{"id":1128,"date":"2011-11-16T16:55:44","date_gmt":"2011-11-16T16:55:44","guid":{"rendered":""},"modified":"2015-03-15T17:26:30","modified_gmt":"2015-03-15T17:26:30","slug":"esperanca-em-tempo-de-crise-mensagem-dos-bispos-de-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/esperanca-em-tempo-de-crise-mensagem-dos-bispos-de-portugal\/","title":{"rendered":"Esperan\u00e7a em tempo de crise. Mensagem dos Bispos de Portugal"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"line-height: 150%; font-size: 12pt\">Estimados concidad&atilde;os e tamb&eacute;m v&oacute;s, os imigrantes que connosco constitu&iacute;s Portugal, neste dif&iacute;cil fim de 2011:<\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: justify; line-height: 150%\"><span style=\"line-height: 150%; font-size: 12pt\">&Eacute; com inteira proximidade e muito afeto que vos dirigimos esta mensagem, querendo assinalar o nosso compromisso com todos, especialmente os mais atingidos pela presente crise e as grandes interroga&ccedil;&otilde;es que ela levanta.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify; line-height: 150%\"><span style=\"line-height: 150%; font-size: 12pt\">Atravessamos dificuldades grandes, como grandes s&atilde;o as incertezas quanto ao futuro, tanto na economia como na vida social, para a generalidade dos cidad&atilde;os e muito especialmente os mais pobres e fr&aacute;geis. Como bispos cat&oacute;licos, devemos e queremos estar absolutamente com todos, em especial com quem mais precisa de palavras e gestos de esperan&ccedil;a: esta nasce da solidariedade e de um Deus que nunca nos abandona. Na compreens&atilde;o crist&atilde; da vida, a generosidade e a coragem com que se superam as dificuldades s&atilde;o fermento de uma sociedade nova.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify; line-height: 150%\"><span style=\"line-height: 150%; font-size: 12pt\">N&atilde;o &eacute; a primeira vez na nossa hist&oacute;ria que os sobressaltos na vida habitual e nas expectativas normais se tornam ocasi&otilde;es de consciencializa&ccedil;&atilde;o e decis&atilde;o coletivas. Aproveitemos este momento, que n&atilde;o desej&aacute;vamos, para aprofundar valores que n&atilde;o dever&iacute;amos esquecer nunca, pois s&atilde;o a pr&oacute;pria base duma sociedade justa e saud&aacute;vel.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify; line-height: 150%\"><span style=\"line-height: 150%; font-size: 12pt\">&Eacute; certo que se juntaram fatores externos e internos, como muitas an&aacute;lises, mais ou menos coincidentes, n&atilde;o deixam de evidenciar. Excessiva especula&ccedil;&atilde;o financeira e pouca consist&ecirc;ncia econ&oacute;mica somaram-se negativamente e tantos nos enfraqueceram internamente como nos prejudicaram internacionalmente. Aliment&aacute;mos, ou alimentaram-nos, aspira&ccedil;&otilde;es que agora s&atilde;o imposs&iacute;veis de concretizar. Falha hoje a pr&oacute;pria base material em que tudo o mais se sustenta, ou seja, uma vida econ&oacute;mica saud&aacute;vel e suficientemente apoiada pelo investimento e pelo cr&eacute;dito, que garanta trabalho digno para todos: trabalho que &eacute; condi&ccedil;&atilde;o indispens&aacute;vel para o sustento e a realiza&ccedil;&atilde;o das pessoas e das fam&iacute;lias.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify; line-height: 150%\"><span style=\"line-height: 150%; font-size: 12pt\">Acompanhamos o esfor&ccedil;o dos v&aacute;rios respons&aacute;veis nacionais e internacionais, agora mais premente pela magnitude dos problemas. &Eacute; cada vez mais claro que a pol&iacute;tica internacional n&atilde;o pode reduzir-se, nem muito menos submeter-se, a obscuros jogos de capital que fariam desaparecer a pr&oacute;pria democracia. Esta s&oacute; acontece onde todos se reconhecem, respondendo cada um pelo que faz ou n&atilde;o faz, &agrave; luz de valores e direitos que a todos interessam e suportam. O capital prov&eacute;m do trabalho, que, realizando a pessoa humana, mant&eacute;m prioridade absoluta. Nem podemos abster-nos da vida democr&aacute;tica, nem devemos cair nas m&atilde;os de novos senhores sem rosto. Tamb&eacute;m aqui se h&aacute;-de respeitar a verdade, condi&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica da justi&ccedil;a e da paz.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify; line-height: 150%\"><span style=\"line-height: 150%; font-size: 12pt\">Nesta curta mensagem, que pretende ser um sinal de presen&ccedil;a, oferecemos o que nos &eacute; mais pr&oacute;prio como Igreja Cat&oacute;lica em Portugal:<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify; line-height: 150%\"><span style=\"line-height: 150%; font-size: 12pt\">&ndash; A nossa solidariedade ativa, como &eacute; exercida diariamente pelas institui&ccedil;&otilde;es sociais cat&oacute;licas, com todas as possibilidades que tivermos e em franca colabora&ccedil;&atilde;o com tudo o que se fa&ccedil;a na sociedade em prol de um bem que tem de ser verdadeiramente comum e n&atilde;o deixe ningu&eacute;m em condi&ccedil;&otilde;es desumanas.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify; line-height: 150%\"><span style=\"line-height: 150%; font-size: 12pt\">&ndash; A nossa insist&ecirc;ncia nos valores e princ&iacute;pios fundamentais da doutrina social da Igreja, que ali&aacute;s compartilhamos com a racionalidade humana em geral, concretizando-se em quatro pontos axiais: a dignidade da pessoa humana; o bem comum; a subsidiariedade, que suscita e apoia a contribui&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica de cada corpo social; e a solidariedade, express&atilde;o da fraternidade, que nunca procura o bem particular sem ter em conta o bem de todos.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify; line-height: 150%\"><span style=\"line-height: 150%; font-size: 12pt\">&ndash; A certeza, mais uma vez afirmada, de que compartilhamos &ldquo;as alegrias e as esperan&ccedil;as, as tristezas e as ang&uacute;stias&rdquo; dos nossos concidad&atilde;os, querendo reproduzir agora os sentimentos daquele Cristo, que tendo nascido h&aacute; dois mil anos, quer &ldquo;renascer&rdquo; tamb&eacute;m no Natal que se aproxima &ndash; e com a mesma luz para id&ecirc;nticas trevas.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify; line-height: 150%\"><span style=\"line-height: 150%; font-size: 12pt\">Com todos e cada um de v&oacute;s,<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify; line-height: 150%\"><i><span style=\"line-height: 150%; font-size: 12pt\">Os Bispos de Portugal<\/span><\/i><\/div>\n<div style=\"text-align: justify; line-height: 150%\"><span style=\"line-height: 150%; font-size: 12pt\">F&aacute;tima, 10 de novembro de 2011<\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estimados concidad\u00e3os e tamb\u00e9m v\u00f3s, os imigrantes que connosco constitu\u00eds Portugal, neste dif\u00edcil fim de 2011:<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-1128","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1128","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1128"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1128\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1289,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1128\/revisions\/1289"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1128"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1128"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1128"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}