{"id":189,"date":"2026-02-25T16:11:25","date_gmt":"2026-02-25T16:11:25","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/festaseromarias\/?post_type=mec-events&#038;p=189"},"modified":"2026-03-04T14:43:19","modified_gmt":"2026-03-04T14:43:19","slug":"porto-sao-joao-o-santo-austero-que-e-patrono-de-uma-festa-rapioqueira","status":"publish","type":"mec-events","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/festaseromarias\/events\/porto-sao-joao-o-santo-austero-que-e-patrono-de-uma-festa-rapioqueira\/","title":{"rendered":"Porto: S\u00e3o Jo\u00e3o, o santo austero que \u00e9 patrono de uma \u00abfesta rapioqueira\u00bb"},"content":{"rendered":"<p><em>Investigador Germano Silva apresenta enquadramento hist\u00f3rico e cultural da celebra\u00e7\u00e3o popular na cidade invicta<\/em><span id=\"more-140814\"><\/span><\/p>\n<p>Porto, 23 jun 2019 (Ecclesia) \u2013 Germano Silva, jornalista e investigador das tradi\u00e7\u00f5es que marcam a cidade do Porto, disse \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA que a celebra\u00e7\u00e3o do S\u00e3o Jo\u00e3o faz do santo, uma figura austera, patrono de uma festa popular que inunda as ruas da cidade.<\/p>\n<p>\u201cA festa a S\u00e3o Jo\u00e3o Batista \u00e9 um grande enigma: como \u00e9 que um santo austero, que se retirava para o deserto vestia pele de camelo e comia gafanhotos, aparece como patrono de uma festa rapioqueira e brejeira? H\u00e1 uma explica\u00e7\u00e3o, quando o anjo Gabriel anuncia a Zacarias que iria ser pai, mesmo em idade avan\u00e7ada, diz-lhe que esse filho vai ser motivo de muita alegria e muita festa\u201d, defende o jornalista.<\/p>\n<p>A origem da festa de S\u00e3o Jo\u00e3o, segundo o investigador, vem de rituais pag\u00e3os, ligados ao sol, terra e fogo, pois j\u00e1 \u201cantes do cristianismo os povos, no solst\u00edcio de junho, colhiam os frutos e agradeciam aos deuses, que era a natureza, e da\u00ed esses elementos ligados ao S\u00e3o Jo\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>O investigador portuense destaca ainda a \u201ccaracter\u00edstica de nesta festa n\u00e3o haver programa\u201d, na qual \u201cas pessoas v\u00eam para a rua e cumprimentam-se, antigamente com alho porro e agora com o martelinho\u201d.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 uma das tradi\u00e7\u00f5es que marca a noite de S\u00e3o Jo\u00e3o, 23 de junho, e que faz com que muitos portuenses fa\u00e7am a festa na rua.<\/p>\n<p>\u201cEmbora o santo da devo\u00e7\u00e3o do Porto n\u00e3o seja propriamente o S\u00e3o Jo\u00e3o, ele \u00e9 o padroeiro da festa, mas o santo dos portuenses \u00e9 o Santo Ant\u00f3nio, ele est\u00e1 nos caf\u00e9s, mercearias, no com\u00e9rcio\u2026\u00a0 N\u00f3s temos o Hospital Santo Ant\u00f3nio, Santo Ant\u00f3nio das Antas, dos Congregados, em azulejos por todo o lado e de S\u00e3o Jo\u00e3o na cidade s\u00f3 conhe\u00e7o dois\u201d, refere.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/cascata.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-140819 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/cascata-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" data-mwl-img-id=\"140819\" \/><\/a>A festa de S\u00e3o Jo\u00e3o Batista, juntamente com a da Virgem Maria, \u00e9 uma celebra\u00e7\u00e3o do nascimento e Germano Silva aponta a rela\u00e7\u00e3o com o Natal: \u201cH\u00e1 um paralelismo com o Natal por celebrar o nascimento de S\u00e3o Jo\u00e3o e pela realiza\u00e7\u00e3o das cascatas de S\u00e3o Jo\u00e3o, que s\u00e3o pequenas aldeias com rituais da \u00e1gua em tudo semelhante aos pres\u00e9pios\u201d,<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 a representa\u00e7\u00e3o de uma comunidade, tem de haver sempre o rio e a ponte e depois a atividade: a peixeira, a leiteira, as figuras da tradi\u00e7\u00e3o popular e depois a prociss\u00e3o, a banda, o coreto, tudo ligado \u00e0 festa e ao trabalho fazem parte da festa\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Germano Silva nasceu em Penafiel, veio com a fam\u00edlia para o Porto quando tinha somente um ano de idade, e as tradi\u00e7\u00f5es da cidade invicta marcam a sua vida.<\/p>\n<p>\u201cTomo conhecimento destas tradi\u00e7\u00f5es nos arquivos distritais, mas tamb\u00e9m no conv\u00edvio com as pessoas, que me v\u00e3o transmitindo e acho que o mais rico patrim\u00f3nio desta cidade \u00e9 a sua gente, muito prest\u00e1veis e com um sentido de partilha muito alargado\u201d, confessa.<\/p>\n<p>Da sua meninice recorda as rusgas na noite de S\u00e3o Jo\u00e3o onde as pessoas, depois da meia noite, \u201ccompravam p\u00e3o, faziam caf\u00e9 na fogueira e organizavam-se a cantar ao S\u00e3o Jo\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\u201cVivi numa ilha no Campo Alegre, fazia-se uma grande festa ao S\u00e3o Jo\u00e3o, trabalhava-se todo o ano para a festa. Com bal\u00f5es com velas l\u00e1 dentro, pegavam nuns ramalhos e vinha-se a cantar, tudo improvisado\u201d, recorda.<\/p>\n<p>Este jornalista contou ainda que atualmente h\u00e1 v\u00e1rios locais de festa ao S\u00e3o Jo\u00e3o, mas que os locais foram mudando \u00e0 medida que a cidade se foi desenvolvendo.<\/p>\n<p>\u201cA rua do Almada, por exemplo era uma rua da burguesia, eles festejavam o S\u00e3o Jo\u00e3o, nas traseiras da casa, com fogo de artif\u00edcio; depois na Ribeira as pessoas acorrem pelo fogo de artif\u00edcio. As Fontainhas surgiram porque, no s\u00e9culo XIX, havia um senhor que ali vivia que resolveu fazer uma cascata e oferecia arroz doce e caf\u00e9. Tornou-se famoso e ali passou a ser a \u2018meca\u2019 do S\u00e3o Jo\u00e3o\u201d, relata.<\/p>\n<p>No dia dedicado a S\u00e3o Jo\u00e3o, 24 de junho, a festa lit\u00fargica \u00e9, alternadamente, em S\u00e3o Jo\u00e3o Novo ou S\u00e3o Jo\u00e3o da Foz ambas com este santo popular como padroeiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Investigador Germano Silva apresenta enquadramento hist\u00f3rico e cultural da celebra\u00e7\u00e3o popular na cidade invicta Porto, 23 jun 2019 (Ecclesia) \u2013 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}}},"tags":[],"mec_category":[10791],"class_list":["post-189","mec-events","type-mec-events","status-publish","hentry","mec_category-festa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/festaseromarias\/wp-json\/wp\/v2\/mec-events\/189","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/festaseromarias\/wp-json\/wp\/v2\/mec-events"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/festaseromarias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/mec-events"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/festaseromarias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/festaseromarias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=189"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/festaseromarias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=189"}],"wp:term":[{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/festaseromarias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=189"},{"taxonomy":"mec_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/festaseromarias\/wp-json\/wp\/v2\/mec_category?post=189"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}