{"id":1731,"date":"2015-06-08T16:14:54","date_gmt":"2015-06-08T16:14:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/ocpm\/v2\/?p=1731"},"modified":"2015-06-08T16:14:54","modified_gmt":"2015-06-08T16:14:54","slug":"a-lingua-e-a-nossa-patria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/a-lingua-e-a-nossa-patria\/","title":{"rendered":"A L\u00cdNGUA \u00c9 A NOSSA P\u00c1TRIA"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/ocpm\/v2\/wp-content\/uploads\/pt_mix-328-Small.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1736\" src=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/ocpm\/v2\/wp-content\/uploads\/pt_mix-328-Small.jpg\" alt=\"pt_mix-328 (Small)\" width=\"480\" height=\"480\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-content\/uploads\/pt_mix-328-Small.jpg 480w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-content\/uploads\/pt_mix-328-Small-150x150.jpg 150w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-content\/uploads\/pt_mix-328-Small-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 480px) 100vw, 480px\" \/><\/a><\/p>\n<ol>\n<li><strong>Portugu\u00eas entre os emigrantes<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Dentro de dias vamos celebrar mais um Dia de Portugal, das Comunidades e de Cam\u00f5es. Noutros tempos designava-se simplesmente Dia de Cam\u00f5es, o grande cantor da l\u00edngua portuguesa. No contacto com os nossos emigrantes em pa\u00edses com idiomas muito diferentes do portugu\u00eas compreendo bem o sentido e a for\u00e7a da express\u00e3o de outro nosso grande poeta, Fernando Pessoa: a l\u00edngua \u00e9 a nossa p\u00e1tria.<\/p>\n<p>Nos meus contactos com as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo e com os seus agentes pastorais, padres, di\u00e1conos, catequistas e outros colaboradores noto a for\u00e7a da nossa l\u00edngua para fomentar os la\u00e7os da fam\u00edlia e das comunidades. A transmiss\u00e3o dos afetos, da f\u00e9 e dos valores familiares e crist\u00e3os \u00e9 mais eficiente quando se faz na l\u00edngua das origens da fam\u00edlia. Embora as novas gera\u00e7\u00f5es j\u00e1 frequentem ou frequentaram as escolas dos pa\u00edses onde residem e para a conversa\u00e7\u00e3o entre elas usem o idioma da escola, no entanto os valores e afetos t\u00eam uma express\u00e3o que n\u00e3o passa s\u00f3 por palavras nem por formul\u00e1rios, mesmo que sejam ora\u00e7\u00f5es tradicionais. Quando nos zangamos ou exprimimos sentimentos de amizade, n\u00e3o \u00e9 apenas a express\u00e3o do rosto que fala. Tamb\u00e9m surgem as palavras correspondentes que ouvimos e aprendemos no colo ou no ber\u00e7o. Da\u00ed a import\u00e2ncia da aprendizagem da l\u00edngua da nossa fam\u00edlia, para crescermos e fortalecermos a nossa identidade. Quem n\u00e3o faz esta experi\u00eancia pode acabar por viver inseguro, sem p\u00e1tria.<\/p>\n<p>Sei que o crist\u00e3o \u00e9 cidad\u00e3o do mundo. Em toda a parte \u00e9 concidad\u00e3o e n\u00e3o estrangeiro. Mas esta maturidade da vida humana e crist\u00e3 passa por v\u00e1rias fases, pelo di\u00e1logo com a diferen\u00e7a. A diversidade acaba por tornar-se uma riqueza na maturidade da vida. Os emigrantes que t\u00eam a possibilidade de crescer e desenvolver-se neste sentido acabam por constituir os cidad\u00e3os adultos do futuro e construir a sociedade sem fronteiras, mas n\u00e3o sem p\u00e1tria.<\/p>\n<p>As miss\u00f5es e associa\u00e7\u00f5es de l\u00edngua portuguesa, com os seus movimentos e atividades pr\u00f3prias, como catequese, celebra\u00e7\u00f5es, ranchos, escolas de forma\u00e7\u00e3o e aprendizagem da l\u00edngua portuguesa e do idioma do pa\u00eds de resid\u00eancia s\u00e3o uma grande riqueza para ajudar neste desenvolvimento de inclus\u00e3o e maturidade, em que cada um contribui com o melhor de si. Aproveito para agradecer a todos, agentes pastorais, institui\u00e7\u00f5es e associa\u00e7\u00f5es das comunidades de l\u00edngua portuguesa espalhadas pelo mundo, que ajudam as novas gera\u00e7\u00f5es a conhecer as suas ra\u00edzes e a integrar-se no pa\u00eds de resid\u00eancia. Est\u00e3o a dilatar a p\u00e1tria pelo mundo e a ajudar ao aparecimento da nova sociedade, onde todos s\u00e3o concidad\u00e3os e n\u00e3o estrangeiros.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<a href=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/ocpm\/v2\/wp-content\/uploads\/cplp-Small.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1735\" src=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/ocpm\/v2\/wp-content\/uploads\/cplp-Small.jpg\" alt=\"cplp (Small)\" width=\"613\" height=\"480\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-content\/uploads\/cplp-Small.jpg 613w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-content\/uploads\/cplp-Small-300x235.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 613px) 100vw, 613px\" \/><\/a>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><strong> Contributo das comunidades portuguesas<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>A Comunidade europeia surgiu da inspira\u00e7\u00e3o de grandes pol\u00edticos crist\u00e3os depois da experi\u00eancia tr\u00e1gica da segunda grande guerra, cujo fim foi h\u00e1 70 anos, assinalados com grande pompa sobretudo nos pa\u00edses que dela foram cen\u00e1rio. Direta ou indiretamente toda a humanidade sofreu as suas desastrosas consequ\u00eancias.<\/p>\n<p>Todos queremos a paz, mas nem todos a sabem construir no dia a dia. A Comunidade europeia como espa\u00e7o de mobilidade e de aceita\u00e7\u00e3o das diferen\u00e7as ainda tem muito que aprender e realizar em ordem \u00e0 integra\u00e7\u00e3o harm\u00f3nica de todos os que vivem no seu espa\u00e7o, mas tamb\u00e9m dos muitos que a procuram para a\u00ed viver e contribuir para o seu desenvolvimento econ\u00f3mico e social. Ainda h\u00e1 muitos que s\u00e3o marginalizados ou ficam pelo caminho, porque n\u00e3o conseguem encontrar o seu lugar nesta sociedade.<\/p>\n<p>Todos, tamb\u00e9m as comunidades crist\u00e3s, devem dar o seu contributo para a constru\u00e7\u00e3o dessa sociedade de concidad\u00e3os e n\u00e3o de estrangeiros. Precisamente sobre este contributo vou deixar aqui um \u00faltimo pensamento. Como podem as nossas comunidades de l\u00edngua portuguesa espalhadas pelo mundo contribuir para a constru\u00e7\u00e3o de uma nova cidadania, sem fronteiras, na riqueza da diversidade de l\u00ednguas e culturas?<\/p>\n<p>Afirmamos que Deus criou a humanidade, com a diversidade de cores e l\u00ednguas, mas tamb\u00e9m algu\u00e9m disse que os portugueses criaram a mesti\u00e7agem. Nisto reside a nossa riqueza. Saber viver e conviver com todo o ser humano. Isto tenho observado nas nossas comunidades, onde convivem pessoas provenientes dos diversos pa\u00edses de l\u00edngua portuguesa e tamb\u00e9m de outras l\u00ednguas, mas que gostam da nossa maneira de ser, simples e sem complexos.<\/p>\n<p>Como membro da Comiss\u00e3o episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana agrade\u00e7o a Deus esta capacidade e fa\u00e7o votos para que continue e se aprofunde, dando assim um precioso contributo para o surgimento de uma nova sociedade, de coniv\u00eancia pac\u00edfica de cidad\u00e3os de v\u00e1rias proveni\u00eancias. Que os diversos agentes pastorais, sejam de que pa\u00eds for, sejam bem acolhidos e saibam ajudar a desenvolver esta capacidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2020 Ant\u00f3nio Vitalino, bispo de Beja<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Portugu\u00eas entre os emigrantes Dentro de dias vamos celebrar mais um Dia de Portugal, das Comunidades e de Cam\u00f5es. 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