{"id":696448277,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/7373-audiencia-geral-o-paraiso-meta-da-nossa-esperanca"},"modified":"2025-11-07T16:34:27","modified_gmt":"2025-11-07T16:34:27","slug":"audiencia-geral-o-paraiso-meta-da-nossa-esperanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/audiencia-geral-o-paraiso-meta-da-nossa-esperanca\/","title":{"rendered":"Audi\u00eancia-geral: \u00abO para\u00edso, meta da nossa esperan\u00e7a\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_audiencia_151118022552.jpg\" \/><\/p>\n<p><p><span>Disponibilizamos, na \u00edntegra, a catequese do Papa Francisco subordinada ao tema \u00ab<\/span><span>Esperan\u00e7a Crist\u00e3 &#8211; 38. O para\u00edso, meta da nossa esperan\u00e7a\u00bb, proferida ontem, quarta-feira, na pra\u00e7a de S\u00e3o Pedro, no Vaticano.<\/span><\/p>\n<p><em>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<\/em><\/p>\n<p>Esta \u00e9 a \u00faltima catequese sobre o tema da esperan\u00e7a crist\u00e3, que nos acompanhou desde o in\u00edcio do presente ano lit\u00fargico. E vou concluir falando do\u00a0<em>para\u00edso<\/em>, como\u00a0<em>meta da nossa esperan\u00e7a.<\/em><\/p>\n<p>\u00abPara\u00edso\u00bb \u00e9 uma das \u00faltimas palavras pronunciadas por Jesus na cruz, dirigida ao bom ladr\u00e3o. Detenhamo-nos um momento sobre aquela cena. Na cruz, Jesus n\u00e3o est\u00e1 sozinho. Ao seu lado, \u00e0 direita e \u00e0 esquerda, h\u00e1 dois malfeitores.<\/p>\n<p>Talvez, passando diante daquelas tr\u00eas cruzes erguidas no G\u00f3lgota, algu\u00e9m suspirou aliviado, pensando que finalmente a justi\u00e7a tinha sido feita entregando \u00e0 morte pessoas como elas.<\/p>\n<p>Ao lado de Jesus h\u00e1 tamb\u00e9m um r\u00e9u confesso: algu\u00e9m que reconhece ter merecido aquele terr\u00edvel supl\u00edcio. Chamamo-lo \u201cbom ladr\u00e3o\u201d, o qual, opondo-se ao outro, diz: recebemos o que mereceram os nossos crimes (cf.\u00a0<em>Lc<\/em>\u00a023, 41)<\/p>\n<p>No Calv\u00e1rio, naquela sexta-feira tr\u00e1gica e santa, Jesus chega ao extremo da sua encarna\u00e7\u00e3o, da sua solidariedade com n\u00f3s pecadores. Ali realiza-se quanto o profeta Isa\u00edas tinha dito sobre o Servo sofredor: \u00abE foi contado entre os malfeitores\u00bb (<em>Is<\/em>\u00a053, 12; cf.<em>\u00a0Lc<\/em>\u00a022, 37).<\/p>\n<p>\u00c9 precisamente no Calv\u00e1rio que Jesus tem o \u00faltimo encontro com um pecador, para abrir de par em par as portas do seu Reino. Isto \u00e9 interessante: \u00e9 a \u00fanica vez que a palavra \u201cpara\u00edso\u201d aparece nos evangelhos. Jesus promete-o a um \u201cpobre diabo\u201d que no madeiro da cruz teve a coragem de lhe dirigir o mais humilde dos pedidos: \u00abLembra-te de mim, quando entrares no teu Reino!\u00bb (<em>Lc<\/em>\u00a023, 42). N\u00e3o tinha boas obras para apresentar, nada possu\u00eda, mas confia-se a Deus, que reconhece como inocente, bom, t\u00e3o diferente dele (v. 41). Foi suficiente aquela palavra de arrependimento humilde, para sensibilizar o cora\u00e7\u00e3o de Jesus.<\/p>\n<p>O bom ladr\u00e3o faz-nos lembrar a nossa verdadeira condi\u00e7\u00e3o diante de Deus: que somos seus filhos, que Ele sente compaix\u00e3o por n\u00f3s, que Ele est\u00e1 desarmado todas as vezes que lhe manifestamos a nostalgia do seu amor. Nos quartos de muitos hospitais ou nas celas das pris\u00f5es este milagre repete-se in\u00fameras vezes: n\u00e3o h\u00e1 pessoa alguma, por quanto tenha vivido mal, \u00e0 qual s\u00f3 lhe resta o desespero e \u00e0 qual seja proibida a gra\u00e7a. Diante de Deus apresentamo-nos todos de m\u00e3os vazias, um pouco como o publicano da par\u00e1bola que tinha parado para rezar no fundo do templo (cf.\u00a0<em>Lc<\/em>\u00a018,13). E todas as vezes que um homem, fazendo o \u00faltimo exame de consci\u00eancia da sua vida, descobre que as faltas superam de forma consider\u00e1vel as boas obras, n\u00e3o deve desanimar, mas entregar-se \u00e0 miseric\u00f3rdia de Deus. E isto d\u00e1-nos esperan\u00e7a, abre-nos o cora\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>Deus \u00e9 Pai, e at\u00e9 ao \u00faltimo instante espera o nosso retorno. E ao filho pr\u00f3digo, que regressando come\u00e7a a confessar as suas culpas, o pai fecha-lhe a boca com um abra\u00e7o (cf.\u00a0<em>Lc<\/em>\u00a015, 20). Este \u00e9 Deus: ama-nos deste modo!<\/p>\n<p>O para\u00edso n\u00e3o \u00e9 um lugar de f\u00e1bula, nem sequer um jardim encantado. O para\u00edso \u00e9 o abra\u00e7o com Deus, Amor infinito, e entramos nele gra\u00e7as a Jesus, que morreu na cruz por n\u00f3s. Onde h\u00e1 Jesus, h\u00e1 miseric\u00f3rdia e felicidade; sem Ele h\u00e1 frio e trevas. Na hora da morte, o crist\u00e3o repete a Jesus: \u201cRecorda-te de mim\u201d. E mesmo se n\u00e3o houvesse mais ningu\u00e9m que se recorda de n\u00f3s, Jesus est\u00e1 ali, ao nosso lado. Quer levar-nos para o lugar mais bonito que existe. Deseja levar-nos l\u00e1 com aquele pouco ou tanto de bom que houve na nossa vida, para que nada seja perdido do que Ele j\u00e1 tinha redimido. E para a casa do Pai levar\u00e1 tamb\u00e9m tudo o que em n\u00f3s ainda precisa de ser resgatado: as faltas e os erros de uma vida inteira. Esta \u00e9 a meta da nossa exist\u00eancia: que tudo se cumpra, e seja transformado em amor.<\/p>\n<p>Se acreditarmos nisto, a morte deixa de nos amedrontar, e podemos tamb\u00e9m ter a esperan\u00e7a de partir deste mundo de maneira serena, com muita confian\u00e7a. Quem conheceu Jesus, j\u00e1 nada teme. E poderemos repetir tamb\u00e9m n\u00f3s as palavras do Velho Sime\u00e3o, tamb\u00e9m ele aben\u00e7oado pelo encontro com Cristo, depois de uma vida inteira consumida em expetativa: \u00abAgora, Senhor, deixai o vosso servo ir em paz, segundo a vossa palavra. Porque os meus olhos viram a vossa salva\u00e7\u00e3o\u00bb (<em>Lc\u00a0<\/em>2, 29-30).<\/p>\n<p>E naquele instante, finalmente, j\u00e1 n\u00e3o teremos necessidade de nada, j\u00e1 n\u00e3o veremos de maneira confusa. J\u00e1 n\u00e3o choraremos inutilmente, porque tudo passou; tamb\u00e9m as profecias, inclusive o conhecimento. Mas o amor n\u00e3o, esse permanece. Porque \u00aba caridade jamais acabar\u00e1\u00bb (cf.\u00a0<em>1 Cor<\/em>\u00a013,8).<\/p>\n<p>Educris a partir do <a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/it\/audiences\/2017\/documents\/papa-francesco_20171025_udienza-generale.html\">original em Italiano<\/a><\/p>\n<p><span><br \/><\/span><\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Disponibilizamos, na \u00edntegra, a catequese do Papa Francisco subordinada ao tema \u00abEsperan\u00e7a Crist\u00e3 &#8211; 38. 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