{"id":1151,"date":"2014-01-23T16:37:25","date_gmt":"2014-01-23T16:37:25","guid":{"rendered":""},"modified":"2015-03-15T17:30:03","modified_gmt":"2015-03-15T17:30:03","slug":"aventuras-e-desencantos-na-emigracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/aventuras-e-desencantos-na-emigracao\/","title":{"rendered":"Aventuras e Desencantos na Emigra\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;Aventuras e desencantos na emigra&ccedil;&atilde;o&rdquo; foi o tema do XIV Encontro de Forma&ccedil;&atilde;o de Agentes Sociopastorais das Migra&ccedil;&otilde;es, que decorreu na Casa Diocesana de Albergaria-a-Velha e na S&eacute; de Aveiro nos dias 17, 18, 19 de janeiro de 2014. 75 participantes, oriundos de 14 dioceses de Portugal  (C&aacute;ritas Diocesanas e Paroquiais e Secretariados Diocesanos da Mobilidade Humana) e uma dezena de organiza&ccedil;&otilde;es cat&oacute;licas, participaram nos trabalhos que contaram com contributos das Miss&otilde;es Cat&oacute;licas de L&iacute;ngua Portuguesa da Su&iacute;&ccedil;a e Luxemburgo.  D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos, bispo de Aveiro, diocese marcada pela emigra&ccedil;&atilde;o, acolheu a realiza&ccedil;&atilde;o desta iniciativa que contou tamb&eacute;m com a presen&ccedil;a de D. Ant&oacute;nio Vitalino, bispo de Beja e membro da Comiss&atilde;o Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana.  Este encontro procura dar visibilidade &agrave; Jornada Mundial do Migrante e do Refugiado, que este ano assinala a cent&eacute;sima edi&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Migrantes e Refugiados: rumo a um mundo melhor&rdquo; &eacute; o tema da mensagem do papa Francisco para este dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hist&oacute;rias da emigra&ccedil;&atilde;o narradas na primeira pessoa e estudos apresentados fornecem os seguintes indicadores: &#8211; Segundo dados do Instituto Nacional de Estat&iacute;stica, entre 2010 e 2011 a emigra&ccedil;&atilde;o aumentou 85% em Portugal, ano em que sa&iacute;ram 44 mil pessoas; em 2012, esse n&uacute;mero subiu para 121.418, sobretudo jovens com menos de 30 anos; &#8211; Segundo a Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, 4.795.273 &eacute; o total estimado de portugueses residentes no estrangeiro;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; As migra&ccedil;&otilde;es n&atilde;o s&atilde;o um fen&oacute;meno perif&eacute;rico &agrave;s sociedades, mas estrutural e estruturante, transformando-as em eminentemente multiculturais e inter-religiosas;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; A sa&iacute;da de quadros qualificados n&atilde;o acontece apenas em setores profissionais, mas tamb&eacute;m na Igreja, provocando o risco de alguma &ldquo;desertifica&ccedil;&atilde;o pastoral&rdquo;;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; A atual vis&atilde;o pol&iacute;tica da emigra&ccedil;&atilde;o focaliza apenas um setor, o economicista e de elite, acentuando o que as comunidades portuguesas podem dar ao pa&iacute;s e provocando o esquecimento de outras tipologias e perfis diferenciados;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Campanhas de informa&ccedil;&atilde;o preventiva em ordem a uma emigra&ccedil;&atilde;o segura n&atilde;o t&ecirc;m impedido a ocorr&ecirc;ncia de situa&ccedil;&otilde;es de explora&ccedil;&atilde;o de m&atilde;o-de-obra, tanto no recrutamento como no decurso da presta&ccedil;&atilde;o laboral, como o comprovaram os testemunhos apresentados;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Na Igreja, o migrante passou de objeto de assist&ecirc;ncia pastoral a sujeito de pleno direito, com responsabilidades e protagonismo na evangeliza&ccedil;&atilde;o, realizando a catolicidade da mensagem do Evangelho. Motivados pelos desafios que se colocam &agrave; Igreja e &agrave; sociedade pelas novas mobilidades, os agentes sociopastorais das migra&ccedil;&otilde;es comprometem-se a:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Conhecer melhor a dimens&atilde;o da emigra&ccedil;&atilde;o portuguesa, quase ausente das agendas pol&iacute;tica e eclesial nas duas &uacute;ltimas d&eacute;cadas;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Analisar novas tend&ecirc;ncias, perfis e percursos migrat&oacute;rios, com vista a respostas inovadoras fruto de parcerias institucionais que envolvam a Igreja, academias e observat&oacute;rios;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Desenvolver campanhas de informa&ccedil;&atilde;o adequadas e acess&iacute;veis &agrave; diversidade de destinat&aacute;rios que hoje recorre &agrave; emigra&ccedil;&atilde;o;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Retomar a import&acirc;ncia das migra&ccedil;&otilde;es em toda a pastoral da Igreja, adequando as estruturas e os planos aos novos fluxos migrat&oacute;rios, dando particular aten&ccedil;&atilde;o ao di&aacute;logo inter-religioso e &agrave; pastoral intercomunit&aacute;ria;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Alargar as boas pr&aacute;ticas de acolhimento e integra&ccedil;&atilde;o eclesial dos migrantes, j&aacute; ensaiadas em algumas par&oacute;quias, a todos os setores da pastoral da Igreja;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Criar nas comunidades equipas de acolhimento e de informa&ccedil;&atilde;o e Grupos de Interajuda Social (GIAS) para quem parte, chega ou regressa;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Gerar sinergias entre par&oacute;quias, miss&otilde;es cat&oacute;licas, associa&ccedil;&otilde;es, rede consular, sindicatos, munic&iacute;pios e &oacute;rg&atilde;os comunica&ccedil;&atilde;o social que permitam denunciar casos de explora&ccedil;&atilde;o laboral, tr&aacute;fico de pessoas e precariedade social ou familiar, procurando respostas adequadas e completas aos cidad&atilde;os em mobilidade;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Pensar a emigra&ccedil;&atilde;o n&atilde;o dissociada de uma pol&iacute;tica de desenvolvimento econ&oacute;mico sustent&aacute;vel e integral, responsabilizando assim todos os cidad&atilde;os pelo processo migrat&oacute;rio;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Repensar a emigra&ccedil;&atilde;o de forma positiva, apresentando-a numa dimens&atilde;o politicamente transnacional e eclesialmente intercomunit&aacute;ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na &uacute;ltima confer&ecirc;ncia do XIV Encontro de Forma&ccedil;&atilde;o de Agentes Sociopastorais das Migra&ccedil;&otilde;es, aberta a toda a sociedade aveirense na catedral diocesana, D. Manuel Clemente, patriarca de Lisboa e presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa analisou o tema da mensagem do Papa, apresentando uma vis&atilde;o personalista das migra&ccedil;&otilde;es onde os emigrantes, mais do que n&uacute;meros, s&atilde;o pessoas. Esta vis&atilde;o qualitativa desafia a Igreja para uma cultura do encontro e da valoriza&ccedil;&atilde;o de relacionamentos positivos entre os v&aacute;rios intervenientes no acolhimento, respeito e participa&ccedil;&atilde;o &ldquo;rumo um mundo melhor&rdquo;.&nbsp;Na eucaristia dominical, presidida por D. Manuel Clemente na S&eacute; de Aveiro, os agentes sociopastorais das migra&ccedil;&otilde;es e a comunidade local celebraram a 100&ordf; Jornada Mundial do Migrante e Refugiado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O XV Encontro de Forma&ccedil;&atilde;o de Agentes Sociopastorais das Migra&ccedil;&otilde;es foi anunciado para os dias 16, 17 e 18 de janeiro de 2015, a realizar na diocese de Set&uacute;bal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aveiro, 19 de janeiro de 2014<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conclus\u00f5es<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-1151","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1151","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1151"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1151\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1312,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1151\/revisions\/1312"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1151"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1151"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1151"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}