{"id":608,"date":"2014-04-29T10:05:00","date_gmt":"2014-04-29T10:05:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2016-09-28T10:58:25","modified_gmt":"2016-09-28T10:58:25","slug":"por-uma-economia-justa-e-inclusiva-ao-servico-da-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/loc-mtc\/por-uma-economia-justa-e-inclusiva-ao-servico-da-vida\/","title":{"rendered":"Por uma Economia Justa e Inclusiva ao Servi\u00e7o da Vida"},"content":{"rendered":"<div><!--[if gte mso 9]><xml>\n <o:OfficeDocumentSettings>\n  <o:AllowPNG\/>\n <\/o:OfficeDocumentSettings>\n<\/xml><![endif]--><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">Posi&ccedil;&atilde;o do Grupo Economia e Sociedade nos 40 anos do 25 de Abril de 1974<\/span><\/span><\/div>\n<p style=\"margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:\nnormal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/p>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">O ponto de partida desta reflex&atilde;o &eacute; a den&uacute;ncia feita pelo Papa Francisco na Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica Evangelli Gaudium (53) de uma &ldquo;economia de exclus&atilde;o e de desigualdade social&rdquo;, uma economia onde os valores da vida e da dignidade humana s&atilde;o ignorados ou mesmo aviltados, uma economia que, como refere o Papa, &eacute; uma economia que &ldquo;mata&rdquo;.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">1. Os fundamentos.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">N&atilde;o podemos, no entanto, permanecer, apenas, numa postura de den&uacute;ncia. A den&uacute;ncia &eacute; s&oacute; o primeiro passo para que o mundo esperan&ccedil;oso anunciado possa acontecer. A Ressurrei&ccedil;&atilde;o &eacute; o an&uacute;ncio pleno de que o Mundo Novo &eacute; poss&iacute;vel e deve acontecer na viv&ecirc;ncia da alegria do Evangelho. J&aacute; Bento XVI na Enc&iacute;clica Caritas in Veritate (21) anunciava que &ldquo;A complexidade e gravidade da situa&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica actual preocupa-nos, com toda a justi&ccedil;a, mas devemos assumir com realismo, confian&ccedil;a e esperan&ccedil;a as novas responsabilidades a que nos chama o cen&aacute;rio de um mundo que tem necessidade duma renova&ccedil;&atilde;o cultural profunda e da redescoberta de valores fundamentais para construir sobre eles um futuro melhor&rdquo;.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">A constru&ccedil;&atilde;o permanente de um &ldquo;mundo melhor&rdquo; &eacute; no que com realismo, confian&ccedil;a e esperan&ccedil;a somos chamados a empenhar-nos. &Eacute;, tamb&eacute;m, este empenho que nos leva a, neste momento grave da vida do pa&iacute;s, vir explicitar a nossa den&uacute;ncia e o nosso compromisso. Como em anteriores tomadas de posi&ccedil;&atilde;o, movem-nos preocupa&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas e de responsabilidade c&iacute;vica pela constru&ccedil;&atilde;o de uma sociedade mais justa, mais inclusiva, mais solid&aacute;ria e onde o ser humano seja o primeiro sujeito de um desenvolvimento sustent&aacute;vel.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">A &aacute;rvore reconhece-se pelos seus frutos e vemos que ela se encontra carregada de frutos de empobrecimento que se reflectem numa vida pior para as pessoas, na destrui&ccedil;&atilde;o ou aliena&ccedil;&atilde;o dos recursos materiais e no esvaziamento de capacidades que o pa&iacute;s j&aacute; deteve para dar resposta &agrave;s suas necessidades essenciais e afirmar condi&ccedil;&otilde;es de competitividade numa situa&ccedil;&atilde;o de economia aberta. A crise est&aacute; instalada e as suas causas mais pr&oacute;ximas s&atilde;o de car&aacute;cter financeiro.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">2. A matriz financeira da crise e o seu impacto em Portugal.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">O ano de 2008 marca o in&iacute;cio da crise financeira internacional, com um conte&uacute;do conhecido, o da financeiriza&ccedil;&atilde;o da economia e dos riscos tomados pelos intermedi&aacute;rios financeiros.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">Inesperadamente, tudo pareceu ir desabar como um castelo de cartas. Exigiu-se, ent&atilde;o, regula&ccedil;&atilde;o e assun&ccedil;&atilde;o de responsabilidades. O empenhamento pareceu grande mas, rapidamente, tudo se desvaneceu. Aqueles que se vestiam de ladr&otilde;es passaram a vestir a capa de carcereiros. E como carcereiros, encontraram um instrumento adequado para a expia&ccedil;&atilde;o das culpas: a especula&ccedil;&atilde;o sobre a d&iacute;vida p&uacute;blica dos pa&iacute;ses que revelavam menor capacidade de resist&ecirc;ncia &agrave; especula&ccedil;&atilde;o financeira e que ficaram conhecidos como os pa&iacute;ses do ajustamento.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">Um desses pa&iacute;ses foi Portugal. At&eacute; 2008 a d&iacute;vida p&uacute;blica portuguesa n&atilde;o cresceu mais do que a de outros pa&iacute;ses que eram ditos possu&iacute;rem uma situa&ccedil;&atilde;o robusta. Mesmo ap&oacute;s 2008 a mudan&ccedil;a verificou-se n&atilde;o na tend&ecirc;ncia de crescimento da d&iacute;vida, mas na do servi&ccedil;o da d&iacute;vida, concretamente no aumento dos juros. N&atilde;o poderemos esquecer o que esse crescimento deve ao comportamento das ag&ecirc;ncias de rating.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">Apesar destas evid&ecirc;ncias, o resto da hist&oacute;ria &eacute; bem conhecido. Invocou-se que o Estado e os portugueses estavam a gastar acima das suas possibilidades e que haveria que reduzir a d&iacute;vida.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">Com esse pretexto todos os argumentos foram usados com vista a reduzir o bem-estar dos portugueses (necessidade da austeridade). A redu&ccedil;&atilde;o foi anunciada, inicialmente, como passageira e t&eacute;nue para, de forma cada vez mais ampla, se tornar crescentemente definitiva.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">As institui&ccedil;&otilde;es internacionais (Troika) que se dispuseram a intermediar o processo de reconstitui&ccedil;&atilde;o do capital financeiro tiveram o seu trabalho facilitado, uma vez que encontraram, a n&iacute;vel interno, preciosos aliados. Imputava-se &agrave; Troika a necessidade de adoptar medidas de pol&iacute;tica que os pr&oacute;prios respons&aacute;veis da governa&ccedil;&atilde;o ambicionavam fossem tomadas, mas que ainda n&atilde;o tinham ousado concretizar.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">A pol&iacute;tica econ&oacute;mica, em lugar de estar orientada para a promo&ccedil;&atilde;o de uma economia ao servi&ccedil;o da vida, tornou-se subordinada dos interesses da d&iacute;vida. Argumenta-se que, primeiro que tudo, h&aacute; que cumprir os compromissos perante os credores do capital financeiro, quaisquer que sejam os seus custos. Mas fica ent&atilde;o a pergunta de saber por que &eacute; que os interesses destes credores se devem sobrepor aos interesses de outros credores perante os quais o Estado assumiu, tamb&eacute;m, compromissos: reformados, pensionistas, funcion&aacute;rios p&uacute;blicos, benefici&aacute;rios de transfer&ecirc;ncias sociais, Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de, Educa&ccedil;&atilde;o, Justi&ccedil;a, etc.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">No direito privado sabe-se que quando uma empresa se confronta com uma situa&ccedil;&atilde;o de fal&ecirc;ncia, os trabalhadores s&atilde;o considerados como credores privilegiados; pergunta-se: e porque &eacute; que quando est&aacute; em discuss&atilde;o a d&iacute;vida p&uacute;blica, n&atilde;o &eacute; o mesmo que deve acontecer?<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">3. As desigualdades no gozo dos bens e no exerc&iacute;cio do poder.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">Recordemos o que na Enc&iacute;clica Populorum Progressio (9) se diz a prop&oacute;sito de situa&ccedil;&otilde;es equivalentes: &ldquo;Acresce o esc&acirc;ndalo de desigualdades clamorosas, n&atilde;o s&oacute; no gozo dos bens, como ainda no exerc&iacute;cio do poder&rdquo;.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">J&aacute; vimos que a estrat&eacute;gia de gest&atilde;o da d&iacute;vida tem como objectivo primeiro a reconstitui&ccedil;&atilde;o das perdas sofridas pelo capital financeiro internacional. Diz-se que &eacute; internacional, mas o facto de o ser n&atilde;o exclui as suas componentes nacionais. Com efeito, os sacrif&iacute;cios que os governantes optaram por impor, incidiram sobre os que vivem dos rendimentos do seu trabalho, passado (reformados e pensionistas) ou presente; directamente, atrav&eacute;s de cortes nas reformas, nas pens&otilde;es ou nas remunera&ccedil;&otilde;es e indirectamente, atrav&eacute;s de redu&ccedil;&otilde;es nos benef&iacute;cios sociais, quer se trate de transfer&ecirc;ncias sociais ou de benef&iacute;cios das presta&ccedil;&otilde;es decorrentes da exist&ecirc;ncia do Estado Social. N&atilde;o deixa de ser significativo o facto de a parte do PIB afecto aos rendimentos do trabalho ter vindo a diminuir ao longo do tempo. Por isso, acresce o esc&acirc;ndalo de desigualdades clamorosas.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">As medidas de pol&iacute;tica que t&ecirc;m vindo a ser adoptadas traduzem-se numa acelera&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de risco de pobreza, a que j&aacute; n&atilde;o esper&aacute;vamos poder vir a voltar, com a degrada&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica e da viv&ecirc;ncia da cidadania e com o desrespeito clamoroso da dignidade de um n&uacute;mero cada vez maior de portugueses. S&atilde;o consequ&ecirc;ncias que est&atilde;o a provocar a degrada&ccedil;&atilde;o profunda do exerc&iacute;cio da democracia em Portugal, atrav&eacute;s do aumento das desigualdades clamorosas no exerc&iacute;cio do poder.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">4. Que fazer?<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">N&atilde;o pode ser colocado em d&uacute;vida que &eacute; chegado o momento de, como se afirmava na Enc&iacute;clica Caritas in Veritate, reconhecer a &ldquo;necessidade duma renova&ccedil;&atilde;o cultural profunda e da redescoberta de valores fundamentais para construir sobre eles um futuro melhor&rdquo; e de nos empenharmos na sua realiza&ccedil;&atilde;o. De outro modo, seremos co-respons&aacute;veis do crescimento de germes de viol&ecirc;ncia e, por isso, vale a pena recordar as palavras s&aacute;bias de Paulo VI, no seu discurso na ONU: &ldquo;O desenvolvimento &eacute; o novo nome da Paz&rdquo;.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">5. Promover o desenvolvimento e, por via dele, o bem-estar.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">Um futuro melhor n&atilde;o pode ter outro caminho sen&atilde;o o do desenvolvimento, mas nem todos os processos designados como sendo de desenvolvimento o s&atilde;o verdadeiramente. Importa, por isso, enunciar os crit&eacute;rios que permitem determinar o que &eacute; o real desenvolvimento. O desenvolvimento n&atilde;o pode ter outro fim que n&atilde;o seja o de gerar mais bem-estar para as popula&ccedil;&otilde;es e quando dizemos popula&ccedil;&otilde;es queremos dizer todas as pessoas, cada uma nas suas circunst&acirc;ncias e n&atilde;o, apenas, algumas pessoas. Assim, trata-se de uma impossibilidade material o poder acontecer que o pa&iacute;s esteja melhor, embora a situa&ccedil;&atilde;o dos portugueses esteja pior!<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">O bem-estar de todos n&atilde;o pode ser obtido pelo mero somat&oacute;rio dos bem-estares individuais que podem tornar-se mutuamente incompat&iacute;veis. Imp&otilde;e-se, por isso, a interven&ccedil;&atilde;o do Estado criando regras e provendo a disponibilidade de bens e servi&ccedil;os que permitam ultrapassar aquelas incompatibilidades. Est&atilde;o, assim, equivocados tanto os que querem reduzir o Estado a um Estado minimalista, como os que atribuem ao Estado a capacidade de toda a iniciativa.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">O bem-estar enquanto finalidade s&oacute; tem por objecto a pessoa humana e a sua dignifica&ccedil;&atilde;o, em todas as circunst&acirc;ncias da vida. N&atilde;o s&atilde;o, por isso, aceit&aacute;veis as pol&iacute;ticas que directa, ou indirectamente, agridem a dignidade da pessoa humana na sua condi&ccedil;&atilde;o de jovens, de idosos, de trabalhadores, de funcion&aacute;rios, de injusti&ccedil;ados, de migrantes, etc., quando se sabe que muitos deles t&ecirc;m, ainda, que socorrer os que lhe s&atilde;o pr&oacute;ximos com os parcos rendimentos que j&aacute; possuem. <\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">N&atilde;o se diga que n&atilde;o existiam e n&atilde;o existem outras alternativas, porque elas s&oacute; n&atilde;o surgem quando n&atilde;o se querem afrontar os interesses dos mais poderosos e dos benefici&aacute;rios dos rendimentos do capital ou da propriedade, quer sejam indiv&iacute;duos, institui&ccedil;&otilde;es ou pa&iacute;ses.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">6. A situa&ccedil;&atilde;o laboral.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">Um dos factores mais relevantes para a dignifica&ccedil;&atilde;o da pessoa humana &eacute; o trabalho. A legisla&ccedil;&atilde;o que tem vindo a ser aprovada e aplicada retirou direitos aos trabalhadores e sobretudo tornou mais fr&aacute;geis as rela&ccedil;&otilde;es de trabalho; destr&oacute;i-se o seu valor, atrav&eacute;s do desemprego, da sua precariedade e das suas condi&ccedil;&otilde;es de remunera&ccedil;&atilde;o. H&aacute; que rever a situa&ccedil;&atilde;o, sem esquecer a necess&aacute;ria concilia&ccedil;&atilde;o entre vida pessoal, familiar e vida profissional, n&atilde;o se devendo adoptar como norma a institui&ccedil;&atilde;o de hor&aacute;rios de 40 horas semanais ou superiores.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">As situa&ccedil;&otilde;es de desemprego, tanto pela sua dimens&atilde;o como pelas suas caracter&iacute;sticas, conduzem a condi&ccedil;&otilde;es de aviltamento pessoal dos que lhe est&atilde;o sujeitos. &Eacute; o caso dos jovens que depois de realizarem a sua forma&ccedil;&atilde;o n&atilde;o encontram emprego, t&ecirc;m de emigrar e n&atilde;o re&uacute;nem condi&ccedil;&otilde;es para formar fam&iacute;lia; a baixa da taxa de natalidade encontra a&iacute; uma das suas ra&iacute;zes principais. &Eacute;, ainda, o caso dos que t&ecirc;m idade superior aos 40 anos, que s&atilde;o relegados, definitivamente, para uma situa&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o empregabilidade sem que, simultaneamente, lhes seja dada a possibilidade de reforma, que lhes permitiria viver uma vida mais digna e n&atilde;o dependente. Depois de ter sido anunciado que a taxa de desemprego tinha baixado para cerca de 16% em fins de 2013, em Abril, o Eurostat vem anunciar uma nova subida para os 17,8%. O desemprego jovem atinge um n&iacute;vel ainda n&atilde;o alcan&ccedil;ado anteriormente, de 42,5%.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">Especialmente preocupante &eacute; a situa&ccedil;&atilde;o dos que, com elevadas qualifica&ccedil;&otilde;es (investigadores, por ex.), se v&ecirc;em obrigados a emigrar ou dos que depois de tanto procurarem trabalho e n&atilde;o o encontrando desistem de continuar aquela busca.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">Para al&eacute;m disso, n&atilde;o &eacute; de somenos sublinhar que a simples circunst&acirc;ncia do n&uacute;mero dos emigrantes e dos desencorajados continuar a subir, diminuindo o numerador da taxa e diminuindo de igual valor o denominador, faz com que, sem mais, a taxa de desemprego diminua.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">Motivo de preocupa&ccedil;&atilde;o deve constituir, ainda, a situa&ccedil;&atilde;o de precaridade da rela&ccedil;&atilde;o laboral, a diminui&ccedil;&atilde;o do peso das situa&ccedil;&otilde;es de contrata&ccedil;&atilde;o colectiva e o alargamento crescente do leque salarial. A degrada&ccedil;&atilde;o, progressiva, das rela&ccedil;&otilde;es laborais, constitui n&atilde;o somente uma amea&ccedil;a para a popula&ccedil;&atilde;o em idade activa mas p&otilde;e claramente em causa o modelo de economia e de sociedade em que vivemos. A necessidade de todos possu&iacute;rem um trabalho digno n&atilde;o pode dispensar um empenhamento activo de todos.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">7. A degrada&ccedil;&atilde;o do Estado Social.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">Para a dignifica&ccedil;&atilde;o da pessoa humana, t&atilde;o importante como a situa&ccedil;&atilde;o laboral &eacute; a do Estado Social, nas suas componentes de transfer&ecirc;ncias sociais e provis&atilde;o de bens e servi&ccedil;os (sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o, justi&ccedil;a, bens culturais, seguran&ccedil;a, etc.). Perante a incapacidade do sistema de mercado em proporcionar, s&oacute; por si, uma distribui&ccedil;&atilde;o equilibrada dos rendimentos e da riqueza (recorde-se que mais de 10% dos pobres s&atilde;o trabalhadores cujos rendimentos n&atilde;o lhes permitem ultrapassar o limiar de pobreza), o funcionamento do Estado Social constitui um instrumento de correc&ccedil;&atilde;o, ainda que parcial, dos desequil&iacute;brios gerados. O ataque a que o Estado Social tem vindo a estar sujeito n&atilde;o pode deixar de ser entendido como um retrocesso civilizacional. Os financiamentos que lhe s&atilde;o atribu&iacute;dos, longe de poderem ser considerados como simples gastos p&uacute;blicos deveriam, antes, ser tomados como investimento social de elevada reprodutibilidade produtiva e colectiva. Atacar o Estado Social &eacute; minar o funcionamento da subst&acirc;ncia do Estado Democr&aacute;tico, &eacute; destruir a democracia, &eacute; reduzi-la &agrave; sua estrutura formal, sem alma, sem justi&ccedil;a e sem solidariedade.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">Porque possuindo maior sensibilidade social, merecem um particular realce as situa&ccedil;&otilde;es dos sectores da sa&uacute;de, da educa&ccedil;&atilde;o e da justi&ccedil;a. Com a degrada&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es de vida, a pobreza, o desemprego e a precariedade, a par das restri&ccedil;&otilde;es nos gastos p&uacute;blicos, tudo se conjuga para que os indicadores do estado de sa&uacute;de, da educa&ccedil;&atilde;o e da justi&ccedil;a possam vir a mostrar um retrocesso.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">8. A Sa&uacute;de.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">Na sa&uacute;de constitui um sinal preocupante o recente aumento das taxas de mortalidade infantil. O indicador de &ldquo;esperan&ccedil;a de vida saud&aacute;vel&rdquo;, que j&aacute; no passado era menor do que a m&eacute;dia europeia (que muito depende de condi&ccedil;&otilde;es socioecon&oacute;micas, e n&atilde;o apenas do acesso a bons cuidados de sa&uacute;de) poder&aacute; tamb&eacute;m vir a piorar nos pr&oacute;ximos anos.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">Como se sabe, as restri&ccedil;&otilde;es or&ccedil;amentais, que constavam do memorando inicial assinado com a Troika, foram agravadas em revis&otilde;es posteriores desse documento. A press&atilde;o sobre as condi&ccedil;&otilde;es de trabalho dos profissionais do Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de (SNS), bem como a sa&iacute;da de seus profissionais qualificados para o sector privado e para o estrangeiro, s&atilde;o resultado desses cortes, prejudicando o acesso e a qualidade dos cuidados de sa&uacute;de prestados.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">Os cortes na &aacute;rea do medicamento levaram &agrave; introdu&ccedil;&atilde;o acelerada de gen&eacute;ricos, medida esta desde h&aacute; muito recomendada. No entanto, a par da diminui&ccedil;&atilde;o do pre&ccedil;o de alguns f&aacute;rmacos verificou-se a redu&ccedil;&atilde;o da comparticipa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica para outros, aumentaram as taxas moderadoras, encerraram unidades de sa&uacute;de, tudo provocando o agravamento das condi&ccedil;&otilde;es de acesso &agrave; sa&uacute;de, para uma popula&ccedil;&atilde;o que, j&aacute; sendo empobrecida, ainda tem que suportar com gastos de sa&uacute;de uma percentagem dos seus rendimentos acima da m&eacute;dia europeia.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">Conjugando estes factos com a aus&ecirc;ncia de uma reforma do SNS para o adaptar &agrave; demografia e &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica, e continuando a ser pouco transparentes as regras de articula&ccedil;&atilde;o com entidades privadas de sa&uacute;de, assiste-se a uma migra&ccedil;&atilde;o da procura para estas &uacute;ltimas, sobretudo por parte de estratos da popula&ccedil;&atilde;o de maiores posses.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">Se estas quest&otilde;es n&atilde;o forem resolvidas &eacute; de prever, no futuro, um SNS para pobres, um servi&ccedil;o de m&iacute;nimos, um verdadeiro retrocesso civilizacional.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">9. A Educa&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">No que concerne &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, os principais indicadores de resultados continuam a situar-nos em bastante pior posi&ccedil;&atilde;o do que os restantes pa&iacute;ses europeus, inclusivamente os do sul da Europa.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">Assim sucede, designadamente, com os baixos n&iacute;veis de escolariza&ccedil;&atilde;o: veja-se, por exemplo, a elevad&iacute;ssima percentagem de indiv&iacute;duos cujo n&iacute;vel de escolaridade n&atilde;o ultrapassa o ensino b&aacute;sico (42,1% contra 18,5% na UE-27) e a situa&ccedil;&atilde;o de indiv&iacute;duos com idades entre os 15 e os 34 anos de idade que, n&atilde;o estando inseridos no mercado de trabalho e n&atilde;o frequentando quaisquer actividades de ensino ou forma&ccedil;&atilde;o, se posicionam em situa&ccedil;&atilde;o bastante mais desfavor&aacute;vel do que a m&eacute;dia da UE-27.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">Tamb&eacute;m neste dom&iacute;nio os efeitos imediatos da crise se reflectem atrav&eacute;s da falta de meios para se continuar a estudar e a aceder a n&iacute;veis superiores de escolaridade. No entanto, a globalidade dos efeitos s&oacute; se far&aacute; sentir a prazos mais dilatados, dada a natureza cumulativa dos processos de educa&ccedil;&atilde;o, ou investiga&ccedil;&atilde;o e aprendizagem. &Eacute; por essa raz&atilde;o que &eacute; fundamental que as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas em educa&ccedil;&atilde;o e investiga&ccedil;&atilde;o intervenham de forma contrac&iacute;clica. Como o recuo de um ou dois anos em esfor&ccedil;o com educa&ccedil;&atilde;o se repercute exponencialmente em atrasos no desenvolvimento econ&oacute;mico e social, &eacute; f&aacute;cil prever as graves consequ&ecirc;ncias que as futuras gera&ccedil;&otilde;es vir&atilde;o a sofrer com a enorme eros&atilde;o das bases do conhecimento levada a cabo pelas pol&iacute;ticas de austeridade.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">O retrocesso ocorrido na educa&ccedil;&atilde;o e qualifica&ccedil;&atilde;o de adultos corresponde n&atilde;o somente ao acentuar e perpetuar da desigualdade de oportunidades, mas coloca igualmente em causa o aumento dos n&iacute;veis de qualifica&ccedil;&atilde;o exig&iacute;veis para um desenvolvimento sustentado da economia.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">10. A Justi&ccedil;a.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">Uma refer&ecirc;ncia deve, igualmente, ser feita ao funcionamento do sistema de justi&ccedil;a que n&atilde;o pode deixar de estar ao servi&ccedil;o de todos os cidad&atilde;os e n&atilde;o apenas dos que s&atilde;o mais poderosos que, com frequ&ecirc;ncia, o transformam num sistema de impunidade, de iniquidade e sem transpar&ecirc;ncia.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">Acresce a morosidade das decis&otilde;es sobre as ac&ccedil;&otilde;es dos que a ele recorrem.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">As insufici&ecirc;ncias legislativas, as normas processuais e as pervers&otilde;es do sistema t&ecirc;m que merecer a maior preocupa&ccedil;&atilde;o e ser objecto de supera&ccedil;&atilde;o urgente. A aus&ecirc;ncia de uma justi&ccedil;a atempada &eacute; um factor adicional da multiplica&ccedil;&atilde;o de esquemas de corrup&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">O funcionamento eficiente do sistema de justi&ccedil;a &eacute; uma condi&ccedil;&atilde;o do funcionamento eficiente da economia (vide os casos recentes de prescri&ccedil;&atilde;o). A sua aus&ecirc;ncia mina a confian&ccedil;a entre os cidad&atilde;os e o Estado e, por essa via, corr&oacute;i os fundamentos da sociedade e do seu funcionamento democr&aacute;tico.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">11. Os reformados e os pensionistas.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">A isto deve juntar-se o tratamento escandaloso que tem vindo a ser dado a reformados e pensionistas que outra explica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o tem que n&atilde;o seja a postura inaceit&aacute;vel de que os montantes devidos devem ser confiscados, porque se trata de privil&eacute;gios anteriormente atribu&iacute;dos, que conduzem, ou t&ecirc;m conduzido, a situa&ccedil;&otilde;es de insustentabilidade financeira. N&atilde;o pode abrandar o combate contra os que deste modo destroem a confian&ccedil;a, credibilidade e honorabilidade do Estado.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">Todas as situa&ccedil;&otilde;es acima referidas, caso n&atilde;o tenham reac&ccedil;&atilde;o e resposta, n&atilde;o podem conduzir sen&atilde;o a um estado de anomia e desesperan&ccedil;a colectiva. Os sinais t&eacute;nues de melhorias que t&ecirc;m vindo a ser enunciados n&atilde;o re&uacute;nem condi&ccedil;&otilde;es para que lhes possamos atribuir caracter&iacute;sticas de sustentabilidade. Importa que sejamos capazes de reagir e que cada um, onde se encontre e nas suas circunst&acirc;ncias, se constitu&iacute;a parte activa da constru&ccedil;&atilde;o de uma nova Esperan&ccedil;a para o pa&iacute;s.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">12. Para uma estrat&eacute;gia de desenvolvimento.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">A constru&ccedil;&atilde;o da Esperan&ccedil;a n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel quando a d&iacute;vida &eacute; erigida em finalidade e n&atilde;o como instrumento do desenvolvimento, sobretudo, quando a pol&iacute;tica econ&oacute;mica &eacute; conduzida ao sabor de impulsos comandados pelos interesses exteriores do capital financeiro. Em alternativa, h&aacute; que definir uma estrat&eacute;gia de desenvolvimento que tenha como motiva&ccedil;&atilde;o principal o servi&ccedil;o da qualidade de vida das pessoas e o bem-estar colectivo e n&atilde;o o servi&ccedil;o daqueles que as consideram como simples recursos.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">Componentes essenciais e primeiras dessa estrat&eacute;gia s&atilde;o as da salvaguarda e promo&ccedil;&atilde;o das coes&otilde;es social e territorial que devem, ali&aacute;s, ser consideradas como interdependentes. Os objectivos da coes&atilde;o n&atilde;o podem, nem devem, ser tomados como umas esp&eacute;cie de cereja em cima do bolo, a colocar, apenas, quando os resultados tiverem sido obtidos. A coes&atilde;o social e a coes&atilde;o territorial n&atilde;o s&atilde;o componentes de uma pol&iacute;tica de distribui&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o sim componentes iniciais de qualquer processo de crescimento e desenvolvimento.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">Desde j&aacute;, n&atilde;o s&atilde;o toler&aacute;veis os desequil&iacute;brios que t&ecirc;m vindo a ser promovidos na distribui&ccedil;&atilde;o dos rendimentos, assim como h&aacute; que inverter as pol&iacute;ticas que t&ecirc;m conduzido ao esvaziamento de popula&ccedil;&otilde;es e recursos de grandes espa&ccedil;os do pa&iacute;s, conduzindo &agrave; sua desertifica&ccedil;&atilde;o, que se vem, ali&aacute;s, acentuando. Trata-se de um crime contra todos os que fizeram o pa&iacute;s que fomos capazes de ser, at&eacute; hoje.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">Muito se tem invocado a inexist&ecirc;ncia de recursos financeiros para promover o desenvolvimento do pa&iacute;s, colocando a resolu&ccedil;&atilde;o da d&iacute;vida como condi&ccedil;&atilde;o para a obten&ccedil;&atilde;o desses recursos.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">Recusamos este ordenamento de prioridades. A d&iacute;vida s&oacute; ser&aacute; resolvida no e com o desenvolvimento de Portugal. O per&iacute;odo de programa&ccedil;&atilde;o europeia agora iniciado dever&aacute; constituir uma oportunidade para que os financiamentos obtidos se orientem para a constru&ccedil;&atilde;o do novo pa&iacute;s que queremos ser e n&atilde;o como simples instrumento de cimenta&ccedil;&atilde;o dos v&aacute;rios poderes estabelecidos.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">13. A reestrutura&ccedil;&atilde;o da d&iacute;vida e a abertura de espa&ccedil;os de esperan&ccedil;a.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">&Eacute; nossa convic&ccedil;&atilde;o de que o problema da d&iacute;vida n&atilde;o pode ser resolvido se, simultaneamente, o pa&iacute;s n&atilde;o come&ccedil;ar a obter maiores n&iacute;veis de crescimento e desenvolvimento. Isso &eacute; do interesse dos portugueses mas, tamb&eacute;m, o &eacute; dos credores. N&atilde;o podendo compatibilizar-se os incentivos &agrave; dinamiza&ccedil;&atilde;o da actividade econ&oacute;mica com a manuten&ccedil;&atilde;o do actual servi&ccedil;o da d&iacute;vida, outro caminho n&atilde;o resta que n&atilde;o seja o da renegocia&ccedil;&atilde;o da d&iacute;vida.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">Deve aqui recordar-se que muitas das dificuldades que as economias mais d&eacute;beis do euro t&ecirc;m vindo a enfrentar s&atilde;o uma consequ&ecirc;ncia da arquitectura adoptada para a moeda &uacute;nica, que visou sujeit&aacute;-la aos interesses das economias mais fortes, admitindo que as restantes se lhe adaptariam com mais ou menos tempo.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">Encaramos com muita simpatia a iniciativa do designado &ldquo;Manifesto dos 74&rdquo;, tanto pelo seu conte&uacute;do, como pela abrang&ecirc;ncia da mobiliza&ccedil;&atilde;o que realizou. A sua motiva&ccedil;&atilde;o principal &eacute; a da necessidade da reestrutura&ccedil;&atilde;o da d&iacute;vida.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">A utiliza&ccedil;&atilde;o do termo &ldquo;reestrutura&ccedil;&atilde;o&rdquo; tem sido objecto das mais err&oacute;neas interpreta&ccedil;&otilde;es, havendo quem, inclusivamente, identifique reestrutura&ccedil;&atilde;o com n&atilde;o pagamento. N&atilde;o deixa de ser ignor&acirc;ncia n&atilde;o compreender que qualquer altera&ccedil;&atilde;o nas condi&ccedil;&otilde;es da d&iacute;vida provoca a modifica&ccedil;&atilde;o da sua estrutura e, em consequ&ecirc;ncia, uma reestrutura&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">A negocia&ccedil;&atilde;o da d&iacute;vida n&atilde;o deve ser tomada como um sinal de fraqueza mas, antes, como uma afirma&ccedil;&atilde;o de lucidez por parte de quem sabe que o futuro tem que ser constru&iacute;do n&atilde;o &agrave; custa, mas pelos portugueses e para os portugueses. A reestrutura&ccedil;&atilde;o &eacute; condi&ccedil;&atilde;o da cria&ccedil;&atilde;o de novos caminhos de esperan&ccedil;a para todos os que, sobretudo nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s anos, t&ecirc;m sido objecto de expropria&ccedil;&atilde;o da sua dignidade e para o desenvolvimento do pa&iacute;s ao servi&ccedil;o da maioria da sua popula&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">Se assim for, talvez possamos voltar a dizer de peito aberto:<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">&ldquo;Esta &eacute; a madrugada<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">que eu esperava<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">O dia inicial inteiro<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">e limpo<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">Onde emergimos<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">da noite do sil&ecirc;ncio<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">E livres habitamos<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\">a subst&acirc;ncia do tempo&rdquo;<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"line-height: 115%;\">(Sophia de Mello Breyner Andresen)<\/span><\/span><\/span><!--[if gte mso 9]><xml>\n <w:WordDocument>\n  <w:View>Normal<\/w:View>\n  <w:Zoom>0<\/w:Zoom>\n  <w:TrackMoves\/>\n  <w:TrackFormatting\/>\n  <w:HyphenationZone>21<\/w:HyphenationZone>\n  <w:PunctuationKerning\/>\n  <w:ValidateAgainstSchemas\/>\n  <w:SaveIfXMLInvalid>false<\/w:SaveIfXMLInvalid>\n  <w:IgnoreMixedContent>false<\/w:IgnoreMixedContent>\n  <w:AlwaysShowPlaceholderText>false<\/w:AlwaysShowPlaceholderText>\n  <w:DoNotPromoteQF\/>\n  <w:LidThemeOther>PT<\/w:LidThemeOther>\n  <w:LidThemeAsian>X-NONE<\/w:LidThemeAsian>\n  <w:LidThemeComplexScript>X-NONE<\/w:LidThemeComplexScript>\n  <w:Compatibility>\n   <w:BreakWrappedTables\/>\n   <w:SnapToGridInCell\/>\n   <w:WrapTextWithPunct\/>\n   <w:UseAsianBreakRules\/>\n   <w:DontGrowAutofit\/>\n   <w:SplitPgBreakAndParaMark\/>\n   <w:EnableOpenTypeKerning\/>\n   <w:DontFlipMirrorIndents\/>\n   <w:OverrideTableStyleHps\/>\n  <\/w:Compatibility>\n  <m:mathPr>\n   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