{"id":1216,"date":"2014-06-06T15:35:15","date_gmt":"2014-06-06T15:35:15","guid":{"rendered":""},"modified":"2015-05-22T16:02:04","modified_gmt":"2015-05-22T16:02:04","slug":"na-vespera-de-abertura-da-copa-do-mundo-brasilia-recebe-caminhada-contra-o-trafico-humano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/na-vespera-de-abertura-da-copa-do-mundo-brasilia-recebe-caminhada-contra-o-trafico-humano\/","title":{"rendered":"Na v\u00e9spera de abertura da Copa do Mundo, Bras\u00edlia recebe caminhada contra o tr\u00e1fico humano"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">BRAS&iacute;LIA, 05 de Junho de 2014 (Zenit.org) &#8211;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A capital do Brasil vai receber no pr&oacute;ximo dia 11 de junho, uma quarta-feira, a Caminhada Jogue a favor da vida &ndash; Denuncie o tr&aacute;fico de pessoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O evento &eacute; uma das v&aacute;rias iniciativas da Confer&ecirc;ncia dos Religiosos do Brasil (CRB) na preven&ccedil;&atilde;o e combate ao tr&aacute;fico humano, que movimenta cerca de 32 bilh&otilde;es de d&oacute;lares em todo o mundo, segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a parceria da Confer&ecirc;ncia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a rede internacional de religiosas contra o tr&aacute;fico Talitha Kum, a caminhada tem a coordena&ccedil;&atilde;o da rede Um Grito pela Vida, grupo pertencente &agrave; CRB, que trabalha h&aacute; seis anos com a quest&atilde;o em v&aacute;rios estados e munic&iacute;pios brasileiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;Irm&atilde; Rosa Maria Martins, mineira consagrada &agrave; congrega&ccedil;&atilde;o dos Mission&aacute;rios S&atilde;o Carlos Borromeo Scalabrinianas, concedeu entrevista ao Zenit sobre a caminha e a quest&atilde;o do tr&aacute;fico humano. Irm&atilde; Rosa trabalha como assessora executiva para comunica&ccedil;&atilde;o da CRB e encontra no pr&oacute;prio carisma uma liga&ccedil;&atilde;o muito forte com a campanha desenvolvida pela entidade. A congrega&ccedil;&atilde;o de S&atilde;o Carlos tem como miss&atilde;o acolher os migrantes que est&atilde;o fora da p&aacute;tria de origem e sofrem com o desemprego e preconceito, entre outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Logo que come&ccedil;ou a adentrar o assunto de tr&aacute;fico de pessoas, irm&atilde; Rosa participou da CPI de mesmo tema, no Congresso Nacional. L&aacute; teve contato com a triste hist&oacute;ria de v&aacute;rias mulheres iludidas pelo sonho de serem modelos e trabalharem em pa&iacute;ses estrangeiros: elas acabaram caindo na m&atilde;o de traficantes. &ldquo;Nunca tive antes um contato mais pr&oacute;ximo com pessoas que sofreram com o tr&aacute;fico na pr&oacute;pria pele. Na CPI pude conhecer esta chocante realidade e ter uma compreens&atilde;o maior do drama destas meninas&rdquo;, conta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al&eacute;m do convite para trabalho no exterior, outra a&ccedil;&atilde;o comum entre os criminosos &eacute; a ado&ccedil;&atilde;o ilegal de crian&ccedil;as nascidas em fam&iacute;lias carentes. Muitos pais tamb&eacute;m se deixam levar pela conversa de que os filhos levados por &lsquo;pessoas de bem&rsquo; ter&atilde;o uma vida melhor do que a deles, que sofrem em meio &agrave;s dificuldades da mis&eacute;ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Irm&atilde; Rosa conta que a CRB trabalha no sentido da conscientiza&ccedil;&atilde;o destas pessoas. &ldquo;As religiosas trabalham de forma discreta mas efetiva nas bases. As pessoas atingidas por este crime est&atilde;o inseridas em uma realidade complexa, em que se tornam vulner&aacute;veis. Se o pa&iacute;s n&atilde;o oferece educa&ccedil;&atilde;o e condi&ccedil;&otilde;es de sobreviv&ecirc;ncia, muitos acabam vendo nestes convites uma oportunidade. Mas em pouco tempo percebem que ca&iacute;ram em uma armadilha&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a irm&atilde; Rosa, as mulheres s&atilde;o as mais visadas neste crime lucrativo. Elas formam um perfil espec&iacute;fico: em geral, s&atilde;o desempregadas, m&atilde;es solteiras, t&ecirc;m baixa escolaridade, s&atilde;o menores de idade, moram em regi&otilde;es perif&eacute;ricas e j&aacute; sofreram abuso. Em todo o mundo, 30% das mortes de mulheres tem causa no tr&aacute;fico de pessoas e explora&ccedil;&atilde;o sexual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Brasil &eacute; tr&acirc;nsito e destino para o tr&aacute;fico interno e externo de milhares de crian&ccedil;as, adolescentes e jovens, na faixa et&aacute;ria de 10 a 29 anos. As regi&otilde;es com maiores rotas de tr&aacute;fico internacional e interestadual s&atilde;o o norte e nordeste, seguida de perto pela sudeste. A lucratividade desta atividade ilegal no pa&iacute;s s&oacute; perde para a do tr&aacute;fico de drogas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A organiza&ccedil;&atilde;o da campanha contra o tr&aacute;fico humano durante a Copa come&ccedil;ou ap&oacute;s um diagn&oacute;stico revelar que os pa&iacute;ses sede das duas &uacute;ltimas edi&ccedil;&otilde;es da Copa (Alemanha e &Aacute;frica do Sul), tiveram um significativo aumento da explora&ccedil;&atilde;o sexual &ndash; decorrente do tr&aacute;fico de pessoas &ndash; durante a realiza&ccedil;&atilde;o do evento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A caminhada<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marcada para come&ccedil;ar &agrave;s 19h, com concentra&ccedil;&atilde;o no Museu Nacional da Rep&uacute;blica, a caminhada pretende reunir entre 500 e 1000 pessoas na Esplanada dos Minist&eacute;rios. O itiner&aacute;rio come&ccedil;a com ora&ccedil;&otilde;es e reflex&otilde;es de dom Leonardo Ulrich Steiner, bispo auxiliar de Bras&iacute;lia e secret&aacute;rio-geral da CNBB, irm&atilde; Maria In&ecirc;s Vieira Ribeiro, presidente da CRB, e padre George Tarjra Albuquerque, assessor pastoral da arquidiocese de Bras&iacute;lia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os participantes da caminhada devem trazer lanternas e uma flor, que ser&aacute; colocada no gramado frontal ao Senado Federal. O ato simb&oacute;lico quer trazer &agrave; mem&oacute;ria crian&ccedil;as, jovens, homens e mulheres que morreram ou desapareceram como v&iacute;timas do tr&aacute;fico de pessoas. Todo o percurso ser&aacute; silencioso e feito de forma oracional. De duas a tr&ecirc;s faixas do Eixo Monumental devem ser utilizadas para a caminhada. A iniciativa nasceu em um retiro espiritual dos jesu&iacute;tas, em que participaram integrantes da CRB.&nbsp;&ldquo;A organiza&ccedil;&atilde;o para a caminhada j&aacute; est&aacute; quase toda estabelecida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A caminhada tem a a&ccedil;&atilde;o de Deus, &eacute; da vontade d&rsquo;Ele. Aproveitamos a ocasi&atilde;o para oferecer a caminhada &agrave; Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, padroeira de Bras&iacute;lia e tamb&eacute;m uma mulher, que entende o sofrimento das mulheres que passaram e passam pelo tr&aacute;fico de pessoas&rdquo;, explica irm&atilde; Rosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A iniciativa tamb&eacute;m conta com o apoio das Pontif&iacute;cias Obras Mission&aacute;rias (POM), Centro Cultural Mission&aacute;rio (CCM), Comunidade de Vida Crist&atilde; (CVX), C&aacute;ritas Brasileira, Conselho Nacional de Igrejas Crist&atilde;s, pastorais e movimentos da arquidiocese de Bras&iacute;lia e da A&ccedil;&atilde;o Episcopal Alem&atilde; Adveniat, entre outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem vier participar deve deixar o carro em estacionamentos pr&oacute;ximos ao Teatro Nacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CPI do tr&aacute;fico<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Comiss&atilde;o Parlamentar de Inqu&eacute;rito (CPI) do Tr&aacute;fico de Pessoas no Brasil aprovou o relat&oacute;rio final, no fim de maio, e produziu o projeto de lei 6934\/13, alterando diversos aspectos da legisla&ccedil;&atilde;o brasileira. Entre as propostas est&atilde;o a cria&ccedil;&atilde;o de um tipo penal b&aacute;sico para o tr&aacute;fico de pessoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As tipifica&ccedil;&otilde;es atuais na legisla&ccedil;&atilde;o nacional s&atilde;o voltadas para o crime de tr&aacute;fico internacional de pessoas com fins de prostitui&ccedil;&atilde;o e o tr&aacute;fico de crian&ccedil;as e adolescentes. Por outro lado, o tr&aacute;fico para trabalhos for&ccedil;ados ou semelhantes &agrave; escravid&atilde;o, assim como transplante de &oacute;rg&atilde;os n&atilde;o t&ecirc;m tipo penal correto.&nbsp;As penas para os crimes mencionados tamb&eacute;m passam a ser mais r&iacute;gidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As regras para ado&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m ficam mais r&iacute;gidas. O projeto de lei procura assegurar o respeito estrito &agrave; ordem estabelecida no Cadastro Nacional de Adotantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tr&aacute;fico em Portugal<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em relat&oacute;rio divulgado em maio pelo Observat&oacute;rio do Tr&aacute;fico de Seres Humanos (OTSH), do Minist&eacute;rio da Administra&ccedil;&atilde;o Interna de Portugal, o n&uacute;mero de pessoas sinalizadas como prov&aacute;veis v&iacute;timas de tr&aacute;fico humano mais do que triplicou no pa&iacute;s: passou de 81, em 2012, para 299, em 2013. O aumento chega a 269%. Assim como o Brasil, Portugal tamb&eacute;m &eacute; rota, destino e origem do tr&aacute;fico de pessoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre as 299 pessoas, 49 s&atilde;o menores, 27 dos quais em investiga&ccedil;&atilde;o. A maioria &eacute; composta por estrangeiros, tendo os romenos mais representatividade com 185 sinaliza&ccedil;&otilde;es. Tamb&eacute;m h&aacute; cidad&atilde;os da Guin&eacute;-Bissau, Nig&eacute;ria, Bulg&aacute;ria e Brasil. Os portugueses s&atilde;o 31, dos quais 17 menores de idade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O acr&eacute;scimo destas sinaliza&ccedil;&otilde;es pode ser explicado pelo aumento das den&uacute;ncias relacionadas com explora&ccedil;&atilde;o laboral, sobretudo as ligadas &agrave; agricultura.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Iniciativa deve reunir entre 500 e 1000 pessoas na Esplanada dos Minist\u00e9rios, na noite do dia 11 de junho<br \/>\nPor Lilian da Paz<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-1216","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1216","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1216"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1216\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1625,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1216\/revisions\/1625"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1216"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1216"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1216"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}