{"id":2113,"date":"2020-05-19T08:24:08","date_gmt":"2020-05-19T08:24:08","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/loc-mtc\/?p=2113"},"modified":"2020-05-19T08:24:08","modified_gmt":"2020-05-19T08:24:08","slug":"louvado-sejas-laudato-si","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/loc-mtc\/louvado-sejas-laudato-si\/","title":{"rendered":"LOUVADO SEJAS ( Laudato si )"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Unidos por uma preocupa\u00e7\u00e3o comum<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Estas contribui\u00e7\u00f5es dos Papas recolhem a reflex\u00e3o de in\u00fameros cientistas, fil\u00f3sofos, te\u00f3logos e organiza\u00e7\u00f5es sociais que enriqueceram o pensamento da Igreja sobre estas quest\u00f5es. Mas n\u00e3o podemos ignorar que, tamb\u00e9m fora da Igreja Cat\u00f3lica, noutras Igrejas e Comunidades crist\u00e3s \u2013 bem como noutras religi\u00f5es \u2013 se tem desenvolvido uma profunda preocupa\u00e7\u00e3o e uma reflex\u00e3o valiosa sobre estes temas que a todos nos est\u00e3o a peito. <strong>(Ls 7)<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>A tecnologia: Criatividade e poder<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A humanidade entrou numa nova era, em que o poder da tecnologia nos p\u00f5e diante duma encruzilhada. Somos herdeiros de dois s\u00e9culos de ondas enormes de mudan\u00e7as: a m\u00e1quina a vapor, a ferrovia, o tel\u00e9grafo, a eletricidade, o autom\u00f3vel, o avi\u00e3o, as ind\u00fastrias qu\u00edmicas, a medicina moderna, a inform\u00e1tica e, mais recentemente, a revolu\u00e7\u00e3o digital, a rob\u00f3tica, as biotecnologias e as nanotecnologias. \u00c9 justo que nos alegremos com estes progressos e nos entusiasmemos \u00e0 vista das amplas possibilidades que nos abrem estas novidades incessantes, porque \u00aba ci\u00eancia e a tecnologia s\u00e3o um produto estupendo da criatividade humana que Deus nos deu\u00bb. N\u00e3o podemos deixar de apreciar e agradecer os progressos alcan\u00e7ados especialmente na medicina, engenharia e comunica\u00e7\u00f5es. Como n\u00e3o havemos de reconhecer todos os esfor\u00e7os de tantos cientistas e t\u00e9cnicos que elaboraram alternativas para um desenvolvimento sustent\u00e1vel? <strong>(Ls102)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos, por\u00e9m, ignorar que a energia nuclear, a biotecnologia, a inform\u00e1tica, o conhecimento do nosso pr\u00f3prio DNA e outras potencialidades que adquirimos, nos d\u00e3o um poder tremendo. Ou melhor: d\u00e3o, \u00e0queles que det\u00eam o conhecimento e sobretudo o poder econ\u00f3mico para o desfrutar, um dom\u00ednio impressionante sobre o conjunto do g\u00e9nero humano e do mundo inteiro. Nunca a humanidade teve tanto poder sobre si mesma, e nada garante que o utilizar\u00e1 bem, sobretudo considerando a maneira como o est\u00e1 a fazer <strong>(Ls 104)<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>A globaliza\u00e7\u00e3o do paradigma tecnocr\u00e1tico<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Assim podemos afirmar que, na origem de muitas dificuldades do mundo atual, est\u00e1 principalmente a tend\u00eancia, nem sempre consciente, de elaborar a metodologia e os objetivos da tecnoci\u00eancia segundo um paradigma de compreens\u00e3o que condiciona a vida das pessoas e o funcionamento da sociedade. Os efeitos da aplica\u00e7\u00e3o deste modelo a toda a realidade, humana e social, constatam-se na degrada\u00e7\u00e3o do meio ambiente, mas isto \u00e9 apenas um sinal do reducionismo que afeta a vida humana e a sociedade em todas as suas dimens\u00f5es. <strong>(Ls 107)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tornou-se anti cultural a escolha dum estilo de vida, cujos objetivos possam ser, pelo menos em parte, independentes da t\u00e9cnica, dos seus custos e do seu poder globalizante e massificador. Com efeito, a t\u00e9cnica tem tend\u00eancia a fazer com que nada fique fora da sua l\u00f3gica f\u00e9rrea, e \u00abo homem que \u00e9 o seu protagonista sabe que, em \u00faltima an\u00e1lise, n\u00e3o se trata de utilidade nem de bem-estar, mas de dom\u00ednio; dom\u00ednio no sentido extremo da palavra\u00bb. Por isso, \u00abprocura controlar os elementos da natureza e, conjuntamente, os da exist\u00eancia humana\u00bb. Reduzem-se assim a capacidade de decis\u00e3o, a liberdade mais genu\u00edna e o espa\u00e7o para a criatividade alternativa dos indiv\u00edduos<strong>.(Ls108)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O paradigma tecnocr\u00e1tico tende a exercer o seu dom\u00ednio tamb\u00e9m sobre a economia e a pol\u00edtica. A economia assume todo o desenvolvimento tecnol\u00f3gico em fun\u00e7\u00e3o do lucro, sem prestar aten\u00e7\u00e3o a eventuais consequ\u00eancias negativas para o ser humano. A finan\u00e7a sufoca a economia real. N\u00e3o se aprendeu a li\u00e7\u00e3o da crise financeira mundial e, muito lentamente, se aprende a li\u00e7\u00e3o do deterioramento ambiental. Nalguns c\u00edrculos, defende-se que a economia atual e a tecnologia resolver\u00e3o todos os problemas ambientais, do mesmo modo que se afirma, com linguagens n\u00e3o acad\u00e9micas, que os problemas da fome e da mis\u00e9ria no mundo ser\u00e3o resolvidos simplesmente com o crescimento do mercado. N\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de teorias econ\u00f3micas, que hoje talvez j\u00e1 ningu\u00e9m se atreva a defender, mas da sua instala\u00e7\u00e3o no desenvolvimento concreto da economia<strong>.(Ls109)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A cultura ecol\u00f3gica n\u00e3o se pode reduzir a uma s\u00e9rie de respostas urgentes e parciais para os problemas que v\u00e3o surgindo \u00e0 volta da degrada\u00e7\u00e3o ambiental, do esgotamento das reservas naturais e da polui\u00e7\u00e3o. Deveria ser um olhar diferente, um pensamento, uma pol\u00edtica, um programa educativo, um estilo de vida e uma espiritualidade que oponham resist\u00eancia ao avan\u00e7o do paradigma tecnocr\u00e1tico. Caso contr\u00e1rio, at\u00e9 as melhores iniciativas ecologistas podem acabar bloqueadas na mesma l\u00f3gica globalizada. Buscar apenas um rem\u00e9dio t\u00e9cnico para cada problema ambiental que aparece, \u00e9 isolar coisas que, na realidade, est\u00e3o interligadas e esconder os problemas verdadeiros e mais profundos do sistema mundial<strong>.(Ls111)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Todavia \u00e9 poss\u00edvel voltar a ampliar o olhar, e a liberdade humana \u00e9 capaz de limitar a t\u00e9cnica, orient\u00e1-la e coloc\u00e1-la ao servi\u00e7o doutro tipo de progresso, mais saud\u00e1vel, mais humano, mais social, mais integral. De facto verifica-se a liberta\u00e7\u00e3o do paradigma tecnocr\u00e1tico nalgumas ocasi\u00f5es. Por exemplo, quando comunidades de pequenos produtores optam por sistemas de produ\u00e7\u00e3o menos poluentes, defendendo um modelo n\u00e3o-consumista de vida, alegria e conviv\u00eancia. Ou quando a t\u00e9cnica tem em vista prioritariamente resolver os problemas concretos dos outros, com o compromisso de os ajudar a viver com mais dignidade e menor sofrimento <strong>(Ls112)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, as pessoas parecem j\u00e1 n\u00e3o acreditar num futuro feliz nem confiam cegamente num amanh\u00e3 melhor a partir das condi\u00e7\u00f5es actuais do mundo e das capacidades t\u00e9cnicas. Tomam consci\u00eancia de que o progresso da ci\u00eancia e da t\u00e9cnica n\u00e3o equivale ao progresso da humanidade e da hist\u00f3ria, e vislumbram que os caminhos fundamentais para um futuro feliz s\u00e3o outros. Apesar disso, tamb\u00e9m n\u00e3o se imaginam renunciando \u00e0s possibilidades que oferece a tecnologia<strong>.(Ls113)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O que est\u00e1 a acontecer p\u00f5e-nos perante a urg\u00eancia de avan\u00e7ar numa corajosa revolu\u00e7\u00e3o cultural. A ci\u00eancia e a tecnologia n\u00e3o s\u00e3o neutrais, mas podem, desde o in\u00edcio at\u00e9 ao fim dum processo, envolver diferentes inten\u00e7\u00f5es e possibilidades que se podem configurar de v\u00e1rias maneiras. Ningu\u00e9m quer o regresso \u00e0 Idade da Pedra, mas \u00e9 indispens\u00e1vel abrandar a marcha para olhar a realidade doutra forma, recolher os avan\u00e7os positivos e sustent\u00e1veis e ao mesmo tempo recuperar os valores e os grandes objetivos arrasados por um desenfreamento megal\u00f3mano. <strong>(Ls114)<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>A necessidade de defender o trabalho<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Em qualquer abordagem de ecologia integral que n\u00e3o exclua o ser humano, \u00e9 indispens\u00e1vel incluir o valor do trabalho, t\u00e3o sabiamente desenvolvido por S\u00e3o <a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/john-paul-ii\/pt.html\">Jo\u00e3o Paulo II<\/a> na sua enc\u00edclica <a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/john-paul-ii\/pt\/encyclicals\/documents\/hf_jp-ii_enc_14091981_laborem-exercens.html\"><em>Laborem excercens<\/em><\/a>. Recordemos que, segundo a narra\u00e7\u00e3o b\u00edblica da cria\u00e7\u00e3o, Deus colocou o ser humano no jardim rec\u00e9m-criado <strong>(cf.<em> Gn<\/em>2, 15), <\/strong>n\u00e3o s\u00f3 para cuidar do existente (guardar), mas tamb\u00e9m para trabalhar nele a fim de que produzisse frutos (cultivar). Assim, os oper\u00e1rios e os artes\u00e3os \u00abasseguram uma cria\u00e7\u00e3o perp\u00e9tua\u00bb (<strong><em>Sir <\/em>38, 34<\/strong>). Na realidade, a interven\u00e7\u00e3o humana que favorece o desenvolvimento prudente da cria\u00e7\u00e3o \u00e9 a forma mais adequada de cuidar dela, porque implica colocar-se como instrumento de Deus para ajudar a fazer desabrochar as potencialidades que Ele mesmo inseriu nas coisas: \u00abO Senhor produziu da terra os medicamentos; e o homem sensato n\u00e3o os desprezar\u00e1\u00bb <strong>(<em>Sir <\/em>38, 4).(Ls124)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Afirmamos que \u00abo homem \u00e9 o protagonista, o centro e o fim de toda a vida econ\u00f3mico-social\u00bb. Apesar disso, quando no ser humano se deteriora a capacidade de contemplar e respeitar, criam-se as condi\u00e7\u00f5es para se desfigurar o sentido do trabalho. Conv\u00e9m recordar sempre que o ser humano \u00e9 \u00abcapaz de, por si pr\u00f3prio, ser o agente respons\u00e1vel do seu bem-estar material, progresso moral e desenvolvimento espiritual\u00bb. O trabalho deveria ser o \u00e2mbito deste multiforme desenvolvimento pessoal, onde est\u00e3o em jogo muitas dimens\u00f5es da vida: a criatividade, a projeta\u00e7\u00e3o do futuro, o desenvolvimento das capacidades, a exercita\u00e7\u00e3o dos valores, a comunica\u00e7\u00e3o com os outros, uma atitude de adora\u00e7\u00e3o. Por isso, a realidade social do mundo atual exige que, acima dos limitados interesses das empresas e duma discut\u00edvel racionalidade econ\u00f3mica, \u00abse continue a perseguir como<em> priorit\u00e1rio o objetivo do acesso ao trabalho <\/em>para todos\u00bb<strong> (Ls127)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Somos chamados ao trabalho desde a nossa cria\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se deve procurar que o progresso tecnol\u00f3gico substitua cada vez mais o trabalho humano: procedendo assim, a humanidade prejudicar-se-ia a si mesma. O trabalho \u00e9 uma necessidade, faz parte do sentido da vida nesta terra, \u00e9 caminho de matura\u00e7\u00e3o, desenvolvimento humano e realiza\u00e7\u00e3o pessoal. Neste sentido, ajudar os pobres com o dinheiro deve ser sempre um rem\u00e9dio provis\u00f3rio para enfrentar emerg\u00eancias. O verdadeiro objetivo deveria ser sempre consentir-lhes uma vida digna atrav\u00e9s do trabalho. Mas a orienta\u00e7\u00e3o da economia favoreceu um tipo de progresso tecnol\u00f3gico cuja finalidade \u00e9 reduzir os custos de produ\u00e7\u00e3o com base na diminui\u00e7\u00e3o dos postos de trabalho, que s\u00e3o substitu\u00eddos por m\u00e1quinas. <strong>(Ls128)<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Pol\u00edtica e economia em di\u00e1logo, para a plenitude humana<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A pol\u00edtica n\u00e3o deve submeter-se \u00e0 economia, e esta n\u00e3o deve submeter-se aos ditames e ao paradigma eficientista da tecnocracia. Pensando no bem comum, hoje precisamos imperiosamente que a pol\u00edtica e a economia, em di\u00e1logo, se coloquem decididamente ao servi\u00e7o da vida, especialmente da vida humana. A salva\u00e7\u00e3o dos bancos a todo o custo, fazendo pagar o pre\u00e7o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, sem a firme decis\u00e3o de rever e reformar o sistema inteiro, reafirma um dom\u00ednio absoluto da finan\u00e7a que n\u00e3o tem futuro e s\u00f3 poder\u00e1 gerar novas crises depois duma longa, custosa e aparente cura. A crise financeira dos anos 2007 e 2008 era a ocasi\u00e3o para o desenvolvimento duma nova economia mais atenta aos princ\u00edpios \u00e9ticos e para uma nova regulamenta\u00e7\u00e3o da atividade financeira especulativa e da riqueza virtual. Mas n\u00e3o houve uma rea\u00e7\u00e3o que fizesse repensar os crit\u00e9rios obsoletos que continuam a governar o mundo. <strong>(Ls189)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Neste contexto, sempre se deve recordar que \u00aba prote\u00e7\u00e3o ambiental n\u00e3o pode ser assegurada somente com base no c\u00e1lculo financeiro de custos e benef\u00edcios. O ambiente \u00e9 um dos bens que os mecanismos de mercado n\u00e3o est\u00e3o aptos a defender ou a promover adequadamente\u00bb. Mais uma vez repito que conv\u00e9m evitar uma conce\u00e7\u00e3o m\u00e1gica do mercado, que tende a pensar que os problemas se resolvem apenas com o crescimento dos lucros das empresas ou dos indiv\u00edduos. Ser\u00e1 realista esperar que quem est\u00e1 obcecado com a maximiza\u00e7\u00e3o dos lucros se detenha a considerar os efeitos ambientais que deixar\u00e1 \u00e0s pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es? <strong>(Ls190)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Assim, se nalguns casos o desenvolvimento sustent\u00e1vel implicar\u00e1 novas modalidades para crescer, noutros casos \u2013 face ao crescimento ganancioso e irrespons\u00e1vel, que se verificou ao longo de muitas d\u00e9cadas \u2013 devemos pensar tamb\u00e9m em abrandar um pouco a marcha, p\u00f4r alguns limites razo\u00e1veis e at\u00e9 mesmo retroceder antes que seja tarde. Sabemos que \u00e9 insustent\u00e1vel o comportamento daqueles que consomem e destroem cada vez mais, enquanto outros ainda n\u00e3o podem viver de acordo com a sua dignidade humana<strong>. (Ls193)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O princ\u00edpio da maximiza\u00e7\u00e3o do lucro, que tende a isolar-se de todas as outras considera\u00e7\u00f5es, \u00e9 uma distor\u00e7\u00e3o conceptual da economia: desde que aumente a produ\u00e7\u00e3o, pouco interessa que isso se consiga \u00e0 custa dos recursos futuros ou da sa\u00fade do meio ambiente; se o derrube duma floresta aumenta a produ\u00e7\u00e3o, ningu\u00e9m insere no respetivo c\u00e1lculo a perda que implica desertificar um territ\u00f3rio, destruir a biodiversidade ou aumentar a polui\u00e7\u00e3o. Por outras palavras, as empresas obt\u00eam lucros calculando e pagando uma parte \u00ednfima dos custos<strong>. (Ls195)<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Apontar para outro estilo de vida<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Dado que o mercado tende a criar um mecanismo consumista compulsivo para vender os seus produtos, as pessoas acabam por ser arrastadas pelo turbilh\u00e3o das compras e gastos sup\u00e9rfluos. O consumismo obsessivo \u00e9 o reflexo subjetivo do paradigma tecno-econ\u00f3mico. Est\u00e1 a acontecer aquilo que j\u00e1 assinalava Romano Guardini: o ser humano \u00abaceita os objetos comuns e as formas habituais da vida como lhe s\u00e3o impostos pelos planos nacionais e pelos produtos fabricados em s\u00e9rie e, em geral, age assim com a impress\u00e3o de que tudo isto seja razo\u00e1vel e justo\u00bb. O referido paradigma faz crer a todos que s\u00e3o livres pois conservam uma suposta liberdade de consumir, quando na realidade apenas possui a liberdade a minoria que det\u00e9m o poder econ\u00f3mico e financeiro<strong>. (Ls203)<\/strong><\/p>\n<p>Mas nem tudo est\u00e1 perdido, porque os seres humanos, capazes de tocar o fundo da degrada\u00e7\u00e3o, podem tamb\u00e9m superar-se, voltar a escolher o bem e regenerar-se, para al\u00e9m de qualquer condicionalismo psicol\u00f3gico e social que lhes seja imposto. S\u00e3o capazes de se olhar a si mesmos com honestidade, externar o pr\u00f3prio pesar e encetar caminhos novos rumo \u00e0 verdadeira liberdade. N\u00e3o h\u00e1 sistemas que anulem, por completo, a abertura ao bem, \u00e0 verdade e \u00e0 beleza, nem a capacidade de reagir que Deus continua a animar no mais fundo dos nossos cora\u00e7\u00f5es. A cada pessoa deste mundo, pe\u00e7o para n\u00e3o esquecer esta sua dignidade que ningu\u00e9m tem o direito de lhe tirar. <strong>(Ls205)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em homenagem a esta t\u00e3o importante Carta Enc\u00edclica do Papa Francisco sobre o cuidado da Casa Comum, nesta semana que lhe \u00e9 dedicada, em plena Pandemia do COVIN-19 e aderindo ao desafio lan\u00e7ado, destaco alguns pontos que considero importantes para nossa reflex\u00e3o, onde se apontam causas e consequ\u00eancias da situa\u00e7\u00e3o atual e indicam caminhos em defesa da Humanidade da Ecologia e da Nossa Casa Comum.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Augusto Paix\u00e3o<br \/>\n17 de maio de 2020<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2114,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-2113","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.9 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>LOUVADO SEJAS ( Laudato si ) - LOC-MTC<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/loc-mtc\/louvado-sejas-laudato-si\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"LOUVADO SEJAS ( Laudato si ) - LOC-MTC\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Em homenagem a esta t\u00e3o importante Carta Enc\u00edclica do Papa Francisco sobre o cuidado da Casa Comum, nesta semana que lhe \u00e9 dedicada, em plena Pandemia do COVIN-19 e aderindo ao desafio lan\u00e7ado, destaco alguns pontos que considero importantes para nossa reflex\u00e3o, onde se apontam causas e consequ\u00eancias da situa\u00e7\u00e3o atual e indicam caminhos em defesa da Humanidade da Ecologia e da Nossa Casa Comum.  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