{"id":823100868,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/328-liturgia\/10162-festa-do-batismo-do-senhor"},"modified":"2025-11-07T16:33:43","modified_gmt":"2025-11-07T16:33:43","slug":"festa-do-batismo-do-senhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/festa-do-batismo-do-senhor\/","title":{"rendered":"Festa do Batismo do Senhor"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/antonio_couto_sorriso_160417093031.jpg\" \/><\/p>\n<p><p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">1. Passado o Advento e as Festas Natal\u00edcias, estamos agora no umbral do chamado \u00abTempo Comum\u00bb do Ano Lit\u00fargico que, ao contr\u00e1rio do que se possa pensar, n\u00e3o \u00e9 um \u00abTempo secund\u00e1rio\u00bb, mas fundamental na vida celebrativa da Igreja Una e Santa. Na verdade, ao longo deste \u00abTempo Comum\u00bb, Domingo ap\u00f3s Domingo, a Igreja Una e Santa, Batizada e Confirmada, Esposa Amada de Cristo, \u00e9 chamada a contemplar de perto, epis\u00f3dio ap\u00f3s epis\u00f3dio, toda a vida hist\u00f3rica do seu Senhor, desde o Batismo no Jord\u00e3o at\u00e9 \u00e0 Cruz e \u00e0 Gl\u00f3ria da Ressurrei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">2. Esta apresenta\u00e7\u00e3o s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel porque, em cada um dos Anos Lit\u00fargicos, \u00e9 proclamado, Domingo ap\u00f3s Domingo, praticamente em li\u00e7\u00e3o cont\u00ednua, um Evangelho inteiro. Neste Ano B, \u00e9-nos dada a gra\u00e7a de ouvir o Evangelho segundo Marcos, por todos considerado o mais antigo dos Evangelhos, escrito, com certeza, durante a guerra judaica (66-70), mas antes da destrui\u00e7\u00e3o de Jerusal\u00e9m e do Templo no ano 70. Em termos formais, \u00e9 um Evangelho em que se sucedem os epis\u00f3dios, como num filme, sendo diminuta a parte discursiva. O leitor ou ouvinte v\u00ea passar diante de si uma s\u00e9rie de epis\u00f3dios em rede, sendo constantemente convidado a implicar-se no que v\u00ea, perguntando, interpretando, fazendo seu o programa das personagens ou dele se distanciando, ou simplesmente manifestando o seu espanto e encanto.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">\u00a03. O Primeiro Domingo do \u00abTempo Comum\u00bb coloca ent\u00e3o diante de n\u00f3s o epis\u00f3dio do Batismo de Jesus no Jord\u00e3o, que acontece logo a abrir o Evangelho segundo Marcos 1,7-11. O texto apresenta-se em duas vagas: Marcos 1,7-8, apontando para Jo\u00e3o Batista, e Marcos 1,9-11, apontando para Jesus.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">4. Deixamos aqui algumas anota\u00e7\u00f5es para facilitar a compreens\u00e3o da figura de Jo\u00e3o Batista, apresentada na primeira vaga do texto: 1) Jo\u00e3o Batista surge em cena, em pleno deserto, sem qualquer apresenta\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, sem pai nem m\u00e3e, como se tivesse chovido do c\u00e9u (Marcos 1,4); 2) atravessa-o uma dupla tarefa: anunciar Aquele-que-Vem (<em>\u00e9rchetai<\/em>), \u00abO mais-forte-do-que eu\u00bb (<em>ho ischyr\u00f3ter\u00f3s mou<\/em>) (Marcos 1,7), e, porque se trata de Algu\u00e9m muito importante, advertir o povo de Israel que n\u00e3o basta ficar \u00e0 espera dele, mas que \u00e9 necess\u00e1rio preparar-se para a sua chegada (Marcos 1,2-5.7-8); 3) esta prepara\u00e7\u00e3o requer quatro coisas: convers\u00e3o, confiss\u00e3o dos pecados, obter o batismo e a remiss\u00e3o dos pecados (Marcos 1,4-5); 4) a miss\u00e3o de Jo\u00e3o Batista reveste-se de algumas particularidades:\u00a0<em>toda<\/em>\u00a0a regi\u00e3o da Judeia e\u00a0<em>todos<\/em>\u00a0os habitantes de Jerusal\u00e9m\u00a0<em>sa\u00edam<\/em>\u00a0(<em>ezepore\u00faeto<\/em>: imperf. de\u00a0<em>ekpore\u00faomai<\/em>) ao encontro de Jo\u00e3o Batista (Marcos 1,5); 5) curiosamente n\u00e3o \u00e9 Jo\u00e3o que vai ao encontro das pessoas, como tinham feito os profetas antes dele, e como far\u00e1 tamb\u00e9m Jesus, que sai e percorre as cidades e aldeias ao encontro das pessoas; \u00e9 este, de resto, o estilo dos Evangelizadores: ir ao encontro das pessoas, e n\u00e3o ficar \u00e0 espera delas; 6) Jo\u00e3o parece um ponto fixo no deserto: \u00e9 l\u00e1 que vive, \u00e9 l\u00e1 que prega, e as pessoas v\u00e3o l\u00e1 escut\u00e1-lo; 7) \u00e9 descrita a forma como anda vestido e o que come (Marcos 1,6), quer para mostrar a sua austeridade, quer para o vincular \u00e0 figura de Elias (2 Reis 1,8); 8) contra o ritual habitual, n\u00e3o s\u00e3o as pessoas que tomam o banho lustral de purifica\u00e7\u00e3o, mas \u00e9 Jo\u00e3o que as batiza na \u00e1gua do Jord\u00e3o; 9) Este gesto \u00e9 t\u00e3o ins\u00f3lito e caracter\u00edstico de Jo\u00e3o, que lhe vale o t\u00edtulo de Batista, n\u00e3o s\u00f3 no NT, mas tamb\u00e9m em Fl\u00e1vio Josefo.<\/p>\n<p class=\"inline-ad-slot\" data-adtags-visited=\"true\" data-adtags-width=\"449\" id=\"inline-ad-0\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">5. \u00c9 dito ainda que Jo\u00e3o\u00a0<em>proclamava<\/em>\u00a0ou\u00a0<em>anunciava<\/em>\u00a0(<em>ek\u00earyssen<\/em>: imperf. de\u00a0<em>k\u00ear\u00fdss\u00f4<\/em>) (Marcos 1,7). O verbo est\u00e1 no imperfeito, o que implica uma proclama\u00e7\u00e3o repetida e prolongada, mas o narrador n\u00e3o se alonga sobre o conte\u00fado da referida prega\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m se diz, de forma quase telegr\u00e1fica, que Jo\u00e3o batiza com \u00e1gua, e Aquele-que-Vem batizar\u00e1 com o Esp\u00edrito Santo (Marcos 1,8), omitindo-se a men\u00e7\u00e3o do fogo e outros elementos de julgamento presentes em Mateus e Lucas. Marcos pretende apenas mostrar os dois batismos como prepara\u00e7\u00e3o e cumprimento.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">6. E a anota\u00e7\u00e3o da incompet\u00eancia (<em>ikan\u00f3s<\/em>) de Jo\u00e3o para desatar a correia das sand\u00e1lias d\u2019Aquele-que-Vem (Marcos 1,7), o que significa? Ser\u00e1 simplesmente uma confiss\u00e3o de humildade por parte de Jo\u00e3o face a Algu\u00e9m que lhe \u00e9 incomparavelmente superior? Esta tonalidade est\u00e1 certamente presente, mas n\u00e3o esgota a met\u00e1fora das sand\u00e1lias. Trata-se, desde logo, de um dizer importante, pois encontramo-lo por cinco vezes no NT: Mateus 3,11; Marcos 1,7; Lucas 3,16; Jo\u00e3o 1,27; Atos 13,25. Num c\u00e9lebre artigo, intitulado \u00abAs sand\u00e1lias do Messias noivo\u00bb, o insigne exegeta hispano-germ\u00e2nico e grande amigo de Portugal, Lu\u00eds Alonso Schoekel, levou este dizer e esta met\u00e1fora para o dom\u00ednio da esponsalidade do Messias. Explica ele: de acordo com o referido nos Salmos 60,10 e 108,9, \u00abp\u00f4r a sand\u00e1lia sobre\u00bb significa \u00abtomar posse de\u00bb; \u00e9, portanto, linguagem jur\u00eddica de posse. Em Deuteron\u00f3mio 25,5-9, o n\u00e3o-cumprimento da lei do levirato implica que seja retirada a sand\u00e1lia ao cunhado n\u00e3o cumpridor da lei, gesto que garante a sua perda de posse no dom\u00ednio matrimonial. Aqui j\u00e1 se trata de direito matrimonial. Em Rute 4,7-10, temos um caso jur\u00eddico concreto, em que o que tem o direito de resgatar o patrim\u00f3nio e de desposar Rute, prescinde desse direito. Para o dizer juridicamente, em reuni\u00e3o p\u00fablica realizada \u00e0 porta da cidade (Rute 4,1), o homem em causa tira a sand\u00e1lia e entrega-a a Booz, que fica assim com o direito de resgatar o patrim\u00f3nio e de desposar Rute. A met\u00e1fora da sand\u00e1lia em Marcos 1,7 e nos demais dizeres do NT que anot\u00e1mos significa tamb\u00e9m que \u00e9 Jesus o noivo, a quem assiste o direito de desposar Israel, e que a Jo\u00e3o n\u00e3o assiste esse direito ou compet\u00eancia.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">7. A segunda vaga do relato (Marcos 1,9-11) assinala o ponto alto do texto. Jo\u00e3o tinha anunciado a Vinda de Algu\u00e9m incomparavelmente superior a ele. As expetativas est\u00e3o no auge. Quando vir\u00e1 e de onde vir\u00e1? Primeira surpresa: eis que vem Jesus, diz o narrador, de Nazar\u00e9 da Galileia, terra desconhecida do interior da prov\u00edncia e do mundo rural, nunca referida no AT. Natanael tem raz\u00e3o quando pergunta: \u00abDe Nazar\u00e9 poder\u00e1 vir alguma coisa boa?\u00bb (Jo\u00e3o 1,46). Vem do povo, e vem com o povo, no meio do povo, solid\u00e1rio com o povo. Na verdade, nova surpresa, n\u00e3o come\u00e7a logo a batizar, mas \u00e9 batizado por Jo\u00e3o no rio Jord\u00e3o (Marcos 1,9). Com o povo, no meio do povo, n\u00e3o ao lado do povo. Jesus vem, portanto, no meio do povo pecador que se submete a um batismo de convers\u00e3o para a remiss\u00e3o dos pecados. Entenda-se bem que Jesus se submete ao mesmo batismo a que o povo se submete, n\u00e3o por\u00e9m para a remiss\u00e3o dos pr\u00f3prios pecados, mas os dos outros. Grande gesto de solidariedade connosco, prolepse j\u00e1 da sua vida inteira e do batismo de sangue da Cruz (Marcos 10,38).<\/p>\n<p class=\"inline-ad-slot\" data-adtags-visited=\"true\" data-adtags-width=\"449\" id=\"inline-ad-1\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">8. Se este Jesus est\u00e1 no meio de n\u00f3s, completamente solid\u00e1rio connosco, o texto mostra-o tamb\u00e9m completamente unido a Deus, a quem tem livre acesso. \u00c9 para significar esta sua perfeita uni\u00e3o com Deus, que os c\u00e9us se abrem, cumprindo Isa\u00edas 63,19, e o Esp\u00edrito desce, n\u00e3o \u00absobre ele\u00bb, mas \u00abpara dentro dele\u00bb (<em>eis aut\u00f3n<\/em>) (Marcos 1,10), para permanecer nele de modo \u00edntimo e est\u00e1vel. O Esp\u00edrito n\u00e3o transforma Jesus, mas torna transparente a sua identidade. Esta nota da sua uni\u00e3o com Deus sai logo refor\u00e7ada pela voz que vem dos c\u00e9us, portanto, autorizada e reveladora: \u00abTu \u00e9s (<em>S\u00fd e\u00ee<\/em>) o Filho Meu (<em>ho hyi\u00f3s mou<\/em>), o Amado (<em>ho agap\u00eat\u00f3s<\/em>), em Ti (<em>en so\u00ed<\/em>) o meu Enlevo (<em>eudok\u00e9\u00f4<\/em>) (Marcos 1,11), deixando ver em filigrana a figura do Rei messi\u00e2nico do Salmo 2,7 e do Servo do Senhor de Isa\u00edas 42,1. Mas \u00e9 sobre Jesus que recai toda a aten\u00e7\u00e3o, pois desde que entra em cena, \u00e9 ele o sujeito ou o destinat\u00e1rio de todas as a\u00e7\u00f5es: \u00abvem de Nazar\u00e9\u00bb, \u00ab\u00e9 batizado por Jo\u00e3o\u00bb, \u00absai da \u00e1gua\u00bb, \u00abv\u00ea os c\u00e9us abrirem-se e o Esp\u00edrito descer\u00bb, \u00aba voz que vem dos c\u00e9us \u00e9 dirigida a Ele e fala para Ele\u00bb. Jesus, por seu lado, permanece em completo sil\u00eancio.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">9. Diante dos olhos at\u00f3nitos de Jo\u00e3o, e tamb\u00e9m dos nossos, fica, portanto, Jesus que, connosco e no meio de n\u00f3s, como um de n\u00f3s, desce ao rio Jord\u00e3o para ser connosco batizado. Extraordin\u00e1ria a ep\u00edgrafe que Pedro, na li\u00e7\u00e3o de hoje do Livro dos Atos dos Ap\u00f3stolos, p\u00f5e sobre a vida de Jesus: \u00abPassou fazendo o bem e curando todos\u00bb (Atos 10,38). Para nos curar, \u00e9 preciso passar pelo meio de n\u00f3s. O Jord\u00e3o \u00e9 o rio de Cristo e dos crist\u00e3os. Rasga, de alto-a-baixo, a terra de Israel, mas atravessa tamb\u00e9m as p\u00e1ginas dos dois Testamentos! Desce do sop\u00e9 do Hermon e vai desaguar no Mar Morto, fazendo um percurso sinuoso de mais de 300 km (104 km em linha reta), e o seu nome ouve-se por 179 vezes nas p\u00e1ginas do Antigo Testamento e 15 vezes no Novo Testamento. As suas \u00e1guas curam (2 Reis 5,14: Naam\u00e3) e d\u00e3o acesso \u00e0 vida nova: \u00e9 atravessando-o que o Povo entra na Terra Prometida (Josu\u00e9 3,14-4,24). \u00c9 ainda belo ver que, depois de um percurso de mais de 300 km, o Jord\u00e3o entra no Mar Morto, onde, atrav\u00e9s de uma intensa evapora\u00e7\u00e3o, parece subir ao c\u00e9u, lembrando Elias que sobe ao c\u00e9u desde o leito do Jord\u00e3o (2 Reis 2,8-11). \u00c9 lembrando estes cen\u00e1rios, sobretudo o do Batismo que tamb\u00e9m cura e d\u00e1 acesso \u00e0 vida nova, que muitas Igrejas Orientais chamam \u00abJord\u00e3o\u00bb ao canal que conduz a \u00e1gua para a fonte batismal, que todos os anos \u00e9 benzida precisamente neste Dia da Festa do Batismo do Senhor.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">10. Ilustra bem o epis\u00f3dio do Batismo de Jesus no Jord\u00e3o o chamado \u00abPrimeiro Canto do Servo do Senhor\u00bb (Isa\u00edas 42,1-7), hoje tamb\u00e9m lido, que p\u00f5e em cena Deus e o seu Servo. Deus chama este Servo \u00abmeu Servo\u00bb, diz que o segura e sustenta e que lhe d\u00e1 o seu Esp\u00edrito, e confia-lhe uma miss\u00e3o em ordem \u00e0 verdade e \u00e0 justi\u00e7a, \u00e0 mansid\u00e3o e ao ensino, \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o e \u00e0 ilumina\u00e7\u00e3o, entenda-se, \u00e0 vida em plenitude, de todas as na\u00e7\u00f5es. Verdadeiramente, Deus \u00e9 a vida deste Servo, que Ele ampara, leva pela m\u00e3o e modela. Linguagem de cria\u00e7\u00e3o, confid\u00eancia e provid\u00eancia.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">11. H\u00e1 ainda a registar uma express\u00e3o forte para dizer a miss\u00e3o de mansid\u00e3o confiada por Deus a este seu Servo: \u00abN\u00e3o far\u00e1 ouvir desde fora a sua voz\u00bb (Isa\u00edas 42,2). Ora, se n\u00e3o faz ouvir a sua voz desde fora, ent\u00e3o \u00e9 porque a faz ouvir desde dentro. O grande pensador do s\u00e9culo XX, de origem hebraica, Emmanuel Levinas, glosava, nas suas li\u00e7\u00f5es talm\u00fadicas, este texto em sentido messi\u00e2nico, dizendo que \u00abo Messias \u00e9 o \u00fanico Rei que n\u00e3o reina desde fora\u00bb. Se n\u00e3o reina desde fora, ent\u00e3o n\u00e3o reina com poder, dinheiro, impostos, armas ou decretos. Se n\u00e3o reina desde fora, reina desde dentro, aproximando-se das pessoas, descendo ao n\u00edvel das pessoas, amando as pessoas. Est\u00e1 bom de ver que Jesus vai assumir a identidade deste Servo e vai cumprir por inteiro a sua miss\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"inline-ad-slot\" data-adtags-visited=\"true\" data-adtags-width=\"449\" id=\"inline-ad-2\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">12. Para n\u00e3o esquecer: esta bela miss\u00e3o de Jesus, Batizado com o Esp\u00edrito no Jord\u00e3o e declarado o Filho Amado, deve ser a nossa bela miss\u00e3o de Batizados com o Esp\u00edrito Santo e filhos amados de Deus. \u00c9 ainda como filhos que devemos hoje entoar tamb\u00e9m as notas deste\u00a0<em>Gloria in excelsis Deo<\/em>\u00a0do Antigo Testamento, que \u00e9 o bel\u00edssimo Salmo 29. A voz (<em>q\u00f4l<\/em>) que por sete vezes se ouve no Salmo bem pode ser a Voz do Pai que se dirige ao Filho no Batismo do Jord\u00e3o e continua a ressoar na prega\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica como se do seten\u00e1rio dos dons do Esp\u00edrito Santo ou dos Sacramentos se tratasse. Escreveu S\u00e3o Greg\u00f3rio Magno: \u00abA voz de Deus troa admiravelmente porque, como for\u00e7a escondida, penetra nos nossos cora\u00e7\u00f5es\u00bb.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Ant\u00f3nio Couto<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. 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