dons s\u00e3o diferentes, \u00e9 o Esp\u00edrito que os distribui, e, postos em comum, servem para edificar a comunidade bela e harmoniosa. Como \u00e9 hoje oportuno fazermos esta verifica\u00e7\u00e3o nas nossas comunidades.<\/p>\n<p>14. Comunidade bela e harmoniosa. Sujeito adequado e preparado pelo Esp\u00edrito para cantar o \u00abc\u00e2ntico novo\u00bb cujos tons nos d\u00e1 hoje o Salmo 96, um Salmo que nos p\u00f5e a cantar a Realeza de YHWH e as suas maravilhas. O melhor ant\u00eddoto para o nosso culto tantas vezes apenas formal \u00e9 uma f\u00e9 coral que nos faz olhar, n\u00e3o tanto para o passado, mas para o futuro, para a not\u00edcia boa de um Deus que vem com um grande SIM para o nosso mundo. O \u00abc\u00e2ntico novo\u00bb n\u00e3o nos p\u00f5e a cantar hoje como ontem, mas hoje como amanh\u00e3.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>H\u00e1 um grande SIM a retinir no universo inteiro,<\/p>\n<p>Na tua cria\u00e7\u00e3o maravilhosa, verso e reverso,<\/p>\n<p>Obra a obra, tudo bem feito por meio do teu Filho amado,<\/p>\n<p>O Verbo, a Palavra sempre a dizer-se<\/p>\n<p>E para sempre dita, anunciada, bendita.<\/p>\n<p>SIM, o teu Filho Jesus n\u00e3o foi Sim e N\u00e3o,<\/p>\n<p>Mas unicamente SIM.<\/p>\n<p>E com esse SIM fez-se e mobilou-se o universo inteiro.<\/p>\n<p>SIM, \u00e9 sintom\u00e1tico<\/p>\n<p>Que nas 452 palavras hebraicas de G\u00e9nesis Um,<\/p>\n<p>O jardim da tua cria\u00e7\u00e3o,<\/p>\n<p>N\u00e3o se encontre um \u00fanico N\u00c3O.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00c9 tudo SIM, portanto,<\/p>\n<p>E \u00e9 nesse jardim que ecoa tamb\u00e9m o SIM de Maria,<\/p>\n<p>E que cada lacuna, cada N\u00c3O,<\/p>\n<p>Se v\u00e1 transformando sintomaticamente em SIM.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>N\u00c3O t\u00eam vinho, diz em Can\u00e1 Maria para Jesus,<\/p>\n<p>Mas logo ter\u00e3o vinho em excesso.<\/p>\n<p>N\u00c3O tenho marido, confessa a Jesus a mulher da Samaria,<\/p>\n<p>Mas vai ter e est\u00e1 ali mesmo ao lado.<\/p>\n<p>N\u00c3O tenho ningu\u00e9m que me lance \u00e0 \u00e1gua,<\/p>\n<p>Replica o paral\u00edtico \u00e0 beira da piscina,<\/p>\n<p>Mas j\u00e1 est\u00e1 ali Jesus mesmo ao lado.<\/p>\n<p>N\u00c3O tendes nada para comer, pois N\u00c3O,<\/p>\n<p>Pergunta e afirma Jesus perante os seus Ap\u00f3stolos,<\/p>\n<p>Que de madrugada regressam do mar sem nada terem pescado.<\/p>\n<p>E eles respondem: N\u00c3O!<\/p>\n<p>Mas j\u00e1 est\u00e1 ali um banquete novo preparado sobre a praia.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Vem, Senhor Jesus,<\/p>\n<p>Vem nascer em Bel\u00e9m<\/p>\n<p>E aqui tamb\u00e9m,<\/p>\n<p>Que precisamos tanto de Ti e do teu SIM.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Couto<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. 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