{"id":859664730,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/431-jmj2023\/12386-dialogo-do-papa-com-os-jovens-da-scholas-ocurrentes"},"modified":"2025-11-07T16:33:01","modified_gmt":"2025-11-07T16:33:01","slug":"dialogo-do-papa-com-os-jovens-da-scholas-ocurrentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/dialogo-do-papa-com-os-jovens-da-scholas-ocurrentes\/","title":{"rendered":"Di\u00e1logo do Papa com os jovens da \u00abScholas Ocurrentes\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_scholas__230811031355.jpg\"\/><\/p>\n<p><p><em>Ap\u00f3s a visita \u00e0 Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa (UCP) o Papa Francisco visitou em Cascais o projeto Scholas Ocurrentes para se encontrar com centenas de estudantes e completar um mural hist\u00f3rico<\/em><\/p>\n<p>Leia, na \u00edntegra, a reflex\u00e3o do Santo Padre e as interpela\u00e7\u00f5es dos mais novos<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Pergunta 1 (em Portugu\u00eas)<\/strong><\/p>\n<p>Bom dia! Scholas! Scholas! Scholas! Quando este espa\u00e7o me foi proposto, n\u00e3o tive d\u00favidas em aceitar e entrar porque nele todos partilham as suas emo\u00e7\u00f5es e sentimentos. \u00c9 um espa\u00e7o onde cada um contribui com aquilo que tem, de valores \u00e9ticos e morais, para o bem-estar da comunidade, independentemente da pr\u00f3pria religi\u00e3o ou origem. Sou mu\u00e7ulmano da Guin\u00e9 Bissau, mas sinto-me parte deste espa\u00e7o. E, como mu\u00e7ulmano, sinto a obriga\u00e7\u00e3o e o dever de me unir e fazer parte deste movimento. Pois o pr\u00f3prio isl\u00e3o encoraja \u00e0 boa conviv\u00eancia entre as cren\u00e7as, entre as v\u00e1rias cren\u00e7as. E exorta e preocupa-se pelo bem-estar da comunidade. Diz-nos aquilo que devemos fazer, ou seja, que devemos cuidar do pr\u00f3ximo. Por isso gostaria de saber o motivo por que Scholas \u00e9 um espa\u00e7o com que todos se identificam e porque \u00e9 necess\u00e1rio tanta diversidade para se obter uma obra de arte? Obrigado.<\/p>\n<p><strong>Resposta PAPA Francisco (em Espanhol)<\/strong><\/p>\n<p><strong><\/strong>Scholas torna poss\u00edvel que cada um se sinta interprelado. Com grande respeito, que n\u00e3o \u00e9 um respeito est\u00e1tico, mas din\u00e2mico, que p\u00f5e as pessoas em movimento para fazerem coisas, para exprimirem-se agindo, como nesta pintura que, segundo as palavras de Jos\u00e9 Maria del Corral, \u00e9 uma \u00abcapela sistina\u00bb pintada por v\u00f3s [<em>Aplausos<\/em>]. Scholas p\u00f5e-te em movimento, faz-te respeitar o outro e escutar o outro que tem algo a dizer-te, e o outro por sua vez escutar-te a ti porque tens algo a dizer-lhe. Scholas mostra-te o caminho para avan\u00e7ar e faz-te seguir para diante. Scholas \u00e9 um encontro em que caminham todos, independentemente do pa\u00eds e da religi\u00e3o pedindo apenas para olharem para diante e caminharem juntos. E isto \u00e9 construtivo como os tr\u00eas quil\u00f3metros e meio de mural que fizestes para chegar at\u00e9 aqui.<\/p>\n<p><strong>Pergunta 2 (<strong>em Portugu\u00eas<\/strong>)<\/strong><\/p>\n<p>Queria avan\u00e7ar um pouco na dire\u00e7\u00e3o da diversidade, para entrar no tema que est\u00e1 na base dos dois meses do nosso trabalho: o caos. N\u00f3s, como grupo, e tamb\u00e9m eu individualmente, tivemos oportunidade de visitar v\u00e1rias comunidades diferentes, v\u00e1rias pessoas diferentes, de religi\u00e3o diferente, de culturas diferentes, e isto proporcionou-nos uma ocasi\u00e3o grandiosa para descobrir e aprofundar cada vez mais \u2013 n\u00e3o s\u00f3 dentro de n\u00f3s mesmos, mas tamb\u00e9m no \u00e2mbito da comunidade inteira \u2013 quais s\u00e3o os verdadeiros sentimento que nutrem, os verdadeiros sofrimentos que sentem e deste modo dar-lhes a possibilidade de exprimir tudo isso com uma pincelada, com uma linha no mural. Dar-lhes a oportunidade de se expressarem! E isto inevitavelmente envolve-nos, toca o nosso cora\u00e7\u00e3o e faz-nos pensar: Temos este sentimento? Estes sofrimentos fazem parte de n\u00f3s, do nosso conviver? Ent\u00e3o eu queria perguntar: Que seria da nossa exist\u00eancia sem o caos original? Obrigado.<\/p>\n<p><strong>Resposta do PAPA Francisco (<strong>em Espanhol)<\/strong><\/strong><\/p>\n<p>Tu dizes \u00abcaos\u00bb, est\u00e1 bem! \u00c9 a crise&#8230; Sabe donde vem a palavra \u00abcrise\u00bb? Quando se recolhia o trigo, passava-se pelo crivo, crivava-se\u2026 (Notai o parentesco entre \u00abcrise\u00bb e \u00abcrivar\u00bb). E a crise, nas pessoas, s\u00e3o situa\u00e7\u00f5es da vida, acontecimentos, problemas org\u00e2nicos, mau humor ou bom humor. Isto criva-te e tu deves escolher. Uma vida sem crise \u00e9 uma vida ass\u00e9ptica. Gostas de beber \u00e1gua? Gostas. Mas, se te der \u00e1gua destilada, n\u00e3o presta, n\u00e3o sabe de nada! Uma vida sem crise \u00e9 como a \u00e1gua destilada, n\u00e3o sabe de nada. N\u00e3o serve para nada, sen\u00e3o para guardar no arm\u00e1rio \u00e0 porta fechada. As crises devem ser aceites, devem ser assumidas e resolvidas, porque ficar prisioneiro na crise tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 bom\u2026 seria um suic\u00eddio cont\u00ednuo. \u00c9 como estar para chegar e nunca mais se chega, n\u00e3o \u00e9? As crises t\u00eam que ser atravessadas, devemos aceit\u00e1-las. E raramente sozinhos. Tamb\u00e9m isto \u00e9 importante no grupo Scholas: caminhar juntos para juntos enfrentar as crises, resolver as coisas. Importante \u00e9 continuar para diante e crescer juntos. Ent\u00e3o avante! Nem que seja apenas para comer uma feijoada.<\/p>\n<p><strong>Pergunta 3 (<strong>em Portugu\u00eas<\/strong>)<\/strong><\/p>\n<p>Nestes dois \u00faltimos meses, trabalhamos muito para conseguir fazer o mural que o Papa viu l\u00e1 fora. Mas, este mural verdadeiramente representa o caos. O caos que, muitas vezes, quando o vivemos e o vivemos de perto, n\u00e3o compreendemos e \u00e9 uma grande confus\u00e3o. Parecem s\u00f3 linhas aleat\u00f3rias. Mas no momento em que nos distanciamos, a certa dist\u00e2ncia come\u00e7amos a conseguir ver formas, cores; come\u00e7amos a conseguir encontrar um sentido neste caos, a conseguir pensar mais do que aquilo que frequentemente mal vemos ou sentimos, mas conseguimos exprimi-lo. Para mim, por exemplo, foi uma experi\u00eancia muito importante, porque tamb\u00e9m j\u00e1 vivi momentos de grande caos na minha vida \u2013 acho que todos os vivemos \u2013 e a verdade \u00e9 que ouvir a hist\u00f3ria dos outros, abrir-se verdadeiramente para escutar, para partilhar, para acolher todas as pessoas que participaram na realiza\u00e7\u00e3o deste mural, foi um privil\u00e9gio, talvez ainda maior do que para eles, para n\u00f3s que estamos aqui e tornamos poss\u00edvel isto ter acontecido. E tudo isto, porque buscamos este sentido; todos procuramos este sentido profundo de perceber, e que \u00e9 algo maior do que o simples estar aqui. Assim queremos perguntar-lhe: Quando passou junto do mural, que sentiu, que experimentou ao longo do trajeto at\u00e9 aqui, e concretamente no cora\u00e7\u00e3o deste mural que, para n\u00f3s, na realidade \u00e9 verdadeiramente o princ\u00edpio ou o fim; n\u00e3o sabemos. E, antes de responder, queremos tamb\u00e9m, em nome de todos, oferecer-lhe um pincel; este pincel representa-nos a todos n\u00f3s.<\/p>\n<p><strong>Resposta do PAPA Francisco (<strong>em Espanhol<\/strong>)<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 lindo o que disseste do caos? Algu\u00e9m dizia que a vida do homem, a nossa vida humana, \u00e9 fazer do caos um cosmos, ou seja, do que n\u00e3o tem sentido, est\u00e1 desordenado, \u00e9 ca\u00f3tico fazer um cosmos, com sentido, aberto, convidativo, abrangente. N\u00e3o quero fazer aqui o catequista, mas se virmos a estrutura da narra\u00e7\u00e3o da Cria\u00e7\u00e3o, que \u00e9 uma narra\u00e7\u00e3o m\u00edtica, no verdadeiro sentido da palavra \u00abmito\u00bb. Pois o mito \u00e9 uma forma de conhecimento e quem escreveu o relato da Cria\u00e7\u00e3o usou este tipo de hist\u00f3ria. Um aparte! Esta narra\u00e7\u00e3o foi escrita muito tempo depois que o povo judeu teve a experi\u00eancia da sua liberta\u00e7\u00e3o. Por outras palavras, primeiro houve toda a experi\u00eancia do \u00eaxodo do povo hebreu e, depois, lan\u00e7aram um olhar de retrospetiva. E como come\u00e7ou a hist\u00f3ria? Como se transformou o caos em cosmos? L\u00e1, em linguagem po\u00e9tica, narra-se como Deus um dia do caos fez a luz, noutro dia faz o homem e continua a criar coisas e a transformar o caos em cosmos. Na nossa vida, sucede o mesmo: h\u00e1 momentos de crise (retomo esta palavra!), que s\u00e3o ca\u00f3ticos, deixas de saber em que ponto est\u00e1s. Todos atravessamos estes momentos escuros. Caos. E aqui o trabalho pessoal, o trabalho das pessoas que nos acompanham, dum grupo como este, \u00e9 transformar em cosmos. Torna-se dif\u00edcil para mim, neste caos desta \u00abcapela sistina\u00bb (<em>risos<\/em>), pensar que h\u00e1 um cosmos por tr\u00e1s dela, porque qual \u00e9 o cosmos? Estais a constru\u00ed-lo v\u00f3s na mensagem que estais a passar, no caminho que tendes \u00e0 vossa frente. Nunca vos esque\u00e7ais disto: transformar o caos num cosmos. E este \u00e9 o caminho de cada um, n\u00e3o \u00e9? Uma vida que permanece ca\u00f3tica \u00e9 uma vida falida, e uma vida que nunca sentiu o caos \u00e9 uma vida destilada, onde tudo \u00e9 perfeito. E as vidas destiladas n\u00e3o d\u00e3o vida, morrem em si mesmas. Mas se uma vida pessoal e relacional, que experimentou a crise como caos e aos poucos dentro de si, e na comunidade, conseguiu transformar-se num cosmos&#8230; parab\u00e9ns!<\/p>\n<p><strong>Uma jovem de Scholas Ocurrentes (<strong>em Espanhol<\/strong>)<\/strong><\/p>\n<p>Muito obrigada, Papa Francisco, pelas tuas palavras. Obrigada.<\/p>\n<p><strong>Outra jovem (<strong>em Portugu\u00eas<\/strong>)<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 uma alegria para n\u00f3s concluir assim este caminho. Mas, apesar desta experi\u00eancia terminar, gostar\u00edamos de pensar que a obra realmente nunca termina. Por isso, hoje, concluiremos come\u00e7ando. E, assim, quando um caminho se fecha, um novo caminho se abre. Decidimos chamar este projeto \u00abVida entre Mundos\u00bb. De facto, o mural inteiro \u00e9 uma experi\u00eancia e uma express\u00e3o de vida que nascem do encontro de tantas realidades diferentes. Por isso, hoje daremos um salto e reuniremos um mundo f\u00edsico com um mundo virtual.<\/p>\n<p><strong>Uma terceira jovem (<strong>em Portugu\u00eas<\/strong>)<\/strong><\/p>\n<p>Pedimos-te, querido Francisco, que nos acompanhes at\u00e9 \u00e0 parede, que est\u00e1 atr\u00e1s de ti e nos ofere\u00e7as de presente a \u00faltima pincelada deste mural, mas com um pincel muito particular, capaz de iniciar simultaneamente uma obra virtual que conseguir\u00e1 reunir as diferentes comunidades de Scholas em todo o mundo.<\/p>\n<p><strong>Jos\u00e9 Mar\u00eda del Corral [Presidente de Scholas Ocurrentes]<\/strong><\/p>\n<p>Papa Francisco, o v\u00eddeo, esse pincel virtual de que falava Eug\u00e9nia, \u00e9 uma arma em prol da paz. Parece uma pistola porque disparar\u00e1 aqui, mas, em vez de matar, esta pincelada que dar\u00e1s na parede, vais d\u00e1-la tamb\u00e9m no mundo virtual. Neste momento, h\u00e1 mi\u00fados de Scholas em Mo\u00e7ambique, que montaram um dispositivo no Tofo, para ver a pincelada que realizar\u00e1s agora fazendo-a seguir no mundo virtual, porque os jovens querem que sejas tu a unir o mundo f\u00edsico com o virtual para que o mundo virtual nunca deixe de ser concreto e comprometido com a realidade [<em>aplausos<\/em>]. Pintemos a parede.<\/p>\n<p><strong>PAPA\u00a0Francisco:<\/strong><\/p>\n<p>Esta \u00e9 a hist\u00f3ria do bom Samaritano, e nenhum de n\u00f3s est\u00e1 dispensado de ser um bom Samaritano. \u00c9 uma obriga\u00e7\u00e3o que todos n\u00f3s temos. Cada um tem que procurar s\u00ea-lo na vida, porque a vida se acaba e, se o n\u00e3o conseguiu, fica perdido como na guerra. O bom Samaritano encontrou o homem ca\u00eddo no ch\u00e3o\u2026 Antes dele, por\u00e9m, passara um levita, tinha passado um sacerdote, mas estavam com pressa. N\u00e3o lhe deram import\u00e2ncia. Al\u00e9m de ter pressa, eles n\u00e3o podiam toc\u00e1-lo porque havia sangue; e, segundo a legisla\u00e7\u00e3o da \u00e9poca, quem tocava no sangue tornava-se impuro. Consequentemente tinha de se purificar, n\u00e3o sei dizer por quanto tempo, de modo que isto impedia-os de cumprir o seu dever, n\u00e3o deviam tocar&#8230; \u00abMorre, mas eu n\u00e3o te toco, n\u00e3o me torno impuro. Morre, mas eu impuro n\u00e3o fico\u00bb. N\u00e3o vos esque\u00e7ais disto. Quantas vezes nos pode passar pela cabe\u00e7a: \u00abMorre, mas eu n\u00e3o me torno impuro\u00bb! Quantas vezes se prefere a \u00abpureza ritual\u00bb \u00e0 proximidade humana! Segundo a mentalidade do tempo, os samaritanos eram mal vistos pelos judeus: eram \u00abdesgra\u00e7ados\u00bb, todos desgra\u00e7ados e comerciantes\u2026 N\u00e3o eram puros de mente, de cora\u00e7\u00e3o; eram marginalizados, mas o bom Samaritano v\u00ea o homem por terra, p\u00e1ra e a narra\u00e7\u00e3o diz que sentiu compaix\u00e3o. Enquanto os outros pensavam \u00abmorre; preocupa-me a minha pureza\u00bb, este sentiu compaix\u00e3o. Deixo-vos a pergunta: O que \u00e9 que me faz sentir compaix\u00e3o? Ou tens um cora\u00e7\u00e3o t\u00e3o \u00e1rido que j\u00e1 n\u00e3o sente compaix\u00e3o? Cada um responda para si. Depois, que acontece? Leva-o para uma estalagem pede um quarto para ele e diz ao estalajadeiro: \u00abOlha! Daqui a tr\u00eas dias eu volto\u00bb. Entretanto avan\u00e7o isto e, se for mais, pagar-te-ei quando voltar. Afinal aquele dito \u00abdesgra\u00e7ado\u00bb era um que pagava. Assim, temos os ladr\u00f5es que o deixam meio-morto, o bom Samaritano que cuida dele, o levita e o sacerdote que se afastam para n\u00e3o se tornarem impuros. E Jesus diz: este entra no Reino dos C\u00e9us, porque teve compaix\u00e3o. Pensai um pouco nesta hist\u00f3ria. Onde estou eu? Prejudico as pessoas? Onde estou eu? Evito as dificuldades reais ou n\u00e3o temo sujar as m\u00e3os? \u00c0s vezes na vida \u00e9 preciso sujar as m\u00e3os, para n\u00e3o sujar o cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Uma jovem (<strong>em Espanhol<\/strong>)<\/strong><\/p>\n<p>Obrigada, querido Francisco, pela tua prenda, um verdadeiro sinal para continuarmos a caminhar juntos.<\/p>\n<p><strong>PAPA Francisco<\/strong><\/p>\n<p>Agora dou-vos a b\u00ean\u00e7\u00e3o, mas prometei pedir depois a b\u00ean\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m para mim.<\/p>\n<p>(<em>B\u00ean\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas<\/em>)<\/p>\n<p><strong>PAPA Francisco<\/strong><\/p>\n<p>Rezai por mim e quem dentre v\u00f3s n\u00e3o o pode fazer, porque n\u00e3o sabe ou n\u00e3o costuma faz\u00ea-lo, mande-me energia positiva.<\/p>\n<p>Texto a partir do v\u00eddeo original disponibilizado pela transmiss\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o JMJ Lisboa 2023<\/p>\n<p>Imagem: JMJ Lisboa 2023<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s a visita \u00e0 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