{"id":664971070,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/328-liturgia\/10578-solenidade-do-sagrado-coracao-de-jesus-coracao-para-sempre-aberto"},"modified":"2025-11-07T16:33:47","modified_gmt":"2025-11-07T16:33:47","slug":"solenidade-do-sagrado-coracao-de-jesus-coracao-para-sempre-aberto-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/solenidade-do-sagrado-coracao-de-jesus-coracao-para-sempre-aberto-2\/","title":{"rendered":"Solenidade do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus: \u00abCora\u00e7\u00e3o para sempre aberto\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/antonio_couto_sorriso_160417093031.jpg\" \/><\/p>\n<p><p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">1. Passa hoje, no calend\u00e1rio lit\u00fargico desta sexta-feira, a Solenidade do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus, que assinala a presen\u00e7a viva, pr\u00f3xima e intensa de um amor sublime e de uma esperan\u00e7a nova, refletida no rosto, no cora\u00e7\u00e3o e no horizonte de cada ser humano. Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus, fazei o nosso cora\u00e7\u00e3o semelhante ao vosso, neste dia belo e luminoso em que consagramos ao vosso Cora\u00e7\u00e3o para sempre aberto a Igreja inteira e o mundo inteiro, sobretudo os que se afastaram de Ti, os doentes e desanimados, as fam\u00edlias desavindas, as crian\u00e7as abandonadas, os marginalizados e descartados, os que fogem de situa\u00e7\u00f5es de guerra ou de mis\u00e9ria, e os que andam \u00e0 procura de um abrigo, de uma m\u00e3o carinhosa e de um cora\u00e7\u00e3o aberto e acolhedor. Deixou escrito, a prop\u00f3sito, o beato Charles de Foucauld (1858-1916): \u00abPerdei-vos no cora\u00e7\u00e3o de Cristo: ele \u00e9 o nosso ref\u00fagio, o nosso asilo, a casa do p\u00e1ssaro, o ninho da pomba, a barca de Pedro para atravessar o mar tempestuoso\u00bb.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">2. A Solenidade de hoje tem as suas ra\u00edzes no cora\u00e7\u00e3o de Deus-Pai, que \u00e9 a fonte do amor, que chega at\u00e9 n\u00f3s atrav\u00e9s das duas m\u00e3os do Pai, que s\u00e3o o Filho e o Esp\u00edrito Santo, como as p\u00e1ginas da Escritura Santa abundantemente documentam. Mas este caminho do Cora\u00e7\u00e3o de Jesus acentuou-se sobretudo nos tempos modernos, primeiro, nas revela\u00e7\u00f5es feitas a Santa Margarida Maria Alacoque (1647-1690), a quem se deve a implanta\u00e7\u00e3o da devo\u00e7\u00e3o das nove primeiras sextas-feiras, mas tamb\u00e9m \u00e9 oportuno lembrar S. Vicente de Paulo (1795-1850), que viveu e testemunhou com paix\u00e3o \u00abo mar imenso das divinas miseric\u00f3rdias\u00bb, sem esquecer as m\u00edsticas religiosas Benigna Consolata (1885-1916), que se chamava a si mesma \u00aba pequena secret\u00e1ria do amor misericordioso\u00bb, Maria Teresa Desandais (1876-1943), que se via a si mesma como a \u00abmensageira do amor misericordioso\u00bb, e Santa Faustina Kowalska (1905-1938), \u00absecret\u00e1ria da miseric\u00f3rdia\u00bb. Particular import\u00e2ncia para a realiza\u00e7\u00e3o da Solenidade de hoje e para a Consagra\u00e7\u00e3o do mundo ao Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus, teve ainda a m\u00edstica beata Maria do Divino Cora\u00e7\u00e3o (1863-1899), sem esquecer a influ\u00eancia de Santa Teresa de Lisieux (1873-1897). Todas estas figuras m\u00edsticas assumiram particular relevo na viv\u00eancia e divulga\u00e7\u00e3o da mensagem da miseric\u00f3rdia de Deus. S. Jo\u00e3o XXIII dizia que \u00aba Miseric\u00f3rdia \u00e9 o nome mais belo de Deus, e acrescentava que as nossas mis\u00e9rias s\u00e3o o trono da Miseric\u00f3rdia divina\u00bb. Em 1856, Pio IX estendeu a toda a Igreja a Festa do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus. A Festa ou Solenidade de hoje, bem como a Consagra\u00e7\u00e3o ao Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus derivam das revela\u00e7\u00f5es das m\u00edsticas religiosas acima elencadas, tendo sido a beata Maria do Divino Cora\u00e7\u00e3o a que mais de perto inspirou o Papa Le\u00e3o XIII \u00e0 sua institui\u00e7\u00e3o, que aconteceu em 1899, mediante a Enc\u00edclica\u00a0<em>Annum sacrum<\/em>, tendo sido depois confirmadas por Pio XI em 1928, mediante a Enc\u00edclica\u00a0<em>Miserentissimus redemptor<\/em>, e por Pio XII em 1956, mediante a enc\u00edclica\u00a0<em>Haurietis aquas<\/em>. No seguimento das revela\u00e7\u00f5es da m\u00edstica Santa Faustina Kowalska, S. Jo\u00e3o Paulo II instituiu o Domingo da Divina Miseric\u00f3rdia, a celebrar no Domingo II da P\u00e1scoa.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">3. Esse horizonte novo de um amor sublime e de uma esperan\u00e7a nova brota do cora\u00e7\u00e3o aberto de Jesus Cristo, fogo ardente de amor e de sentido que enche de luz os nossos passos, tantas vezes andados na penumbra e no escuro. S\u00e3o Paulo diz bem aos crist\u00e3os de \u00c9feso que, antes de terem sido encontrados por Jesus Cristo, viviam \u00absem esperan\u00e7a e sem Deus no mundo\u00bb (Ef\u00e9sios 2,12). A quest\u00e3o, entenda-se bem, j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 apenas viver\u00a0<em>sem Deus<\/em>, no desconhecimento (<em>agn\u00f4s\u00eda<\/em>) de Deus. \u00c9 viver\u00a0<em>sem Deus no mundo<\/em>, no meio de n\u00f3s, pertinho de n\u00f3s, connosco. Sim, se repararmos bem, sem a presen\u00e7a de Deus\u00a0<em>no mundo<\/em>, tamb\u00e9m a nossa habita\u00e7\u00e3o fica desabitada, uma esp\u00e9cie de c\u00e2mara escura, e fica sem sentido a nossa vida. Sem Deus no mundo, pode haver apenas pequenas e in\u00fateis dedu\u00e7\u00f5es, como quem deduz o c\u00e9u da terra ou o \u00daltimo do pen\u00faltimo.<\/p>\n<p class=\"inline-ad-slot\" data-adtags-visited=\"true\" data-adtags-width=\"450\" id=\"inline-ad-2\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">4. Com Deus no mundo, muda tudo. \u00c9 o c\u00e9u que desce \u00e0 terra, \u00e9 o \u00daltimo que enche de sentido o pen\u00faltimo. Fica habitada a nossa habita\u00e7\u00e3o, e um sentido novo rebenta o nosso escuro duro. Sim, o cora\u00e7\u00e3o aberto do Deus humanado enche-nos de luz e de esperan\u00e7a. Enche-nos de Jesus, de cujo lado aberto, como lemos no Evangelho de hoje (Jo\u00e3o 19,31-37), saiu sangue e \u00e1gua (Jo\u00e3o 19,34): o sangue do Cordeiro que assinala as umbreiras das nossas casas (\u00caxodo 12,22-23) e lava as nossas t\u00fanicas brancas (Apocalipse 7,14); a \u00e1gua, que \u00e9 o Esp\u00edrito Santo, que vem para n\u00f3s da humanidade crucificada e glorificada de Jesus, e alumia a nossa intelig\u00eancia e o nosso cora\u00e7\u00e3o de filhos, ensinando-nos a dizer:\u00a0<em>Ab-ba<\/em>! Do lado aberto do primeiro\u00a0<em>Adam<\/em>\u00a0adormecido nasceu Eva (G\u00e9nesis 2,21-22). Do lado aberto do novo e \u00faltimo\u00a0<em>Adam<\/em>\u00a0adormecido nasce a Igreja!<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">5. A\u00ed est\u00e1 ent\u00e3o, conforme a li\u00e7\u00e3o de S. Paulo, a n\u00f3s chegada neste dia (Ef\u00e9sios 3,8-19), o mist\u00e9rio por Deus dado a conhecer e a amar (o conhecimento incha; s\u00f3 o amor edifica), a fonte da nossa vida verdadeira, as nossas habita\u00e7\u00f5es habitadas de sentido, os nossos h\u00e1bitos luminosos e branqueados. Habita\u00e7\u00e3o diz-se, na l\u00edngua grega,\u00a0<em>\u00eathos<\/em>. A habita\u00e7\u00e3o \u00e9 a casa, \u00e9 a Igreja, a Casa bela habitada por filhos e irm\u00e3os. H\u00e1bito diz-se\u00a0<em>\u00e9thos<\/em>, de onde vem \u00ab\u00e9tica\u00bb, que \u00e9 a norma para viver na Casa, \u00e9 o amor e a alegria de que os filhos e irm\u00e3os, que vivem na Casa, devem andar sempre revestidos. Habita\u00e7\u00e3o e h\u00e1bito! Oh admir\u00e1vel mundo novo, belo e sublime, que Deus n\u00e3o se cansa de oferecer aos seus filhos amados.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">6. Veja-se outra vez este admir\u00e1vel solil\u00f3quio divino, que o Livro de Oseias hoje nos oferece. Diz Deus: \u00abQuando Israel era um menino, Eu o amei. Fui Eu que ensinei a andar Efraim, que os tomei nos meus bra\u00e7os, mas n\u00e3o conheceram que era Eu que cuidava deles! Com v\u00ednculos humanos Eu os atra\u00eda. Com la\u00e7os de amor, Eu era para eles como os que erguem uma criancinha de peito contra a sua face, e me debru\u00e7ava sobre ela para lhe dar de comer\u00bb (Oseias 11,1-4).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">7. Um Deus maternalmente debru\u00e7ado sobre n\u00f3s. A t\u00e3o grande e admir\u00e1vel amor condescendente, s\u00f3 podemos responder com adora\u00e7\u00e3o e contempla\u00e7\u00e3o, dizendo com S\u00e3o Paulo: \u00ab\u00c0quele, cujo amor, agindo em n\u00f3s, \u00e9 capaz de fazer muito mais, infinitamente mais do que possamos pedir ou conceber, a Ele seja dada a gl\u00f3ria na Igreja e em Cristo Jesus, em todas as gera\u00e7\u00f5es, pelos s\u00e9culos dos s\u00e9culos. \u00c1men\u00bb (Ef\u00e9sios 3,20-21).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">8. O Salmo, hoje, \u00e9 Isa\u00edas 12,2-6. Um texto tardio, do colorido de Isa\u00edas 40-55, para encerrar com exultante alegria, o chamado Livro do Emanuel (Isa\u00edas 7-12). Isa\u00edas 40-55 canta a liberta\u00e7\u00e3o de Jud\u00e1 do ex\u00edlio na Babil\u00f3nia, mas canta sobretudo o operador daquela salva\u00e7\u00e3o, Deus. Isa\u00edas 12 canta a liberta\u00e7\u00e3o e o libertador, o salvador, que \u00e9 Deus, que salvou Jud\u00e1 da guerra siro-efraimita. A linguagem est\u00e1 cheio de alegria, de l\u00edrica, de louvor, de muita \u00e1gua, como \u00e9 normal num pa\u00eds \u00e1rido e des\u00e9rtico.\u00a0<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">9. Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus, fazei o nosso cora\u00e7\u00e3o semelhante ao vosso, neste dia belo e luminoso em que consagramos ao vosso Cora\u00e7\u00e3o para sempre aberto a nossa Diocese de Lamego, as suas crian\u00e7as, jovens, adultos e velhinhos.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Ant\u00f3nio Couto<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. 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