{"id":1081,"date":"2013-01-08T15:48:26","date_gmt":"2013-01-08T15:48:26","guid":{"rendered":""},"modified":"2015-03-15T17:30:03","modified_gmt":"2015-03-15T17:30:03","slug":"migracoes-peregrinacao-de-fe-e-esperanca-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/migracoes-peregrinacao-de-fe-e-esperanca-2\/","title":{"rendered":"Migra\u00e7\u00f5es: Peregrina\u00e7\u00e3o de F\u00e9 e Esperan\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Queridos irm&atilde;os e irm&atilde;s!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Constitui&ccedil;&atilde;o pastoral Gaudium et spes, o Conc&iacute;lio Ecum&eacute;nico Vaticano II recordou que &laquo;a Igreja caminha juntamente com toda a humanidade&raquo; (n. 40), pelo que &laquo;as alegrias e as esperan&ccedil;as, as tristezas e as ang&uacute;stias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, s&atilde;o tamb&eacute;m as alegrias e as esperan&ccedil;as, as tristezas e as ang&uacute;stias dos disc&iacute;pulos de Cristo; e n&atilde;o h&aacute; realidade alguma verdadeiramente humana que n&atilde;o encontre eco no seu cora&ccedil;&atilde;o&raquo; (ibid., 1). Na linha destas afirma&ccedil;&otilde;es, o Servo de Deus Paulo VI designou a Igreja como sendo &laquo;perita em humanidade&raquo; (Enc. Populorum progressio, 13), e o Beato Jo&atilde;o Paulo II escreveu que a pessoa humana &eacute; &laquo;o primeiro caminho que a Igreja deve percorrer na realiza&ccedil;&atilde;o da sua miss&atilde;o (&#8230;), caminho tra&ccedil;ado pelo pr&oacute;prio Cristo&raquo; (Enc. Centesimus annus, 53). Na esteira dos meus Predecessores, quis especificar &ndash;na Enc&iacute;clica Caritas in veritate &ndash; que &laquo;a Igreja inteira, em todo o seu ser e agir, quando anuncia, celebra e atua na caridade, tende a promover o desenvolvimento integral do homem&raquo; (n. 11), referindo-me tamb&eacute;m aos milh&otilde;es de homens e mulheres que, por diversas raz&otilde;es, vivem a experi&ecirc;ncia da emigra&ccedil;&atilde;o. Na verdade, os fluxos migrat&oacute;rios s&atilde;o &laquo;um fen&oacute;meno impressionante pela quantidade de pessoas envolvidas, pelas problem&aacute;ticas sociais, econ&oacute;micas, pol&iacute;ticas, culturais e religiosas que levanta, pelos desafios dram&aacute;ticos que coloca &agrave; comunidade nacional e internacional&raquo; (ibid., 62), porque &laquo;todo o migrante &eacute; uma pessoa humana e, enquanto tal, possui direitos fundamentais inalien&aacute;veis que h&atilde;o-de ser respeitados por todos em qualquer situa&ccedil;&atilde;o&raquo; (ibidem).&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste contexto, em concomit&acirc;ncia com as celebra&ccedil;&otilde;es do cinquenten&aacute;rio da abertura do Conc&iacute;lio Ecum&eacute;nico Vaticano II e do sexag&eacute;simo anivers&aacute;rio da promulga&ccedil;&atilde;o da Constitui&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica Exsul familia e quando toda a Igreja est&aacute; comprometida na viv&ecirc;ncia do Ano da F&eacute; abra&ccedil;ando com entusiasmo o desafio da nova evangeliza&ccedil;&atilde;o, quis dedicar a Jornada Mundial do Migrante e do Refugiado de 2013 ao tema &laquo;Migra&ccedil;&otilde;es: peregrina&ccedil;&atilde;o de f&eacute; e de esperan&ccedil;a&raquo;.  Na realidade, f&eacute; e esperan&ccedil;a formam um bin&oacute;mio indivis&iacute;vel no cora&ccedil;&atilde;o de muitos migrantes, dado que neles existe o desejo de uma vida melhor, frequentemente unido ao intento de ultrapassar o &laquo;desespero&raquo; de um futuro imposs&iacute;vel de construir. Ao mesmo tempo, muitos encetam a viagem animados por uma profunda confian&ccedil;a de que Deus n&atilde;o abandona as suas criaturas e de que tal conforto torna mais suport&aacute;veis as feridas do desenraizamento e da separa&ccedil;&atilde;o, talvez com a rec&ocirc;ndita esperan&ccedil;a de um futuro regresso &agrave; terra de origem. Por isso, f&eacute; e esperan&ccedil;a enchem muitas vezes a bagagem daqueles que emigram, cientes de que, com elas, &laquo;podemos enfrentar o nosso tempo presente: o presente, ainda que custoso, pode ser vivido e aceite, se levar a uma meta e se pudermos estar seguros desta meta, se esta meta for t&atilde;o grande que justifique a canseira do caminho&raquo; (Enc. Spe salvi, 1).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No vasto campo das migra&ccedil;&otilde;es, a solicitude materna da Igreja estende-se em diversas dire&ccedil;&otilde;es. Por um lado a sua solicitude contempla as migra&ccedil;&otilde;es sob o perfil dominante da pobreza e do sofrimento que muitas vezes produz dramas e trag&eacute;dias, intervindo l&aacute; com a&ccedil;&otilde;es concretas de socorro que visam resolver as numerosas emerg&ecirc;ncias, gra&ccedil;as &agrave; generosa dedica&ccedil;&atilde;o de indiv&iacute;duos e de grupos, associa&ccedil;&otilde;es de voluntariado e movimentos, organismos paroquiais e diocesanos, em colabora&ccedil;&atilde;o com todas as pessoas de boa vontade. E, por outro, a Igreja n&atilde;o deixa de evidenciar tamb&eacute;m os aspetos positivos, as potencialidades de bem e os recursos de que as migra&ccedil;&otilde;es s&atilde;o portadoras; e, nesta dire&ccedil;&atilde;o, ganham corpo as interven&ccedil;&otilde;es de acolhimento que favorecem e acompanham uma inser&ccedil;&atilde;o integral dos migrantes, requerentes de asilo e refugiados no novo contexto sociocultural, sem descuidar a dimens&atilde;o religiosa, essencial para a vida de cada pessoa. Ora a Igreja, pela pr&oacute;pria miss&atilde;o que lhe foi confiada por Cristo, &eacute; chamada a prestar particular aten&ccedil;&atilde;o e solicitude precisamente a esta dimens&atilde;o: ela constitui o seu dever mais importante e espec&iacute;fico. Visto que os fi&eacute;is crist&atilde;os prov&ecirc;m das v&aacute;rias partes do mundo, a solicitude pela dimens&atilde;o religiosa engloba tamb&eacute;m o di&aacute;logo ecum&eacute;nico e a aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s novas comunidades; ao passo que, para os fi&eacute;is cat&oacute;licos, se traduz, entre outras coisas, na cria&ccedil;&atilde;o de novas estruturas pastorais e na valoriza&ccedil;&atilde;o dos diversos ritos, at&eacute; se chegar &agrave; plena participa&ccedil;&atilde;o na vida da comunidade eclesial local. Entretanto, a promo&ccedil;&atilde;o humana caminha lado a lado com a comunh&atilde;o espiritual, que abre os caminhos &laquo;a uma aut&ecirc;ntica e renovada convers&atilde;o ao Senhor, &uacute;nico Salvador do mundo&raquo; (Carta ap. Porta fidei, 6). &Eacute; sempre um dom precioso tudo aquilo que a Igreja proporciona visando conduzir ao encontro de Cristo, que abre para uma esperan&ccedil;a s&oacute;lida e cred&iacute;vel.  A Igreja e as diversas realidades que nela se inspiram s&atilde;o chamadas a evitar o risco do mero assistencialismo na sua rela&ccedil;&atilde;o com os migrantes e refugiados, procurando favorecer a aut&ecirc;ntica integra&ccedil;&atilde;o numa sociedade onde todos sejam membros ativos e respons&aacute;veis pelo bem-estar do outro, prestando generosamente as suas contribui&ccedil;&otilde;es originais, com pleno direito de cidadania e participa&ccedil;&atilde;o nos mesmos direitos e deveres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqueles que emigram trazem consigo sentimentos de confian&ccedil;a e de esperan&ccedil;a que animam e alentam a procura de melhores oportunidades de vida; mas eles n&atilde;o procuram apenas a melhoria da sua condi&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica, social ou pol&iacute;tica. &Eacute; verdade que a viagem migrat&oacute;ria muitas vezes inicia com o medo, sobretudo quando persegui&ccedil;&otilde;es e viol&ecirc;ncias obrigam a fugir, com o trauma de abandonar os familiares e os bens que, em certa medida, asseguravam a sobreviv&ecirc;ncia; e, todavia, o sofrimento, as enormes perdas e &agrave;s vezes um sentido de aliena&ccedil;&atilde;o diante do futuro incerto n&atilde;o destroem o sonho de reconstruir, com esperan&ccedil;a e coragem, a vida num pa&iacute;s estrangeiro. Na verdade, aqueles que emigram nutrem a confian&ccedil;a de encontrar acolhimento, obter ajuda solid&aacute;ria e entrar em contacto com pessoas que, compreendendo as contrariedades e a trag&eacute;dia dos seus semelhantes e tamb&eacute;m reconhecendo os valores e recursos de que eles s&atilde;o portadores, estejam dispostas a compartilhar humanidade e bens materiais com quem &eacute; necessitado e desfavorecido. Na realidade, &eacute; preciso reafirmar que &laquo;a solidariedade universal &eacute; para n&oacute;s um facto e um benef&iacute;cio, mas tamb&eacute;m um dever&raquo; (Enc. Caritas in veritate, 43). E assim, a par das dificuldades, os migrantes e refugiados podem experimentar tamb&eacute;m rela&ccedil;&otilde;es novas e hospitaleiras que os encorajem a contribuir para o bem-estar dos pa&iacute;ses de chegada com suas compet&ecirc;ncias profissionais, o seu patrim&oacute;nio sociocultural e tamb&eacute;m com o seu testemunho de f&eacute;, que muitas vezes d&aacute; impulso &agrave;s comunidades de antiga tradi&ccedil;&atilde;o crist&atilde;, encoraja a encontrar Cristo e convida a conhecer a Igreja.  &Eacute; verdade que cada Estado tem o direito de regular os fluxos migrat&oacute;rios e implementar pol&iacute;ticas ditadas pelas exig&ecirc;ncias gerais do bem comum, mas assegurando sempre o respeito pela dignidade de cada pessoa. O direito que a pessoa tem de emigrar &ndash; como recorda o n&uacute;mero 65 da Constitui&ccedil;&atilde;o conciliar Gaudium et spes &ndash; conta-se entre os direitos humanos fundamentais, com faculdade de cada um se estabelecer onde cr&ecirc; mais oportuno para uma melhor realiza&ccedil;&atilde;o das suas capacidades e aspira&ccedil;&otilde;es e dos seus projetos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No contexto sociopol&iacute;tico atual, por&eacute;m, ainda antes do direito a emigrar h&aacute; que reafirmar o direito a n&atilde;o emigrar, isto &eacute;, a ter condi&ccedil;&otilde;es para permanecer na pr&oacute;pria terra, podendo repetir, com o Beato Jo&atilde;o Paulo II, que &laquo;o direito primeiro do homem &eacute; viver na pr&oacute;pria p&aacute;tria. Este direito, entretanto, s&oacute; se torna efetivo se se t&ecirc;m sob controle os fatores que impelem &agrave; emigra&ccedil;&atilde;o (Discurso ao IV Congresso Mundial das Migra&ccedil;&otilde;es, 9 de Outubro de 1998). De facto, hoje vemos que muitas migra&ccedil;&otilde;es s&atilde;o consequ&ecirc;ncia da precariedade econ&oacute;mica, da car&ecirc;ncia dos bens essenciais, de calamidades naturais, de guerras e desordens sociais. Ent&atilde;o emigrar, em vez de uma peregrina&ccedil;&atilde;o animada pela confian&ccedil;a, pela f&eacute; e a esperan&ccedil;a, torna-se um &laquo;calv&aacute;rio&raquo; de sobreviv&ecirc;ncia, onde homens e mulheres resultam mais v&iacute;timas do que autores e respons&aacute;veis das suas vicissitudes de migrante. Assim, enquanto h&aacute; migrantes que alcan&ccedil;am uma boa posi&ccedil;&atilde;o e vivem com dignidade e adequada integra&ccedil;&atilde;o num ambiente de acolhimento, existem muitos outros que vivem em condi&ccedil;&otilde;es de marginalidade e, por vezes, de explora&ccedil;&atilde;o e priva&ccedil;&atilde;o dos direitos humanos fundamentais, ou at&eacute;assumem comportamentos danosos para a sociedade onde vivem. O caminho da integra&ccedil;&atilde;o compreende direitos e deveres, solicitude e cuidado pelos migrantes para que levem uma vida decorosa, mas sup&otilde;e tamb&eacute;m a aten&ccedil;&atilde;o dos migrantes aos valores que lhes proporciona a sociedade onde se inserem.  A este respeito, n&atilde;o podemos esquecer a quest&atilde;o da imigra&ccedil;&atilde;o ilegal, que se torna ainda mais impelente nos casos em que esta se configura como tr&aacute;fico e explora&ccedil;&atilde;o de pessoas, com maior risco para as mulheres e crian&ccedil;as. Tais delitos h&atilde;o-de ser decididamente condenados e punidos, ao mesmo tempo que uma gest&atilde;o regulamentada dos fluxos migrat&oacute;rios &ndash; que n&atilde;o se reduza ao encerramento herm&eacute;tico das fronteiras, ao agravamento das san&ccedil;&otilde;es contra os ilegais e &agrave; ado&ccedil;&atilde;o de medidas que desencorajem novos ingressos &ndash; poderia pelo menos limitar o perigo de muitos migrantes acabarem v&iacute;timas dos referidos tr&aacute;ficos. Na verdade, hoje mais do que nunca s&atilde;o oportunas interven&ccedil;&otilde;es org&acirc;nicas e multilaterais para o desenvolvimento dos pa&iacute;ses de origem, medidas eficazes para erradicar o tr&aacute;fico de pessoas, programas org&acirc;nicos dos fluxos de entrada legal, maior disponibilidade para considerar os casos individuais que requerem interven&ccedil;&otilde;es de prote&ccedil;&atilde;o humanit&aacute;ria bem como de asilo pol&iacute;tico. As normativas adequadas devem estar associadas com uma paciente e constante a&ccedil;&atilde;o de forma&ccedil;&atilde;o da mentalidade e das consci&ecirc;ncias. Em tudo isto, &eacute; importante refor&ccedil;ar e desenvolver as rela&ccedil;&otilde;es de bom entendimento e coopera&ccedil;&atilde;o entre realidades eclesiais e institucionais que est&atilde;o ao servi&ccedil;o do desenvolvimento integral da pessoa humana. Na perspetiva crist&atilde;, o compromisso social e humanit&aacute;rio recebe for&ccedil;a da fidelidade ao Evangelho, com a consci&ecirc;ncia de que &laquo;aquele que segue Cristo, o homem perfeito, torna-se mais homem&raquo; (Gaudium et spes, 41).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Queridos irm&atilde;os e irm&atilde;s migrantes, oxal&aacute; esta Jornada Mundial vos ajude a renovar a confian&ccedil;a e a esperan&ccedil;a no Senhor, que est&aacute; sempre junto de v&oacute;s! N&atilde;o percais ocasi&atilde;o de encontr&aacute;-Lo e reconhecer o seu rosto nos gestos de bondade que recebeis ao longo da vossa peregrina&ccedil;&atilde;o de migrantes. Alegrai-vos porque o Senhor est&aacute; ao vosso lado e, com Ele, podereis superar obst&aacute;culos e dificuldades, valorizando os testemunhos de abertura e acolhimento que muitos vos oferecem. Na verdade, &laquo;a vida &eacute; como uma viagem no mar da hist&oacute;ria, com frequ&ecirc;ncia enevoada e tempestuosa, uma viagem na qual perscrutamos os astros que nos indicam a rota. As verdadeiras estrelas da nossa vida s&atilde;o as pessoas que souberam viver com retid&atilde;o. Elas s&atilde;o luzes de esperan&ccedil;a. Certamente, Jesus Cristo &eacute; a luz por antonom&aacute;sia, o sol erguido sobre todas as trevas da hist&oacute;ria. Mas, para chegar at&eacute; Ele, precisamos tamb&eacute;m de luzes vizinhas, de pessoas que d&atilde;o luz recebida da luz d&#8217;Ele e oferecem, assim, orienta&ccedil;&atilde;o para a nossa travessia&raquo; (Enc. Spe salvi, 49). Confio cada um de v&oacute;s &agrave; Bem-aventurada Virgem Maria, sinal de consola&ccedil;&atilde;o e segura esperan&ccedil;a, &laquo;estrela do caminho&raquo;, que nos acompanha com a sua materna presen&ccedil;a em cada momento da vida, e, com afeto, a todos concedo a B&ecirc;n&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica.<\/p>\n<p>Vaticano, 12 de Outubro de 2012.<\/p>\n<p>BENEDICTUS PP. XVI<\/p>\n<p><a href=\"\/ocpm\/ficheiros\/file\/Mensagem%20de%20Bento%20XVI%20(1).docx\">ler noutro formato<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MENSAGEM DE SUA SANTIDADE BENTO XVI PARA O DIA MUNDIAL DO MIGRANTE E DO REFUGIADO<br \/>\n13 de Janeiro de 2013<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-1081","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1081","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1081"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1081\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1318,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1081\/revisions\/1318"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1081"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1081"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1081"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}