{"id":621809167,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/6836-audiencia-geralcristo-ressuscitado-e-a-nossa-esperanca"},"modified":"2025-11-07T16:34:25","modified_gmt":"2025-11-07T16:34:25","slug":"audiencia-geralcristo-ressuscitado-e-a-nossa-esperanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/audiencia-geralcristo-ressuscitado-e-a-nossa-esperanca\/","title":{"rendered":"Audi\u00eancia-geral:\u00abCristo ressuscitado \u00e9 a nossa esperan\u00e7a\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papafrancisco_140204124705-2.jpg\" \/><\/p>\n<p><p>Na manh\u00e3 desta quarta-feira o Papa Francisco continuou a s\u00e9rie de audi\u00eancias gerais onde tem apresentado o tema da esperan\u00e7a. Disponibilizamos, na \u00edntegra, o texto do Papa a partir do original em italiano.<\/p>\n<p><strong>A esperan\u00e7a crist\u00e3 &#8211; 19. Cristo ressuscitado \u00e9 a nossa esperan\u00e7a (cf. 1 Cor 15)<\/strong><\/p>\n<p>Caros irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<\/p>\n<p>Estamos reunidos hoje \u00e0 luz da P\u00e1scoa, que celebr\u00e1mos e continuamos a celebrar com a Liturgia. Portanto, no nosso itiner\u00e1rio de catequeses sobre a esperan\u00e7a crist\u00e3, gostaria de falar-vos hoje de Cristo ressuscitado, a nossa esperan\u00e7a, como nos \u00e9 apresentado por S\u00e3o Paulo na Primeira Carta aos Cor\u00edntios (cf. cap. 15).<\/p>\n<p>O Ap\u00f3stolo quer resolver um problema que, definitivamente, na comunidade de Corinto estava no centro das discuss\u00f5es. A ressurrei\u00e7\u00e3o \u00e9 o \u00faltimo tema abordado na carta, mas provavelmente, em ordem de import\u00e2ncia, \u00e9 o primeiro: na verdade, tudo repousa sobre pressuposto.<\/p>\n<p>Falando aos seus companheiros crist\u00e3os, Paulo a parte de um dado irrefut\u00e1vel, que n\u00e3o \u00e9 o resultado de uma reflex\u00e3o de um homem s\u00e1bio, mas um facto, um facto simples que aparece na vida de algumas pessoas. O cristianismo nasce a partir daqui. N\u00e3o \u00e9 uma ideologia, n\u00e3o \u00e9 um sistema filos\u00f3fico, mas \u00e9 um caminho de f\u00e9 que come\u00e7a a partir de um evento, testemunhado pelos primeiros disc\u00edpulos de Jesus. Paulo resume-o desta forma: \u00abJesus morreu pelos nossos pecados, foi sepultado e no terceiro dia ressuscitou e apareceu a Pedro e aos Doze (cf. 1 Cor 15,3-5). Este \u00e9 o facto: ele morreu, foi sepultado, ressuscitou e apareceu. Ou seja, Jesus est\u00e1 vivo! Este \u00e9 o cerne da mensagem crist\u00e3.<\/p>\n<p>Ao anunciar este acontecimento, que \u00e9 o n\u00facleo central da f\u00e9, Paulo insiste especialmente o \u00faltimo elemento do mist\u00e9rio pascal, o epis\u00f3dio da ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus. Se, de facto, tudo acabou com a morte, Nele n\u00f3s ter\u00edamos um exemplo de dedica\u00e7\u00e3o suprema, mas isto n\u00e3o \u00e9 o suficiente, n\u00e3o \u00e9 bastante para criar a nossa f\u00e9. Tornou-se um her\u00f3i. N\u00e3o! Morreu mas ressuscitou. Porque a f\u00e9 nasce da ressurrei\u00e7\u00e3o. Aceitar que Cristo morreu, e morreu crucificado, n\u00e3o \u00e9 um ato de f\u00e9, \u00e9 um facto hist\u00f3rico. Acreditar que ele ressuscitou \u00e9 sim um ato de f\u00e9. A nossa f\u00e9 nasceu na manh\u00e3 de P\u00e1scoa. Paulo faz uma lista de pessoas a quem Jesus ressuscitado apareceu (cf. vv. 5-7). Temos aqui uma pequena s\u00edntese de todas as hist\u00f3rias de P\u00e1scoa e todas as pessoas que entraram em contacto com o Ressuscitado. No topo da lista est\u00e3o Cefas, que \u00e9 Pedro, e o grupo dos Doze, em seguida, &#8220;quinhentos irm\u00e3os&#8221; muitos dos quais ainda poderiam dar o seu testemunho, depois \u00e9 citado Tiago. O \u00faltimo da lista &#8211; como menos digno de tudo &#8211; \u00e9 ele mesmo. Paulo diz de si mesmo: &#8220;Como um aborto&#8221; (cf. v. 8).<\/p>\n<p>Paulo usa esta express\u00e3o porque a sua hist\u00f3ria pessoal \u00e9 dram\u00e1tica: ele n\u00e3o era um menino do coro, mas um perseguidor da Igreja, orgulhoso das suas convic\u00e7\u00f5es; sentia-se um homem realizado, com uma ideia muito clara sobre a vida e os seus deveres. Mas, neste quadro perfeito \u2013 tudo estava perfeito em Paulo, sabia tudo \u2013 neste quadro perfeito de vida, um dia d\u00e1-se um acontecimento que era completamente imprevis\u00edvel: o encontro com Jesus ressuscitado no caminho de Damasco. N\u00e3o vemos apenas um homem que caiu no ch\u00e3o: \u00e9 antes uma pessoa apanhada por um acontecimento que \u00e9 capaz de virar todo o sentido da vida. E o perseguidor torna-se um ap\u00f3stolo, porqu\u00ea? Porque eu vi Jesus vivo! Eu vi Jesus Cristo ressuscitado! Este \u00e9 o fundamento da f\u00e9 de Paulo, como a f\u00e9 dos outros Ap\u00f3stolos, como a f\u00e9 da Igreja, da nossa f\u00e9.<\/p>\n<p>\u00c9 belo pensar que o cristianismo, na sua ess\u00eancia, \u00e9 isto! N\u00e3o \u00e9 tanto a nossa busca de Deus &#8211; uma busca, em verdade, por vezes hesitante -, mas sim a busca de Deus nos nossos confrontos. Jesus prende-nos a si, agarra-nos, e conquistando-nos para n\u00e3o nos largar mais. Cristianismo \u00e9 gra\u00e7a, \u00e9 surpresa, e, portanto, pressup\u00f5e um cora\u00e7\u00e3o capaz de se admirar. Um cora\u00e7\u00e3o fechado, um cora\u00e7\u00e3o apenas racional \u00e9 incapaz de se maravilhar, e n\u00e3o pode entender o que \u00e9 o Cristianismo. Porque o cristianismo \u00e9 gra\u00e7a, e a gra\u00e7a somente se percebe, e ainda mais encontra-se no espanto do encontro.<\/p>\n<p>E agora, continuamos pecadores \u2013 todos n\u00f3s o somos &#8211; se os nossos bons prop\u00f3sitos permanecem no papel, ou ainda se, olhando para as nossas vidas, percebemos som\u00e1mos tantos insucessos&#8230; Na manh\u00e3 de P\u00e1scoa possamos fazer como aquelas pessoas de que fala o Evangelho: caminhar a sepulcro de Cristo, ver a grande pedra removida e pensar o que Deus est\u00e1 a construir para mim, para todos n\u00f3s, um futuro inesperado. Andemos ao nosso sepulcro: todos n\u00f3s temos um dentro de n\u00f3s. Andemos at\u00e9 a\u00ed, e vejamos como Deus \u00e9 capaz de reerguer-nos a partir da\u00ed. Aqui est\u00e1 a felicidade, aqui a alegria, vida, onde toda a gente pensava que s\u00f3 havia tristeza, derrota e escurid\u00e3o. Deus faz levantar as mais belas flores no meio das pedras mais \u00e1ridas.<\/p>\n<p>Ser crist\u00e3o significa n\u00e3o partir da morte, mas do amor de Deus por n\u00f3s, que derrotou o nosso inimigo. Deus \u00e9 maior do que qualquer coisa, e basta apenas uma pequena vela acesa para vencer a mais escura das noites. Paulo grita, fazendo eco dos profetas: &#8220;Onde est\u00e1, \u00f3 morte, a tua vit\u00f3ria? Onde est\u00e1, \u00f3 morte, a tua vit\u00f3ria?\u201d (V. 55). Nestes dias de P\u00e1scoa, sejamos portadores deste grito no cora\u00e7\u00e3o. E se nos perguntarem o porque do nosso sorriso e da nossa paciente partilha, podemos ent\u00e3o dizer que Jesus permanece aqui, que continua a viver entre n\u00f3s, que Jesus est\u00e1 aqui, na pra\u00e7a, connosco: vivo e ressuscitado.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Educris a partir do <a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/it\/audiences\/2017\/documents\/papa-francesco_20170419_udienza-generale.html\">original italiano<\/a><\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na manh\u00e3 desta quarta-feira o Papa Francisco continuou a s\u00e9rie de audi\u00eancias gerais onde tem apresentado o tema da esperan\u00e7a. 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