{"id":809366674,"date":"2024-09-10T00:00:00","date_gmt":"2024-09-10T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/13241-timor-leste-papa-desafia-a-espalhar-o-perfume-de-cristo"},"modified":"2024-09-10T00:00:00","modified_gmt":"2024-09-10T00:00:00","slug":"timor-leste-papa-desafia-a-espalhar-o-perfume-de-cristo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/timor-leste-papa-desafia-a-espalhar-o-perfume-de-cristo\/","title":{"rendered":"Timor-Leste: Papa desafia a \u00abespalhar o perfume de Cristo\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/vatican_media_timor_2_240910014507.jpg\"\/><\/p>\n<p><p><em>No encontro com os bispos, sacerdotes, religiosos, consagradas, di\u00e1conos e seminaristas o Papa lembrou que um Igreja fecunda \u00e9 a que vive na &#8220;periferia, aberta aos outros&#8221; e agradeceu o trabalho de todos no &#8220;espalhar o perfume de Cristo&#8221;<\/em><\/p>\n<p>Leia, na \u00edntegra, o discurso do Papa em portugu\u00eas<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<address>Caros irm\u00e3os bispos,<\/address>\n<address>car\u00edssimos sacerdotes e di\u00e1conos,<\/address>\n<address>freiras, religiosos, seminaristas,<\/address>\n<address>caros catequistas,<\/address>\n<address>irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia.<\/address>\n<p>Muitos dos mais novos (seminaristas, jovens freiras) ficaram l\u00e1 fora. E agora, quando vi o bispo [disse-lhe] que tinha de aumentar a catedral porque \u00e9 uma gra\u00e7a ter tantas voca\u00e7\u00f5es. Agrade\u00e7amos ao Senhor e agrade\u00e7amos tamb\u00e9m aos mission\u00e1rios que existiram antes de n\u00f3s. Quando vimos este homem [Florentino de Jes\u00fas Martins, de 89 anos, a quem o Papa disse \u201cter competido com o ap\u00f3stolo S\u00e3o Paulo\u201d], que foi catequista durante toda a sua vida, podemos compreender a gra\u00e7a da miss\u00e3o que lhe foi confiada. Agrade\u00e7amos ao Senhor esta b\u00ean\u00e7\u00e3o para esta Igreja.<\/p>\n<p>E sinto-me feliz por me encontrar aqui entre v\u00f3s, no \u00e2mbito de um caminho em que me vejo como um peregrino mais pelas terras do Oriente. Agrade\u00e7o ao D. Norberto de Amaral as palavras que me dirigiu, lembrando que Timor-Leste \u00e9 um pa\u00eds \u201cnos confins do mundo\u201d. Eu tamb\u00e9m venho dos confins do mundo, mas voc\u00ea mais do que eu. E gosto de dizer: precisamente porque est\u00e1 no limite do mundo, est\u00e1 no centro do Evangelho. E este \u00e9 um paradoxo que devemos aprender: no Evangelho os confins s\u00e3o o centro e uma Igreja que n\u00e3o tem capacidade para os confins e se esconde no centro \u00e9 uma Igreja muito doente. Pelo contr\u00e1rio, quando uma Igreja pensa para fora, envia mission\u00e1rios, entra naqueles confins que s\u00e3o o centro, o centro da Igreja. Obrigado por estardes nos confins. Porque bem sabemos que no cora\u00e7\u00e3o de Cristo as periferias da exist\u00eancia est\u00e3o no centro. O Evangelho \u00e9 povoado por pessoas que est\u00e3o \u00e0 margem, nos confins, mas que s\u00e3o convocadas por Jesus e tornam-se protagonistas da esperan\u00e7a de que Ele nos veio trazer.<\/p>\n<p>Alegro-me convosco e por v\u00f3s porque sois disc\u00edpulos do Senhor nesta terra. Pensando nos vossos esfor\u00e7os e nos desafios que tereis de enfrentar, veio-me \u00e0 mem\u00f3ria uma passagem muito sugestiva do Evangelho de S\u00e3o Jo\u00e3o, que nos conta uma cena ternurenta e \u00edntima que se passou em casa dos amigos de Jesus; L\u00e1zaro, Marta, Maria (cf. Jo 12, 1-11). A certa altura do jantar, Maria \u00abpegou em meio quilo de perfume de nardo puro, muito caro, ungiu com Ele os p\u00e9s de Jesus e secou-os com os cabelos. A casa encheu-se da fragr\u00e2ncia do perfume\u00bb (v. 3).<\/p>\n<p>Maria ungiu os p\u00e9s de Jesus e aquele perfume espalhou-se pela casa. Gostaria de me deter convosco sobre isto: o perfume, o perfume de Cristo, o perfume do seu Evangelho, \u00e9 um dom que v\u00f3s tendes, um dom que vos foi dado gratuitamente, mas que deveis guardar e que n\u00f3s somos todos convocados para se espalharem. Cuidar do perfume, custodiar o perfume, este dom do Evangelho que o Senhor deu a esta terra de Timor-Leste, e difundir o perfume.<\/p>\n<p>Primeiro, cuidar do perfume. Precisamos sempre de voltar \u00e0 origem, \u00e0 origem do dom, do dom recebido. Custodiar o perfume. Precisamos sempre de voltar \u00e0 origem do dom recebido, do nosso \u2018ser crist\u00e3os\u2019, do nosso ser sacerdotes, religiosos ou catequistas. Abra\u00e7amos a pr\u00f3pria vida de Deus atrav\u00e9s de Jesus, seu Filho, que morreu por n\u00f3s, deu-nos o Esp\u00edrito Santo. Fomos ungidos \u2013 somos ungidos \u2013 com o \u00f3leo da alegria e o ap\u00f3stolo Paulo escreve: \u00abSomos o perfume de Cristo ao servi\u00e7o de Deus\u00bb (2 Cor 2,15).<\/p>\n<p>Queridas irm\u00e3s, queridos irm\u00e3os, sois o perfume de Cristo! E este s\u00edmbolo n\u00e3o vos \u00e9 estranho; precisamente aqui em Timor cresce em abund\u00e2ncia o s\u00e2ndalo, cuja madeira exala uma fragr\u00e2ncia muito valorizada e procurada por outros povos e na\u00e7\u00f5es. A pr\u00f3pria B\u00edblia elogia o seu valor, quando narra que a rainha de Sab\u00e1 visitou o rei Salom\u00e3o, oferecendo-lhe de presente s\u00e2ndalo (cf. 1 Reis 10,12). N\u00e3o sei se a rainha de Sab\u00e1, antes de chegar a Salom\u00e3o, parou em Timor-Leste &#8211; talvez &#8211; e levou daqui o s\u00e2ndalo.<\/p>\n<p>Irm\u00e3s, irm\u00e3os, sois o perfume de Cristo, um perfume muito mais caro do que os perfumes franceses. V\u00f3s sois o perfume de Cristo, sois o perfume do Evangelho neste pa\u00eds. Tal como o s\u00e2ndalo, sempre verde, sempre forte, que cresce e d\u00e1 fruto, tamb\u00e9m v\u00f3s sois disc\u00edpulos mission\u00e1rios perfumados pelo Esp\u00edrito Santo para permear a vida do Santo Povo Fiel de Deus.<\/p>\n<p>No entanto, n\u00e3o nos podemos esquecer de uma coisa: o perfume recebido do Senhor deve ser guardado, deve ser cuidado, com muita aten\u00e7\u00e3o, tal como Maria de Bet\u00e2nia o guardou, preservou para Jesus. Da mesma forma devemos custodiar o amor, guardar o amor. N\u00e3o esque\u00e7ais esta frase: devemos guardar o amor com que o Senhor perfuma a nossa vida, para que n\u00e3o se dissipe nem perca o seu aroma. E o que significa isto? Significa ter consci\u00eancia do dom recebido \u2013 tudo o que temos \u00e9 um dom, ter consci\u00eancia disso \u2013, recordar que o perfume n\u00e3o serve para nos perfumarmos, mas para ungir os p\u00e9s de Cristo, anunciando o Evangelho, servindo os pobres; Significa zelar por n\u00f3s pr\u00f3prios, porque a mediocridade e a tibieza espiritual est\u00e3o sempre \u00e0 espreita. E vem-me \u00e0 mem\u00f3ria algo que o Cardeal De Lubac disse sobre a mediocridade e o mundanismo: \u201cO pior que pode acontecer \u00e0s mulheres e aos homens da Igreja \u00e9 cair no mundanismo, no mundanismo espiritual\u201d. Estai atentos, preservai aquele perfume que tanto nos d\u00e1 vida.<\/p>\n<p>E acrescento outra coisa: olhamos com gratid\u00e3o para a hist\u00f3ria que nos precedeu, para a semente de f\u00e9 aqui espalhada pelos mission\u00e1rios, estes tr\u00eas que nos falaram: aquela freira que aqui viveu toda a sua vida consagrada, aquele sacerdote que soube acompanhar o seu povo nos tempos dif\u00edceis de dom\u00ednio estrangeiro e aquele di\u00e1cono que n\u00e3o paralisou a boca para anunciar o Evangelho, para batizar. Pensemos nestes tr\u00eas modelos representativos da hist\u00f3ria da nossa Igreja e amemos a nossa hist\u00f3ria. \u00c9 a semente aqui espalhada. [Assim como] escolas de forma\u00e7\u00e3o [para agentes pastorais e muitas outras coisas]. Mas ser\u00e1 que isto \u00e9 suficiente? Na realidade, devemos sempre alimentar a chama da f\u00e9. Por isso gostaria de vos dizer: n\u00e3o deixem de aprofundar a doutrina do Evangelho, n\u00e3o deixem de amadurecer na forma\u00e7\u00e3o espiritual, catequ\u00e9tica e teol\u00f3gica; porque tudo isto \u00e9 necess\u00e1rio para anunciar o Evangelho nesta vossa cultura e, ao mesmo tempo, purific\u00e1-la das formas arcaicas e, por vezes, supersticiosas. A prega\u00e7\u00e3o da f\u00e9 deve ser inculturada na vossa cultura e a vossa cultura deve ser evangelizada. E isto vale para todos os povos, n\u00e3o apenas para v\u00f3s. Se \u00e9s uma Igreja incapaz de inculturar a f\u00e9, incapaz de exprimir a f\u00e9 nos valores dessa terra, ser\u00e1s uma Igreja muito \u00e9tica e sem fecundidade. H\u00e1 muitas coisas bonitas na vossa cultura. Penso especialmente na cren\u00e7a na ressurrei\u00e7\u00e3o e na presen\u00e7a das almas dos mortos. Contudo, tudo isto deve ser sempre purificado \u00e0 luz do Evangelho, \u00e0 luz da doutrina da Igreja. Por favor, comprometei-vos com isto, porque \u00abtoda a cultura e todo o grupo precisa de ser purificado e precisa de amadurecer\u00bb.<\/p>\n<p>E vejamos agora o segundo ponto: difundir o perfume. A Igreja existe para evangelizar e somos chamados a levar aos outros o doce perfume da vida, a vida nova do Evangelho. Maria de Bet\u00e2nia n\u00e3o utilizou o precioso nardo para se embelezar, mas para ungir os p\u00e9s de Jesus, espalhando assim o aroma por toda a casa. Al\u00e9m disso, o Evangelho de Marcos especifica que Maria, para ungir Jesus, partiu o vaso de alabastro que continha o b\u00e1lsamo perfumado (cf. 14,3). A evangeliza\u00e7\u00e3o torna-se poss\u00edvel quando ousamos \u201cpartir\u201d o frasco que cont\u00e9m o perfume; quebrar a \u201cconcha\u201d que muitas vezes nos encerra dentro de n\u00f3s pr\u00f3prios e sair de uma religiosidade med\u00edocre, confort\u00e1vel, vivida apenas para as necessidades pessoais. E gostei muito da express\u00e3o que a Rosa usou, gostei bastante. Quando disse: uma Igreja em movimento, uma Igreja que n\u00e3o p\u00e1ra, que n\u00e3o gira \u00e0 sua volta, n\u00e3o, que n\u00e3o gira \u00e0 sua volta, mas arde pela paix\u00e3o de levar a todos a alegria do Evangelho.<\/p>\n<p>E tamb\u00e9m o vosso pa\u00eds, enraizado numa longa hist\u00f3ria crist\u00e3, tem hoje necessidade de um renovado impulso de evangeliza\u00e7\u00e3o, para que o perfume do Evangelho chegue a todos: um perfume de reconcilia\u00e7\u00e3o e de paz depois dos anos sofridos de guerra; um perfume de compaix\u00e3o, que ajuda os pobres a ascender e inspira o compromisso de melhorar a sorte econ\u00f3mica e social do pa\u00eds; um perfume de justi\u00e7a contra a corrup\u00e7\u00e3o. Ficai atentos, ei! Muitas vezes, a corrup\u00e7\u00e3o pode entrar nas nossas comunidades, nas nossas par\u00f3quias. E, de modo especial, o perfume do Evangelho precisa de ser difundido contra tudo o que humilha, que degrada e at\u00e9 destr\u00f3i a vida humana; contra as pragas que geram vazio interior e sofrimento, como o alcoolismo, a viol\u00eancia e o desrespeito pelas mulheres. O Evangelho de Jesus tem o poder de transformar estas realidades obscuras e gerar uma nova sociedade. E a mensagem que v\u00f3s, religiosas, dais perante o fen\u00f3meno do desrespeito pelas mulheres \u00e9 que as mulheres s\u00e3o o mais importante na Igreja porque cuidam dos mais necessitados: curam-nos, acompanham-nos. Venho de uma visita \u00e0quela bela casa de cura [Escola \u201cIrm\u00e3s Alma\u201d para crian\u00e7as com defici\u00eancia, visita pr\u00e9via a este encontro] dos mais pobres, dos mais necessitados. Irm\u00e3s: sede m\u00e3es do Povo de Deus, encorajai-vos a \u201cdar \u00e0 luz\u201d comunidades, sede m\u00e3es. \u00c9 isso que eu quero de v\u00f3s.<\/p>\n<p>Queridas irm\u00e3s, queridos irm\u00e3os, precisamos de um impulso do Evangelho e hoje, por isso, \u00e9 necess\u00e1rio que haja religiosos e religiosas, sacerdotes, catequistas apaixonados, catequistas preparados e criativos. A criatividade \u00e9 necess\u00e1ria na miss\u00e3o. Aprecio o testemunho edificante do senhor Florentino como catequista, que dedicou grande parte da sua vida a este belo minist\u00e9rio. E, aos sacerdotes, em particular, gostaria de dizer: aprendi que o povo se dirige a v\u00f3s com carinho, chamando-vos \u201cAmu\u201d, que aqui \u00e9 o t\u00edtulo mais importante, significa \u201csenhor\u201d. Mas isso n\u00e3o tem de fazer com que vos sintais superiores ao povo, v\u00f3s vindes do povo, nascestes de m\u00e3es do povo, crescestes com o povo, n\u00e3o vos esque\u00e7ais da cultura do povo que recebestes. N\u00e3o sois superiores. T\u00e3o pouco vos deve levar \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o do orgulho e do poder. E sabeis como come\u00e7a a tenta\u00e7\u00e3o do poder? Ah, j\u00e1 percebeste, certo? A minha av\u00f3 disse-me: \u201cO diabo entra sempre pelos nossos bolsos\u201d. \u00c9 a\u00ed que entra o diabo. Passa sempre pelos bolsos. Por favor, n\u00e3o penseis no minist\u00e9rio como um prest\u00edgio social. N\u00e3o, o minist\u00e9rio \u00e9 um servi\u00e7o. E se algum de v\u00f3s n\u00e3o se sente servo do povo, pedi conselhos a algum sacerdote s\u00e1bio para o ajudar a ter esta dimens\u00e3o t\u00e3o importante. Lembremo-nos que com o perfume devemos ungir os p\u00e9s de Cristo, que s\u00e3o os p\u00e9s dos nossos irm\u00e3os na f\u00e9, come\u00e7ando pelos mais pobres. Os mais privilegiados s\u00e3o os mais pobres. E com este perfume temos de cuidar deles. Aqui \u00e9 eloquente o gesto que os fi\u00e9is fazem quando se encontram convosco, sacerdotes: pegam na m\u00e3o consagrada, aproximam-na da testa em sinal de b\u00ean\u00e7\u00e3o. \u00c9 bom ver neste sinal o carinho do povo santo de Deus, porque o sacerdote \u00e9 um instrumento de b\u00ean\u00e7\u00e3o. O sacerdote nunca, jamais, deve aproveitar-se do seu of\u00edcio, mas deve sempre aben\u00e7oar, consolar, ser ministro da compaix\u00e3o e sinal da miseric\u00f3rdia de Deus. E talvez o sinal do que tudo isto \u00e9 seja o pobre padre. Amai a pobreza como a sua esposa.<\/p>\n<p>Caros irm\u00e3os, um diplomata portugu\u00eas do s\u00e9culo XVI, Tom\u00e9 Pires, escreveu o seguinte: \u201cOs mercadores malaios dizem que Deus criou Timor para obter s\u00e2ndalo\u201d (cf. The Summa Oriental, Londres 1944, 204). Mas sabemos que existe tamb\u00e9m um outro perfume: para al\u00e9m do s\u00e2ndalo existe um outro, que \u00e9 o perfume de Cristo, o perfume do Evangelho, que enriquece a vida e enche-a de alegria.<\/p>\n<p>V\u00f3s, sacerdotes, di\u00e1conos, freiras, n\u00e3o desanimeis! Como nos recordou o Padre Sancho no seu comovente testemunho: \u201cDeus sabe bem cuidar daqueles que chamou e enviou em miss\u00e3o\u201d. Nos momentos de grande dificuldade pensai nisto: Ele acompanha-nos. Deixemo-nos acompanhar pelo Senhor com esp\u00edrito de pobreza e esp\u00edrito de servi\u00e7o. Eu vos aben\u00e7oou de todo o cora\u00e7\u00e3o. E por favor, pe\u00e7o-vos que n\u00e3o vos esque\u00e7ais de rezar por mim, mas rezem em meu favor, n\u00e3o contra mim. Obrigado.<\/p>\n<p>Imagem: Vatican Media<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o Educris a partir do <a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/es\/speeches\/2024\/september\/documents\/20240910-timor-leste-religiosi.html\" target=\"_blank\">original<\/a> em espanhol<\/p>\n<p>Educris|10.09.2024<\/p>\n<\/p>\n<p><iframe allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen=\"\" frameborder=\"0\" height=\"315\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/E34exmxL5jY?si=YLyHmBLNcID3rO2O\" title=\"YouTube video player\" width=\"560\"><\/iframe> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No encontro com os bispos, sacerdotes, religiosos, consagradas, di\u00e1conos e seminaristas o Papa lembrou que um Igreja fecunda \u00e9 a 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