{"id":797837394,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/328-liturgia\/13157-domingo-xv-do-tempo-comumexcesso-de-meio-mingua-de-fins-"},"modified":"2025-11-07T16:34:01","modified_gmt":"2025-11-07T16:34:01","slug":"domingo-xv-do-tempo-comumexcesso-de-meio-mingua-de-fins","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/domingo-xv-do-tempo-comumexcesso-de-meio-mingua-de-fins\/","title":{"rendered":"Domingo XV do Tempo Comum:\u00abExcesso de meio, m\u00edngua de fins\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/antonio_couto_sorriso_160417093031_160503044443.jpg\" \/><\/p>\n<p><p data-adtags-visited=\"true\">Am 7,12-15; Sl 85; Ef 1,3-14; Mc 6,7-13<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">1. O Evangelho deste Domingo XV do Tempo Comum, que narra o envio em miss\u00e3o dos \u00abDoze\u00bb (Marcos 6,7-13), situa-se estrategicamente entre a rejei\u00e7\u00e3o de Jesus na sua\u00a0<em>p\u00e1tria<\/em>\u00a0(Marcos 6,1-6) e o mart\u00edrio de Jo\u00e3o Batista (Marcos 6,14-29). O contexto \u00e9, pois, claro, intenso e dram\u00e1tico acerca do destino dos Ap\u00f3stolos, colocados entre a rejei\u00e7\u00e3o e o mart\u00edrio. Mas este destino sai ainda acentuado se tivermos em conta que o mart\u00edrio de Jo\u00e3o Batista (Marcos 6,14-29) est\u00e1 colocado entre o envio em miss\u00e3o dos \u00abDoze\u00bb por Jesus (Marcos 6,7-13) e o seu regresso a Jesus (Marcos 6,30). Dado o contexto tra\u00e7ado, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel evitar o entrela\u00e7amento dos destinos de Jesus, de Jo\u00e3o Batista e dos Ap\u00f3stolos. Em todos os casos, a rejei\u00e7\u00e3o e o mart\u00edrio derivam do facto de as pessoas (n\u00f3s) n\u00e3o acreditarem que a miss\u00e3o (clar\u00edssimo no caso de Jesus) prov\u00e9m de Deus!<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">2. Mas este envio em miss\u00e3o dos Ap\u00f3stolos, dois a dois, tamb\u00e9m n\u00e3o pode deixar de ser visto no seguimento de Marcos 3,13-15, em que, do cimo da montanha, Jesus\u00a0<em>chama<\/em>\u00a0os que quer (f\u00f3rmula de elei\u00e7\u00e3o), deles\u00a0<em>faz<\/em>\u00a0\u00abDoze\u00bb (bel\u00edssima f\u00f3rmula de cria\u00e7\u00e3o), para estarem\u00a0<em>com Ele<\/em>\u00a0(f\u00f3rmula de alian\u00e7a e de assist\u00eancia), e, finalmente, para Ele os\u00a0<em>enviar<\/em>\u00a0(f\u00f3rmula de miss\u00e3o). Bem se v\u00ea que o texto deste Domingo torna operativo este \u00faltimo aspeto (o envio em miss\u00e3o), sem anular, diminuir ou diluir aquele fort\u00edssimo\u00a0<em>estar com Ele<\/em>\u00a0que, em caso algum pode ser retirado. Na verdade, quando regressarem da miss\u00e3o, todos se re\u00fanem \u00e0 volta de Jesus (Marcos 6,30), que \u00e9 assim apresentado como o marco e a refer\u00eancia fundamental da vida deles e da nossa. A vincula\u00e7\u00e3o de Jesus ao Pai \u00e9 total: foi por Ele enviado em miss\u00e3o. A vincula\u00e7\u00e3o dos disc\u00edpulos a Jesus \u00e9 igualmente total: s\u00e3o por Ele enviados em miss\u00e3o. Com este envio em miss\u00e3o dos seus disc\u00edpulos, Jesus assume sobre si a autoridade do Pai, e constitui os seus disc\u00edpulos em\u00a0<em>ap\u00f3stolos<\/em>\u00a0(<em>ap\u00f3stolloi<\/em>), que significa\u00a0<em>enviados<\/em>. Nenhum Ap\u00f3stolo ou enviado o \u00e9 por conta pr\u00f3pria. O Ap\u00f3stolo ou enviado fica sempre vinculado \u00e0quele que o envia. Esta \u00e9 mesmo a sua principal carater\u00edstica. Fidelidade.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">3. Quer atrav\u00e9s dos verbos narrativos, quer dos elocutivos, fica claro que a iniciativa da miss\u00e3o dos \u00abDoze\u00bb \u00e9 de Jesus, que \u00e9 o verdadeiro Senhor da miss\u00e3o: \u00e9 Ele que\u00a0<em>chama<\/em>\u00a0para a miss\u00e3o, que\u00a0<em>envia<\/em>\u00a0em miss\u00e3o, que\u00a0<em>d\u00e1 autoridade<\/em>\u00a0(<em>exous\u00eda<\/em>) para o servi\u00e7o da miss\u00e3o (Marcos 6,7-8), que define a leveza do equipamento (Marcos 6,8-10) e o comportamento a assumir no servi\u00e7o da miss\u00e3o (Marcos 6,10-11). Note-se bem aquelas lev\u00edssimas recomenda\u00e7\u00f5es negativas: nada leveis para o caminho, nem p\u00e3o, nem alforge, nem dinheiro, nem duas t\u00fanicas (Marcos 6,8-9). N\u00e3o devem levar nada de pr\u00f3prio. S\u00f3 assim, entenda-se, se podem dedicar totalmente \u00e0 mensagem de que foram incumbidos. \u00c9 f\u00e1cil de verificar, e n\u00e3o se trata de um dado de somenos import\u00e2ncia, que estas disposi\u00e7\u00f5es tornam os \u00abDoze\u00bb mais pobres, materialmente falando, do que os destinat\u00e1rios a quem s\u00e3o enviados. Assumidamente, n\u00e3o \u00e9 o volume e o peso das coisas a medida do mundo dos Ap\u00f3stolos de Jesus por Ele enviados dois a dois. Busquemos uma compreens\u00e3o mais profunda do envio \u00abdois a dois\u00bb: 1) n\u00e3o v\u00e3o em nome pr\u00f3prio, mas s\u00e3o apenas testemunhas daquele que os enviou; e, porque \u00e9 de testemunho que se trata, para que este seja v\u00e1lido, requer-se a presen\u00e7a de duas ou tr\u00eas testemunhas (cf. Deuteron\u00f3mio 19,15 e Jo\u00e3o 8,17), o mais poss\u00edvel, neste caso, vinculadas a Jesus; 2)\u00a0 mas o v\u00ednculo a Jesus sai ainda refor\u00e7ado neste \u00abdois a dois\u00bb, se tivermos em conta a palavra de Jesus: \u00abOnde est\u00e3o dois ou tr\u00eas reunidos em meu nome, ali estou Eu no meio deles\u00bb (Mateus 18,20). S\u00e3o\u00a0<em>feitos<\/em>\u00a0\u00e0 imagem de Jesus, o qual, \u00absendo rico, se fez pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza\u00bb. Tamb\u00e9m por isso, \u00abn\u00e3o tem onde reclinar a cabe\u00e7a\u00bb (Mateus 8,20).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">4. Este despojamento, ou empobrecimento, ou leveza, est\u00e1 na base da credibilidade da mensagem que devem transmitir. Reparemos ainda neste elocutivo: \u00abQuando entrardes numa casa, permanecei nela at\u00e9 partirdes dali\u00bb (Marcos 6,10). Entenda-se: n\u00e3o andeis \u00e0 procura de melhor! O narrador anota no final que os \u00abDoze\u00bb cumpriram as diretivas de Jesus (Marcos 6,12-13). Bela maneira de testemunhar que o dizer de Jesus tem, sobre os mission\u00e1rios, car\u00e1ter performativo: na verdade, n\u00e3o tendo nada de pr\u00f3prio para oferecer, devem limitar-se a desempenhar o encargo recebido e a transmitir a mensagem a eles confiada. O uso do verbo\u00a0<em>anunciar<\/em>\u00a0(<em>k\u00ear\u00fdss\u00f4<\/em>), que significa transmitir, n\u00e3o a pr\u00f3pria opini\u00e3o, mas ser simplesmente arautos ou mensageiros transparentes do seu Senhor, a Ele completamente vinculados, define os \u00abDoze\u00bb como totalmente dependentes na fidelidade a Jesus. E a exiguidade do equipamento \u00e9 para real\u00e7ar a absoluta import\u00e2ncia da mensagem, e que n\u00e3o se podem ocupar de nenhum outro neg\u00f3cio.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">5. Vem, portanto, ao de cima a condi\u00e7\u00e3o de mensageiros fi\u00e9is (<em>k\u00earykoi<\/em>), e a import\u00e2ncia decisiva da\u00a0<em>mensagem<\/em>\u00a0(<em>k\u00earygma<\/em>) que s\u00e3o incumbidos de\u00a0<em>anunciar<\/em>\u00a0(<em>k\u00ear\u00fdss\u00f4<\/em>), exigindo dos destinat\u00e1rios a que se dirigem uma verdadeira atitude de\u00a0<em>acolhimento<\/em>\u00a0(<em>d\u00e9chomai<\/em>) e de\u00a0<em>escuta atenta<\/em>\u00a0(<em>ako\u00fa\u00f4<\/em>). Se tal n\u00e3o acontecer, n\u00e3o devem os Ap\u00f3stolos ou enviados ou anunciadores fugir como c\u00e3es escorra\u00e7ados, mas devem deixar clara a falta de acolhimento e de aten\u00e7\u00e3o daqueles a quem se dirigem, acentuando este comportamento fechado e negativo com a dupla atitude de se irem embora dali e de sacudir o p\u00f3 dos seus p\u00e9s como testemunho contra eles (Marcos 6,11), significando este \u00faltimo gesto radical separa\u00e7\u00e3o, que torna imposs\u00edvel qualquer rela\u00e7\u00e3o entre anunciadores e destinat\u00e1rios. Quanto \u00e0 sua pessoa, n\u00e3o deve mover os Ap\u00f3stolos nenhuma pretens\u00e3o ou defesa. J\u00e1 no que se refere \u00e0 mensagem, devem p\u00f4r em destaque todas as exig\u00eancias. Por isso, devem os anunciadores reclamar a\u00a0<em>convers\u00e3o<\/em>\u00a0(<em>met\u00e1noia<\/em>) dos destinat\u00e1rios a que se dirigem (Marcos 6,12).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">6. A li\u00e7\u00e3o do profeta Am\u00f3s (7,12-15), que hoje temos tamb\u00e9m a gra\u00e7a de escutar, ilustra bem o Evangelho de hoje. Am\u00f3s era provavelmente um importante criador de gado e agricultor bem sucedido ao servi\u00e7o do grande rei Ozias (787-736), sem d\u00favida o maior rei de Jud\u00e1 em termos de vis\u00e3o pol\u00edtica e desenvolvimento, grande amante da terra, que em muito desenvolveu a agricultura, como se pode ver na descri\u00e7\u00e3o do Cronista (2 Cr\u00f3nicas 26,10). Am\u00f3s seria, como diz a maioria dos estudiosos de hoje, um alto funcion\u00e1rio agr\u00edcola de Ozias. Mas quando Deus \u00abpegou\u00bb nele, tamb\u00e9m Am\u00f3s se despiu da riqueza da sua vida regalada e bem sucedida, e foi para o Reino de Israel, do Sul para o Norte, no s\u00e9c. VIII a.C., equipado apenas com a mensagem que Deus o incumbiu de anunciar. Am\u00f3s tinha, portanto, a sua profiss\u00e3o de grande agricultor e criador de gado, que lhe assegurava uma vida tranquila e sem percal\u00e7os. Mas foi-lhe por Deus dada uma voca\u00e7\u00e3o e confiada uma miss\u00e3o. Nesse dia, acaba o profissional, o funcion\u00e1rio, e nasce o profeta. \u00abProfeta\u00bb n\u00e3o \u00e9 uma profiss\u00e3o, uma fun\u00e7\u00e3o ou uma heran\u00e7a. N\u00e3o passa de pai para filho. \u00c9 uma voca\u00e7\u00e3o e uma miss\u00e3o. E \u00e9 a Palavra de Deus que, irrompendo sobre ele, marca um final e um come\u00e7o novo, constituindo-o profeta: \u00e9 isso que Am\u00f3s diz a Amasias: \u00abN\u00e3o era profeta eu, nem filho de profeta eu, mas o Senhor pegou em mim\u2026\u00bb (Am\u00f3s 7,14-15).<\/p>\n<p class=\"inline-ad-slot\" data-adtags-visited=\"true\" data-adtags-width=\"450\" id=\"inline-ad-1\">7. Tamb\u00e9m S\u00e3o Paulo \u00e9 modelo insigne de quem se sabe amado e escolhido por Deus desde a eternidade, desde antes de antes (Ef\u00e9sios 1,3-14). Por isso, n\u00e3o resmunga, mas exulta e exalta o \u00fanico verdadeiro Senhor da sua vida, de quem d\u00e1 a conhecer os des\u00edgnios da sua vontade, para que tamb\u00e9m n\u00f3s o possamos servir e amar de cora\u00e7\u00e3o inteiro.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">8. Jo\u00e3o Batista, Jesus, os \u00abDoze\u00bb, Am\u00f3s, Paulo, os mission\u00e1rios. S\u00e3o todos figuras em contracorrente de uma sociedade rica, insens\u00edvel, anestesiada, medicada, dormente, indiferente, autossuficiente e autorreferente. Porque sabe que \u00e9 rica, \u00e9 que se sente agora em crise! Estranha crise. Os textos de hoje ensinam-nos que a boa e verdadeira crise \u00e9 desencadeada em n\u00f3s pela Palavra de Deus. S\u00f3, de facto, Deus, Primeiro e \u00daltimo, pode p\u00f4r em crise o segundo e pen\u00faltimo. Infelizmente, a crise que por a\u00ed anda parte do pen\u00faltimo e quer p\u00f4r em crise o \u00daltimo. Edmund Pellegrino, m\u00e9dico e fil\u00f3sofo da medicina, falecido em 2013, j\u00e1 nos tinha advertido seriamente que, na campo da medicina, h\u00e1 excesso de meios e m\u00edngua de fins. Mas podemos, sem medo de errar, alargar a an\u00e1lise de Edmund Pellegrino a todas as \u00e1reas do saber e da pr\u00e1tica da nossa sociedade de hoje, e dizer que vivemos na \u00abnoite do mundo\u00bb, mergulhados numa cultura de excesso de meios e m\u00edngua de fins! Mas que falta faz Jesus no nosso mundo!<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">9. Escutemos, por isso, mais um pequeno extrato da Palavra pertinente do Profeta de hoje: \u00abEis que vir\u00e3o dias, or\u00e1culo do Senhor, em que enviarei a fome \u00e0 terra; n\u00e3o fome de p\u00e3o nem sede de \u00e1gua, mas de ouvir a Palavra do Senhor. Cambalear\u00e3o de um mar a outro mar, andar\u00e3o errantes do norte at\u00e9 ao nascente, \u00e0 procura da Palavra do Senhor, mas n\u00e3o a encontrar\u00e3o\u00bb (Am\u00f3s 8,11-12).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">10. O Salmo 85 \u00e9 um canto de j\u00fabilo pela restaura\u00e7\u00e3o p\u00f3s ex\u00edlica operada por Deus em favor do seu Povo maravilhado e agradecido. Com Deus, que vem viver e caminhar connosco, vem a paz, a justi\u00e7a, a verdade, a fidelidade, a salva\u00e7\u00e3o, o bem. A nossa terra exulta. O nosso cora\u00e7\u00e3o exulta. Mas tamb\u00e9m hoje podemos cantar esta a\u00e7\u00e3o maravilhosa de Deus, que sabe sempre renovar a nossa vida e a nossa hist\u00f3ria, mesmo quando, em pleno ex\u00edlio, pouco vemos. O grande fil\u00f3sofo e m\u00edstico hebreu, Abraham Joshua Heschel (1907-1972), j\u00e1 nos lembrava, h\u00e1 uns anos atr\u00e1s, que \u00abestamos a perder a capacidade de cantar\u00bb. E o famoso poeta ingl\u00eas John Milton (1608-1674) ler\u00e1 assim os versos 9-14 do nosso Salmo 85 numa Ode natal\u00edcia, datada de 1629: \u00abSim, Fidelidade e Justi\u00e7a, ent\u00e3o,\/ voltar\u00e3o para junto dos homens,\/ envoltas num arco-\u00edris, e, gloriosamente vestida,\/ a Bondade sentar-se-\u00e1 no meio\u2026\/ E o c\u00e9u, como para uma festa,\/ escancarar\u00e1 as portas do seu pal\u00e1cio excelso\u00bb. Em conson\u00e2ncia com Isa\u00edas, que grita: \u00abDestilai, c\u00e9us, l\u00e1 do alto, e que as nuvens fa\u00e7am chover a justi\u00e7a, que se abra a terra e germine a salva\u00e7\u00e3o, e ao mesmo tempo fa\u00e7a brotar a justi\u00e7a\u00bb. E a assinatura: \u00abEu, o Senhor, criei isto!\u00bb (Isa\u00edas 45,8). Mundo novo \u00e0 vista.<\/p>\n<p class=\"inline-ad-slot\" data-adtags-visited=\"true\" data-adtags-width=\"450\" id=\"inline-ad-2\">Ant\u00f3nio Couto<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Am 7,12-15; Sl 85; Ef 1,3-14; Mc 6,7-13 1. 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