O Dia Internacional da Mulher é um dia anual estabelecido pelas Nações Unidas em 1972, com o propósito de celebrar as conquistas sociais, económicas, culturais e políticas das mulheres. Esta celebração tem como objetivo promover a igualdade de género e impulsionar a capacidade de ação das mulheres. É uma oportunidade para examinar os caminhos para uma maior inclusão das mulheres e das jovens em todo o mundo, para desenvolver as capacidades das mulheres, para aprender, vencer e liderar.

Durante quase uma década, o Movimento Mundial de Trabalhadores Cristãos publicou uma mensagem para expressar a sua solidariedade com os esforços de diversas instituições para capacitar as mulheres. A mensagem deste ano é um testemunho do Movimento no Ruanda sobre a situação das mulheres nesse país.

No Ruanda, a igualdade de género e a capacitação das mulheres são objetivos alcançáveis no caminho da transformação. Desde 2003, quando a igualdade de género foi consagrada na Constituição, com uma quota de 30% para as mulheres nos órgãos de tomada de decisão, a aplicação das políticas de desenvolvimento das mulheres tornaram-se mais fáceis de implementar, levando a uma maior defesa das questões das mulheres e à adoção de políticas sensíveis ao género e de medidas de ação positivas. Em particular, as iniciativas no domínio da educação e espírito empresarial, proporcionam apoio colateral a projetos financiáveis que beneficiam especialmente as mulheres e as jovens, promovendo a sua participação de liderança, no desenvolvimento económico. Estes esforços colocaram o Ruanda na linha da frente, com uma maioria de mulheres, 61,3%, no parlamento.

Apesar dos progressos em matéria de igualdade de género, continuam a existir desafios para as mulheres, tanto nas zonas rurais como urbanas, quanto à participação nos mercados, no controlo dos meios de produção e do acesso a um trabalho digno, o que dificulta a sua emancipação económica. O último Inquérito à população ativa (EPA) do Ruanda, mostra que a taxa global de participação da força de trabalho é de 52,9%. A taxa de participação das mulheres continua a ser significativamente inferior, situando-se nos 44,4%, contra 62,5% para os homens.

Em resposta a alguns destes obstáculos, o MTC Ruanda e outras partes interessadas estão a implementar programas para acelerar a capacitação económica das mulheres, apoiando-as através da alfabetização financeira, da formação profissional, de projetos de cadeias de valor agrícolas, de apoio a grupos de poupança, crédito e da facilitação das suas ligações com instituições financeiras para melhorar o seu acesso ao financiamento. As mulheres são também apoiadas através de programas de acompanhamento empresarial, ferramentas profissionais e redes, para transformar as suas ideias em negócios de sucesso. Defendem igualmente a adoção de políticas que assegurem um ambiente equitativo e propício ao desenvolvimento económico tanto das mulheres como dos homens.

A justiça e a equidade em todas as suas formas são virtudes, que os cristãos são chamados a cultivar, praticar e difundir (Provérbios 21,3; Miqueias 6,8). Unamo-nos e continuemos a lutar por um mundo com igualdade de género. Um mundo livre de preconceitos, estereótipos e discriminação, de normas negativas de género, culturais e sociais. Um mundo diverso, justo e inclusivo. Um mundo em que se valorizem e celebrem as diferenças. Juntos podemos moldar a justiça social na economia para a vida das mulheres.

Mensagem escrita por MTC – RUANDA