{"id":2024,"date":"2019-06-27T21:17:46","date_gmt":"2019-06-27T21:17:46","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/loc-mtc\/?p=2024"},"modified":"2019-06-27T21:18:33","modified_gmt":"2019-06-27T21:18:33","slug":"dignificar-o-trabalho-na-era-digital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/loc-mtc\/dignificar-o-trabalho-na-era-digital\/","title":{"rendered":"DIGNIFICAR O TRABALHO NA ERA DIGITAL"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Linhas de Orienta\u00e7\u00e3o 2019\/2022<\/strong><\/p>\n\n\n<hr \/>\n<p><strong>I<\/strong><strong>ntrodu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>As Linhas de Orienta\u00e7\u00e3o, pretendem estimular a vida e fomentar a a\u00e7\u00e3o da LOC\/MTC nos pr\u00f3ximos tr\u00eas anos. Apoiadas no slogan <em>\u201cDignificar o Trabalho na Era Digital\u201d, <\/em>foram elaboradas, a partir dos contributos das Revis\u00f5es de Vida Oper\u00e1ria, feitas pelas Equipas de Base e Diocesanas, dos Encontros Diocesanos e Interdiocesanos de Forma\u00e7\u00e3o e das Conclus\u00f5es do Encontro Nacional de Le\u00e7a do Balio.<\/p>\n<p>Refletem o olhar atento e conhecedor de quem vive e sente as ang\u00fastias e as esperan\u00e7as destes tempos dif\u00edceis. Fundamentam-se no Evangelho e na Doutrina Social da Igreja que nos anima na nossa miss\u00e3o evangelizadora do mundo do trabalho, na certeza de que \u00e9 pelo testemunho de vida e pelo envolvimento c\u00edvico nas organiza\u00e7\u00f5es culturais, sociais, sindicais, pol\u00edticas e eclesiais que materializamos a nossa voca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos tr\u00eas anos, a LOC\/MTC assumiu como prioridade de a\u00e7\u00e3o <em>\u201cHumanizar e Evangelizar o Mundo do Trabalho\u201d<\/em>, foram relatadas muitas e diversas situa\u00e7\u00f5es que identificam a situa\u00e7\u00e3o que vive o mundo laboral, onde se verificaram muitas mudan\u00e7as que dificultaram a vida dos trabalhadores e das suas fam\u00edlias. A desvaloriza\u00e7\u00e3o e desumaniza\u00e7\u00e3o do trabalho e o avan\u00e7o das tecnologias, fortes altera\u00e7\u00f5es de trabalho, o desemprego, a precariedade, a flexibiliza\u00e7\u00e3o, o ass\u00e9dio moral e os medos, a instabilidade, o baixo valor de sal\u00e1rios e pens\u00f5es, tornaram-se nas principais causas dessas mudan\u00e7as.<\/p>\n<p>Ainda assim, ressaltaram raz\u00f5es de esperan\u00e7a que demonstram que as pessoas e institui\u00e7\u00f5es t\u00eam sido solid\u00e1rias na promo\u00e7\u00e3o da dignidade humana numa forte afirma\u00e7\u00e3o destes valores.<\/p>\n<p>Dizia o Pe Abel Varzim, que \u201cningu\u00e9m transforma coisa alguma neste mundo se primeiro n\u00e3o se transforma a si mesmo\u201d. Acreditamos que cada um \u00e9 portador de Esperan\u00e7a, que somos intervenientes, capazes de nos transformar e renovar os nossos ambientes, dando a\u00ed o nosso melhor contributo.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Um VER que desassossega<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li><strong>As novas tecnologias<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>As novas tecnologias da era digital, da intelig\u00eancia artificial, da rob\u00f3tica est\u00e3o a\u00ed, s\u00e3o uma realidade. Estamos numa nova era. A sua aplica\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito do trabalho, traz tamb\u00e9m muitas interroga\u00e7\u00f5es: Amea\u00e7a de desemprego, dificuldade de acompanhar a velocidade da sua implementa\u00e7\u00e3o, fomento de empregos \u201cem casa\u201d, com algumas vantagens, para os trabalhadores mas tamb\u00e9m com isolamento e individualismo, facilitando melhor controlo social e dificultando a organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores. As novas tecnologias tamb\u00e9m proporcionam a cria\u00e7\u00e3o de novos tipos de trabalho, novos empregos e novas fun\u00e7\u00f5es laborais mas, por norma, n\u00e3o se destinam aos que ficam desempregados, porque exigem grande especializa\u00e7\u00e3o, estar conectado e sujeitar-se \u00e0 concorr\u00eancia feroz. As melhorias n\u00e3o chegam a todos e excluem muitos outros, pois est\u00e3o a ser usadas para aumentar as desigualdades. Desigualdade de oportunidades que dificultam e mesmo impedem o acesso \u00e0 cultura, ao ensino, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e \u00e0 sa\u00fade e at\u00e9 aos servi\u00e7os p\u00fablicos oferecidos pela Internet, que muitos ainda n\u00e3o sabem usar. Al\u00e9m disso as novas tecnologias d\u00e3o aso a conquistas de poder atrav\u00e9s da utiliza\u00e7\u00e3o de dados pessoais que se tornaram uma mat\u00e9ria prima de compra e venda.<\/p>\n<p>No nosso meio, os trabalhadores, ainda n\u00e3o est\u00e3o sensibilizados para a era digital e para as suas consequ\u00eancias ao n\u00edvel do trabalho e do emprego. Os grandes empres\u00e1rios v\u00e3o pensando nos lucros chorudos que podem obter com os robots, mas n\u00e3o se preocupam com o n\u00famero elevado de desempregados que esta situa\u00e7\u00e3o pode provocar. Acham que isso \u00e9 com o Estado.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio pensar a fun\u00e7\u00e3o e sentido das novas tecnologias e o que significa progresso, porque <em>\u201ca orienta\u00e7\u00e3o da economia favoreceu um tipo de progresso tecnol\u00f3gico cuja finalidade \u00e9 reduzir os custos de produ\u00e7\u00e3o com base na diminui\u00e7\u00e3o dos postos de trabalho, que s\u00e3o substitu\u00eddos por m\u00e1quinas\u201d<\/em> (LS 128).\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><strong>A precariedade<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Produziram-se desregula\u00e7\u00f5es no mercado laboral que tiveram um efeito muito negativo sobre a vida socioecon\u00f3mica, pol\u00edtica e cultural e, em particular, sobre as fam\u00edlias e os trabalhadores jovens. Frente a percursos laborais previs\u00edveis e a horizontes mais claros de acesso ao trabalho fixo, quase como \u00fanica situa\u00e7\u00e3o, os trabalhadores de hoje, n\u00e3o s\u00f3 viram esfumar-se a espectativa de um trabalho fixo, como passaram a realizar um conjunto de atividades remuneradas em diversos lugares, numa ampla quantidade de empregos inst\u00e1veis, sem rela\u00e7\u00e3o uns com os outros que, em nenhum caso, s\u00e3o geradores de uma trajet\u00f3ria laboral.<\/p>\n<p>Custa-nos muito entender as profundas mudan\u00e7as que est\u00e3o a acontecer no mundo laboral. Ao precarizar-se o emprego, precariza-se a vida, a fam\u00edlia, a participa\u00e7\u00e3o associativa, sindical e pol\u00edtica. Aumentam as desigualdades, a inseguran\u00e7a e a exclus\u00e3o. A falta de continuidade e perspectiva de futuro nos v\u00ednculos laborais mina qualquer tipo de associativismo. A precaridade dos v\u00ednculos laborais, especialmente entre os jovens, \u00e9 a maior preocupa\u00e7\u00e3o para os trabalhadores e suas familias. Mas tamb\u00e9m h\u00e1 adultos que ficam desempregados pelos 40\/50 anos que n\u00e3o voltam a encontrar estabilidade profissional nem o n\u00edvel salarial que tinham. H\u00e1 quem afirme ser uma vantagem para os jovens,\u00a0 n\u00e3o estar \u201camarrados\u201d a um posto de trabalho e poderem \u201csaltitar\u201d de um trabalho a outro. No entanto o que se verifica \u00e9 que os jovens continuam a ter dificuldade em encontrar emprego, em fazer projectos de vida, a adiar casamento, filhos e outros compromissos.<\/p>\n<p>As leis existentes facilitaram \u00e0s empresas a flexibilidade dos trabalhadores, levam ao desemprego, a maior rota\u00e7\u00e3o dos trabalhadores na busca de r\u00e1pida rentabiliza\u00e7\u00e3o dos investimentos, a juntar \u00e0 concentra\u00e7\u00e3o da riqueza, fen\u00f3meno que se tem vindo a tornar \u201cnormal\u201d. Alem disso a prolifera\u00e7\u00e3o de empresas de trabalho tempor\u00e1rio. Muitas delas escondem verdadeiras rela\u00e7\u00f5es laborais permanentes. A justa distribui\u00e7\u00e3o da riqueza produzida em Portugal ainda n\u00e3o preocupa as elites empresariais. De tudo isto, para os trabalhadores, o que sobra \u00e9 vida prec\u00e1ria, \u00e9 incerteza permanente.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><strong>Vencer os medos e criar uni\u00f5es<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Muitos trabalhadores experimentam repres\u00e1lias diversas por ser sindicalizado, medo de fazer greve, de deixar de ser \u00fatil, de ficar desempregado. Ou, como consequ\u00eancia, medo de n\u00e3o poder satisfazer os seus compromissos, de constituir fam\u00edlia, de ter filhos, de ser deslocado para longe, de deixar de ser pessoa para se tornar numa \u201ccoisa\u201d que produz e consome, numa coisa que \u201cvende trabalho\u201d.<\/p>\n<p>O medo inibe a liberdade e a a\u00e7\u00e3o, debilita, desequilibra, destr\u00f3i as defesas psicol\u00f3gicas e espirituais, anestesia diante do sofrimento, desumaniza. Como desumaniza a frieza nas rela\u00e7\u00f5es laborais ou a falta de educa\u00e7\u00e3o e a arrog\u00e2ncia de muitas chefias. H\u00e1 muitos governantes, empres\u00e1rios e chefes com falta de forma\u00e7\u00e3o humana e moral e com mentalidade de poder e dom\u00ednio sobre os outros, o que leva \u00e0 frieza, falta de humanismo, de pudor e de respeito pela dignidade dos trabalhadores.<\/p>\n<p>O ass\u00e9dio moral tamb\u00e9m j\u00e1 chegou ao trabalho. Reflete-se muitas vezes de forma um pouco encoberta, mas que origina situa\u00e7\u00f5es de permanentes persegui\u00e7\u00f5es, humilha\u00e7\u00f5es e sofrimentos de v\u00e1ria ordem, tal como o stresse. Uma press\u00e3o enorme \u00e9 exercida sobre as pessoas para as \u201cobrigar\u201d a despedir-se, o que d\u00e1 lugar a depress\u00f5es, alimenta psiquiatras e farm\u00e1cias e, a muitos, conduz ao suic\u00eddio. E n\u00e3o escolhe idades: acontece tanto em jovens como em adultos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O medo, os alarmes sociais de muito desemprego, s\u00e3o estrat\u00e9gias que os detentores do dinheiro usam para continuar a dominar. O medo \u00e9 provocado, alimentado e manipulado e muitos trabalhadores ainda n\u00e3o descobriram a import\u00e2ncia da miss\u00e3o dos sindicatos, procurando-os apenas quando h\u00e1 problemas. N\u00e3o podemos sucumbir perante as estrat\u00e9gias do medo impostas por quem s\u00f3 v\u00ea lucro, oportunidade, gan\u00e2ncia. <em>\u201cDeus n\u00e3o nos concedeu um esp\u00edrito de timidez, mas de fortaleza, de amor e de bom senso\u201d<\/em> (2Tim 1,7). Por isso \u00e9 preciso enfrentar os medos! Com a coragem que vem das nossas convic\u00e7\u00f5es humanas e crist\u00e3s. Com a uni\u00e3o e a solidariedade dos trabalhadores e dos pobres. Com organiza\u00e7\u00e3o e com o Evangelho no cora\u00e7\u00e3o. Agir sozinho n\u00e3o \u00e9 o caminho.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li><strong>A dignidade do trabalho<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O trabalho ocupa demasiado as pessoas, n\u00e3o lhes d\u00e1 tempo para a fam\u00edlia, para o descanso e n\u00e3o est\u00e1 organizado para dignificar o ser humano, descurando as reais necessidades das pessoas sejam ao n\u00edvel familiar e social, ou mesmo ao n\u00edvel comunit\u00e1rio do bairro ou da localidade como ainda os impactos ambientais as energias renov\u00e1veis, os transportes, as redes sanit\u00e1rias e de \u00e1guas, etc.. A quest\u00e3o do descanso, da festa, da fam\u00edlia s\u00e3o\u00a0 realidades cada vez mais amea\u00e7adas pela flexibiliza\u00e7\u00e3o das leis do trabalho, pelos hor\u00e1rios e pelo mundo tecnol\u00f3gico. A realidade social do trabalho ao domingo, fomentado a partir dos anos 90, com muito mais incid\u00eancia em Portugal do que em outros pa\u00edses europeus, em sectores de actividade onde s\u00f3 h\u00e1 motivos econ\u00f3micos, como o fabrico de autom\u00f3veis, a transforma\u00e7\u00e3o de corti\u00e7a, com\u00e9rcio, est\u00e1 essencialmente centrada no lucro.<\/p>\n<p>Apesar de o risco de pobreza estar a diminuir entre n\u00f3s, pela redu\u00e7\u00e3o do desemprego, a pobreza persiste mesmo entre trabalhadores empregados. No entanto muitas empresas est\u00e3o a fazer do sal\u00e1rio m\u00ednimo o sal\u00e1rio mais comum e assim muitos trabalhadores apesar de terem emprego, n\u00e3o conseguem o sal\u00e1rio justo que permita ao seu agregado familiar viver dignamente, assegurando a educa\u00e7\u00e3o dos filhos, o acesso \u00e0 cultura e \u00e0 forma\u00e7\u00e3o, \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o e \u00e0 habita\u00e7\u00e3o. A busca de lucro \u00e9, em si mesma leg\u00edtima, mas n\u00e3o pode conduzir ao sacrif\u00edcio dos direitos fundamentais da pessoa trabalhadora, nem a colocar o trabalhador numa situa\u00e7\u00e3o de mendigar aquilo que devia ter por direito, nem esquecer os nossos direitos e deveres enquanto filhos da \u201cM\u00e3e Terra\u201d.<\/p>\n<p>O sistema \u00a0de seguran\u00e7a no trabalho \u00e9 outro fator de grande risco que tem levado \u00e0 morte muitos trabalhadores. Nos utimos 5 anos o numero de mortes por acidente de trabalho, aumentou de 133 em 2014 para 149 em 2018, segunto estatisticas da ACT, o que corresponde a um aumento de 12%. Estes acidentes t\u00eam consequencias nefastas\u00a0 no plano material e moral. Para alem dos sofrimentos fisicos e morais que causam, s\u00e3o perdas irrepar\u00e1veis para as familias e para a sociedade em geral. Os acidentes de trabalho, na maior parte das vezes, acontecem porque as empresas n\u00e3o agem preventivamente e n\u00e3o cumprem as normas de seguran\u00e7a, pelo que \u00e9 necess\u00e1rio atuar para que cesse este flagelo.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em>N\u00f3s, militantes da LOC\/MTC, n\u00e3o nos conformamos com esta situa\u00e7\u00e3o e muito menos com uma vis\u00e3o da Igreja de costas para a realidade da vida destes trabalhadores ou com uma vis\u00e3o do Estado meramente assistencialista. \u00c9 preciso agir nas causas da injusti\u00e7a e da desigualdade e o Estado tem aqui um papel decisivo pelo que faz com os seus trabalhadores, pelo que legisla e pelo que fiscaliza.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li><strong>O caminho da LOC\/MTC<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Estar na LOC\/MTC \u00e9 um dom na medida em que ao partilharmos a nossa vida em grupo e reflectimos sobre a nossa condi\u00e7\u00e3o de trabalhadores. Temos desenvolvido uma aten\u00e7\u00e3o \u00e0 realidade que nos desperta para uma solidariedade activa e permanente. Tamb\u00e9m neste Movimento realiz\u00e1mos forma\u00e7\u00e3o que nos ajudou a compreender melhor as mudan\u00e7as laborais e a aprofundar, \u00e0 luz da f\u00e9, a nossa miss\u00e3o junto dos trabalhadores nossos colegas ou nossos filhos e netos. Como militantes da LOC\/MTC e crist\u00e3os conscientes, temos acolhido pessoas cujas experi\u00eancias de vida como trabalhadores nos t\u00eam tocado profundamente. \u00c0s vezes ficamos sem palavras.<\/p>\n<p>Verificamos que a LOC\/MTC se tem empenhado na defesa e promo\u00e7\u00e3o do trabalho digno. As campanhas que tem desenvolvido pelo trabalho digno t\u00eam em vista sensibilizar trabalhadores, empregadores, a Igreja e a Sociedade. O compromisso pelo trabalho digno engrandece a DIGNIDADE DA PESSOA. Esta preocupa\u00e7\u00e3o tem estado sempre presente no movimento ao longo da sua hist\u00f3ria, ainda que nem sempre com este nome. O mais significativo\u00a0 tem-se realizado a partir dos grupos de base, em ac\u00e7\u00f5es de grupo ou de cariz individual, com destaque para\u00a0 a venda do Jornal Voz do Trabalho pois este meio coloca-nos em contacto com muitas pessoas, os artigos que traz tornam-se assuntos de conversa e cresce a consci\u00eancia dos trabalhadores.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><strong>JULGAR \u00e0 luz do Evangelho e da DSI<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>No XVII Congresso Nacional da LOC\/MTC queremos reafirmar algumas das nossas convic\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ol>\n<li>A dignidade da pessoa humana, e consequentemente a dignidade do trabalhador. Esta dignidade, para n\u00f3s, encontra o seu fundamento e a sua defesa em Jesus Cristo, verdadeiro homem, sem deixar de ser verdadeiro Deus, e na Boa Nova que nos deixou. E os trabalhadores nem sempre t\u00eam essa perce\u00e7\u00e3o. Por isso todas as realidades que os afectam s\u00e3o desafios \u00e0 nossa miss\u00e3o de levar o Evangelho da dignidade ao mundo do trabalho.<\/li>\n<\/ol>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li>Afirmamos, com a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT) e com a Doutrina Social da Igreja (DSI), que o trabalho n\u00e3o \u00e9 uma mercadoria. O trabalhador n\u00e3o \u00e9 um vendedor de servi\u00e7os. O que define o trabalho n\u00e3o \u00e9 a m\u00e1quina, nem o digital, a automa\u00e7\u00e3o ou a intelig\u00eancia artificial, mas a pessoa trabalhadora<strong>.<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li>As novas tecnologias est\u00e3o a revolucionar tudo e todos. A humanidade tem vindo a usufruir muito com os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos. Est\u00e1 aqui o melhor do ser humano, criador, inventor, inovador. Em muitos casos a tecnologia tirou um \u201cfardo pesado\u201d a muitas profiss\u00f5es, permite chegar onde n\u00e3o se imaginava e gerou novas profiss\u00f5es. Melhoram as tecnologias,\u2026 mas as tecnologias, boas em si mesmas, t\u00eam de ser colocadas ao servi\u00e7o dos trabalhadores e n\u00e3o contra eles, como o dinheiro e todas as ferramentas sociais da ac\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Al\u00e9m disso as melhorias n\u00e3o chegam a todos e excluem muitos outros, est\u00e3o a ser usadas para aumentar as desigualdades e por isso \u00e9 necess\u00e1rio repensar em fun\u00e7\u00e3o de quem est\u00e1 a Tecnologia e o que significa Progresso.<\/li>\n<\/ol>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li>Queremos afirmar que os trabalhadores t\u00eam direito a poder planificar a sua vida para al\u00e9m do trabalho. A flexibilidade e a precaridade bloqueiam qualquer projecto de vida a m\u00e9dio ou longo prazo, porque o trabalho marca e determina a vida pessoal, familiar e social. Tem a ver com o afeto, com o desenvolvimento da intelig\u00eancia, com a capacidade de acolher as fraquezas, com a maturidade. Tem a ver com a constru\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia, com a decis\u00e3o de ter ou n\u00e3o filhos, com o relacionamento familiar esponsal e paternal\/maternal. Tem a ver com a constru\u00e7\u00e3o da democracia, com a participa\u00e7\u00e3o nas diversas coletividades, com a cultura.<\/li>\n<\/ol>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li>\u00c9 necess\u00e1rio conciliar o trabalho com a vida familiar. Congratulamo-nos com o esfor\u00e7o de algumas empresas que implementam medidas para este efeito, sobretudo para o cuidado e acompanhamento dos filhos ou dos idosos. Esquecemos, no entanto, o valor da fam\u00edlia reunida: para comer, para passear, para a participa\u00e7\u00e3o eclesial ou de outra religi\u00e3o. Continuam a existir muitos trabalhos ao domingo que n\u00e3o s\u00e3o indispens\u00e1veis: Com\u00e9rcio, fabrico de autom\u00f3veis, transforma\u00e7\u00e3o de corti\u00e7a e outros, que impedem muitas fam\u00edlias de usufruir, juntos, o mesmo dia semanal de descanso.<\/li>\n<\/ol>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ol start=\"6\">\n<li>Os Evangelhos transmitem-nos a import\u00e2ncia de caminhar juntos: Jesus enviou dois a dois. Mas tamb\u00e9m construiu uma equipa de doze, e as primeiras comunidades crist\u00e3s eram conhecidas pela sua rela\u00e7\u00e3o de amor e entreajuda: <em>\u201cVede como eles se amam\u201d (cf. Act 2,42s).<\/em> A acrescentar a isto a preocupa\u00e7\u00e3o em cuidar dos mais pobres, das vi\u00favas, dos \u00f3rf\u00e3os, dos estrangeiros. Ningu\u00e9m era deixado para tr\u00e1s. O associativismo em geral, e o sindicalismo em particular, est\u00e3o pr\u00f3ximos deste ideal, pois a for\u00e7a dos fracos \u00e9 a uni\u00e3o. Num tempo de tend\u00eancia individualista, onde parece que cada um se basta a si mesmo, esta realidade torna-se campo aberto para leis mais permissivas e atentat\u00f3rias dos trabalhadores, de manipula\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica e o fomento de rela\u00e7\u00f5es individuais de trabalho. A participa\u00e7\u00e3o organizada dos trabalhadores vai sempre mais longe.<\/li>\n<\/ol>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ol start=\"7\">\n<li>Ligados aos Movimentos Europeu e Mundial. Os encontros continentais e mundial do MMTC, que aconteceram em \u00c1vila, em julho de 2017, denunciaram claramente as grandes desigualdades verificadas por todo o mundo, tamb\u00e9m em pa\u00edses da Europa, onde as condi\u00e7\u00f5es de vida digna, para todos, pareciam asseguradas. Entretanto, na mensagem que enviou ao Encontro Mundial, o papa Francisco refere que \u201c<em>Terra Teto e Trabalho significam lutar para que todo o mundo viva conforme a sua dignidade e ningu\u00e9m se sinta descartado<\/em>\u201d, e exorta \u201c<em>a perseverar com renovado impulso os nossos esfor\u00e7os para aproximar o Evangelho ao mundo do trabalho e tamb\u00e9m para que a voz dos trabalhadores seja ouvida no seio da Igreja<\/em>\u201d.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>AGIR pela dignifica\u00e7\u00e3o do trabalho<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Como Movimento de trabalhadores crist\u00e3os precisamos de fazer uma permanente, correta e colectiva \u00ableitura dos sinais dos tempos\u00bb (cf. GS 4 e 11), valorizando e promovendo um maior di\u00e1logo com os trabalhadores, evitando de todo a rotina e as repeti\u00e7\u00f5es ou simplesmente usar as frases feitas da comunica\u00e7\u00e3o social. Temos que interiorizar mais a m\u00edstica da A\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica. Partindo da vida dos trabalhadores e das suas fam\u00edlias, tentando perceber as din\u00e2micas da realidade e deixando-nos iluminar pelo Evangelho, podemos transformar-nos e transformar a realidade, levando a s\u00e9rio o compromisso militante.<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ul>\n<li>Implicar cada militante pelo seu testemunho, como crist\u00e3o batizado, na miss\u00e3o de evangelizar os meios em que vive e, prioritariamente, o seu mundo de trabalho, tendo em conta que o plano de Deus para a humanidade \u00e9 que cada ser humano seja feliz, contribua para a sua realiza\u00e7\u00e3o e a do seu semelhante.<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ul>\n<li>Envolver os militantes na miss\u00e3o do Movimento, o que sup\u00f5e encontrar pessoas para realizar a Inicia\u00e7\u00e3o e encontrar as melhores respostas para assegurar o seu funcionamento a n\u00edvel diocesano e nacional, sem perder de vista que somos um movimento em que acreditamos, desde as nossas origens, que s\u00e3o os trabalhadores \u201cos protagonistas da sua pr\u00f3pria liberta\u00e7\u00e3o\u201d.<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ul>\n<li>Comprometer cada militante na defesa dos \u201cdireitos sagrados\u201d da \u201cTerra, Teto e Trabalho para uma vida digna\u201d, unindo-nos ao compromisso universal do Papa Francisco e do MMTC para fazer da \u201cCasa Comum\u201d caminho de humaniza\u00e7\u00e3o e de evangeliza\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Comprometemo-nos:<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ol>\n<li>A valorizar, em todo o Movimento, o agir, sempre baseado na Revis\u00e3o de Vida Oper\u00e1ria (RVO). Fazer da RVO no grupo de base o motor do nosso ser militante, tornando-o um espa\u00e7o de partilha e crescimento conjunto, pela aten\u00e7\u00e3o \u00e0 vida dos trabalhadores e os seus problemas, pela escuta da Palavra de Deus e pelo sentido mission\u00e1rio e evangelizador que nos move. As equipas de base h\u00e3o-de transformar-se em pequenas comunidades de partilha de vida, de ac\u00e3o e de comunh\u00e3o. Devem ser reconhecidas pelo seu amor fraternal e solid\u00e1rio. Se o grupo de base for uma fo\u00e7a viva e der raz\u00f5es da sua Esperan\u00e7a na comunidade onde se insere envolver\u00e1 outras pessoas neste projecto e dar\u00e1 continuidade ao Movimento<strong>.<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li>A investir mais na forma\u00e7\u00e3o de animadores da f\u00e9 para que cada equipa de base tenha um ou uma pessoa respons\u00e1vel pela anima\u00e7\u00e3o na f\u00e9. Ao mesmo tempo desenvolver di\u00e1logo com a Comiss\u00e3o Episcopal, Bispos das Dioceses, padres, di\u00e1conos e seminaristas sobre o movimento, divulgando o seu trabalho, vida e a\u00e7\u00e3o e a forma como os militantes vivem a sua f\u00e9 crist\u00e3.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li>A prosseguir o aprofundamento da vida no mundo do trabalho, no concreto da vida, com as pessoas que vivem e trabalham ao nosso lado. Estas preocupa\u00e7\u00f5es devem estar, prioritariamente, nas reflex\u00f5es dos grupos. Mas tamb\u00e9m devem ser prioridade nas forma\u00e7\u00f5es e nas ac\u00e7\u00f5es que se desenvolvem a favor da humaniza\u00e7\u00e3o e dignifica\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e das suas fam\u00edlias.<\/li>\n<li>A atuar no trabalho, nas organiza\u00e7\u00f5es de trabalhadores e nas associa\u00e7\u00f5es, com transpar\u00eancia e em esp\u00edrito de servi\u00e7o, procurando ser \u00abluz do mundo e sal da terra\u00bb (cf. Mt 5,13s) e \u00abfermento no meio da massa\u00bb (cf. Mt 13,33). A vida, com todas \u201calegrias e esperan\u00e7as, ang\u00fastias e sofrimentos\u201d s\u00e3o a massa que temos para \u201clevedar, dar sabor e iluminar\u201d a partir dos desafios das Bem-aventuran\u00e7as. A toda esta massa \u00e9 preciso dar um sabor novo com persist\u00eancia e sem aspira\u00e7\u00f5es de poder.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li>Exigir pol\u00edticas sociais justas no campo do Trabalho, da Educa\u00e7\u00e3o, da Sa\u00fade, da Habita\u00e7\u00e3o e Seguran\u00e7a Social.<\/li>\n<\/ol>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ol start=\"6\">\n<li>A promover forma\u00e7\u00f5es e debate sobre as novas tecnologias no mundo do trabalho e o uso das redes sociais, possibilidades e limites, especialmente quando deixam pessoas para tr\u00e1s. Precisamos desenvolver uma atitude critica de forma a discernir as not\u00edcias verdadeiras das falsas, Precisamos reflectir sobre a utilidade e o abuso das novas tecnologias, bem como a aprender a usar estes meios em beneficio das pessoas. S\u00e3o as pessoas que devem dominar as tecnologias e coloca-las ao servi\u00e7o do bem de todos.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol start=\"7\">\n<li>A defender o trabalho digno, com direitos, com seguran\u00e7a e com justa remunera\u00e7\u00e3o como pilar fundamental duma sociedade democr\u00e1tica e inclusiva. Um dos princ\u00edpios da Doutrina Social da Igreja defende que todos os seres humanos est\u00e3o em p\u00e9 de igualdade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 propriedade dos bens da Terra. Cada pessoa recebe o mandato do trabalho no ato da cria\u00e7\u00e3o, mas esse trabalho tem de ser digno, livre, criativo e servir a todos. Por isso continuaremos a dinamizar a Jornada Mundial pelo Trabalho Digno, alargando sempre a mais espa\u00e7os e grupos: Igreja, movimentos sociais e grupos da sociedade civil, alertando e implicando sempre os outros para estas causas. E continuaremos a divulgar a mensagem do MMTC para este dia, lembrando todos os movimentos de trabalhadores crist\u00e3os que, noutros pa\u00edses e continentes, est\u00e3o connosco nesta celebra\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ol>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ol start=\"8\">\n<li>A fortalecer a rela\u00e7\u00e3o e articula\u00e7\u00e3o com os outros Movimentos, nomeadamente da Pastoral Oper\u00e1ria (PO) e do Compromisso Social Crist\u00e3o (CSC), a fim nos ajudarmos mutuamente a viver mais intensamente o compromisso social de crian\u00e7as, jovens e adultos no minist\u00e9rio pastoral de cada um e na constru\u00e7\u00e3o do bem comum.<\/li>\n<\/ol>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ol start=\"9\">\n<li>A alargar o debate \u00e0 sociedade civil sobre o justo equil\u00edbrio da vida familiar e profissional, sobretudo na defesa do \u00abDomingo Livre\u00bb, a fim de valorizar a fam\u00edlia reunida, a dedica\u00e7\u00e3o \u00e0s associa\u00e7\u00f5es, \u00e0 cultura e \u00e0 comunidade que normalmente ocorrem ao domingo. Mas tamb\u00e9m \u00e9 preciso debater os hor\u00e1rios, as horas extras e o direito a desligar (n\u00e3o estar conectado), bem como a redu\u00e7\u00e3o do hor\u00e1rio de trabalho para o redistribuir.<\/li>\n<\/ol>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ol start=\"10\">\n<li>A dar aten\u00e7\u00e3o ao debate e \u00e0s propostas para uma melhor protec\u00e7\u00e3o social, especialmente dos que s\u00e3o for\u00e7ados a reformar-se mais cedo, dos cuidadores e daqueles que pouco descontaram para a Seguran\u00e7a Social porque n\u00e3o terem tido emprego ou que viveram de empregos prec\u00e1rios. Aqui se insere tamb\u00e9m a quest\u00e3o de um Rendimento B\u00e1sico ou de outras formas de sustenta\u00e7\u00e3o dignas para todos, porque a introdu\u00e7\u00e3o destas novas tecnologias tamb\u00e9m levanta quest\u00f5es de sustentabilidade da Seguran\u00e7a Social.<\/li>\n<\/ol>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ol start=\"11\">\n<li>A valorizar no seio do trabalhadores e no seio da Igreja a miss\u00e3o sindical, a sua import\u00e2ncia na defesa dos trabalhadores e o seu contributo para o di\u00e1logo social.<\/li>\n<\/ol>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ol start=\"12\">\n<li>A refor\u00e7ar os valores da Economia Social e Solid\u00e1ria que conjugam economia com solidariedade, perspectiva ecol\u00f3gica, diversidade cultural, reflex\u00e3o cr\u00edtica, democracia participativa e desenvolvimento local, regional e nacional,\u00a0 aumentando o sentido de comunidade. Em conjunto, construir novas din\u00e2micas para tentar encontrar novas respostas.<\/li>\n<\/ol>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ol start=\"13\">\n<li>A dinamizar o estudo e aprofundamento da <em>Laudato Si<\/em>, treinando as compet\u00eancias de reconvers\u00e3o a uma ecologia integral, incluindo o trabalho. Promover debates e partilhas de experi\u00eancias sobre novos estilos de vida, que privilegiam a simplicidade e o desprendimento, que respeitam o meio ambiente e os recursos naturais, como meios de alcan\u00e7ar mais equidade e oportunidades de acesso a bens e servi\u00e7os a todas as pessoas e povos.<\/li>\n<\/ol>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ol start=\"14\">\n<li>A despertar os militantes, os crist\u00e3os e os trabalhadores em geral, para a import\u00e2ncia da educa\u00e7\u00e3o financeira, do consumo respons\u00e1vel, do discernimento do que \u00e9 essencial para viver com dignidade e qualidade, e do que \u00e9 sup\u00e9rfluo, no respeito pelo meio ambiente, pelos recursos naturais e pelos bens universais da nossa casa comum. N\u00e3o fazer compras ao Domingo pode ser uma forma de sensibilizar.<\/li>\n<\/ol>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ol start=\"15\">\n<li>A ajudar a que cada militante tome consci\u00eancia da urgente miss\u00e3o de cuidar da \u00abcasa comum\u00bb; promovendo uma cuidada educa\u00e7\u00e3o ambiental e alimentar, tendo tamb\u00e9m em conta todos os estudos que hoje nos alertam sobre as consequ\u00eancias, na sa\u00fade de cada um e no meio ambiente, originadas pela produ\u00e7\u00e3o intensiva e uso abusivo de pesticidas nos produtos alimentares.<\/li>\n<\/ol>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Combatemos a indiferen\u00e7a perante as injusti\u00e7as cometidas contra os mais desfavorecidos da sociedade. O Papa Francisco tem feito do Trabalho digno e justamente remunerado um pilar do seu Pontificado e com a sua reflex\u00e3o, denuncias e propostas, tem os trabalhadores no centro das suas preocupa\u00e7\u00f5es. Ligadas a estas, as quest\u00f5es da economia, da participa\u00e7\u00e3o na constru\u00e7\u00e3o da democracia, do papel das organiza\u00e7\u00f5es dos trabalhadores, da distribui\u00e7\u00e3o das riquezas, do cuidado e da dignidade dos pobres. \u00c9 no meio de tudo isto que est\u00e1 a miss\u00e3o dos crist\u00e3os no mundo e para n\u00f3s, em especial, a miss\u00e3o da LOC\/MTC no mundo do trabalho.<\/p>\n<p>Queremos participar de uma Igreja prof\u00e9tica, denunciando esta economia que exclui e mata, e aqueles que a protagonizam, bem como os processos usados para amedrontar e continuar a alimentar um tipo de sociedade de acumula\u00e7\u00e3o das riquezas nas m\u00e3os de muito poucos, \u00e0 custa da mis\u00e9ria e priva\u00e7\u00f5es de tantos.<\/p>\n<p>Queremos continuar a ser um movimento de A\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica, vivendo e desenvolvendo a nossa espiritualidade, encarnada na vida do mundo do trabalho, dos trabalhadores, das suas fam\u00edlias, e principalmente, das v\u00edtimas das injusti\u00e7as e da pobreza laborais.<\/p>\n<p>Queremos ser atores numa igreja viva e atuante, continuamente desafiados a viver as Bem-aventuran\u00e7as, integrados nos dinamismos duma sociedade que \u00e9 capaz de acolher, proteger, promover e integrar todas as pessoas, dando corpo ao projeto Libertador de Deus para a Humanidade e \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do Seu Reino j\u00e1 entre n\u00f3s.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Linhas de Orienta\u00e7\u00e3o 2019\/2022 Introdu\u00e7\u00e3o \u00a0 As Linhas de Orienta\u00e7\u00e3o, pretendem estimular a vida e fomentar a a\u00e7\u00e3o da LOC\/MTC nos pr\u00f3ximos tr\u00eas anos. 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