{"id":752690528,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/328-liturgia\/9743-domingo-xx-do-tempo-comum-mulher-da-grande-fe"},"modified":"2025-11-07T16:33:40","modified_gmt":"2025-11-07T16:33:40","slug":"domingo-xx-do-tempo-comum-mulher-da-grande-fe-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/domingo-xx-do-tempo-comum-mulher-da-grande-fe-2\/","title":{"rendered":"Domingo XX do Tempo Comum: \u00abMulher da grande f\u00e9\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/antonio_couto_sorriso_160417093031.jpg\" \/><\/p>\n<p><p data-adtags-visited=\"true\">1. O Evangelho deste Domingo XX do Tempo Comum serve-nos uma p\u00e1gina absolutamente desarmante, retirada de Mateus 15,21-28. Desarmante e ins\u00f3lita, pois quando se trata de curar doentes, n\u00e3o \u00e9 normal que Jesus se fa\u00e7a rogado tanto tempo. A norma \u00e9 cur\u00e1-los imediatamente. Mas aqui, \u00e9 s\u00f3 \u00e0 quarta tentativa (outra vez o esquema 3 + 1), tr\u00eas tentativas da mulher e uma dos disc\u00edpulos, que Jesus se decide a curar a filha desta mulher e m\u00e3e libanesa. O extraordin\u00e1rio epis\u00f3dio acontece quando Jesus abandona Genesar\u00e9, na costa ocidental do Mar da Galileia, e vai para a regi\u00e3o de Tiro e de S\u00eddon, atual L\u00edbano, terra pag\u00e3. Na maneira de ver do Antigo Testamento, a regi\u00e3o de Tiro e de S\u00eddon, a noroeste da Galileia, sobre a costa do Mediterr\u00e2nio, era uma terra tipicamente pag\u00e3.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">2. Uma mulher e m\u00e3e \u00ablibanesa\u00bb, carregada com o drama da sua filha doente, situa\u00e7\u00e3o verdadeira ontem como hoje, talvez ainda mais hoje ap\u00f3s o drama da recente explos\u00e3o no porto de Beirute, e que podemos ainda estender \u00e0 Palestina, \u00e0 S\u00edria, ao Iraque e a tantos outros lugares do M\u00e9dio Oriente, vem implorar de Jesus, num grito que lhe sai do fundo das entranhas, que lhe \u00abfa\u00e7a gra\u00e7a\u00bb (<em>el\u00e9\u00eas\u00f3n me, k\u00fdrie<\/em>) (Mateus 15,22), isto \u00e9, que olhe para ela com bondade e ternura, como ela bem sabia, pois \u00abfazer gra\u00e7a\u00bb \u00e9 coisa de m\u00e3e que dirige o seu olhar embevecido para o beb\u00e9 que embala nos seus bra\u00e7os.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">3. A este primeiro pedido da mulher, refere o texto que Jesus nem lhe respondeu (cf. Mateus 15,23). Mas a mulher n\u00e3o desiste, mas insiste e persiste, e continua a gritar, a gritar, a gritar, de tal modo que agora s\u00e3o os disc\u00edpulos que pedem (segundo pedido) a Jesus que a despache, \u00abporque ela vem a gritar atr\u00e1s de n\u00f3s\u00bb (<em>\u00f3pisthen h\u00eam\u00f4n<\/em>), dizem eles (Mateus 15,23b). Equ\u00edvoco deles e nosso. N\u00e3o \u00e9 verdade que aquela mulher e m\u00e3e \u00ablibanesa\u00bb venha a gritar atr\u00e1s deles ou de n\u00f3s, para eles ou para n\u00f3s. Est\u00e1 bom de ver que ela grita atr\u00e1s de Jesus, para Jesus! E leva a sua insist\u00eancia ainda mais longe, prostrando-se (verbo\u00a0<em>proskin\u00e9\u00f4<\/em>) agora diante de Jesus, e formulando o seu segundo pedido (terceiro do relato): \u00abSenhor, salva-me!\u00bb (Mateus 15,25). O gesto da prostra\u00e7\u00e3o significa orientar a sua vida toda para Jesus, p\u00f4r-se totalmente na depend\u00eancia de Jesus. A rea\u00e7\u00e3o de Jesus \u00e9 de uma dureza extrema: afasta a pobre mulher e m\u00e3e duramente, dizendo-lhe: \u00abN\u00e3o est\u00e1 bem (<em>kal\u00f3n<\/em>) que se tome o p\u00e3o dos filhos, para o lan\u00e7ar aos cachorrinhos\u00bb (Mateus 15,26), catalogando assim aquela pobre mulher e m\u00e3e \u00ablibanesa\u00bb na classe dos cachorros [= pag\u00e3os] e n\u00e3o dos filhos [= judeus] (Mateus 15,26). S\u00f3 para estes \u00e9 que ele veio.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">4. Mas a mulher replica de modo admir\u00e1vel! \u00c9 a sua terceira interven\u00e7\u00e3o, que carrega o quarto pedido do relato. A resposta daquela mulher e m\u00e3e \u00e9 de tal modo cortante, que deve ser traduzida \u00e0 letra, para n\u00e3o se perder a sua for\u00e7a. Ela responde: \u00abMas sim, Senhor (<em>na\u00ed k\u00fdrie<\/em>)! \u00c9 verdade que tamb\u00e9m os cachorrinhos se alimentam das migalhas que caem da mesa dos seus donos!\u00bb (Mateus 15,27). Face a esta tempestade de humildade e de ternura, Jesus replicou: \u00ab\u00d3 Mulher, grande \u00e9 a tua f\u00e9!\u00bb (<em>\u00f4 g\u00fdnai, meg\u00e1l\u00ea sou h\u00ea p\u00edstis<\/em>), e acrescentou: \u00abfa\u00e7a-se como queres!\u00bb (Mateus 15,28).<\/p>\n<p class=\"inline-ad-slot\" data-adtags-visited=\"true\" data-adtags-width=\"450\" id=\"inline-ad-0\">\u00a0<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">5. Note-se bem que \u00e9 a \u00fanica vez que Jesus fala de \u00abgrande f\u00e9\u00bb. E atribui-a a uma mulher e m\u00e3e \u00ablibanesa\u00bb cujo amor nunca se vergou perante a dureza e as dificuldades da vida. Em contraponto com esta mulher da \u00abgrande f\u00e9\u00bb, note-se bem que Pedro \u00e9 o homem da \u00abpequena f\u00e9\u00bb (<em>olig\u00f3pistos<\/em>), como vimos no epis\u00f3dio do Domingo passado (cf. Mateus 14,31), do mesmo modo que os disc\u00edpulos s\u00e3o tamb\u00e9m os homens \u00abda pequena f\u00e9\u00bb (<em>olig\u00f3pistoi<\/em>) (cf. Mateus 6,30; 8,26; 16,8; 17,20). Admir\u00e1vel ainda que Jesus diga a esta mulher que n\u00e3o desiste, mas insiste e persiste: \u00abfa\u00e7a-se como queres\u00bb (<em>gen\u00eath\u00eat\u00f4 h\u00f4s th\u00e9leis<\/em>), um paralelo claro da ora\u00e7\u00e3o do \u00abPai Nosso\u00bb: \u00abFa\u00e7a-se a tua vontade\u00bb (<em>gen\u00eath\u00eat\u00f4 t\u00f2 th\u00e9l\u00eam\u00e1 sou<\/em>) (Mateus 6,10)!<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">6. O epis\u00f3dio \u00e9 de uma crueza e de uma beleza inauditas. Mas h\u00e1 ainda mais: \u00e9 a insist\u00eancia desta mulher e m\u00e3e \u00ablibanesa\u00bb que, por assim dizer, obriga Jesus a passar mais uma fronteira:\u00a0<em>de hebraeos ad gentes<\/em>, dos hebreus para os pag\u00e3os! Mas fica tamb\u00e9m \u00e0s claras o desmascaramento do rid\u00edculo das nossas atitudes falsamente endeusadas, de n\u00f3s, que nos dizemos disc\u00edpulos de Jesus, e que \u00e0s vezes somos levados a pensar que as pessoas v\u00eam \u00abatr\u00e1s de n\u00f3s\u00bb, que temos especiais poderes, e que at\u00e9 podemos conseguir especiais favores! Na verdade, disc\u00edpula de Jesus \u00e9 a pobre mulher do Evangelho de hoje, que vai \u00abatr\u00e1s de Jesus\u00bb, que \u00abse prostra diante dele\u00bb, que grita para Ele, e que mostra uma f\u00e9 inquebrant\u00e1vel!<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">7. Enquanto tentamos compreender melhor a ousadia da grande f\u00e9 desta mulher e m\u00e3e \u00ablibanesa\u00bb, que enche claramente este Domingo XX, n\u00e3o deixemos tamb\u00e9m de contemplar o rumor mission\u00e1rio que se faz ouvir, em perfeita sintonia, nas demais passagens ou paisagens b\u00edblicas de hoje. Em primeiro lugar, e em pura sintonia com a universalidade do Evangelho, a\u00ed est\u00e1 a li\u00e7\u00e3o igualmente aberta de Isa\u00edas 56,1-7, que adscreve mais um belo nome a Jerusal\u00e9m: \u00abCasa de ora\u00e7\u00e3o para todos os povos\u00bb (Isa\u00edas 56,7). Jesus citar\u00e1 este texto de Isa\u00edas em Mateus 21,13, Marcos 11,17 e Lucas 19,46. Em Mateus e Lucas, s\u00f3 a primeira parte \u00e9 referida: \u00abA minha casa ser\u00e1 chamada casa de ora\u00e7\u00e3o\u00bb. S\u00f3 em Marcos, a cita\u00e7\u00e3o aparece por inteiro: \u00abA minha casa ser\u00e1 chamada casa de ora\u00e7\u00e3o para todos os povos\u00bb. Mas Isa\u00edas continua a anunciar que os estrangeiros que quiserem servir e amar o Deus santo e ser fi\u00e9is \u00e0 sua alian\u00e7a, ser\u00e3o por Ele conduzidos ao monte santo, e os seus sacrif\u00edcios e holocaustos ser\u00e3o do agrado de Deus (Isa\u00edas 56,6-7). Alguns desses estrangeiros ser\u00e3o mesmo escolhidos por Deus para sacerdotes e levitas (Isa\u00edas 66,21).<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">8. Mas este tom de comovida universalidade j\u00e1 se tinha feito ouvir, de forma surpreendente, em Isa\u00edas 19,24-25, em que Deus une na mesma b\u00ean\u00e7\u00e3o o Egito, a Ass\u00edria e Israel, sendo o Egito e a Ass\u00edria inimigos de Israel. Soa assim o requintado dizer de Deus: \u00abBendito o Egito, meu povo, a Ass\u00edria, obra das minhas m\u00e3os, e Israel, minha heran\u00e7a\u00bb. O amor de Deus n\u00e3o conhece barreiras. A mesma admir\u00e1vel li\u00e7\u00e3o se encontra no Salmo 87,4, um maravilhoso C\u00e2ntico de Si\u00e3o: \u00abRecordarei Raab e Babel entre os que me conhecem; eis a Filisteia e Tiro e a Eti\u00f3pia: este nasceu l\u00e1\u00bb. Eis Deus a escrever no livro anagr\u00e1fico os nomes dos seus filhos. E a\u00ed vemos outra vez inscritos os inimigos de Israel: Raab, que \u00e9 o Egito (Isa\u00edas 30,7), a Babil\u00f3nia, os Filisteus, e os estrangeiros mais estrangeiros, a Eti\u00f3pia (do grego\u00a0<em>a\u00edth\u00f4<\/em>\u00a0[= acender, queimar], e\u00a0<em>\u00f4ps<\/em>\u00a0[= rosto]), que \u00e9 pa\u00eds das pessoas de rosto queimado ou de cor negra, o pa\u00eds do fim do mundo, como escreve Homero, no princ\u00edpio do Canto I da Odisseia.<\/p>\n<p class=\"inline-ad-slot\" data-adtags-visited=\"true\" data-adtags-width=\"450\" id=\"inline-ad-1\">\u00a0<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">9. Vai ainda no sentido da universalidade a li\u00e7\u00e3o de hoje da Carta aos Romanos 11,13-15.29-32. S\u00e3o Paulo intitula-se a\u00ed \u00abAp\u00f3stolo das na\u00e7\u00f5es\u00bb (v. 13), e diz-nos que Deus usa de miseric\u00f3rdia para com todos (v. 32). \u00c9, por\u00e9m, um facto que o Israel qualificado, entenda-se, a minoria mais fiel e religiosa, n\u00e3o aceitou a visita de Deus mediante o Filho. Foi por esta raz\u00e3o que Paulo foi enviado aos pag\u00e3os. Mas os israelitas continuam a ser \u00abamados\u00bb (<em>agap\u00eato\u00ed<\/em>) de Deus (v. 28), e s\u00e3o-no para sempre, tal como o Filho \u00danico \u00e9 \u00abamado\u00bb (<em>agap\u00eat\u00f3s<\/em>), pois a Vontade de Deus n\u00e3o muda.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">10. Por isso, bem podemos hoje, com o Salmo 67, juntar as nossas vozes \u00e0s vozes dos povos de toda a terra no mesmo louvor ao Deus que a todos faz gra\u00e7a e miseric\u00f3rdia. O Salmo 67 \u00e9 uma ora\u00e7\u00e3o de b\u00ean\u00e7\u00e3o em forma de peti\u00e7\u00e3o. Em termos t\u00e9cnicos, equivale a uma epiclese: n\u00e3o \u00abeu te bendigo\u00bb, mas \u00abDeus nos bendiga\u00bb. O nosso Salmo 67 recolhe os temas da b\u00ean\u00e7\u00e3o sacerdotal de N\u00fameros 6,24-26, como a gra\u00e7a, a luz, a benevol\u00eancia, a paz, pondo o plural onde estava o singular, por assim dizer, \u00abdemocratizando\u00bb a b\u00ean\u00e7\u00e3o, agora dirigida a todos, onde, na b\u00ean\u00e7\u00e3o sacerdotal do Livro dos N\u00fameros, se dirigia apenas a Israel.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Ant\u00f3nio Couto<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. O Evangelho deste Domingo XX do Tempo Comum serve-nos uma p\u00e1gina absolutamente desarmante, retirada de Mateus 15,21-28. Desarmante e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":920925217,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[70],"class_list":["post-752690528","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-liturgia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/752690528","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=752690528"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/752690528\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4294994734,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/752690528\/revisions\/4294994734"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media\/920925217"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=752690528"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=752690528"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=752690528"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}