{"id":1,"date":"2003-12-18T00:00:00","date_gmt":"2003-12-18T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2016-09-28T11:04:45","modified_gmt":"2016-09-28T11:04:45","slug":"mensagem-de-joao-paulo-ii-para-o-dia-mundial-da-paz-2004","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/loc-mtc\/mensagem-de-joao-paulo-ii-para-o-dia-mundial-da-paz-2004\/","title":{"rendered":"Mensagem de Jo\u00e3o Paulo II para o Dia Mundial da Paz 2004"},"content":{"rendered":"<p>Dirijo-me a v\u00f3s, Chefes das na\u00e7\u00f5es, que tendes o dever de promover a paz!A v\u00f3s, Juristas, empenhados em tra\u00e7ar caminhos de pac\u00edfico entendimento, preparando conven\u00e7\u00f5es e tratados que refor\u00e7am a legalidade internacional!A v\u00f3s, Educadores da juventude, que em cada continente trabalhais incansavelmente para formar as consci\u00eancias no caminho da compreens\u00e3o e do di\u00e1logo!E dirijo-me tamb\u00e9m a v\u00f3s, homens e mulheres que vos sentis tentados a recorrer ao inadmiss\u00edvel instrumento do terrorismo, comprometendo assim pela raiz a causa pela qual combateis!Escutai todos o apelo humilde do sucessor de Pedro, que clama: Hoje, no in\u00edcio do novo ano 2004, a paz continua ainda poss\u00edvel. E, se \u00e9 poss\u00edvel, ent\u00e3o a paz \u00e9 um dever!Uma iniciativa concreta1. A minha primeira Mensagem para o Dia Mundial da Paz, no in\u00edcio de Janeiro de 1979, estava centrada no lema: \u00ab Para alcan\u00e7ar a paz, educar para a paz \u00bb.Aquela Mensagem de Ano Novo inseria-se no sulco aberto pelo Papa Paulo VI, de veneranda mem\u00f3ria, que quisera, no dia primeiro de Janeiro de cada ano, a celebra\u00e7\u00e3o de um Dia Mundial de ora\u00e7\u00e3o pela Paz. Recordo as palavras do saudoso Pont\u00edfice no dia de Ano Novo de 1968: \u00ab Seria nosso desejo que em seguida se repetisse anualmente esta celebra\u00e7\u00e3o como voto e promessa \u2013 ao in\u00edcio do calend\u00e1rio que mede e exp\u00f5e o caminho da vida humana no tempo \u2013 de que seja a paz, com o seu justo e ben\u00e9fico equil\u00edbrio, a dominar a evolu\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria futura \u00bb.1Assumindo o voto formulado pelo venerado Predecessor na C\u00e1tedra de Pedro, quis continuar anualmente esta nobre tradi\u00e7\u00e3o, dedicando o primeiro dia do ano civil \u00e0 reflex\u00e3o e \u00e0 ora\u00e7\u00e3o pela paz no mundo.Ao longo dos vinte e cinco anos de Pontificado, que at\u00e9 agora o Senhor me concedeu, n\u00e3o cessei de levantar a voz, diante da Igreja e do mundo, para convidar os crentes, bem como todas as pessoas de boa vontade, a abra\u00e7arem a causa da paz, contribuindo para a realiza\u00e7\u00e3o deste bem prim\u00e1rio e deste modo assegurando ao mundo uma era melhor de serena conviv\u00eancia e respeito m\u00fatuo.Igualmente neste ano, sinto o dever de convidar os homens e mulheres dos v\u00e1rios Continentes a celebrarem um novo Dia Mundial da Paz. Com efeito a humanidade hoje tem ainda mais necessidade de reencontrar a estrada da conc\u00f3rdia, turbada como est\u00e1 por ego\u00edsmos e \u00f3dios, por sede de dom\u00ednio e desejo de vingan\u00e7a.A ci\u00eancia da paz2. As onze Mensagens dirigidas ao mundo pelo Papa Paulo VI foram progressivamente tra\u00e7ando as coordenadas do caminho a percorrer para se alcan\u00e7ar o ideal da paz. Pouco a pouco, o grande Pont\u00edfice foi ilustrando os v\u00e1rios cap\u00edtulos de uma verdadeira e pr\u00f3pria \u00ab ci\u00eancia da paz \u00bb. Pode ser \u00fatil recordar os temas das Mensagens deixadas pelo Papa Montini para tal ocasi\u00e3o.2 Cada uma delas mant\u00e9m grande actualidade ainda hoje. Antes, confrontados com o drama das guerras que ao in\u00edcio do terceiro mil\u00e9nio ainda ensanguentam v\u00e1rios quadrantes do mundo, sobretudo no M\u00e9dio Oriente, aqueles documentos, nalgumas das suas passagens, ganham valor de advert\u00eancias prof\u00e9ticas.O silab\u00e1rio da paz3. Pela minha parte, no curso destes vinte e cinco anos de Pontificado, procurei seguir pelo caminho empreendido pelo meu venerado Predecessor. Na aurora de cada novo ano, convidei as pessoas de boa vontade a reflectirem sobre v\u00e1rios aspectos duma ordeira conviv\u00eancia, \u00e0 luz da raz\u00e3o e da f\u00e9.E deste modo nasceu uma s\u00edntese doutrinal sobre a paz, constituindo como que um silab\u00e1rio sobre este argumento fundamental: um silab\u00e1rio simples de compreender para quem tenha o esp\u00edrito bem disposto, mas ao mesmo tempo extremamente exigente para toda a pessoa sens\u00edvel \u00e0 sorte da humanidade.3As v\u00e1rias faces do prisma da paz foram j\u00e1 abundantemente ilustradas. Agora falta apenas agir, para que o ideal da conviv\u00eancia pac\u00edfica, com as suas exig\u00eancias concretas, penetre na consci\u00eancia dos indiv\u00edduos e dos povos. O esfor\u00e7o de educar a n\u00f3s mesmos e aos outros para a paz, n\u00f3s, crist\u00e3os, sentimo-lo como fazendo parte da \u00edndole mesma da nossa religi\u00e3o. De facto, para o crist\u00e3o proclamar a paz \u00e9 anunciar Cristo que \u00e9 \u00ab a nossa paz \u00bb (Ef 2, 14), anunciar o seu Evangelho que \u00e9 \u00ab Evangelho da paz \u00bb (Ef 6, 15), chamar todos \u00e0 bem-aventuran\u00e7a de ser \u00ab obreiros da paz \u00bb (cf. Mt 5, 9).A educa\u00e7\u00e3o para a paz4. J\u00e1 na Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 1 de Janeiro de 1979, eu lan\u00e7ara este apelo: \u00ab Para alcan\u00e7ar a paz, educar para a paz \u00bb. Hoje isto \u00e9 ainda mais urgente, porque os homens, \u00e0 vista das trag\u00e9dias que continuam a afligir a humanidade, sentem-se tentados a ceder ao fatalismo, como se a paz fosse um ideal inacess\u00edvel.Ao contr\u00e1rio, a Igreja sempre ensinou, e ensina ainda hoje, um axioma muito simples: a paz \u00e9 poss\u00edvel. Mais, a Igreja n\u00e3o se cansa de repetir: a paz \u00e9 um dever. Esta h\u00e1-de ser constru\u00edda sobre as quatro colunas indicadas pelo Beato Jo\u00e3o XXIII na Enc\u00edclica Pacem in terris, ou seja, sobre a verdade, a justi\u00e7a, o amor e a liberdade. Portanto, a todos os amantes da paz imp\u00f5e-se uma obriga\u00e7\u00e3o, que \u00e9 educar as novas gera\u00e7\u00f5es para estes ideais, a fim de preparar uma era melhor para a humanidade inteira.A educa\u00e7\u00e3o para a legalidade5. Neste dever de educar para a paz, insere-se com particular urg\u00eancia a necessidade de levar os indiv\u00edduos e os povos a respeitarem a ordem internacional e a observarem os compromissos assumidos pelas Autoridades, que legitimamente os representam. A paz e o direito internacional est\u00e3o intimamente ligados entre si: o direito favorece a paz.Desde os alvores da civiliza\u00e7\u00e3o, os grupos humanos que se iam formando tiveram o cuidado de estabelecer entre si acordos e pactos que evitassem o uso arbitr\u00e1rio da for\u00e7a e permitissem tentar uma solu\u00e7\u00e3o pac\u00edfica das controv\u00e9rsias \u00e0 medida que iam surgindo. Deste modo, ao lado dos ordenamentos jur\u00eddicos dos diversos povos constituiu-se progressivamente outro conjunto de normas, que foi designado com o nome de jus gentium (direito das na\u00e7\u00f5es). Com o passar do tempo, este direito foi-se alargando e definindo \u00e0 luz das vicissitudes hist\u00f3ricas dos v\u00e1rios povos.Este processo registou uma forte acelera\u00e7\u00e3o com o nascimento dos Estados modernos. A partir do s\u00e9culo XVI, juristas, fil\u00f3sofos e te\u00f3logos empenharam-se na elabora\u00e7\u00e3o dos diversos cap\u00edtulos do direito internacional, ancorando-o em postulados fundamentais do direito natural. Ao longo deste caminho ganharam forma, com for\u00e7a sempre maior, princ\u00edpios universais que s\u00e3o anteriores e superiores ao direito interno dos Estados, e que t\u00eam em conta a unidade e a voca\u00e7\u00e3o comum da fam\u00edlia humana.Dentre tais princ\u00edpios ocupa seguramente lugar central o que afirma: pacta sunt servanda, os acordos livremente subscritos devem-se honrar. Tal \u00e9 o fulcro e o pressuposto irrevog\u00e1vel de qualquer rela\u00e7\u00e3o entre partes contraentes respons\u00e1veis. A sua viola\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode deixar de dar in\u00edcio a uma situa\u00e7\u00e3o de ilegalidade e de consequentes atritos e contraposi\u00e7\u00f5es que h\u00e3o-de ter repercuss\u00f5es negativas duradouras. Torna-se oportuno lembrar esta regra fundamental, sobretudo nos momentos em que se nota a tenta\u00e7\u00e3o de fazer apelo mais ao direito da for\u00e7a que \u00e0 for\u00e7a do direito.Um destes momentos foi, sem d\u00favida, o drama que a humanidade experimentou durante a II Guerra Mundial: um turbilh\u00e3o de viol\u00eancia, destrui\u00e7\u00e3o e morte como nunca antes se tinha conhecido.A observ\u00e2ncia do direito6. Com os horrores e as pavorosas viola\u00e7\u00f5es da dignidade do homem que originou, aquela guerra levou a uma profunda renova\u00e7\u00e3o do ordenamento jur\u00eddico internacional. A defesa e a promo\u00e7\u00e3o da paz foram colocadas ao centro dum sistema normativo e institucional amplamente actualizado. Para velar pela paz e seguran\u00e7a globais, para estimular os esfor\u00e7os dos Estados em manterem e garantirem estes bens fundamentais da humanidade, os governos chamaram uma organiza\u00e7\u00e3o constitu\u00edda para o efeito \u2013 a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas \u2013 com um Conselho de Seguran\u00e7a dotado de amplos poderes de ac\u00e7\u00e3o. Como fulcro do sistema p\u00f4s-se a proibi\u00e7\u00e3o do recurso \u00e0 for\u00e7a. Uma proibi\u00e7\u00e3o que, segundo o conhecido cap\u00edtulo VII da Carta das Na\u00e7\u00f5es Unidas, prev\u00ea apenas duas excep\u00e7\u00f5es. Uma \u00e9 a que confirma o direito natural \u00e0 leg\u00edtima defesa, que se h\u00e1-de exercer segundo as modalidades previstas e no \u00e2mbito das Na\u00e7\u00f5es Unidas: e, consequentemente, dentro dos limites tradicionais de necessidade e proporcionalidade.A outra excep\u00e7\u00e3o \u00e9 constitu\u00edda pelo sistema de seguran\u00e7a colectiva, que atribui ao Conselho de Seguran\u00e7a a compet\u00eancia e a responsabilidade em mat\u00e9ria de manuten\u00e7\u00e3o da paz, com poder de decis\u00e3o e ampla discricionariedade.O sistema elaborado com a Carta das Na\u00e7\u00f5es Unidas deveria \u00ab preservar as futuras gera\u00e7\u00f5es do flagelo da guerra, que por duas vezes no arco de uma vida humana infligiu indescrit\u00edveis sofrimentos \u00e0 humanidade \u00bb.4 Nos dec\u00e9nios seguintes, por\u00e9m, a divis\u00e3o da comunidade internacional em blocos contrapostos, a guerra fria numa parte do globo terrestre, os violentos conflitos desencadeados noutras regi\u00f5es, o fen\u00f3meno do terrorismo causaram um progressivo abandono das previs\u00f5es e expectativas do imediato p\u00f3s-guerra.Um novo ordenamento internacional7. Entretanto \u00e9 for\u00e7oso reconhecer que, embora com limites e atrasos em grande parte devidos \u00e0s inobserv\u00e2ncias dos seus membros, a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas contribuiu notavelmente para promover o respeito da dignidade humana, a liberdade dos povos e a exig\u00eancia de desenvolvimento, preparando o terreno cultural e institucional sobre o qual construir a paz.A ac\u00e7\u00e3o dos governos nacionais receber\u00e1 um forte encorajamento ao constatar que os ideais das Na\u00e7\u00f5es Unidas s\u00e3o largamente difundidos sobretudo atrav\u00e9s dos gestos concretos de solidariedade e de paz das numerosas pessoas que trabalham nomeadamente nas Organiza\u00e7\u00f5es N\u00e3o-Governamentais e nos Movimentos a favor dos direitos do homem.Trata-se de um significativo est\u00edmulo para uma reforma que torne a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas capaz de funcionar eficazmente em ordem \u00e0 consecu\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3prios fins estatut\u00e1rios, v\u00e1lidos ainda hoje: \u00ab A humanidade, ao enfrentar uma fase nova e mais dif\u00edcil do seu verdadeiro desenvolvimento, hoje tem necessidade de um grau superior de ordenamento internacional \u00bb.5 Os Estados devem considerar tal objectivo como uma concreta obriga\u00e7\u00e3o moral e pol\u00edtica, que requer prud\u00eancia e determina\u00e7\u00e3o. Renovo o voto que formulei em 1995: \u00ab \u00c9 necess\u00e1rio que a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas se eleve cada vez mais do estado frio de institui\u00e7\u00e3o de tipo administrativo ao de centro moral, onde todas as na\u00e7\u00f5es do mundo se sintam como em casa pr\u00f3pria, desenvolvendo a consci\u00eancia comum de serem, por assim dizer, uma \u201cfam\u00edlia de na\u00e7\u00f5es\u201d \u00bb.6A chaga funesta do terrorismo8. Hoje o direito internacional tem dificuldade em oferecer solu\u00e7\u00f5es para a conflitualidade originada pelas mudan\u00e7as na fisionomia do mundo contempor\u00e2neo. Com efeito, essa conflitualidade conta com frequ\u00eancia entre os seus protagonistas actores que n\u00e3o s\u00e3o Estados, mas entes derivados da desagrega\u00e7\u00e3o dos Estados, ou ligados a reivindica\u00e7\u00f5es independentistas, ou conexos com aguerridas organiza\u00e7\u00f5es criminosas. Um ordenamento jur\u00eddico, constitu\u00eddo por normas elaboradas ao longo de s\u00e9culos para disciplinar as rela\u00e7\u00f5es entre Estados soberanos, sente-se em dificuldade para fazer frente a conflitos onde agem tamb\u00e9m entes n\u00e3o redut\u00edveis aos tradicionais caracteres da estadualidade. Isto verifica-se particularmente no caso dos grupos terroristas.Nestes \u00faltimos anos, a chaga do terrorismo ficou mais virulenta produzindo cru\u00e9is massacres, que t\u00eam tornado cada vez mais hirto de obst\u00e1culos o caminho do di\u00e1logo e das negocia\u00e7\u00f5es, exacerbando os \u00e2nimos e agravando os problemas, particularmente no M\u00e9dio Oriente.Todavia, para sair vencedora, a luta contra o terrorismo n\u00e3o pode exaurir-se meramente em opera\u00e7\u00f5es repressivas e punitivas. \u00c9 essencial que o recurso necess\u00e1rio \u00e0 for\u00e7a seja acompanhado por uma an\u00e1lise corajosa e l\u00facida das motiva\u00e7\u00f5es subjacentes aos ataques terroristas. Ao mesmo tempo, o empenhamento contra o terrorismo deve traduzir-se tamb\u00e9m no plano pol\u00edtico e pedag\u00f3gico: por um lado, removendo as causas que est\u00e3o na origem de situa\u00e7\u00f5es de injusti\u00e7a, donde brotam tantas vezes os impulsos para os actos mais desesperados e sangrentos; por outro, insistindo numa educa\u00e7\u00e3o inspirada pelo respeito da vida humana em todas as circunst\u00e2ncias: com efeito, a unidade do g\u00e9nero humano \u00e9 uma realidade mais forte que as divis\u00f5es contingentes que separam homens e povos.Na for\u00e7osa luta contra o terrorismo, o direito internacional \u00e9 agora chamado a elaborar instrumentos jur\u00eddicos dotados de eficientes mecanismos de preven\u00e7\u00e3o, monitoriza\u00e7\u00e3o e repress\u00e3o do crime. Em todo o caso, os governos democr\u00e1ticos bem sabem que o uso da for\u00e7a contra os terroristas n\u00e3o pode justificar a ren\u00fancia aos princ\u00edpios dum Estado de direito. Seriam inaceit\u00e1veis op\u00e7\u00f5es pol\u00edticas que buscassem o sucesso sem ter em conta os direitos fundamentais do homem: o fim n\u00e3o justifica os meios!O contributo da Igreja9. \u00ab Bem-aventurados os obreiros da paz, porque ser\u00e3o chamados filhos de Deus \u00bb (Mt 5, 9). Como poderia esta palavra, que convida a agir no imenso campo da paz, encontrar resson\u00e2ncias t\u00e3o intensas no cora\u00e7\u00e3o humano, se n\u00e3o correspondesse a um anseio e a uma esperan\u00e7a que vivem, indestrut\u00edveis, em n\u00f3s? E que outro motivo poder\u00e1 haver para os obreiros da paz serem chamados filhos de Deus, se n\u00e3o porque Ele, por natureza, \u00e9 o Deus da paz? Por isso mesmo, no an\u00fancio de salva\u00e7\u00e3o que a Igreja proclama pelo mundo, h\u00e1 elementos doutrinais de import\u00e2ncia fundamental para a elabora\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios necess\u00e1rios para uma pac\u00edfica conviv\u00eancia entre as Na\u00e7\u00f5es.As vicissitudes hist\u00f3ricas ensinam que a constru\u00e7\u00e3o da paz n\u00e3o pode prescindir do respeito duma ordem \u00e9tica e jur\u00eddica, segundo esta m\u00e1xima antiga: \u00ab Serva ordinem et ordo servabit te \u00bb (preserva a ordem, e a ordem te preservar\u00e1). O direito internacional deve evitar que prevale\u00e7a a lei do mais forte. O seu objectivo essencial \u00e9 substituir \u00ab a for\u00e7a material das armas pela for\u00e7a moral do direito \u00bb,7 prevendo apropriadas san\u00e7\u00f5es para os transgressores, bem como adequadas repara\u00e7\u00f5es para as v\u00edtimas. Isto deve valer tamb\u00e9m para os governantes que violam impunemente a dignidade e os direitos do homem, escudando-se sob o pretexto inaceit\u00e1vel de que se trata de quest\u00f5es internas ao seu Estado.No dia 13 de Janeiro de 1997, falando ao Corpo Diplom\u00e1tico acreditado junto da Santa S\u00e9, eu indicava o direito internacional como um instrumento de primeira ordem para a prossecu\u00e7\u00e3o da paz: \u00ab O direito internacional foi durante muito tempo um direito da guerra e da paz. Creio que ele deva ser chamado cada vez mais a tornar-se exclusivamente um direito da paz, concebida em fun\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a e da solidariedade. Neste contexto, a moral deve fecundar o direito; pode igualmente exercer uma fun\u00e7\u00e3o de antecipa\u00e7\u00e3o ao direito, na medida em que lhe indica a direc\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a e do bem \u00bb.8Relevante foi, ao longo dos s\u00e9culos, o contributo doutrinal oferecido pela Igreja, atrav\u00e9s da reflex\u00e3o filos\u00f3fica e teol\u00f3gica de numerosos pensadores crist\u00e3os, para orientar o direito internacional para o bem comum da fam\u00edlia humana inteira. De modo particular na hist\u00f3ria contempor\u00e2nea, os Papas n\u00e3o hesitaram em sublinhar a import\u00e2ncia do direito internacional como garantia de paz, na convic\u00e7\u00e3o de que \u00ab o fruto da justi\u00e7a \u00e9 semeado em paz por aqueles que praticam a paz \u00bb (Tg 3, 18). Atrav\u00e9s dos instrumentos que lhe s\u00e3o pr\u00f3prios, a Igreja tem-se empenhado neste caminho, \u00e0 luz perene do Evangelho e com o aux\u00edlio indispens\u00e1vel da ora\u00e7\u00e3o.A civiliza\u00e7\u00e3o do amor10. No final destas considera\u00e7\u00f5es, por\u00e9m, sinto o dever de recordar que, para a instaura\u00e7\u00e3o da verdadeira paz no mundo, a justi\u00e7a deve ser completada pela caridade. O direito \u00e9 certamente a primeira estrada a seguir para se chegar \u00e0 paz; e os povos devem ser educados para o respeito do mesmo. Mas, n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel chegar ao termo do caminho, se a justi\u00e7a n\u00e3o for integrada pelo amor. Justi\u00e7a e amor aparecem \u00e0s vezes como for\u00e7as antagonistas, quando, na verdade, n\u00e3o passam de duas faces duma mesma realidade, duas dimens\u00f5es da exist\u00eancia humana que devem completar-se reciprocamente. \u00c9 a experi\u00eancia hist\u00f3rica que o confirma, mostrando como frequentemente a justi\u00e7a n\u00e3o consegue libertar-se do rancor, do \u00f3dio e at\u00e9 da crueldade. A justi\u00e7a, sozinha, n\u00e3o basta; e pode mesmo chegar a negar-se a si pr\u00f3pria, se n\u00e3o se abrir \u00e0quela for\u00e7a mais profunda que \u00e9 o amor.\u00c9 por isso que, v\u00e1rias vezes, recordei aos crist\u00e3os e a todas as pessoas de boa vontade a necessidade do perd\u00e3o para resolver os problemas quer dos indiv\u00edduos quer dos povos. N\u00e3o h\u00e1 paz sem perd\u00e3o! E repito-o nesta circunst\u00e2ncia, tendo diante dos olhos sobretudo a crise que continua a embravecer na Palestina e no M\u00e9dio Oriente: uma solu\u00e7\u00e3o para os grav\u00edssimos problemas, de que sofrem h\u00e1 tanto tempo as popula\u00e7\u00f5es daquelas regi\u00f5es, n\u00e3o ser\u00e1 encontrada enquanto n\u00e3o se decidirem a superar a l\u00f3gica da mera justi\u00e7a para se abrirem tamb\u00e9m \u00e0 do perd\u00e3o.O crist\u00e3o sabe que o amor \u00e9 o motivo pelo qual Deus entra em rela\u00e7\u00e3o com o homem; e \u00e9 o amor tamb\u00e9m que Ele espera do homem como resposta. Por isso, o amor \u00e9 a forma mais alta e mais nobre de rela\u00e7\u00e3o dos seres humanos inclusive entre si. Consequentemente o amor dever\u00e1 animar todos os sectores da vida humana, estendendo-se tamb\u00e9m \u00e0 ordem internacional. S\u00f3 uma humanidade onde reine a \u00ab civiliza\u00e7\u00e3o do amor \u00bb poder\u00e1 gozar duma paz aut\u00eantica e duradoura.Ao in\u00edcio de um novo ano, quero recordar \u00e0s mulheres e aos homens de toda a l\u00edngua, religi\u00e3o e cultura esta m\u00e1xima antiga: \u00ab Omnia vincit amor \u00bb (o amor tudo vence). Sim, queridos Irm\u00e3os e Irm\u00e3s de todos os \u00e2ngulos da terra, no fim o amor vencer\u00e1! Cada um se esforce por apressar esta vit\u00f3ria. No fundo, \u00e9 por ela que anela o cora\u00e7\u00e3o de todos.<br \/>\nVaticano, 8 de Dezembro de 2003.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um compromisso sempre actual: educar para a Paz<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[2,1],"tags":[],"class_list":["post-1","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","category-uncategorized"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.9 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Mensagem de Jo\u00e3o Paulo II para o Dia Mundial da Paz 2004 - LOC-MTC<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/loc-mtc\/mensagem-de-joao-paulo-ii-para-o-dia-mundial-da-paz-2004\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Mensagem de Jo\u00e3o Paulo II para o Dia Mundial da Paz 2004 - 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