{"id":483,"date":"2013-06-09T09:52:00","date_gmt":"2013-06-09T09:52:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2016-11-06T17:20:24","modified_gmt":"2016-11-06T17:20:24","slug":"linhas-de-orientacao-2013-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/loc-mtc\/linhas-de-orientacao-2013-2016\/","title":{"rendered":"Linhas de Orienta\u00e7\u00e3o 2013 &#8211; 2016"},"content":{"rendered":"<p><!--[if gte mso 9]><xml>\n <o:OfficeDocumentSettings>\n  <o:TargetScreenSize>800x600<\/o:TargetScreenSize>\n <\/o:OfficeDocumentSettings>\n<\/xml><![endif]--><\/p>\n<div style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">A proposta de Linhas de Orienta&ccedil;&atilde;o, que se segue a esta introdu&ccedil;&atilde;o, pretende animar a vida e a&ccedil;&atilde;o do Movimento nos pr&oacute;ximos tr&ecirc;s anos, apoiada no slogan <i style=\"mso-bidi-font-style:normal\">&ldquo;Sociedade justa e sustent&aacute;vel, com trabalho para todos&rdquo;. <\/i>Foi elaborada a partir dos contributos das Revis&otilde;es de Vida Oper&aacute;rias enviadas pelas Equipas de Base e Diocesanas. <\/span><\/div>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> Reflete por isso mesmo um olhar atento e conhecedor de quem vive e sente solidariamente as ang&uacute;stias e as esperan&ccedil;as destes tempos dif&iacute;ceis. Est&aacute; fundamentada na Palavra de Deus e no Ensino Social da Igreja que nos impele a ser ap&oacute;stolos e profetas no mundo do trabalho, com a firme convic&ccedil;&atilde;o de que &eacute; pelo testemunho de vida e pelo envolvimento c&iacute;vico nas organiza&ccedil;&otilde;es culturais, sociais, sindicais e eclesiais que materializamos a voca&ccedil;&atilde;o laical de evangelizadores no mundo do trabalho.  A desvaloriza&ccedil;&atilde;o do trabalho humano e a consequente destrui&ccedil;&atilde;o de tantos postos de trabalho fizeram aumentar compulsivamente a precariza&ccedil;&atilde;o laboral e o desemprego estrutural com um efeito devastador na vida de tantos homens e mulheres e das suas fam&iacute;lias. Na perspetiva crist&atilde;, o ser humano sem trabalho digno n&atilde;o se realiza, n&atilde;o tem independ&ecirc;ncia econ&oacute;mica, n&atilde;o contribui para o desenvolvimento social, sente-se exclu&iacute;do por n&atilde;o ter oportunidade de participar da obra do Criador.  O trabalho digno e justamente remunerado &eacute; pilar fundamental do progresso, centrado no homem e na mulher, que prioriza a justi&ccedil;a social, a distribui&ccedil;&atilde;o da riqueza e respeita a sustentabilidade dos recursos naturais.  Estas s&atilde;o as linhas sugeridas como priorit&aacute;rias para a vida e a&ccedil;&atilde;o do Movimento para o pr&oacute;ximo tri&eacute;nio e que passamos a desenvolver.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><em><strong><span style=\"font-size: small;\"><b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\">V<\/b><\/span>ER<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"><b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\"> &#8211; Desvaloriza&ccedil;&atilde;o do trabalho<\/b>   <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> O ser humano sem trabalho digno n&atilde;o se realiza, n&atilde;o contribui para o desenvolvimento social nem para a riqueza do pa&iacute;s e fica &agrave; margem da sociedade. Com o pretexto de resolver parte do desemprego, os direitos dos trabalhadores, conseguidos com muito esfor&ccedil;o, est&atilde;o a ser retirados, tornando as rela&ccedil;&otilde;es laborais muito fragilizadas para quem trabalha.  H&aacute; claramente uma desvaloriza&ccedil;&atilde;o do trabalho, a qual leva &agrave; destrui&ccedil;&atilde;o de postos de trabalho e consequentemente &agrave; pobreza.  A classe trabalhadora est&aacute; cada vez mais pobre, esmagada e sem condi&ccedil;&otilde;es de vida digna.  O sistema econ&oacute;mico atual n&atilde;o respeita o\/a trabalhador\/a como pessoa com outras necessidades (culturais, afetivas&hellip;), tratando-o\/a como objeto. A conjuntura econ&oacute;mica, que tem estado a ser criada, tipo casino, onde os especuladores saem sempre a ganhar e as op&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas t&ecirc;m levado a uma acentuada desregulamenta&ccedil;&atilde;o das leis do trabalho, parecem ser propositadas. Este sistema econ&oacute;mico n&atilde;o tem em conta os trabalhadores e as suas fam&iacute;lias. Crescem as depress&otilde;es; aumenta a fome, a mis&eacute;ria e o n&uacute;mero de pessoas a viverem na rua; aumenta o &ldquo;trabalho negro&rdquo; ilegal, sem descontos para a seguran&ccedil;a social e com sal&aacute;rios abaixo dos 300 euros; as pessoas desempregadas passaram a aceitar qualquer &ldquo;coisa&rdquo;. Estamos a criar uma sociedade submissa, que aceita tudo, com medo de perder umas &ldquo;migalhas&rdquo; que ainda se consegue aqui e ali, que sobra da &ldquo;mesa&rdquo; dos ricos; aumentam as greves, principalmente daqueles trabalhadores que t&ecirc;m v&iacute;nculos aparentemente mais est&aacute;veis.  Estamos numa fase de mudan&ccedil;a do conceito de trabalho. &nbsp; <b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\">2- Desemprego e trabalho prec&aacute;rio<\/b> Existe pouco conhecimento das leis de trabalho por parte dos trabalhadores e o n&atilde;o cumprimento das leis por parte de alguns empregadores, que s&oacute; querem lucro. Nas rela&ccedil;&otilde;es de trabalho ainda h&aacute; muito a mudar, devem ser baseadas no respeito m&uacute;tuo, nas leis que as regem e no di&aacute;logo aberto e sincero. &Eacute; necess&aacute;rio haver mudan&ccedil;as de mentalidade, nos trabalhadores e nos empregadores. Os trabalhadores n&atilde;o sabem, muitas vezes, para quem trabalham, nem sabem quem s&atilde;o os seus patr&otilde;es. Funcionam como meros prestadores de servi&ccedil;os das empresas.  H&aacute; contratos fraudulentos: os trabalhadores, dentro da mesma empresa, s&atilde;o obrigados a assinarem novos contratos, porque t&ecirc;m medo de perder os seus postos de trabalho e, desta forma, perdem os seus direitos.  Os trabalhadores est&atilde;o sob grande press&atilde;o nos seus locais de trabalho, devido &agrave;s exig&ecirc;ncias que lhes s&atilde;o impostas, relativamente &agrave; sobrecarga de hor&aacute;rios de trabalho, sentindo-se desmotivados e deprimidos, sendo esta realidade mais marcante nos jovens.  O desemprego provoca uma instabilidade pessoal muito grande: gera ego&iacute;smo, revolta, um sentimento de impot&ecirc;ncia perante a vida, falta de autoestima e esperan&ccedil;a no futuro.  Continuam a germinar novas ideias para criar empregos em Portugal, mas s&atilde;o pouco divulgadas pela comunica&ccedil;&atilde;o social, porque est&aacute; dominada pelos grandes grupos econ&oacute;micos. Para al&eacute;m do aumento do desemprego, dos sal&aacute;rios em atraso, da precariedade laboral, h&aacute; ainda o problema do aumento da carga fiscal; descontos abusivos nas reformas e nos rendimentos sobre o trabalho; confisco dos sal&aacute;rios por parte dos Bancos; aumento do custo dos bens de consumo de primeira necessidade e dos servi&ccedil;os p&uacute;blicos; desinvestimento na cultura; demiss&atilde;o do Estado das suas fun&ccedil;&otilde;es sociais prim&aacute;rias; injusta reparti&ccedil;&atilde;o da riqueza. Muita gente apenas consegue sobreviver atrav&eacute;s de pequenos trabalhos remunerados, por vezes publicitados atrav&eacute;s do facebook entre o c&iacute;rculo de amigos, trabalhos sem impostos e que por vezes constituem o extra necess&aacute;rio para completar o baixo sal&aacute;rio, subs&iacute;dio de desemprego ou rendimento m&iacute;nimo.  Muitos trabalhadores sentem a humilha&ccedil;&atilde;o da procura constante de trabalho, dos carimbos exigidos e da resposta a todos os an&uacute;ncios. Acaba o subs&iacute;dio de desemprego e a maior parte dos desempregados n&atilde;o encontra trabalho. O direito ao trabalho &eacute; cada vez mais amea&ccedil;ado. &ldquo;And&aacute;mos tantos anos a lutar pela redu&ccedil;&atilde;o do hor&aacute;rio de trabalho e aumento do sal&aacute;rio m&iacute;nimo e agora de um momento para o outro tiram-nos quase tudo&rdquo;. Quando os trabalhadores denunciam atitudes incorretas e problemas, arriscam-se a perder o trabalho, a ficar no desemprego e com mais dificuldades em conseguir novo trabalho. Aumenta a solid&atilde;o for&ccedil;ada por exclus&atilde;o do meio laboral. &nbsp; &nbsp; <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"><b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\">3 &#8211; Organiza&ccedil;&otilde;es dos Trabalhadores<\/b>   <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> Os trabalhadores est&atilde;o pouco organizados, n&atilde;o s&atilde;o solid&aacute;rios uns com os outros. H&aacute; trabalhadores que procuram as organiza&ccedil;&otilde;es sindicais para se sentirem acompanhados e exigirem os seus direitos. Outros h&aacute;, que acreditam pouco nas associa&ccedil;&otilde;es de trabalhadores, recorrendo apenas a estas quando t&ecirc;m problemas. As estruturas sindicais vivem voltadas sobre si, desconhecedoras dos problemas concretos dos trabalhadores. Isto reflete-se numa quase total aus&ecirc;ncia de organiza&ccedil;&atilde;o nos locais de trabalho, resultando num sindicalismo orientado das c&uacute;pulas para as bases e n&atilde;o ao inv&eacute;s. As mudan&ccedil;as, trazidas pelas tecnologias e a globaliza&ccedil;&atilde;o, afetam o mundo do trabalho e exigem que todos n&oacute;s, sobretudo as Organiza&ccedil;&otilde;es Sindicais, sejamos capazes de propor solu&ccedil;&otilde;es genu&iacute;nas, geradoras de unidade, esperan&ccedil;a e confian&ccedil;a no futuro.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\">4 &ndash; A situa&ccedil;&atilde;o nas Empresas<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&Eacute; not&oacute;rio, por parte de alguns empres&aacute;rios, o aproveitamento da situa&ccedil;&atilde;o para explorar os mais fr&aacute;geis e vulner&aacute;veis, que perante as suas dificuldades v&ecirc;em-se impotentes para se defenderem.  Acontece com frequ&ecirc;ncia o despedimento no fim do contrato por gravidez; o sal&aacute;rio que n&atilde;o corresponde com o que est&aacute; mencionado no respetivo contrato; a oferta de trabalho sem descontos para seguran&ccedil;a social; a proposta de trabalho a um euro &agrave; hora.  H&aacute; empresas que encerram de um dia para o outro sem respeito pela legalidade, levando muitos trabalhadores a esperar meses pela documenta&ccedil;&atilde;o para requererem o subs&iacute;dio de desemprego. Vive-se nas empresas um clima de medo, falta a cultura do di&aacute;logo entre o patr&atilde;o e o oper&aacute;rio que leva &agrave; falta de solidariedade e ao ego&iacute;smo. Existe falta de humanidade nas rela&ccedil;&otilde;es humanas, no trabalho, mas tamb&eacute;m na vida em geral, n&atilde;o se respeita a dignidade humana e s&oacute; se pensa no bem-estar pr&oacute;prio. No plano nacional houve e h&aacute; desinvestimento na economia desenvolvida pelas micro, pequenas e m&eacute;dias empresas que continuam a registar falta de financiamento, enquanto o poder pol&iacute;tico deixar o poder financeiro investir na especula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se investe nas pequenas empresas para criar emprego. Alterou-se o sistema banc&aacute;rio e tornou-se dif&iacute;cil o acesso ao empr&eacute;stimo para as empresas; a gest&atilde;o das empresas &eacute; mais dif&iacute;cil, devido &agrave; concorr&ecirc;ncia do mercado e &agrave; globaliza&ccedil;&atilde;o. H&aacute; pouca responsabilidade social das empresas e falta a &eacute;tica e a transpar&ecirc;ncia na gest&atilde;o das mesmas.  H&aacute; necessidade da forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua, de modo a capacitar os trabalhadores para um melhor desempenho profissional e para a sua pr&oacute;pria valoriza&ccedil;&atilde;o. &nbsp; &nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"><b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\">5 &#8211; O poder financeiro e econ&oacute;mico sobreposto ao poder pol&iacute;tico<\/b>   <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> Estamos a viver a transi&ccedil;&atilde;o de uma sociedade para outro sistema de sociedade &ndash; de uma sociedade com uma forte preocupa&ccedil;&atilde;o social, para uma sociedade liberal ou ultraliberal, em que os mais poderosos decidem e os outros obedecem.  Vive-se numa sociedade desestruturada, que n&atilde;o se preocupa nem se compadece com as situa&ccedil;&otilde;es do desemprego. Quem governa n&atilde;o pensa a sociedade baseada no ser humano, mas sim servindo for&ccedil;as que t&ecirc;m poder e interesse, para tirar proveito financeiro das pessoas e das sociedades.  A governa&ccedil;&atilde;o de Portugal e da restante Uni&atilde;o Europeia &eacute; baseada em pol&iacute;ticas profundamente prejudiciais para os trabalhadores, desempregados, prec&aacute;rios, reformados e cidad&atilde;os de RSI ou sem qualquer rendimento. N&atilde;o existe uma pol&iacute;tica de cria&ccedil;&atilde;o de emprego. As pol&iacute;ticas dominantes s&atilde;o impulsionadas pelo mercado financeiro, que d&aacute; primazia &agrave; iniciativa privada e ao com&eacute;rcio global liberalizado e deslocalizado. A recess&atilde;o econ&oacute;mica e o ataque generalizado e r&aacute;pido ao Estado Social s&atilde;o consequ&ecirc;ncia dessas pol&iacute;ticas.  H&aacute; falta de investimento e fuga de capitais para o estrangeiro, mesmo nos pa&iacute;ses mais pobres. Os impostos sobre o trabalho prestado s&atilde;o muito elevados. H&aacute;, claramente, falta de &eacute;tica. &nbsp; <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><b style=\"mso-bidi-font-weight:\nnormal\">6 &#8211; Prote&ccedil;&atilde;o social debilitada&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> O empobrecimento da popula&ccedil;&atilde;o, a diminui&ccedil;&atilde;o da natalidade, a emigra&ccedil;&atilde;o jovem e o aumento das pessoas idosas faz com que no futuro haja menos pessoas a produzir e a contribuir para a Seguran&ccedil;a Social, ficando esta institui&ccedil;&atilde;o mais debilitada para poder desempenhar a sua verdadeira fun&ccedil;&atilde;o: garantir o cumprimento de direitos dos contribuintes &ndash; direitos humanos e constitucionais-, como, por exemplo, o pagamento das reformas. Os mais pobres veem reduzidos o acesso &agrave; sa&uacute;de, dado o brutal aumento nas taxas moderadoras para os fracos recursos econ&oacute;micos que possuem. A qualidade da sa&uacute;de e educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blicas est&atilde;o a ser postas em causa.  Soma-se a este problema o das rendas de casa mais caras, que a nova lei do arrendamento veio introduzir. H&aacute; um acr&eacute;scimo da economia paralela (os biscates) &#8211; Economia de Sobreviv&ecirc;ncia, de complemento do sal&aacute;rio. Muitas destas pessoas est&atilde;o a recorrer &agrave; ajuda das institui&ccedil;&otilde;es eclesiais e civis de car&aacute;cter social, como forma de minimizar as suas car&ecirc;ncias alimentares, escolares e de habita&ccedil;&atilde;o.  &nbsp; <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"><b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\">&nbsp;<\/b>   <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> &nbsp; <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"><b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\">7 &#8211; Fam&iacute;lia <\/b>   <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> Surge um novo conceito de fam&iacute;lia mais alargada, em que av&oacute;s e outros membros pr&oacute;ximos se envolvem, partilhando saberes e bens. H&aacute; fam&iacute;lias cujos pais est&atilde;o reformados, com reformas m&iacute;nimas. Est&atilde;o, tamb&eacute;m, a passar priva&ccedil;&otilde;es para poderem ajudar os filhos e netos que, sem trabalho, tiveram que lhes pedir ajuda para poderem sobreviver. &nbsp; <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Quando o problema de falta de trabalho surge em fam&iacute;lias pouco estruturadas e em pessoas com pouca forma&ccedil;&atilde;o, a&iacute; se torna mais grave e vive-se em pobreza absoluta.&nbsp;   &nbsp; <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> H&aacute; fam&iacute;lias em que se deixou de conversar, se discute, e at&eacute; h&aacute; agress&atilde;o verbal, desde que os seus membros perderam o emprego ou est&atilde;o em risco de o perder.  Existem fam&iacute;lias que deixam os seus idosos em lares sem se informarem devidamente das condi&ccedil;&otilde;es destes, se as instala&ccedil;&otilde;es s&atilde;o adequadas, se o pessoal tem forma&ccedil;&atilde;o e se t&ecirc;m licen&ccedil;a para funcionar. Existem cada vez mais casais desempregados com idades em que dificilmente se empregam, outros foram obrigados a reformarem-se, porque as suas empresas encerraram, e foram surpreendidos com reformas de mis&eacute;ria. Aumenta o endividamento; dificuldades de subsist&ecirc;ncia; dificuldade em continuar a dar forma&ccedil;&atilde;o aos filhos, comprometendo o seu futuro. H&aacute; fam&iacute;lias obrigadas a partilhar a mesma habita&ccedil;&atilde;o (filhos que voltam &agrave; casa dos pais por n&atilde;o terem capacidade de se auto sustentar, sem privacidade na vida familiar). A instabilidade e mobilidade causam enormes sacrif&iacute;cios na organiza&ccedil;&atilde;o familiar, dificultam a constitui&ccedil;&atilde;o de fam&iacute;lia por parte dos jovens e provocam a redu&ccedil;&atilde;o da natalidade. &nbsp; &nbsp; <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"><b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\">8 &ndash; <\/b><b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\">Emigra&ccedil;&atilde;o <\/b>   <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> S&atilde;o sobretudo os jovens e as pessoas com mais idade as mais atingidas. N&atilde;o h&aacute; trabalho para os jovens e quando aparece alguma coisa, n&atilde;o referem as habilita&ccedil;&otilde;es para n&atilde;o serem recusados no trabalho que lhes apareceu e que &eacute; quase sempre tempor&aacute;rio. S&atilde;o explorados, abusados e espezinhados nos seus direitos.  A emigra&ccedil;&atilde;o parece ser a &uacute;nica porta. Os jovens, que s&atilde;o a esperan&ccedil;a da sociedade, vivem presentemente com muitas dificuldades e com o seu futuro hipotecado. Muitos jovens deixam de estudar, porque n&atilde;o t&ecirc;m meios financeiros para pagarem alojamento, propinas, alimenta&ccedil;&atilde;o&hellip; &ldquo;ainda n&atilde;o estou formada, e j&aacute; estou a viver os problemas profundos da sociedade atual&rdquo;. Temos tamb&eacute;m jovens que terminaram os seus estudos e que procuram emprego e n&atilde;o encontram, e n&atilde;o v&ecirc;m outra solu&ccedil;&atilde;o se n&atilde;o emigrar. Depois do Pa&iacute;s e das fam&iacute;lias terem investido na sua forma&ccedil;&atilde;o, saem para o estrangeiro deixando o Pa&iacute;s mais pobres (de c&eacute;rebros e de sangue novo), quando faziam falta para ajudar Portugal a sair da crise.  &nbsp; &nbsp; <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"><b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\">9 &#8211; Bem comum e democracia<\/b>   <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> O Estado (os governos) e as institui&ccedil;&otilde;es, em virtude das escolhas pol&iacute;ticas que fazem, n&atilde;o garantem o princ&iacute;pio do Bem Comum, ou seja, o bem-estar das pessoas e das fam&iacute;lias. H&aacute; um aumento da exclus&atilde;o social, d&eacute;fice democr&aacute;tico e incapacidade de se pensar o bem comum. Nota-se um condicionamento de liberdades e garantias no exerc&iacute;cio de direitos constitucionais e civilizacionais; dificuldade reivindicativa e de reagir a estes constrangimentos; risco de convuls&otilde;es sociais violentas e de conflitos internacionais, resultante da falta de solidariedade entre os povos em momentos de car&ecirc;ncia generalizada; risco de perda da soberania nacional e das refer&ecirc;ncias culturais que constituem o patrim&oacute;nio material e imaterial do pa&iacute;s e do povo.  Apesar das pessoas demonstrarem vontade de colaborar na partilha de bens alimentares e outros, atrav&eacute;s dos projetos sociais existentes na comunidade, continuam com tend&ecirc;ncia a isolar-se e com pouca disponibilidade para os outros, se estiver em causa a partilha do tempo para participar em iniciativas de luta contra as causas da pobreza, ou de assumir responsabilidades nas estruturas das organiza&ccedil;&otilde;es sociais, culturais e sindicais.  &nbsp; <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\"><b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\">10 &#8211; Centelhas de esperan&ccedil;a<\/b>   <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> Assiste-se ao acordar das pessoas para olhar para o seu semelhante, combatendo o seu ego&iacute;smo, tomando consci&ecirc;ncia de que n&atilde;o estamos s&oacute;s, que fazemos parte de um todo, que somos respons&aacute;veis pelos que est&atilde;o ao nosso lado. Vai-se notando um maior sentido &eacute;tico, insurgindo-se contra as injusti&ccedil;as e contra a corrup&ccedil;&atilde;o.  A crise tem levado as pessoas a serem mais solid&aacute;rias; as manifesta&ccedil;&otilde;es de indigna&ccedil;&atilde;o, sem viol&ecirc;ncia, s&atilde;o positivas; existe uma maior solidariedade familiar; tem aumentado o cultivo de pequenas hortas, para ajudar nas despesas e na alimenta&ccedil;&atilde;o. Quando se tem consci&ecirc;ncia da import&acirc;ncia da unidade &eacute; mais f&aacute;cil a defesa dos direitos.  &nbsp; <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"><b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\"><u><span style=\"text-decoration: none;\"><br \/>\n<\/span><\/u><\/b> <\/span><span style=\"font-size: small;\"><b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\"><u>JULGAR<\/u><\/b><\/span><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><span style=\"font-size: small;\">  <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\"><b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\">11 &#8211; Direito ao trabalho para todos<\/b>   <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> Ao analisarmos as situa&ccedil;&otilde;es de desemprego, de injusti&ccedil;a e explora&ccedil;&atilde;o, origem de grande sofrimento no seio dos trabalhadores e das fam&iacute;lias, verificamos que est&aacute; em causa a dignidade humana. &nbsp; <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">A mensagem do<i> <\/i>Papa para o Dia Mundial da Paz (1 de janeiro de 2013)<i> <\/i>declara<i> <\/i>que<i> &ldquo;N&atilde;o s&oacute; a dignidade do homem, mas tamb&eacute;m raz&otilde;es econ&oacute;micas, sociais e pol&iacute;ticas, exigem que se continue a perseguir como priorit&aacute;rio o objetivo do acesso ao trabalho para todos, tendo como condi&ccedil;&atilde;o preliminar uma renovada aprecia&ccedil;&atilde;o do trabalho fundada em princ&iacute;pios &eacute;ticos.&rdquo;<\/i>   <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> <i style=\"mso-bidi-font-style:normal\">&ldquo;O pleno emprego &eacute;, portanto, um objetivo obrigat&oacute;rio para todo o ordenamento econ&oacute;mico orientado para a justi&ccedil;a e o bem comum&rdquo;.<\/i> (Centesimus Annus n&ordm;31 e n&ordm; 43). O direito ao trabalho &eacute; um dos direitos sociais atualmente mais amea&ccedil;ados. &nbsp; <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Para isso muito tem contribu&iacute;do a desregulamenta&ccedil;&atilde;o do trabalho, como podemos constatar na enc&iacute;clica Caridade na Verdade de Bento XVI, no seu n&uacute;mero 25 &ldquo;<i style=\"mso-bidi-font-style:normal\">a desregulamenta&ccedil;&atilde;o do mundo do trabalho implicou a redu&ccedil;&atilde;o das redes de Seguran&ccedil;a Social acarretando grande perigo para os direitos dos trabalhadores, os direitos fundamentais do Homem e a solidariedade realizada pelas formas tradicionais do Estado social&rdquo;.<\/i>   <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> Apesar de ser um meio que est&aacute; ao servi&ccedil;o da pessoa, &eacute; um direito que a assiste e deve ser valorizado.<b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\"> &ldquo;<\/b><i style=\"mso-bidi-font-style:\nnormal\">O trabalho &eacute; um direito fundamental e &eacute; um bem para o homem um bem &uacute;til, digno dele porque apto a exprimir e a acrescer a dignidade humana. A Igreja ensina o valor do trabalho n&atilde;o s&oacute; porque este &eacute; sempre pessoal, mas tamb&eacute;m pelo car&aacute;cter de necessidade<\/i>. <i style=\"mso-bidi-font-style:normal\">O trabalho &eacute; necess&aacute;rio para formar e manter uma fam&iacute;lia humana&hellip; A considera&ccedil;&atilde;o das implica&ccedil;&otilde;es morais que a quest&atilde;o do trabalho comporta na vida social induz a Igreja a qualificar o desemprego como uma verdadeira calamidade social, sobretudo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s jovens gera&ccedil;&otilde;es<\/i>&rdquo; (CDSI 287). &nbsp; <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Muita da pobreza existente &eacute; &ldquo;<i style=\"mso-bidi-font-style:normal\">o resultado da viola&ccedil;&atilde;o da dignidade do trabalho humano seja porque as suas possibilidades s&atilde;o limitadas (desemprego e subemprego), seja porque s&atilde;o desvalorizados os direitos que dele brotam, especialmente o direito ao justo sal&aacute;rio, &agrave; seguran&ccedil;a da pessoa do trabalhador e da sua fam&iacute;lia&rdquo; (CV n&ordm; 63).<\/i>   <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> Olhando para a nossa realidade, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel ficar indiferente &agrave; situa&ccedil;&atilde;o de desemprego de muitos homens e mulheres. Este facto demonstra que alguma coisa n&atilde;o est&aacute; bem no que diz respeito &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho e do emprego, precisamente nos pontos mais cr&iacute;ticos e mais importantes no aspeto social (Laborem Exercens n&ordm;18). <i style=\"mso-bidi-font-style:normal\">&ldquo;A economia tem necessidade da &eacute;tica para o seu correto funcionamento; n&atilde;o de uma &eacute;tica qualquer mas de uma &eacute;tica amiga da pessoa&rdquo;<\/i> (CV n&ordm; 45). Neste momento o trabalho est&aacute; a ser minimizado, para desregularizar direitos, o que provoca a precariedade. A individualiza&ccedil;&atilde;o do trabalho desregula os direitos, e neste momento a rela&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as &eacute; desfavor&aacute;vel ao trabalho, havendo cada vez mais press&atilde;o para sal&aacute;rios baixos. Pretende-se ver o trabalho como um custo, para acabar com os v&iacute;nculos laborais, mas, existe na DSI, concretamente na Laborem Exercens, refer&ecirc;ncias ao primado do trabalho sobre o capital, direito do e ao trabalho, e tamb&eacute;m ao valor das rela&ccedil;&otilde;es laborais. &nbsp; &nbsp; <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"><b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\">12 &#8211; Sociedade justa e sustent&aacute;vel, com partilha do trabalho<\/b>   <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> Temos que ter a coragem de apresentar propostas arrojadas, contra a corrente estabelecida: por exemplo, a redu&ccedil;&atilde;o dos tempos de trabalho e a idade das reformas, para que mais trabalhadores e trabalhadoras, principalmente jovens, possam ter trabalho. Todos temos de nos questionar, sobre o estilo de vida que levamos. E sobre a forma como utilizamos o dinheiro.  Os recursos naturais que existem n&atilde;o chegam para todo o mundo viver com o n&iacute;vel de vida da Europa, apesar da crise. Que solidariedade defendemos e praticamos? &nbsp; <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">&Eacute; necess&aacute;rio ter como crit&eacute;rio de vida os valores do evangelho &ldquo;<i style=\"mso-bidi-font-style:\nnormal\">Quem tiver duas t&uacute;nicas, reparta com quem n&atilde;o tem nenhuma; e quem tiver mantimentos fa&ccedil;a o mesmo&rdquo; (Lc 3,10).<\/i>   <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> <i style=\"mso-bidi-font-style:normal\">&ldquo;A crise obriga-nos a projetar de novo o nosso caminho, a impor-nos novas regras e encontrar novas formas de empenhamento, a apostar em experi&ecirc;ncias positivas e rejeitar as negativas. Assim, a crise torna-se ocasi&atilde;o de discernimento e elabora&ccedil;&atilde;o de nova planifica&ccedil;&atilde;o&rdquo; <\/i>(CV n&ordm;21). <i style=\"mso-bidi-font-style:normal\">&ldquo;O lucro &eacute; &uacute;til se, como meio, for orientado para um fim que lhe indique o sentido e o modo como o produzir e utilizar. O objetivo exclusivo de lucro, quando mal produzido e sem ter como fim &uacute;ltimo o bem comum arrisca-se a destruir riqueza e criar pobreza&rdquo;<\/i>. (CV n&ordm;21) Precisamos de pensar n&atilde;o s&oacute; em valores monet&aacute;rios, mas pensar, igualmente, num mundo sustent&aacute;vel. Neste sentido somos interpelados a apostar num estilo de vida simples, com dignidade. Temos necessidade de criar novos empregos atrav&eacute;s da partilha do trabalho. &nbsp; <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\"><b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\">13 &#8211; Compromisso social crist&atilde;o<\/b>   <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> Somos chamados a ser ap&oacute;stolos e profetas no mundo do trabalho.  &nbsp; <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Sentimos a dificuldade da tarefa quando interpelados a assumir a nossa responsabilidade num mundo confuso e ruidoso, que n&oacute;s acreditamos ser poss&iacute;vel humanizar, sem contudo compreendermos na totalidade a exig&ecirc;ncia e a radicalidade daquilo que nos &eacute; pedido: <i style=\"mso-bidi-font-style:normal\">&ldquo;quem olha para tr&aacute;s depois de deitar a m&atilde;o ao arado, n&atilde;o &eacute; apto para o Reino de Deus&rdquo;( Lc.9,62).<\/i>   <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> Hoje, interrogamo-nos sobre o lugar e o respeito pelos direitos humanos e sociais dos trabalhadores e dos desempregados. Como crist&atilde;os n&atilde;o podemos ficar indiferentes, mas sentimo-nos impotentes perante a falta de trabalho para todos. Devemos sentir-nos indignados com as injusti&ccedil;as, mas sem &oacute;dio no cora&ccedil;&atilde;o; com &oacute;dio n&atilde;o se consegue ver nada de positivo, nem abrir-nos aos outros.  &nbsp; <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Vendo a realidade com olhos de f&eacute;, tudo se torna menos dram&aacute;tico. <i style=\"mso-bidi-font-style:\nnormal\">&ldquo;Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos&rdquo; (Mt 11, 28);<\/i>   <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> &ldquo;<i style=\"mso-bidi-font-style:normal\">V&oacute;s sois o sal da terra, V&oacute;s sois a luz do mundo<\/i>&rdquo; (Mt 5, 13-16). Ora, ser sal e luz &eacute; ajudar as pessoas a ver pequenas solu&ccedil;&otilde;es para a sua vida, (um direito que elas n&atilde;o conheciam; uma associa&ccedil;&atilde;o que pode ajudar; transmitir confian&ccedil;a e auto-estima &agrave; pessoa; reconhecer-lhe valor&#8230;). Ser Sal e Luz, obriga-nos a ter atitudes pessoais que promovam a justi&ccedil;a; a recusarmos todas as formas de repress&atilde;o; a n&atilde;o querermos para os outros o que n&atilde;o queremos para n&oacute;s; a sermos justos, humanos e solid&aacute;rios. O texto da Gaudium et Spes n&ordm; 4, ajuda a situar a miss&atilde;o do crist&atilde;o face &agrave;s realidades vividas. &nbsp; <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"><i style=\"mso-bidi-font-style:normal\">(&hellip;) Para levar a cabo esta miss&atilde;o, &eacute; dever da Igreja investigar a todo o momento os sinais dos tempos, e interpret&aacute;-los &agrave; luz do Evangelho; para que assim possa responder, de modo adaptado em cada gera&ccedil;&atilde;o, &agrave;s eternas perguntas dos homens acerca do sentido da vida presente e da futura, e da rela&ccedil;&atilde;o entre ambas. &Eacute;, por isso, necess&aacute;rio conhecer e compreender o mundo em que vivemos, as suas esperan&ccedil;as e aspira&ccedil;&otilde;es, e o seu car&aacute;cter tantas vezes dram&aacute;tico (&hellip;.). <\/i>   <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> Todos temos de nos empenhar na transforma&ccedil;&atilde;o do que est&aacute; mal, o que faz sofrer as pessoas (L. G. 31) Os crist&atilde;os parecem ainda n&atilde;o estar suficientemente despertos para as causas do empobrecimento generalizado. Em geral, s&atilde;o solid&aacute;rios mas parecem alheios ou demasiado concentrados em si pr&oacute;prios, com dificuldade em pensar em conjunto os problemas e as suas causas, com dificuldade em doar o que lhes faz falta, por exemplo um pouco de tempo para si (para crescer na f&eacute;) e para os outros. Assim &eacute; mais dif&iacute;cil a Igreja desempenhar a miss&atilde;o de estar ao lado dos pobres: <i style=\"mso-bidi-font-style:normal\">&ldquo;H&aacute; um paradoxo que atravessa a rela&ccedil;&atilde;o da Igreja portuguesa com a pobreza: &eacute; ineg&aacute;vel que a Igreja se preocupa com os pobres e est&aacute; na primeira linha da ajuda direta aos pobres. Mas enquanto faz isso, tem um d&eacute;fice manifesto em tudo o que se refere &agrave; den&uacute;ncia dos processos de empobrecimento, das situa&ccedil;&otilde;es de injusti&ccedil;a na g&eacute;nese da pobreza e na forma&ccedil;&atilde;o da consci&ecirc;ncia dos crist&atilde;os acerca dos mecanismos da desigualdade e da exclus&atilde;o&rdquo; (Manuela Silva em entrevista Jornal P&uacute;blico de 10 out. 1999<\/i>). E constatamos que nas nossas igrejas locais estes problemas e as situa&ccedil;&otilde;es dram&aacute;ticas de tanta gente e de tantas fam&iacute;lias encontram pouco eco. Falta a cultura de proximidade. A vida das pessoas e das comunidades &ndash; os seus problemas, os seus anseios e as suas inquieta&ccedil;&otilde;es, parece que n&atilde;o t&ecirc;m lugar dentro da Igreja, n&atilde;o se partilha nem se ouvem as ang&uacute;stias e lamentos do povo de Deus! Tamb&eacute;m, por isso, dificilmente as pessoas, ao sair da porta da igreja, se sentem interpeladas e comprometidas com os seus irm&atilde;os na f&eacute; em agir e unir esfor&ccedil;os para, na medida das suas possibilidades, ajudar os outros e combater as injusti&ccedil;as. &nbsp; <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">&Eacute; necess&aacute;rio inventar novas formas de solidariedade: &ldquo;<i style=\"mso-bidi-font-style:normal\">As circunst&acirc;ncias, geradoras de novas formas de pobreza, exigem respostas novas de solidariedade, respostas mais criativas e mais adequadas &agrave;s reais necessidades das pessoas mas tamb&eacute;m &agrave; dignidade de quem vive situa&ccedil;&otilde;es novas de pobreza&rdquo;(Jos&eacute; Dias da Silva -Viver o Evangelho, servindo a Pessoa e a Sociedade, inicia&ccedil;&atilde;o &agrave; DSI).<\/i>   <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> Nas reflex&otilde;es dos pequenos grupos tentamos descobrir sinais de que Deus n&atilde;o abandona o Seu Povo, e a&iacute; encontrar motiva&ccedil;&atilde;o para sermos mensageiros da alegria e da esperan&ccedil;a, dando raz&otilde;es do nosso acreditar, da nossa f&eacute;.  A mensagem da Boa Nova do Evangelho convoca-nos para um mundo de Amor, de Justi&ccedil;a e de Paz.  Temos de continuar a sonhar, continuar a acreditar que &eacute; poss&iacute;vel outro tipo de vida e de sociedade, sem nos acomodarmos a um estilo de vida ego&iacute;sta. A f&eacute; aliada &agrave; esperan&ccedil;a &eacute; o &ldquo;porto seguro&rdquo; quando nos cruzamos com as dificuldades. Em muitos momentos da hist&oacute;ria as sociedades passaram por muitas crises e sempre as resolveram e no fim o mundo ficou melhor.  Temos o dever de sermos pioneiros em implementar e experimentar uma nova viv&ecirc;ncia social, baseada nos valores crist&atilde;os, onde se possa testemunhar que uma outra organiza&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica e social &eacute; poss&iacute;vel. As primeiras comunidades crist&atilde;s e o pr&oacute;prio projeto de Jesus Cristo, remetem-nos para a distribui&ccedil;&atilde;o dos bens, para que todos vivam com dignidade (At 2,42-47).  O direito &agrave; vida exige a justi&ccedil;a distributiva e est&aacute; acima dos crit&eacute;rios do mercado. &nbsp; <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"><b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\">AGIR<\/b>   <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"><b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\"><u>Na sociedade<\/u><\/b><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> <b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\">14 &#8211;<\/b> Denunciar profeticamente as situa&ccedil;&otilde;es de injusti&ccedil;a laboral e social a n&iacute;vel local, nacional e internacional, apoiando as pessoas e levando-as a tomarem consci&ecirc;ncia das realidades. &nbsp; <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"><b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\">15<\/b> &#8211; Conhecer e divulgar os direitos dos trabalhadores e dos cidad&atilde;os no que diz respeito ao trabalho, &agrave; sa&uacute;de, &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, &agrave; habita&ccedil;&atilde;o e &agrave; prote&ccedil;&atilde;o social. Defender os direitos sociais para todos os que realmente precisam e incentivar os cidad&atilde;os a exercer o dever e a responsabilidade que adv&eacute;m da cidadania, participando ativamente na vida associativa, sindical, politica e eclesial.&nbsp;   &nbsp; <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> &nbsp; <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"><b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\">16<\/b> &#8211; Debater e aprofundar as mudan&ccedil;as que surgem no mundo do trabalho, distinguindo entre as que implicam mercantiliza&ccedil;&atilde;o e injusti&ccedil;as sociais e as que promovem o bem-estar dos trabalhadores e uma sociedade sustent&aacute;vel. Que as altera&ccedil;&otilde;es ou as mudan&ccedil;as sejam sempre precedidas de debate p&uacute;blico, e que nelas prevale&ccedil;a sempre o bem comum e a dignidade humana.&nbsp;   &nbsp; <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> <b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\">17<\/b> &#8211; Defender o acesso ao trabalho digno e justamente remunerado para todos, no respeito pela capacidade e individualidade de cada um, combatendo o duplo emprego, os sal&aacute;rios escandalosos, e o desvio do capital e dos lucros da empresa para investimentos especulativos, em vez de aplica-los na produ&ccedil;&atilde;o de bens &uacute;teis &agrave; sociedade. Defender a redu&ccedil;&atilde;o de hor&aacute;rios e ritmos de trabalho. Exigir uma maior transpar&ecirc;ncia na gest&atilde;o financeira das empresas e uma melhor organiza&ccedil;&atilde;o dos recursos humanos; valorizar a negocia&ccedil;&atilde;o nas rela&ccedil;&otilde;es de trabalho. Lutar pela redu&ccedil;&atilde;o de tempo de trabalho, para que este bem precioso possa ser distribu&iacute;do por todos. <b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\">18<\/b> &#8211; Fomentar o di&aacute;logo social com o Estado, no interior das empresas, enquanto base da concerta&ccedil;&atilde;o entre parceiros sociais ao n&iacute;vel nacional e na UE. Afirmar os princ&iacute;pios da &eacute;tica, da responsabilidade social, da transpar&ecirc;ncia e da democracia, permitindo que as comunidades onde est&atilde;o inseridas as empresas, o estado, os cidad&atilde;os em geral, e os seus trabalhadores, em particular, usufruam equitativamente dos rendimentos e dos lucros da sua produ&ccedil;&atilde;o, comercializa&ccedil;&atilde;o ou servi&ccedil;os.  <b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\">19<\/b> &ndash; Afirmar o princ&iacute;pio da subsidiariedade. Incentivar os desempregados e os cidad&atilde;os a tomarem nas suas m&atilde;os o destino das suas vidas, tornando-se protagonistas na procura de solu&ccedil;&otilde;es para os problemas individuais e da comunidade.  <b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\">20<\/b> &#8211; Estimular o interesse pela forma&ccedil;&atilde;o profissional permanente e integral, para a vida como forma de adquirir e partilhar saberes. &nbsp; <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"><b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\">21<\/b> &ndash; Desenvolver uma cultura de proximidade; alertar para responsabilidade c&iacute;vica e crist&atilde;.&nbsp;   &nbsp; <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> <b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\">22<\/b> &#8211; Despertar para import&acirc;ncia da educa&ccedil;&atilde;o financeira, do consumo respons&aacute;vel, do discernimento do que &eacute; essencial para viver com dignidade e qualidade, e do que &eacute; sup&eacute;rfluo, no respeito pelos recursos naturais e pelos bens universais que s&atilde;o de todos.  <b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\">23<\/b> &#8211; Promover a interajuda familiar, tendo em conta as novas realidades (v&aacute;rias gera&ccedil;&otilde;es na mesma casa), como uma oportunidade de se recriarem novas formas de viver, com estilos de vida mais s&oacute;brios e coerentes, com os valores da fraternidade e da solidariedade intergeracional, prevenindo a agressividade e a viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica, e transmitindo os valores humanos e crist&atilde;os, que sustentam o bem comum.  <b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\">24<\/b> &#8211; Dar aten&ccedil;&atilde;o aos novos fen&oacute;menos da emigra&ccedil;&atilde;o, que afeta jovens e adultos, os quais se obrigam a partir &agrave; procura de trabalho, de melhores condi&ccedil;&otilde;es de vida. Alertar para o empobrecimento do pa&iacute;s, provocada pela emigra&ccedil;&atilde;o de jovens qualificados, necess&aacute;rios ao nosso desenvolvimento, o que isto implica e as consequ&ecirc;ncias para a fam&iacute;lia. <b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\">25<\/b> &#8211; Continuar atentos e acolher os imigrantes que chegam at&eacute; n&oacute;s; que fogem da fome, da guerra, da persegui&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e religiosa, e da falta de condi&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas de sobreviv&ecirc;ncia. Ajudar a sua integra&ccedil;&atilde;o na sociedade portuguesa.  <b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\">26<\/b> &ndash; Exigir dos governantes pol&iacute;ticas de cria&ccedil;&atilde;o de emprego, sustent&aacute;vel e rent&aacute;vel, como base de sustenta&ccedil;&atilde;o da economia.  <b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\">27<\/b> &#8211; Acreditar no protagonismo e na capacidade de cada um, como ator de mudan&ccedil;a, para uma sociedade mais justa e fraterna, onde todos podem viver dignamente. Por isso, devemos ser mais pr&oacute;-ativos, usarmos a internet e as redes sociais, para partilhar informa&ccedil;&atilde;o e as boas ideias. <b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\">28<\/b> &#8211; Intervir e levar outros a intervir e a comprometer-se mais ativamente nas associa&ccedil;&otilde;es locais, nas autarquias, nos sindicatos e nas organiza&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas. Apoiar um sindicalismo de base, livre de t&aacute;ticas e estrat&eacute;gias partid&aacute;rias. &nbsp; <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;  <b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\"><u><span style=\"text-decoration: none;\"><br \/>\n<\/span><\/u><\/b> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"> <b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\"><u>No M<\/u><\/b><b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\"><u>ovimento<\/u><\/b>   &nbsp; <b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\">29<\/b> &#8211; Estimular os militantes locistas, para que atrav&eacute;s da RVO, estejam ainda mais preparados e seguros das suas convic&ccedil;&otilde;es, das raz&otilde;es da sua esperan&ccedil;a, e das propostas e desafios que estes tempos exigem, do modelo de sociedade que procuram e defendem para o mundo do trabalho; a utilizar bem toda a forma&ccedil;&atilde;o proporcionada no interior do movimento; reuni&otilde;es, encontros, semin&aacute;rios, Boletim de Militantes, Voz do Trabalho, Comunicados, Mensagem de Natal; a estar dispon&iacute;veis para aproveitar o que se faz na comunidade paroquial, nas associa&ccedil;&otilde;es sociais, culturais e sindicais.  <b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\">30<\/b> &ndash; Continuar a lutar e defender que a economia deve ter como objetivo central do desenvolvimento o ser humano, assente numa sociedade justa e sustent&aacute;vel. Desafiar a sociedade a ser promotora de uma solidariedade n&atilde;o assistencialista, mas de reconhecimento da dignidade da pessoa humana. <b>31<\/b> &#8211; <span lang=\"X-NONE\">Disponibilizar mais tempo para prestar servi&ccedil;o &agrave; comunidade onde estamos inseridos. Lutar contra o ego&iacute;smo, o consumismo que nos &eacute; imposto<\/span>. Combater<span lang=\"X-NONE\"> a corrup&ccedil;&atilde;o<\/span>. E<span lang=\"X-NONE\">xigir o respeito pelo ser humano, dando particular aten&ccedil;&atilde;o aos mais fr&aacute;geis. <\/span> <b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\">32<\/b> &#8211; Divulgar mais o nosso pensamento e as a&ccedil;&otilde;es individuais e coletivas, fundamentados nos nossos princ&iacute;pios crist&atilde;os. Devemos estar despertos para ouvir o que as pessoas t&ecirc;m para dizer, acolher as suas ang&uacute;stias, ajudando-as a descobrir respostas, despertando-as para a responsabilidade de se envolverem nessas mesmas respostas. Sermos realistas no olhar e na compreens&atilde;o das situa&ccedil;&otilde;es que vivemos, conjuntamente com todos os homens e mulheres do mundo do trabalho, no discernimento e na defini&ccedil;&atilde;o dos desafios, mas, sempre, portadores da esperan&ccedil;a que congrega, renova e interpela &agrave; mudan&ccedil;a para a justi&ccedil;a e equidade sociais. <b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\">33<\/b> &#8211; Afirmar a nossa f&eacute; em Jesus Cristo, nosso libertador. Ele disse: &ldquo;<i style=\"mso-bidi-font-style:normal\">Eu vim para que tenham vida e a tenham em abund&acirc;ncia&rdquo; (Jo. 10, 10). <\/i>Todos temos direito ao necess&aacute;rio para uma vida digna.  <b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\">34<\/b> &#8211; Envolvermo-nos e comprometermo-nos na dinamiza&ccedil;&atilde;o das organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil e na democratiza&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, campos de evangeliza&ccedil;&atilde;o, pois &eacute; neste dom&iacute;nio que se cresce em comunidade, que se decidem e discutem as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. <b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\">35<\/b> &#8211; Rever a nossa presen&ccedil;a e participa&ccedil;&atilde;o nas comunidades paroquiais: na catequese e noutras responsabilidades eclesiais na comunidade, como sejam os conselhos pastorais. Escutar, interpelar, propor ideias e a&ccedil;&otilde;es que contribuam para uma Igreja mais atenta aos pobres, &agrave;s injusti&ccedil;as e &agrave;s realidades do mundo do trabalho.  <b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\">36<\/b> &#8211; Afirmar a miss&atilde;o que est&aacute; definida para os leigos na edifica&ccedil;&atilde;o da ordem temporal, o compromisso de evangelizar o mundo onde vivemos e estamos inseridos. Estar disposto &agrave; convers&atilde;o e tomada de posi&ccedil;&otilde;es concretas. <b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\">37<\/b> &#8211; Fomentar locais de encontro, de debates, de tert&uacute;lias sobre tudo o que preocupa as pessoas das nossas comunidades, mas tamb&eacute;m sobre o que se passa no nosso pa&iacute;s e no mundo. Procurar envolver sempre as pessoas que s&atilde;o afetadas pelas realidades que queremos denunciar: desemprego, trabalho prec&aacute;rio, pobreza&hellip;Envolver, ainda, atrav&eacute;s de parcerias, outras organiza&ccedil;&otilde;es e movimentos, das par&oacute;quias e das dioceses, de forma especial os que se identificam com o compromisso social crist&atilde;o: Pastoral Oper&aacute;ria, Movimentos da A&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica e Pastoral Social. <b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\">38<\/b> &#8211; Criar no Movimento espa&ccedil;os espec&iacute;ficos de reflex&atilde;o e organiza&ccedil;&atilde;o, tendo em conta a situa&ccedil;&atilde;o de vida de cada um: trabalhadores com trabalho prec&aacute;rio, desempregados e reformados, comprometidos nos sindicatos, nas associa&ccedil;&otilde;es sociais, recreativas, pol&iacute;ticas e eclesiais. Aprofundar o conceito e o esp&iacute;rito da concerta&ccedil;&atilde;o social no interior do Movimento, sobretudo com os militantes integrados nas estruturas sindicais. <b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\">39<\/b> &#8211; Adaptar &agrave; realidade local, as linhas orientadoras decididas nos Congressos dando &agrave; nossa a&ccedil;&atilde;o evangelizadora de base, uma dimens&atilde;o Diocesana, Nacional e Internacional do Movimento de Trabalhadores Crist&atilde;os, contribuindo assim para que a solidariedade, a justi&ccedil;a, a partilha de trabalho, a dignidade e a esperan&ccedil;a se universalizem.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"><b style=\"mso-bidi-font-weight:normal\"><i style=\"mso-bidi-font-style:\nnormal\"><span style=\"line-height: 115%;\">&ldquo;Sociedade Justa e Sustent&aacute;vel, com Trabalho para Todos&rdquo; <\/span><\/i><\/b><\/span><\/div>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-483","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-12"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.9 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Linhas de Orienta\u00e7\u00e3o 2013 - 2016 - LOC-MTC<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/loc-mtc\/linhas-de-orientacao-2013-2016\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Linhas de Orienta\u00e7\u00e3o 2013 - 2016 - LOC-MTC\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"&ldquo;Sociedade Justa e Sustent&aacute;vel, com Trabalho para Todos&rdquo;\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/loc-mtc\/linhas-de-orientacao-2013-2016\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"LOC-MTC\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2013-06-09T09:52:00+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2016-11-06T17:20:24+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"admin1\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"admin1\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tempo estimado de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"35 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/loc-mtc\/linhas-de-orientacao-2013-2016\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/loc-mtc\/linhas-de-orientacao-2013-2016\/\"},\"author\":{\"name\":\"admin1\",\"@id\":\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/loc-mtc\/#\/schema\/person\/c246d41b85624d295a3e2baf4ec4fb20\"},\"headline\":\"Linhas de Orienta\u00e7\u00e3o 2013 &#8211; 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