{"id":26,"date":"2012-03-09T17:49:50","date_gmt":"2012-03-09T17:49:50","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/maac\/2012\/03\/09\/encontro-nacional-de-formacao-de-acompanhantes\/"},"modified":"2020-01-03T14:41:42","modified_gmt":"2020-01-03T14:41:42","slug":"encontro-nacional-de-formacao-de-acompanhantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/maac\/2012\/03\/09\/encontro-nacional-de-formacao-de-acompanhantes\/","title":{"rendered":"ENFA 2011"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Realizou-se nos dias 17 e 18 de Dezembro \u00a0de 2011 o ENFA \u00abEncontro Nacional de Forma\u00e7\u00e3o de Acompanhantes\u00bb na casa das Irm\u00e3s de S. Jos\u00e9 de Cluny, em Torres Novas.<\/p>\n<p>Esta forma\u00e7\u00e3o tinha dois objetivos:<\/p>\n<p>1. P\u00f4r em comum as dificuldades em lidar com as crian\u00e7as e os adolescentes, partilhar experi\u00eancias e descobrir t\u00e9cnicas para melhor poder trabalhar com os grupos. Para dinamizar este dia cont\u00e1mos com a presen\u00e7a do Avelino Pinto (S\u00e1bado).<\/p>\n<p>2. Perceber a import\u00e2ncia da Ora\u00e7\u00e3o na nossa vida. Para animar e aprofundar este tema, tivemos connosco o assistente nacional, Pe. Emanuel Valad\u00e3o (Domingo).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com a presen\u00e7a de 30 acompanhantes vindos das v\u00e1rias dioceses; Lisboa, Set\u00fabal, Porto, Santar\u00e9m, Braga, Coimbra e Aveiro come\u00e7amos com uma bonita ora\u00e7\u00e3o da manh\u00e3 preparada pela diocese do Porto e depois de uma breve apresenta\u00e7\u00e3o para nos sentirmos ainda mais \u00e0 vontade, demos in\u00edcio \u00e0 forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Come\u00e7amos por apresentar as nossas expectativas para este encontro:<\/p>\n<p>Estar uns com os outros, partilhar experi\u00eancias, descobrir t\u00e9cnicas e din\u00e2micas para nos ajudar a lidar com a desmotiva\u00e7\u00e3o, perceber a fronteira do razo\u00e1vel e aceit\u00e1vel, como cativar os adolescentes, como lidar com comportamentos mais desviantes.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s de um jogo com fotos de pessoas que por variadas raz\u00f5es se destacaram no mundo (Luther King, Nelson Mandela, Dalai Lama, Teresa de Calcut\u00e1, Bill Gates, etc.), descobrimos em cada personalidade a garra com que se empenharam em fazer algo de bom por si e pelos outros. Apesar das dificuldades, do contexto social, pol\u00edtico, ou religioso, do sofrimento e incompreens\u00f5es por que passaram para atingir os objetivos a que se propuseram.<\/p>\n<p>O MAAC \u00e9 um Movimento que oferece instrumentos para viver a vida com o que de melhor ela tem. Faz-nos sonhar, acreditar que o pouco que fazemos pode ser muito importante na transforma\u00e7\u00e3o de cada um de n\u00f3s e da sociedade.<\/p>\n<p>Come\u00e7amos por perceber a for\u00e7a das tr\u00eas palavrs m\u00e1gicas;<\/p>\n<p>Ver &#8211; neste mundo cheio de conflitos qual \u00e9 o meu papel?<\/p>\n<p>Julgar \u2013 apreciar, valorizar<\/p>\n<p>Agir \u2013 transformar\/ revolucionar<\/p>\n<p>Neste mundo de irracionalidades, h\u00e1 janelas de oportunidades, h\u00e1 esperan\u00e7a de uma vida diferente, h\u00e1 desafios que nos s\u00e3o lan\u00e7ados e que n\u00f3s livremente podemos escolher.<\/p>\n<p>Como acompanhante, que oportunidade e que desafio me \u00e9 lan\u00e7ado ao trabalhar com o melhor do mundo que s\u00e3o as crian\u00e7as e os adolescentes de hoje?<\/p>\n<p>\u00abPodemos optar por ter muito dinheiro e gozar a vida, criticar tudo e todos sem nada fazer ou com o pouco que temos podemos cooperar e fazer um mundo diferente pela aceita\u00e7\u00e3o do outro como ele \u00e9 e n\u00e3o como eu quero que ele seja, pela diversidade e complementaridade construtiva, alicer\u00e7ada nos grandes valores humanos e crist\u00e3os, s\u00e3o eles o motor interior que nos impulsionam\u00a0 a envolver-nos numa participa\u00e7\u00e3o ativa \u00a0organizada \u00a0com as crian\u00e7as e adolescentes como cidad\u00e3os e como crist\u00e3os \u00bb.<\/p>\n<p>Se temos crian\u00e7as \/adolescentes agressivos, com comportamentos que achamos inapropriados, temos de saber interpretar essas atitudes, acolher com ternura, desenvolver o efeito surpresa, ouvi-los, valorizar as suas opini\u00f5es. Temos de estar atentos a todas as crian\u00e7as, mas nem t\u00e3o perto que os possamos sufocar, isto \u00e9 impedindo-os de serem eles pr\u00f3prios, nem t\u00e3o longe que pare\u00e7a n\u00e3o ligar, permitindo tudo. Intervir delicadamente numa conversa a s\u00f3s, por vezes atrav\u00e9s de um filme, uma dan\u00e7a que os cative, uma m\u00fasica com mensagem apropriada \u00e0 situa\u00e7\u00e3o, convidar algu\u00e9m que viveu uma experi\u00eancia semelhante, etc. pode ajudar a mudar comportamentos e o ambiente vivido no grupo pode ser transformador.<\/p>\n<p>Descobrimos que como acompanhantes precisamos de desenvolver alguns dos muitos talentos que existem dentro de n\u00f3s;<\/p>\n<ul>\n<li>Vis\u00e3o (como o sonho, a paix\u00e3o que me move)<\/li>\n<li>Alegria (boa disposi\u00e7\u00e3o, positividade)<\/li>\n<li>Comunica\u00e7\u00e3o compreensiva e objetiva (sem divagar)<\/li>\n<li>Criar empatia (ser acolhedor)<\/li>\n<li>Construir e sustentar a equipa (ser persistente contra ventos e mar\u00e9s)<\/li>\n<li>Saber apreciar e valorizar (por mais simples que seja o gesto ou a palavra).<\/li>\n<\/ul>\n<p>O MAAC \u00e9 uma rampa de lan\u00e7amento para a felicidade. As experi\u00eancias vividas em grupo s\u00e3o muito enriquecedoras, muitas delas envolvem tamb\u00e9m outras pessoas da sociedade nas a\u00e7\u00f5es concretas que s\u00e3o desenvolvidas pelas crian\u00e7as e acompanhantes.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o jantar tivemos a noite cultural animada pela diocese de Santar\u00e9m que nos proporcionou um excelente momento de conv\u00edvio e de amizade.<\/p>\n<p>No domingo refletimos sobre o sentido da ora\u00e7\u00e3o na nossa vida.<\/p>\n<p>Iniciamos com uma ora\u00e7\u00e3o muito marcada pelo sil\u00eancio, quebrado apenas por pequenas frases b\u00edblicas que nos despertou v\u00e1rios sentimentos. Na partilha do que sentimos foi rica a diversidade de sentimentos:<\/p>\n<p>A alegria de poder desfrutar desta paragem do corre corre da vida, a descoberta da paz interior, agradecer o fato de estar vivo, poder ouvir-me a mim pr\u00f3prio, a dificuldade \u00a0de concentra\u00e7\u00e3o provocada\u00a0 pelas preocupa\u00e7\u00f5es da vida, oportunidade de ouvir os nossos barulhos interiores, etc.<\/p>\n<p>Descobrimos que a ora\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem que ser formal, basta que esta promova o encontro com Deus.<\/p>\n<p>Quando fazemos sil\u00eancio para escutar, despertamos para apreciar ou descobrir o que noutros momentos n\u00e3o conseguimos. Sabemos que h\u00e1 sil\u00eancios que s\u00e3o vazios, outros s\u00e3o enriquecedores. Usando frases b\u00edblicas ainda que curtas como por exemplo: \u00abfalai Senhor que o vosso serve escuta \/ Jesus ensina-me a rezar\u00bb, ajuda \u00e0 interioriza\u00e7\u00e3o e ao encontro com Deus.<\/p>\n<p>A ora\u00e7\u00e3o \u00e9 vital na vida de um crist\u00e3o, \u00e9 como que um term\u00f3metro de felicidade, \u00e9 um espa\u00e7o privilegiado de di\u00e1logo entre o homem e Deus que pode acontecer no sil\u00eancio, num encontro com um amigo, no olhar de uma crian\u00e7a, nas dificuldades no meu grupo, na contempla\u00e7\u00e3o da natureza, numa ora\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea feita com palavras nossas, etc.<\/p>\n<p>Sempre que paramos e nos disponibilizamos para este encontro com Deus descobrimos coisas extraordin\u00e1rias de alegria, dificuldades e convic\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Precisamos deste tempo de escuta \/ paragem para nos encontrarmos com Deus, saber o que Ele quer de n\u00f3s, pedir discernimento.<\/p>\n<p>Toda a nossa vida \u00e9 um dom Deus, devemos p\u00f4r na ora\u00e7\u00e3o o melhor e o pior da nossa vida.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 locais, nem uma forma definida de ora\u00e7\u00e3o mas Jesus sempre que precisava de tomar decis\u00f5es importantes ou dif\u00edceis procurava lugares solit\u00e1rios como a montanha e o deserto fazendo-nos crer que no sil\u00eancio temos mais facilidade de ouvir e falar com Deus.<\/p>\n<p>A escuta Deus n\u00e3o \u00e9 fugir da vida, mas no sil\u00eancio descobrir formas de suavizar e interpretar os problemas da vida.<\/p>\n<p>Podemos orar a partir do nosso caderno de vida.<\/p>\n<p>Ao preparar uma ora\u00e7\u00e3o, devemos ter em conta, o contexto, a diversidade de pessoas, etc. Devemos ser n\u00f3s pr\u00f3prios a escolher o texto b\u00edblico mais adequado.<\/p>\n<p>Propor \u00e0s crian\u00e7as que orem com as suas palavras e gestos, construir ora\u00e7\u00f5es com elas, valorizar e registar ora\u00e7\u00f5es que as crian\u00e7as sabem, que aprenderam com os pais, os av\u00f3s, na catequese, etc. Podemos criar um livro de ora\u00e7\u00e3o feito pelas crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Este tempo de forma\u00e7\u00e3o terminou com a celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, com o compromisso dos acompanhantes presentes a contar aos outros, que pelas variados raz\u00f5es n\u00e3o puderam participar, a riqueza vivida em conhecimento e em amizade durante este fim de semana.<\/p>\n<p>Manela Leal<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Realizou-se nos dias 17 e 18 de Dezembro \u00a0de 2011 o ENFA \u00abEncontro Nacional de Forma\u00e7\u00e3o de Acompanhantes\u00bb na casa das Irm\u00e3s de S. 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