{"id":82957435,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/328-liturgia\/13148-domingo-xiv-do-tempo-comum-de-onde-es-tu"},"modified":"2025-11-07T16:34:01","modified_gmt":"2025-11-07T16:34:01","slug":"domingo-xiv-do-tempo-comum-de-onde-es-tu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/domingo-xiv-do-tempo-comum-de-onde-es-tu\/","title":{"rendered":"Domingo XIV do Tempo Comum: \u00abDe onde \u00e9s Tu?\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/antonio_couto_sorriso_160417093031_160503044443.jpg\" \/><\/p>\n<p><p data-adtags-visited=\"true\">Ez 2,2-5; Sl 123; 2 Cor 12,7-10; Mc 6,1-6<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">1. O Evangelho deste Domingo XIV do Tempo Comum (Marcos 6,1-6) enla\u00e7a no do Domingo passado (XIII), pondo Jesus a sair de \u00abl\u00e1\u00bb (<em>eke\u00eethen<\/em>) (Marcos 6,1), isto \u00e9, de Cafarnaum, da casa de Jairo (Marcos 5,35-43), onde entrou no Domingo passado, mas a sair de \u00abl\u00e1\u00bb tamb\u00e9m no sentido de deixar para tr\u00e1s um per\u00edodo de grande atividade, com Jesus a contar ao povo e a explicar aos seus disc\u00edpulos v\u00e1rias vers\u00f5es da par\u00e1bola da semente, que \u00e9 a Palavra e que \u00e9 o pr\u00f3prio Jesus (4,1-34), a entrar com os seus disc\u00edpulos na barca e a acalmar a tempestade (4,35-41), a curar o endemoninhado (51-20), a curar a mulher que sofria de uma hemorragia e a retirar do sono da morte a filha de Jairo (5,21-43). Jesus sai de \u00abl\u00e1\u00bb, de tudo isto, para se religar a Marcos 3,21-22.31-35, quando deixou os seus familiares fora da porta. Agora, \u00e9 Jesus que se dirige para a sua p\u00e1tria (<em>p\u00e1tris<\/em>) (Marcos 6,1), ao encontro dos seus familiares e conterr\u00e2neos, que de h\u00e1 muito o conhecem, sendo o s\u00e1bado e a sinagoga o tempo e lugar desse encontro (Marcos 6,2). Nazar\u00e9 n\u00e3o \u00e9 mencionada. Note-se tamb\u00e9m que aqui \u00e9 Jesus que toma a iniciativa de se dirigir ao encontro das pessoas, quando em quase todos os epis\u00f3dios anteriores eram as pessoas que iam ao encontro de Jesus. Esta primeira ida de Jesus \u00e0 sua p\u00e1tria fica a marcar tamb\u00e9m, no Evangelho de Marcos, a \u00faltima vez que Jesus ensina numa sinagoga (cf. Marcos 1,21.23.29.30; 3,1; 6,2); e o s\u00e1bado apenas ser\u00e1 mencionado mais uma vez, precisamente na madrugada da P\u00e1scoa, escrevendo ent\u00e3o o narrador: \u00abpassado o s\u00e1bado\u00bb (Marcos 16,1).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">2. E, portanto, tudo neste texto, neste encontro, assume um car\u00e1cter decisivo. Desde logo a escolha do termo \u00abp\u00e1tria\u00bb, que carrega consigo um significado mais intenso e mais amplo do que o mais habitual de \u00abpovoa\u00e7\u00e3o\u00bb. Com esta forma de dizer, este decisivo encontro com Jesus n\u00e3o fica apenas circunscrito a uma pequena regi\u00e3o da Galileia, mas prefigura j\u00e1 o encontro de Jesus com o inteiro Israel, e a mesma rejei\u00e7\u00e3o que lhe ser\u00e1 movida por este. S\u00e3o mesmo j\u00e1 vis\u00edveis desde aqui as resist\u00eancias ao Evangelho radicadas no nosso cora\u00e7\u00e3o, e que o Quarto Evangelho por\u00e1 a claro: \u00abVeio para o que era seu, e os seus n\u00e3o o receberam\u00bb (Jo\u00e3o 1,11). Mas tamb\u00e9m esta \u00faltima vez a ensinar na sinagoga, e este s\u00e1bado que aponta para aquele \u00faltimo \u00abpassado o s\u00e1bado\u00bb (Marcos 16,1), devem gravar em n\u00f3s evoca\u00e7\u00f5es e apelos decisivos. Tudo o que tem sabor a \u00ab\u00faltimo\u00bb, a \u00ab\u00faltima vez\u00bb, carrega um particular peso espec\u00edfico.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">3. Aventurando-nos um pouco mais dentro do texto, n\u00e3o ficaremos certamente admirados por vermos que estes conterr\u00e2neos de Jesus estejam a par das suas humildes e bem conhecidas ra\u00edzes geogr\u00e1ficas e familiares, as quais, na mentalidade antiga, determinam a identidade e a capacidade da pessoa. Notaremos ainda, sem grande espanto, que os conterr\u00e2neos de Jesus sabem, em termos anagr\u00e1ficos, muito mais do que o leitor sobre Jesus: dele sabem indicar a fam\u00edlia, a profiss\u00e3o, a resid\u00eancia. O que nos deve espantar, isso sim, \u00e9 que aqueles conterr\u00e2neos de Jesus n\u00e3o saibam dizer \u00abDE ONDE\u00bb (<em>p\u00f3then<\/em>) lhe vem aquela sabedoria \u00fanica e aqueles divinos prod\u00edgios que realiza. Estabelecendo o paralelismo, quando Jesus entrou a primeira vez em Cafarnaum e deu ordens a um esp\u00edrito impuro e foi logo por ele obedecido, as pessoas interrogaram-se, abrindo um debate: \u00abO que vem a ser isto?\u00bb (Marcos 1,27a), para logo se manifestarem maravilhados e qualificarem a a\u00e7\u00e3o de Jesus como \u00abum novo ensinamento com autoridade\u00bb (Marcos 1,22.27b). Ao contr\u00e1rio, os conterr\u00e2neos de Jesus s\u00f3 se fazem perguntas carregadas de ironia, e escandalizam-se mesmo com ele, fechando-se \u00e0 sua pessoa e \u00e0 sua miss\u00e3o (Marcos 6,2-3). V\u00ea-se j\u00e1 daqui: l\u00e1 mais \u00e0 frente, \u00e0 vista da Cruz e do sofrimento, ser\u00e3o os disc\u00edpulos a escandalizar-se de Jesus (Marcos 14,27), e o anjo do an\u00fancio da Ressurrei\u00e7\u00e3o n\u00e3o deixar\u00e1 de reunir os dois motivos do esc\u00e2ndalo: \u00abJesus de Nazar\u00e9, o Crucificado\u00bb (Marcos 16,6).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">4. \u00c9 f\u00e1cil verificar que, ao ouvirem Jesus, os seus conterr\u00e2neos se p\u00f5em primeiro perguntas sensatas: \u00abDe onde lhe v\u00eam estas coisas? E que sabedoria \u00e9 esta que lhe foi dada? E os prod\u00edgios feitos pelas suas m\u00e3os?\u00bb (Marcos 6,2), para depois passarem a debitar perguntas ret\u00f3ricas e ir\u00f3nicas de que eles sabem bem as respostas: \u00abN\u00e3o \u00e9 este o carpinteiro, o filho de Maria, o irm\u00e3o de Tiago, de Joset, de Judas e de Sim\u00e3o? E as suas irm\u00e3s n\u00e3o est\u00e3o aqui connosco?\u00bb (Marcos 6,3). Tratam-no de forma pouco cort\u00eas por \u00abeste\u00bb (Marcos 6,2.3) e por \u00abfilho de Maria\u00bb (habitualmente \u00e9 o nome do pai que se refere), escandalizam-se por causa dele (Marcos 6,3), n\u00e3o querem reconhecer que venha da parte de Deus, assumem para com Ele um comportamento de n\u00e3o disfar\u00e7ada indiferen\u00e7a: n\u00e3o pretendem mat\u00e1-lo, como maquinam fariseus e herodianos (Marcos 3,6), mas t\u00e3o-pouco querem saber da sua miss\u00e3o e da sua mensagem. Face a este \u00abn\u00e3o querer saber dos seus conterr\u00e2neos, Jesus clarifica as \u00e1guas e faz saber que \u00abum profeta n\u00e3o \u00e9 desprezado sen\u00e3o na sua p\u00e1tria, entre os seus parentes e na sua casa\u00bb (Marcos 6,4), e Marcos p\u00f5e em evid\u00eancia, e s\u00f3 ele o faz, que Jesus \u00abn\u00e3o podia\u00bb (<em>ouk ed\u00fdnato<\/em>) fazer \u00abali\u00bb (<em>eke\u00ee<\/em>) nenhum milagre (Marcos 6,5), e maravilhava-se por causa da falta de f\u00e9 (<em>apist\u00eda<\/em>) daquela gente (Marcos 6,6). A partir da frase do leproso: \u00abSe quiseres, podes curar-me\u00bb (Marcos 1,40), fala-se sempre do poder de Jesus (Marcos 1,45; 8,4; 9,22; 15,31). Jesus n\u00e3o perdeu esse poder em Nazar\u00e9, mas v\u00ea-se que se comporta com as pessoas de modo diferente do que faz com as for\u00e7as da natureza. A estas imp\u00f5e o seu poder, mas, no que se refere \u00e0s pessoas, Jesus respeita as suas decis\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">5. \u00c0s vezes, por termos os olhos t\u00e3o embrenhados na terra, nas coisas da terra, n\u00e3o conseguimos ver o c\u00e9u! Veja-se a iluminante cena da cura do cego de nascen\u00e7a (Jo\u00e3o 9). Em di\u00e1logo com o cego curado, os fariseus acabam por afirmar acerca de Jesus: \u00abEsse n\u00e3o sabemos DE ONDE (<em>p\u00f3then<\/em>) \u00e9\u00bb (Jo\u00e3o 9,29), ao que o cego curado responde, apontando, com evidente ironia, a cegueira deles: \u00abIsso \u00e9 \u201cespantoso\u201d (<em>t\u00f2 thaumast\u00f3n<\/em>): v\u00f3s n\u00e3o sabeis DE ONDE (<em>p\u00f3then<\/em>) Ele \u00e9; e, no entanto, Ele abriu-me os olhos!\u00bb (Jo\u00e3o 9,30). Que \u00e9 como quem diz: s\u00f3 n\u00e3o v\u00ea quem n\u00e3o quer! Tal como o cego, e fazendo uso da mesma linguagem, tamb\u00e9m Jesus \u201cestava espantado\u201d (<em>etha\u00famazen<\/em>) com a falta de f\u00e9 dos seus conterr\u00e2neos (Marcos 6,6). Note-se bem que a falta de f\u00e9 aqui assinalada n\u00e3o \u00e9 apenas a nega\u00e7\u00e3o de Deus. \u00c9 a rejei\u00e7\u00e3o de Jesus em nome de uma errada conce\u00e7\u00e3o de Deus. Podemos dizer mesmo: para salvar a honra de Deus! Veja-se bem at\u00e9 onde pode chegar a nossa cegueira! Sim, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, pensam os conterr\u00e2neos de Jesus, que um carpinteiro, filho de Maria e membro daquela fam\u00edlia, que todos conhecem, diga o que diz e fa\u00e7a o que faz! De facto, \u00e0s vezes, para salvar a honra de Deus, acab\u00e1mos por rejeitar tanta gente boa e humilde!<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">6. Numa altura em que se continua a falar da \u00abrece\u00e7\u00e3o\u00bb do Conc\u00edlio II do Vaticano, dado que ainda estamos na esteira da celebra\u00e7\u00e3o dos 50 anos da sua realiza\u00e7\u00e3o (1962-1965), podemos falar tamb\u00e9m, com as devidas dist\u00e2ncias, da \u00abrece\u00e7\u00e3o\u00bb de Jesus e do seu Evangelho. O texto diz-nos que os seus conterr\u00e2neos n\u00e3o o receberam, n\u00e3o se deixaram atravessar por Ele, pelo C\u00e9u que Ele indicava e trazia consigo. Ponte para o pr\u00f3ximo Domingo (XV), em que ouviremos o epis\u00f3dio que se segue imediatamente ao de hoje (Marcos 6,7-13). A\u00ed, Jesus enviar\u00e1 os seus Doze Ap\u00f3stolos, dois a dois, despojados de meios ou de equipamento, para ressaltar bem a import\u00e2ncia do An\u00fancio do Evangelho. Mas a ponte entre os dois textos e respetivos Domingos est\u00e1 em que ouviremos Jesus dizer aos seus Ap\u00f3stolos: \u00abQualquer lugar (<em>t\u00f3pos<\/em>) que n\u00e3o vos \u201creceba\u201d (<em>d\u00e9xetai<\/em>)\u2026\u00bb (Marcos 6,11). Os livros dizem que, em Marcos, o verbo \u00abreceber\u00bb (<em>d\u00e9chomai<\/em>) est\u00e1 sempre referido a Jesus. Trata-se de \u00abreceber\u00bb, de \u00abacolher\u00bb Jesus. \u00c9 ent\u00e3o tamb\u00e9m f\u00e1cil ver qual \u00e9 o \u00ablugar\u00bb que n\u00e3o \u00abrecebeu\u00bb Jesus. Mas o problema \u00e9 sempre este: e n\u00f3s?<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">7. A figura de Ezequiel, profeta fr\u00e1gil, mas que aponta para um \u00abDeus que d\u00e1 for\u00e7a\u00bb (etimologia do seu nome), por 93 vezes interpelado por Deus com a locu\u00e7\u00e3o \u00abFilho do Homem\u00bb, \u00e9 por Deus incumbido da miss\u00e3o dif\u00edcil de ser sentinela (<em>tsopeh<\/em>) (Ezequiel 3,17; 33,7) da casa rebelde de Israel, junto do rio Cobar, em\u00a0<em>Tel \u2019Ab\u00eeb<\/em>\u00a0(Ezequiel 1,1-3; 3,15), na Babil\u00f3nia, uma esp\u00e9cie de \u00abp\u00e1roco dos exilados\u00bb.\u00a0<em>Tel \u2019Ab\u00eeb<\/em>\u00a0significa \u00abcolina da primavera\u00bb ou das \u00abespigas\u00bb. \u00c9 um lugar duro de ex\u00edlio, mas, porque lembra a primavera, \u00e9 tamb\u00e9m um nome carregado de esperan\u00e7a. Os judeus deram este nome significativo a uma das primeiras col\u00f3nias que fundaram na Palestina, junto da costa Mediterr\u00e2nica, em finais do s\u00e9culo XIX, onde se situa hoje a capital pol\u00edtica de Israel. O rio Cobar \u00e9 um canal de irriga\u00e7\u00e3o, hoje chamado\u00a0<em>Shatt Ennil<\/em>, que parte do Eufrates para irrigar a cidade de Nippur, onde os Babil\u00f3nios instalaram deportados oriundos de diferentes proveni\u00eancias, entre os quais se contam os deportados de Jud\u00e1. Na sua fragilidade e na rejei\u00e7\u00e3o que experimenta, o profeta Ezequiel ajuda a perceber e a \u00abreceber\u00bb melhor a figura de Jesus, o Deus feito homem, que a si mesmo se diz nos Evangelhos, por 82 vezes, \u00abFilho do Homem\u00bb.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">8. E S\u00e3o Paulo d\u00e1 testemunho, na Segunda Carta aos Cor\u00edntios (12,7-10) da for\u00e7a nova de Cristo, que o habita: \u00abBasta-te a minha gra\u00e7a, pois \u00e9 na fraqueza que se manifesta a minha for\u00e7a\u00bb (2 Cor\u00edntios 12,9). E ainda: \u00abQuando sou fraco, ent\u00e3o \u00e9 que sou forte\u00bb (2 Cor\u00edntios 12,10).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">9. O Salmo 123 mostra-nos a for\u00e7a do olhar atrav\u00e9s de uma s\u00e9rie de olhares que se entrecruzam: os meus olhos, os olhos dos servos, os olhos da escrava, os nossos olhos. Os meus olhos e os nossos olhos est\u00e3o postos em Deus; os dos servos nas m\u00e3os dos seus patr\u00f5es; os da escrava nas m\u00e3os da sua patroa. H\u00e1, todavia, uma diferen\u00e7a entre as m\u00e3os de Deus e as dos patr\u00f5es. As m\u00e3os dos patr\u00f5es d\u00e3o ordens. As m\u00e3os de Deus aben\u00e7oam, d\u00e3o, salvam, embalam com ternura, fazem gra\u00e7a. Portanto, o homem que reza neste Salmo n\u00e3o junta as m\u00e3os, mas abre-as para as de Deus, formando uma esp\u00e9cie de\u00a0<em>puzzle<\/em>, para receber os dons de Deus; tamb\u00e9m n\u00e3o fecha os olhos, mas escancara-os para o c\u00e9u; e t\u00e3o-pouco se fecha no seu mundo interior, mas abre-se completamente para fora. O orante deste Salmo reza com as m\u00e3os e os olhos abertos, com a alma aberta, n\u00e3o \u00abcurvado sobre si\u00bb, mas completamente levantado para Deus.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Ant\u00f3nio Couto<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ez 2,2-5; Sl 123; 2 Cor 12,7-10; Mc 6,1-6 1. 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