{"id":158,"date":"2010-10-26T11:06:11","date_gmt":"2010-10-26T11:06:11","guid":{"rendered":""},"modified":"2015-03-15T17:30:26","modified_gmt":"2015-03-15T17:30:26","slug":"emigracao-de-cristaos-do-oriente-medio-catastrofe-para-isla","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/emigracao-de-cristaos-do-oriente-medio-catastrofe-para-isla\/","title":{"rendered":"Emigra\u00e7\u00e3o de crist\u00e3os do Oriente M\u00e9dio, cat\u00e1strofe para Isl\u00e3"},"content":{"rendered":"<p>CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 25 de outubro de 2010 (ZENIT.org) &#8211;<\/p>\n<p>ZENIT: Isso que o senhor afirma representa a opini&atilde;o de todos os mu&ccedil;ulmanos sunitas no Oriente M&eacute;dio ou s&oacute; de uma parte?<\/p>\n<div style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt\">Muhammad al-Sammak: Minha posi&ccedil;&atilde;o, exposta na interven&ccedil;&atilde;o sinodal, representa a doutrina isl&acirc;mica, e sou um mu&ccedil;ulmano comprometido, seja falando no Vaticano ou em Meca. O que disse &eacute; fiel ao ensinamento isl&acirc;mico, e n&atilde;o creio que um verdadeiro mu&ccedil;ulmano crente possa se afastar dessa posi&ccedil;&atilde;o. Portanto, antes de preparar este discurso, fiz uma s&eacute;rie de consultas com o primeiro-ministro liban&ecirc;s, com a Associa&ccedil;&atilde;o Mundial da Dawa Isl&acirc;mica, assim como com o conselho geral da iniciativa do rei Abdallah para o di&aacute;logo entre as culturas e as religi&otilde;es, dado que a Ar&aacute;bia Saudita &eacute; a primeira refer&ecirc;ncia no mundo isl&acirc;mico. Por este motivo, creio que o texto expressa o parecer do mundo isl&acirc;mico em geral.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt\">ZENIT: Em seu discurso ao s&iacute;nodo, o senhor afirmou: &quot;facilitar a emigra&ccedil;&atilde;o dos crist&atilde;os significa obrig&aacute;-los a emigrar.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt\">Muhammad al-Sammak: Est&aacute; claro que o texto de minha interven&ccedil;&atilde;o &eacute; um convite n&atilde;o s&oacute; a alentar os crist&atilde;os a permanecer em seus pa&iacute;ses de origem, mas tamb&eacute;m a ajud&aacute;-los a alcan&ccedil;ar este objetivo. E a ajuda n&atilde;o s&oacute; deveria proceder de institui&ccedil;&otilde;es como o Vaticano ou o S&iacute;nodo dos Bispos. Deveria vir tamb&eacute;m das autoridades pol&iacute;ticas locais e da sociedade civil em que eles formam parte. H&aacute; uma responsabilidade comum isl&acirc;mico-crist&atilde;. A meu ver, os crist&atilde;os deveriam renunciar &agrave; ideia de emigrar do Oriente M&eacute;dio. Por outro lado, os mu&ccedil;ulmanos deveriam se dar conta que a emigra&ccedil;&atilde;o crist&atilde; constitui verdadeiramente uma cat&aacute;strofe em primeiro lugar para eles. Portanto, &eacute; um dever c&iacute;vico dos mu&ccedil;ulmanos oferecer sua contribui&ccedil;&atilde;o para que a presen&ccedil;a crist&atilde; no Oriente M&eacute;dio volte a ser o que foi com o passar dos s&eacute;culos: ber&ccedil;o da religi&atilde;o, da cultura e da civiliza&ccedil;&atilde;o.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt\">ZENIT: Que posi&ccedil;&atilde;o os crist&atilde;os devem tomar como presen&ccedil;a social e pol&iacute;tica no L&iacute;bano, perante as divis&otilde;es internas no Isl&atilde; entre sunitas e xiitas?<\/div>\n<div style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt\">Muhammad al-Sammak: Os crist&atilde;os no L&iacute;bano n&atilde;o s&atilde;o meros espectadores, nem um elemento exterior para a reconcilia&ccedil;&atilde;o dos elementos internos &agrave; estrutura nacional. O L&iacute;bano, em sua origem, nasce como resposta &agrave; necessidade crist&atilde;. A constitui&ccedil;&atilde;o da na&ccedil;&atilde;o libanesa aconteceu em 1920, como resposta a essa necessidade particular. O papel dos crist&atilde;os no L&iacute;bano n&atilde;o se pode reduzir &agrave; reconcilia&ccedil;&atilde;o entre as for&ccedil;as pol&iacute;ticas ou religiosas. O papel crist&atilde;o &eacute; fundador e essencial. N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel, portanto, imaginar que os crist&atilde;os sejam espectadores ou conselheiros passivos. A na&ccedil;&atilde;o os afeta em cada uma de suas dimens&otilde;es. Temos de deixar bem claro que grande parte do sofrimento crist&atilde;o no Oriente M&eacute;dio deve-se &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o do papel crist&atilde;o no L&iacute;bano, que se reflete negativamente no esp&iacute;rito dos crist&atilde;os do resto da regi&atilde;o. Favorecer a presen&ccedil;a crist&atilde; no Oriente M&eacute;dio deve come&ccedil;ar necessariamente pelo L&iacute;bano, que &eacute; a na&ccedil;&atilde;o-mensagem da conviv&ecirc;ncia civil entre mu&ccedil;ulmanos e crist&atilde;os.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt\">ZENIT: H&aacute; vis&otilde;es no Isl&atilde; do Oriente M&eacute;dio que veem nos crist&atilde;os um legado das cruzadas, a quem se deve eliminar&#8230;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt\">Muhammad al-Sammak: Este tema exige uma longa explica&ccedil;&atilde;o, que n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel no momento. Mas comecemos com os dados hist&oacute;ricos. O Cristianismo &eacute; mais antigo que o Isl&atilde; no Oriente. H&aacute; igrejas que ainda est&atilde;o em p&eacute; e que foram constru&iacute;das muito antes do profeta Maom&eacute; e da chegada do Isl&atilde;. Basta citar um epis&oacute;dio, documentado, que narra a visita ao profeta por parte de uma tribo crist&atilde; em Najran, na pen&iacute;nsula ar&aacute;bica. Os enviados chegaram para descobrir a nova religi&atilde;o. O profeta os acolheu em sua casa, que &eacute; o segundo lugar mais sagrado do Isl&atilde;, onde hoje &eacute; a mesquita de Medina. Ele estivera com o profeta durante todo um dia, comendo juntos, e quando chegou a hora da v&eacute;spera, o profeta os convidou para rezar em sua casa, mas eles preferiram rezar fora. O resultado do encontro foi um documento chamado &quot;o pacto de Najran&quot;. Este afeta todos os mu&ccedil;ulmanos e os compromete religiosamente at&eacute; o dia da ressurrei&ccedil;&atilde;o. O dever dos mu&ccedil;ulmanos &eacute; respeitar os crist&atilde;os e proteger e tutelar seus lugares de culto. O pacto pro&iacute;be o mu&ccedil;ulmano de construir uma casa ou mesquita com pedras utilizadas precedentemente em igrejas crist&atilde;s. H&aacute; outros temas interessantes que inclu&iacute; em um estudo de quinze pontos que todo mu&ccedil;ulmano deve levar em conta. Portanto, quando algu&eacute;m diz que os crist&atilde;os s&atilde;o um acr&eacute;scimo, algo novo no Oriente M&eacute;dio, eu pergunto: como podem ser, se sua religi&atilde;o &eacute; mais antiga que a dos mu&ccedil;ulmanos, como o documenta os pr&oacute;prios escritos sagrados da tradi&ccedil;&atilde;o isl&acirc;mica?<\/div>\n<div style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt\">Diz-se que os crist&atilde;os no Oriente M&eacute;dio s&atilde;o uma heran&ccedil;a das Cruzadas. Como podem ser, se eles mesmo foram v&iacute;timas dessas cruzadas, come&ccedil;ando pelo saque de Constantinopla ou pelas costas ocidentais do Mediterr&acirc;neo. Essas afirma&ccedil;&otilde;es de fac&ccedil;&otilde;es do Isl&atilde; n&atilde;o s&atilde;o mais que suposi&ccedil;&otilde;es baseadas em dados errados. Ademais, h&aacute; outro problema: alguns mu&ccedil;ulmanos veem o Ocidente como se se tratasse da cristandade. Isso n&atilde;o &eacute; verdade. Sei muito bem que o falecido Papa Jo&atilde;o Paulo II invocou com tenacidade as ra&iacute;zes crist&atilde;s da Europa na constitui&ccedil;&atilde;o unificada da Uni&atilde;o Europeia. Mas o texto final se redigiu sem a m&iacute;nima refer&ecirc;ncia a essas ra&iacute;zes. Portanto, n&atilde;o &eacute; justo lan&ccedil;a a culpa no Cristianismo pelas op&ccedil;&otilde;es do Ocidente. Esses problemas n&atilde;o s&atilde;o conhecidos por muitos mu&ccedil;ulmanos, que chegam a conclus&otilde;es erradas baseando-se em pressupostos equivocados. Por isso, &eacute; fundamental difundir uma cultura correta para corrigir esses preconceitos.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt\">ZENIT: Que os senhores t&ecirc;m feito para evitar a emigra&ccedil;&atilde;o crist&atilde;?<\/div>\n<div style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt\">Muhammad al-Sammak: Na medida de nossas possibilidades, tentamos sensibilizar os mu&ccedil;ulmanos sobre a grave perda que h&aacute; com a emigra&ccedil;&atilde;o dos crist&atilde;os do Oriente M&eacute;dio. Por causa desse &ecirc;xodo, o Oriente M&eacute;dio perde sua identidade, sua pluralidade, o esp&iacute;rito de toler&acirc;ncia e de respeito rec&iacute;proco. Inclusive no &acirc;mbito da pr&aacute;tica religiosa, o mu&ccedil;ulmano precisa do crist&atilde;o, para praticar os valores morais de sua f&eacute;, como a toler&acirc;ncia e o respeito. Portanto, a emigra&ccedil;&atilde;o &eacute; um dano para o tecido do Oriente, debilitando nossas sociedades e levando-as a um perigoso precip&iacute;cio.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt\">Ademais, se os crist&atilde;os emigram, a imagem que transmitimos &eacute; que os mu&ccedil;ulmanos s&atilde;o intolerantes com os crist&atilde;os no Oriente M&eacute;dio. Para os ocidentais, seria normal deduzir que os mu&ccedil;ulmanos n&atilde;o sabem e n&atilde;o podem conviver com os demais e, portanto, como podem conviver conosco? Isso se refletiria de maneira sumamente negativa nos 500 milh&otilde;es de mu&ccedil;ulmanos que vivem em sociedades que n&atilde;o s&atilde;o mu&ccedil;ulmanas. Qual seria seu destino? Portanto, &eacute; uma vantagem para os mu&ccedil;ulmanos preservar a presen&ccedil;a crist&atilde; no Oriente M&eacute;dio.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt\">ZENIT: &Eacute; poss&iacute;vel dogmaticamente para uma religi&atilde;o como o Isl&atilde;, que se considera &quot;religi&atilde;o de Estado&quot; (D &#299;n wa dunya), aceitar a ideia de na&ccedil;&atilde;o civil e pluralista?<\/div>\n<div style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt\">Muhammad al-Sammak: Essa n&atilde;o &eacute; uma quest&atilde;o nova para o Isl&atilde;. No L&iacute;bano, o falecido imame Mohammad Shams el-Din tinha proposto em sua &eacute;poca o projeto de Estado civil, quer dizer, a ideia de uma na&ccedil;&atilde;o crente, na qual o Estado respeite a pluralidade dos credos, assim como a n&atilde;o-cren&ccedil;a. A f&eacute;, de fato, &eacute; uma quest&atilde;o de consci&ecirc;ncia, &eacute; a rela&ccedil;&atilde;o entre Deus e o homem, e Deus julga cada um. O Alcor&atilde;o diz: &quot;n&atilde;o h&aacute; que obrigar ningu&eacute;m a crer&quot;, &quot;n&atilde;o pode haver f&eacute; com coer&ccedil;&atilde;o&quot;. Baseando-nos neste princ&iacute;pio, podemos construir o conceito de Estado civil. O Estado deve respeitar a religi&atilde;o, os ritos religiosos, convertendo-se ao mesmo tempo em uma na&ccedil;&atilde;o para todos. Disso j&aacute; se falou em muitos encontros mu&ccedil;ulmanos, de modo que &eacute; uma quest&atilde;o sobre a qual se pode discutir.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt\">ZENIT: Que avalia&ccedil;&atilde;o faz do di&aacute;logo inter-religioso?<\/div>\n<div style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt\">Muhammad al-Sammak: Primeiramente, n&atilde;o h&aacute; alternativa ao di&aacute;logo. Quando algu&eacute;m diz: &quot;o di&aacute;logo &eacute; in&uacute;til&quot;, eu pergunto: &quot;qual &eacute; a alternativa?&quot; Este &eacute; um ponto fundamental. Dialogar &eacute; a arte de encontrar a verdadeira opini&atilde;o do outro. Eu n&atilde;o possuo a verdade. O fato de come&ccedil;ar a dialogar com o outro significa que eu confesso que n&atilde;o tenho o monop&oacute;lio da verdade, mas que estou em sua busca. Significa tamb&eacute;m que poderia encontr&aacute;-la na opini&atilde;o ou na vis&atilde;o do outro. Por isso, respeito o outro e respeito sua vis&atilde;o. Este conceito de di&aacute;logo estende pontes de reciprocidade, distinguindo-se do respeito m&uacute;tuo.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt\">Para n&oacute;s, o di&aacute;logo n&atilde;o &eacute; s&oacute; algo te&oacute;rico. N&atilde;o desperdi&ccedil;amos nenhuma oportunidade de chegar &agrave;s pessoas, atrav&eacute;s de centros culturais, publica&ccedil;&otilde;es, transmiss&otilde;es de televis&atilde;o, entrevistas, encontros. Organizamos tamb&eacute;m encontros em que reunimos jovens mu&ccedil;ulmanos e crist&atilde;os, trabalhando juntos, escutando-nos uns aos outros, vendo como cada um reza e como vive sua vida e sua f&eacute;. Nestes encontros tem&aacute;ticos tocam temas muito atuais, como a liberdade de consci&ecirc;ncia, os direitos de cidadania, a liberdade religiosa. Mas tudo isso n&atilde;o &eacute; suficiente. O trabalho deve ser mais amplo, mas isso &eacute; o que podemos fazer e cremos que &eacute; urgente difundir esta cultura em todos os setores da sociedade.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt\">[Por Tony Assaf e Robert Cheaib]<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista com o conselheiro do mufti da Rep\u00fablica do L\u00edbano<br \/>\nA emigra\u00e7\u00e3o crist\u00e3 do Oriente M\u00e9dio \u00e9 um drama para os pr\u00f3prios mu\u00e7ulmanos da regi\u00e3o.<br \/>\n\u00c9 o que reconhece nesta entrevista a ZENIT Muhammad al-Sammak, conselheiro pol\u00edtico e religioso do mufti da Rep\u00fablica do L\u00edbano, enviado especial \u00e0 assembleia do S\u00ednodo dos Bispos, evento encerrado pelo Papa nesse domingo.<br \/>\nAl-Sammak recordou nessa reuni\u00e3o episcopal que h\u00e1 um documento, com frequ\u00eancia esquecido, que ratifica o dever religioso de todo mu\u00e7ulmano de ser protetor dos crist\u00e3os e de seus lugares de culto &#8220;at\u00e9 o dia da ressurrei\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-158","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/158","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=158"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/158\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1340,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/158\/revisions\/1340"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=158"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=158"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=158"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}