{"id":1118,"date":"2013-09-30T11:57:10","date_gmt":"2013-09-30T11:57:10","guid":{"rendered":""},"modified":"2015-03-15T17:30:03","modified_gmt":"2015-03-15T17:30:03","slug":"migrantes-e-refugiados-rumo-a-um-mundo-melhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/migrantes-e-refugiados-rumo-a-um-mundo-melhor\/","title":{"rendered":"Migrantes e Refugiados: rumo a um mundo melhor"},"content":{"rendered":"<p>Caros irm&atilde;os e irm&atilde;s!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As nossas sociedades experimentam, como nunca aconteceu antes na hist&oacute;ria, processos de m&uacute;tua interdepend&ecirc;ncia e intera&ccedil;&atilde;o a n&iacute;vel global, que, incluindo, tamb&eacute;m, elementos problem&aacute;ticos ou negativos, t&ecirc;m o objetivo de melhorar as condi&ccedil;&otilde;es de vida da fam&iacute;lia humana, n&atilde;o s&oacute; nos aspetos econ&oacute;micos, mas tamb&eacute;m nos pol&iacute;ticos e culturais. Cada pessoa, afinal, pertence &agrave; humanidade e partilha a esperan&ccedil;a de um futuro melhor com toda a fam&iacute;lia dos povos. Desta constata&ccedil;&atilde;o, nasce o tema que escolhi para a Jornada Mundial dos Migrantes e Refugiados deste ano: &ldquo;Migrantes e refugiados: rumo a um mundo melhor&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os resultados das mudan&ccedil;as modernas, o crescente fen&oacute;meno da mobilidade humana emerge como um &ldquo;sinal dos tempos&rdquo;; assim o definiu o Papa Bento XVI (cf. Mensagem para o Dia Mundial do migrante e do refugiado de 2006). Se por um lado, de facto, as migra&ccedil;&otilde;es muitas vezes denunciam car&ecirc;ncias e lacunas dos Estados e da Comunidade internacional, por outro, revelam, tamb&eacute;m, a aspira&ccedil;&atilde;o da humanidade em viver a unidade, no respeito pelas diferen&ccedil;as, o acolhimento e a hospitalidade, que permitem a partilha equitativa dos bens da terra, a prote&ccedil;&atilde;o e a promo&ccedil;&atilde;o da dignidade humana e da centralidade de cada ser humano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do ponto de vista crist&atilde;o, tamb&eacute;m nos fen&oacute;menos migrat&oacute;rios como em outras realidades humanas, se verifica a tens&atilde;o entre a beleza da cria&ccedil;&atilde;o, marcada pela Gra&ccedil;a e pela Reden&ccedil;&atilde;o, e o mist&eacute;rio do pecado. &Aacute; solidariedade e ao acolhimento, aos gestos fraternos e de compreens&atilde;o, contrap&otilde;em-se a rejei&ccedil;&atilde;o, a discrimina&ccedil;&atilde;o, os tr&aacute;ficos da explora&ccedil;&atilde;o, da dor e da morte. A despertar preocupa&ccedil;&atilde;o est&atilde;o, sobretudo, as situa&ccedil;&otilde;es em que a migra&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; s&oacute; for&ccedil;ada, mas tamb&eacute;m realizada atrav&eacute;s de v&aacute;rias modalidades de tr&aacute;fico das pessoas e de redu&ccedil;&atilde;o &agrave; escravid&atilde;o. O &ldquo;trabalho escravo&rdquo; hoje &eacute; moeda corrente! No entanto, apesar dos problemas, dos riscos e das dificuldades a enfrentar, o que anima tantos migrantes e refugiados &eacute; o bin&oacute;mio confian&ccedil;a e esperan&ccedil;a: eles levam no cora&ccedil;&atilde;o o desejo de um futuro melhor n&atilde;o s&oacute; para si mesmos, mas tamb&eacute;m para as pr&oacute;prias fam&iacute;lias e para as pessoas queridas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que comporta a cria&ccedil;&atilde;o de um &ldquo;mundo melhor&rdquo;? Esta express&atilde;o n&atilde;o se refere ingenuamente a conceitos abstratos ou a realidades inating&iacute;veis, mas orienta para a busca de um desenvolvimento aut&ecirc;ntico e integral, a alcan&ccedil;ar, a fim de que existam condi&ccedil;&otilde;es de vida dignas para todos, para que encontrem respostas justas &agrave;s exig&ecirc;ncias das pessoas e das fam&iacute;lias, para que seja respeitada, preservada e cultivada a cria&ccedil;&atilde;o que Deus nos deu. O Vener&aacute;vel Papa Paulo VI descrevia com estas palavras as aspira&ccedil;&otilde;es dos homens de hoje: &laquo;ser libertos da mis&eacute;ria, garantir de forma mais segura a pr&oacute;pria subsist&ecirc;ncia, a sa&uacute;de, uma ocupa&ccedil;&atilde;o est&aacute;vel, uma participa&ccedil;&atilde;o maior nas responsabilidades, livre de qualquer opress&atilde;o, protegidos das condi&ccedil;&otilde;es que ofendem a dignidade humana; gozar de uma maior instru&ccedil;&atilde;o; numa palavra, fazer conhecer e ter mais, para ser mais &quot;(Enc&iacute;clica Populorum Progressio, 26 de mar&ccedil;o de 1967, n. 6).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O nosso cora&ccedil;&atilde;o quer &ldquo;mais&rdquo;, o que n&atilde;o &eacute; simplesmente um conhecer mais ou ter mais, mas &eacute;, sobretudo, um ser mais. N&atilde;o se pode reduzir o desenvolvimento a um mero crescimento econ&oacute;mico, alcan&ccedil;ado, muitas vezes, sem olhar para as pessoas mais d&eacute;beis e indefesas. O mundo s&oacute; pode melhorar se, em primeiro lugar, a aten&ccedil;&atilde;o estiver voltada para a pessoa, se a promo&ccedil;&atilde;o da pessoa for integral, em todas as suas dimens&otilde;es, incluindo a espiritual, se n&atilde;o se deixar ningu&eacute;m de lado, incluindo os pobres, os doentes, os encarcerados, os necessitados, os estrangeiros (cf. Mt 25, 31-46), se se for capaz de passar duma cultura do descart&aacute;vel para uma cultura do encontro e do acolhimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os migrantes e refugiados n&atilde;o s&atilde;o pe&otilde;es no tabuleiro de xadrez da humanidade. Trata-se de crian&ccedil;as, mulheres e homens que foram obrigados a abandonar as suas casas por v&aacute;rios motivos, que partilham o mesmo desejo leg&iacute;timo de conhecer, de ter, mas, acima de tudo, de ser mais. &Eacute; impressionante o n&uacute;mero de pessoas que migra de um continente para outro, bem como aqueles que se deslocam dentro dos pr&oacute;prios pa&iacute;ses e das pr&oacute;prias &aacute;reas geogr&aacute;ficas. Os fluxos migrat&oacute;rios contempor&acirc;neos constituem o mais vasto movimento de pessoas, se n&atilde;o de povos, de todos os tempos. A caminho com os migrantes e refugiados, a Igreja empenha-se para compreender as causas que est&atilde;o na origem das migra&ccedil;&otilde;es, mas tamb&eacute;m em trabalhar para superar os efeitos negativos e valorizar os impactos positivos nas comunidades de origem, de tr&acirc;nsito e de destino dos fluxos migrat&oacute;rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Infelizmente, enquanto incentivamos o desenvolvimento para um mundo melhor, n&atilde;o podemos calar o esc&acirc;ndalo da pobreza nas suas v&aacute;rias dimens&otilde;es. Viol&ecirc;ncia, explora&ccedil;&atilde;o, discrimina&ccedil;&atilde;o, marginaliza&ccedil;&atilde;o, abordagens restritivas &agrave;s liberdades fundamentais, sejam dos indiv&iacute;duos como do coletivo, s&atilde;o alguns dos principais elementos da pobreza que &eacute; necess&aacute;rio superar. Muitas vezes, s&atilde;o justamente esses aspetos que caracterizam os movimentos migrat&oacute;rios, ligando migra&ccedil;&atilde;o e pobreza. Em fuga das situa&ccedil;&otilde;es de mis&eacute;ria ou de persegui&ccedil;&atilde;o para melhores perspetivas ou para salvar a vida, milh&otilde;es de pessoas iniciam a viagem migrat&oacute;ria e, enquanto esperam encontrar a satisfa&ccedil;&atilde;o das expectativas, encontram frequentemente suspeita, pouca abertura e exclus&atilde;o, e s&atilde;o atingidos por outros infort&uacute;nios, por vezes, mais graves e que ferem a sua dignidade humana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A realidade das migra&ccedil;&otilde;es, com as dimens&otilde;es que assume na nossa &eacute;poca da globaliza&ccedil;&atilde;o, precisa de ser enfrentada e gerida de modo novo, justo e eficaz, o que exige, acima de tudo, uma coopera&ccedil;&atilde;o internacional e um esp&iacute;rito de profunda solidariedade e compaix&atilde;o. &Eacute; importante a colabora&ccedil;&atilde;o aos v&aacute;rios n&iacute;veis, com a ado&ccedil;&atilde;o un&acirc;nime de instrumentos normativos que protejam e promovam a pessoa humana. O Papa Bento XVI tra&ccedil;ou-nos as coordenadas, afirmando que &laquo;tal pol&iacute;tica deve ser desenvolvida atrav&eacute;s de uma estreita colabora&ccedil;&atilde;o entre os pa&iacute;ses de onde partem os emigrantes e os pa&iacute;ses aonde chegam; deve ser acompanhada por adequadas normas internacionais capazes de harmonizar os diversos sistemas legislativos, na perspetiva de salvaguardar as exig&ecirc;ncias e os direitos das pessoas e das fam&iacute;lias emigradas e, ao mesmo tempo, os das sociedades de acolhimento dos pr&oacute;prios emigrantes&raquo; (Carta Enc&iacute;clica Caritas in veritate, 19 de Junho de 2009, 62). Trabalhar juntos por um mundo melhor requer, com abertura e confian&ccedil;a, a ajuda rec&iacute;proca entre os pa&iacute;ses, sem levantar barreiras intranspon&iacute;veis. Uma boa sinergia pode servir de encorajamento para os governantes enfrentarem os desequil&iacute;brios socioecon&oacute;micos e uma globaliza&ccedil;&atilde;o sem regras, que est&atilde;o entre as causas das migra&ccedil;&otilde;es em que as pessoas s&atilde;o mais v&iacute;timas do que protagonistas. Nenhum pa&iacute;s pode enfrentar sozinho as dificuldades ligadas a esse fen&oacute;meno que, &eacute; de tal forma amplo, que j&aacute; afeta todos os Continentes com o seu duplo movimento de imigra&ccedil;&atilde;o e emigra&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; importante, pois, sublinhar o como essa colabora&ccedil;&atilde;o se inicia com o esfor&ccedil;o que cada pa&iacute;s deveria fazer para criar melhores condi&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas e sociais na pr&oacute;pria p&aacute;tria, de modo que a emigra&ccedil;&atilde;o n&atilde;o seja a &uacute;nica op&ccedil;&atilde;o para quem procura paz, justi&ccedil;a, seguran&ccedil;a e pleno respeito pela dignidade humana. Criar oportunidades de trabalho nas economias locais impediria, por outro lado, a separa&ccedil;&atilde;o das fam&iacute;lias e garantiria condi&ccedil;&otilde;es de estabilidade e de serenidade para os indiv&iacute;duos e para as comunidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enfim, olhando para a realidade dos migrantes e refugiados, existe um terceiro elemento que quero destacar no caminho de constru&ccedil;&atilde;o de um mundo melhor, &eacute; aquele da supera&ccedil;&atilde;o de preconceitos e de pr&eacute;-compreens&otilde;es, ao considerar as migra&ccedil;&otilde;es. N&atilde;o &eacute; raro, de facto, que a chegada de migrantes, deslocados, requerentes de asilo e refugiados suscite desconfian&ccedil;a e hostilidade nas popula&ccedil;&otilde;es locais. Nasce o medo que se produzam perturba&ccedil;&otilde;es na seguran&ccedil;a social, que se corra o risco de perder a identidade e a cultura, que se alimente a concorr&ecirc;ncia no mercado de trabalho ou, ainda, que se introduzam novos fatores de criminalidade. Os meios de comunica&ccedil;&atilde;o social, neste campo, t&ecirc;m um papel de grande responsabilidade: compete a eles, de facto, desmascarar estere&oacute;tipos e oferecer informa&ccedil;&otilde;es corretas, o que significa denunciar o erro de alguns, mas tamb&eacute;m descrever a honestidade, a retid&atilde;o e a grandeza de &acirc;nimo da maioria. Para isso, &eacute; preciso, por parte de todos, uma mudan&ccedil;a de atitude em rela&ccedil;&atilde;o aos migrantes e refugiados; a mudan&ccedil;a de uma atitude de defesa e de medo, de desinteresse ou de marginaliza&ccedil;&atilde;o &#8211; que, afinal, corresponde precisamente &agrave; &ldquo;cultura do descart&aacute;vel&rdquo; &ndash; para uma atitude que tenha na base a &ldquo;cultura do encontro&rdquo;, a &uacute;nica capaz de construir um mundo mais justo e fraterno, um mundo melhor. Tamb&eacute;m os meios de comunica&ccedil;&atilde;o s&atilde;o chamados a entrar nesta &ldquo;convers&atilde;o de atitudes&rdquo; e a promover esta mudan&ccedil;a de comportamento para com os migrantes e refugiados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Penso, tamb&eacute;m, no como a Sagrada Fam&iacute;lia de Nazar&eacute; viveu a experi&ecirc;ncia de rejei&ccedil;&atilde;o no in&iacute;cio do seu caminho: Maria &laquo;deu &agrave; luz o seu filho primog&eacute;nito, envolveu-O em faixas e deitou-O numa manjedoura, porque para eles n&atilde;o havia lugar na hospedaria&raquo; (Lc 2,7). Al&eacute;m disso, Jesus, Maria e Jos&eacute; experimentaram o que significa deixar a pr&oacute;pria terra e ser migrantes: amea&ccedil;ados pela sede de poder de Herodes, foram obrigados a fugir e a refugiar-se no Egito (cf. Mt 2,13-14). Mas o cora&ccedil;&atilde;o materno de Maria e o cora&ccedil;&atilde;o zeloso de Jos&eacute;, Protetor da Sagrada Fam&iacute;lia, sempre mantiveram a confian&ccedil;a de que Deus nunca abandona. Pela sua intercess&atilde;o possa estar sempre firme no cora&ccedil;&atilde;o do migrante e do refugiado esta mesma certeza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Igreja, respondendo ao mandato de Cristo: &laquo;Ide e fazei disc&iacute;pulos entre todos os povos&raquo;, &eacute; chamada a ser o Povo de Deus que abra&ccedil;a todos os povos, e leva a todos os povos o an&uacute;ncio do Evangelho, pois no rosto de cada pessoa est&aacute; impresso o rosto de Cristo! Aqui se encontra a raiz mais profunda da dignidade do ser humano que deve ser sempre respeitada e protegida. N&atilde;o s&atilde;o tanto os crit&eacute;rios de efici&ecirc;ncia, produtividade, de classe social, de perten&ccedil;a &eacute;tnica ou religiosa que fundamentam a dignidade da pessoa, mas o ser criado &agrave; imagem e semelhan&ccedil;a de Deus (cf.Gn 1,26-27), e, ainda mais, o ser filho de Deus; cada ser humano &eacute; filho de Deus! Nele est&aacute; impressa a imagem de Cristo! Trata-se, ent&atilde;o, de o vermos, n&oacute;s, em primeiro lugar, e de ajudar os outros a verem no migrante e no refugiado n&atilde;o s&oacute; um problema para enfrentar, mas um irm&atilde;o e uma irm&atilde; a acolher, a respeitar e a amar; uma ocasi&atilde;o que a Provid&ecirc;ncia nos oferece para contribuir na constru&ccedil;&atilde;o de uma sociedade mais justa, uma democracia mais completa, um pa&iacute;s mais solid&aacute;rio, um mundo mais fraterno e uma comunidade crist&atilde; mais aberta, segundo o Evangelho. As migra&ccedil;&otilde;es podem fazer nascer possibilidades de nova evangeliza&ccedil;&atilde;o; abrir espa&ccedil;os ao crescimento de uma nova humanidade, preanunciada no mist&eacute;rio pascal: uma humanidade para quem toda a terra estrangeira &eacute; p&aacute;tria, e cada p&aacute;tria &eacute; terra estrangeira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caros migrantes e refugiados! N&atilde;o percais a esperan&ccedil;a de que tamb&eacute;m a v&oacute;s est&aacute; reservado um futuro mais seguro; que nas vossas sendas possais encontrar uma m&atilde;o estendida; que vos seja permitido experimentar a solidariedade fraterna e o calor da amizade! A todos v&oacute;s e para aqueles que dedicam a sua vida e a sua energia ao vosso lado eu prometo a minha ora&ccedil;&atilde;o e concedo de cora&ccedil;&atilde;o a B&ecirc;n&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cidade do Vaticano, 05 de agosto de 2013.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FRANCISCO<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem do Santo Padre Francisco para a Jornada Mundial do Migrante e do Refugiado 2014<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-1118","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1118","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1118"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1118\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1313,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1118\/revisions\/1313"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1118"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1118"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1118"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}