{"id":1879,"date":"2015-09-11T13:01:00","date_gmt":"2015-09-11T13:01:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/ocpm\/v2\/?p=1879"},"modified":"2015-09-15T16:49:36","modified_gmt":"2015-09-15T16:49:36","slug":"refugiados-a-exigencia-da-fraternidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/refugiados-a-exigencia-da-fraternidade\/","title":{"rendered":"Refugiados: a exig\u00eancia da fraternidade"},"content":{"rendered":"<p>CONFER\u00caNCIA EPISCOPAL PORTUGUESA<\/p>\n<p>Nota da Comiss\u00e3o Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana<!--more--><\/p>\n<p>Temos todos, conhecimento dos numerosos grupos de pessoas que tentaram atravessar o Mediterr\u00e2neo nos \u00faltimos tempos (mais de 300 mil desde Janeiro); muitas morreram (mais de 2500 no mesmo per\u00edodo). Vimos imagens. Ouvimos relatos. Imagens que prefer\u00edamos n\u00e3o ter visto, relatos que seria melhor n\u00e3o termos escutado. N\u00e3o podemos dizer que n\u00e3o repar\u00e1mos.\u00a0Fomos todos sobressaltados com a not\u00edcia das 71 pessoas, possivelmente refugiados s\u00edrios, que morreram asfixiadas num cami\u00e3o que foi encontrado numa estrada da \u00c1ustria. O Papa Francisco recordou-as neste domingo e n\u00f3s recordamo-las com ele.<\/p>\n<p>Temos todos, not\u00edcia dos muros que se multiplicam, das barreiras que levantam, da morosidade em encontrar apoios e solu\u00e7\u00f5es consistentes.<\/p>\n<p>N\u00e3o se pode esperar mais! V\u00e1rios Bispos de Portugal t\u00eam manifestado o sentir da Igreja. \u00abHoje, somos n\u00f3s chamados a abrir as portas fechadas da Europa\u00bb (Ant\u00f3nio Francisco dos Santos, Bispo do Porto).<\/p>\n<p>\u00abN\u00e3o podemos ficar mais indiferentes, isto p\u00f5e \u00e0 prova toda a identidade, generosidade e solidariedade crist\u00e3s\u00bb (Ant\u00f3nio Marto, Bispo de Leiria-F\u00e1tima)<\/p>\n<p>\u00abPerante tudo isto, j\u00e1 n\u00e3o bastam discursos, nem continuarmos somente em reuni\u00f5es e encontros. Creio que \u00e9 chegada a hora da ac\u00e7\u00e3o. Acho que \u00e9 urgente interrogarmo-nos sobre o porqu\u00ea deste \u00eaxodo. Porque tantas pessoas querem deixar os seus pa\u00edses. A resposta ter\u00e1 de ser europeia, sem d\u00favida nenhuma, mas, porque n\u00e3o diz\u00ea-lo, tamb\u00e9m mundial, porque h\u00e1 muitos problemas ligados a esta situa\u00e7\u00e3o\u00bb (Jorge Ortiga, Arcebispo de Braga, Presidente da Comiss\u00e3o Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana).<\/p>\n<p>\u00abA dram\u00e1tica situa\u00e7\u00e3o de tantos milhares de pessoas que demandam a Europa como lugar de paz e de sustento para si e para os seus, arrostando com dur\u00edssimas dificuldades para chegar e permanecer no nosso Continente, exige de todos n\u00f3s a resposta mais humana e capaz\u00bb (Manuel Clemente, Cardeal Patriarca de Lisboa, Presidente da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa).<\/p>\n<p>\u00abBasta de cimeiras para descortinar formas de impedir que os povos da fome se aproximem da nossa casa, apenas para apanharem as migalhas que caem da nossa mesa! N\u00e3o mais o travar caminho aos que fogem \u00e0 carnificina horrorosa e b\u00e1rbara dos que matam em nome de uma f\u00e9! [&#8230;] Temos o direito de exigir aos pol\u00edticos do mundo solu\u00e7\u00f5es s\u00e9rias e sustent\u00e1veis. Mas temos tamb\u00e9m de criar e difundir uma nova mentalidade: a do tal projeto universal de Deus que h\u00e1-de sobrepor-se aos regionalismos e \u00e0s barreiras humanas\u00bb (Manuel Linda, Bispo das For\u00e7as Armadas e de Seguran\u00e7a, Membro da Comiss\u00e3o Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana).<\/p>\n<p>\u00ab\u00c9 sempre uma situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil, mas \u00e9 poss\u00edvel acolher muito mais gente [&#8230;]. Portugal tem lugar para muitos\u00bb (Ant\u00f3nio Vitalino Dantas, Bispo de Beja, Membro da Comiss\u00e3o Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana).<\/p>\n<p>\u00abA ac\u00e7\u00e3o ter\u00e1 que ser cada vez mais nos pa\u00edses de onde eles v\u00eam, de tal modo que possam encontrar a\u00ed condi\u00e7\u00f5es de trabalho, viver em paz e na sua fam\u00edlia. Pede-se uma colabora\u00e7\u00e3o muito importante da Europa para que de facto as raz\u00f5es pelas quais as pessoas fogem da sua terra terminem o mais breve poss\u00edvel\u00bb (Il\u00eddio Leandro, Bispo de Viseu).<\/p>\n<p>No dia da apresenta\u00e7\u00e3o p\u00fablica da PAR \u2013 Plataforma de Apoio aos Refugiados, a que a Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa j\u00e1 deu o seu apoio e que conta com competentes organiza\u00e7\u00f5es no terreno, a Comiss\u00e3o Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana deseja manifestar-lhe, todo seu apre\u00e7o, na esperan\u00e7a de que ajudemos a minimizar o impacto da grave crise humana que atualmente \u00e9 vivida a n\u00edvel mundial. Num recente artigo de jornal (o Frankfurt Allgemeine Zeitung), um governante de um estado europeu afirma temer pela perda das ra\u00edzes crist\u00e3s da Europa devido \u00e0 chegada do grande n\u00famero (fala de \u201cinvas\u00e3o\u201d) de refugiados, sobretudo mu\u00e7ulmanos. Diz ser \u201calarmante\u201d o facto de os povos europeus n\u00e3o conseguirem \u201cdefender os pr\u00f3prios valores crist\u00e3os\u201d. A Comiss\u00e3o Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana considera alarmantes estas afirma\u00e7\u00f5es que contrariam objectivamente a pessoa de Jesus e o seu Evangelho. Importa que possamos agir em rede europeia e internacional, para n\u00e3o se perderem esfor\u00e7os nem dilu\u00edrem responsabilidades, at\u00e9 porque se trata duma opera\u00e7\u00e3o de futuro complexo. A Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa, agora em Roma, na sua visita ad Limina, para encontros de trabalho com o Papa Francisco e as institui\u00e7\u00f5es da Santa S\u00e9, deseja contribuir para uma resposta concreta, em colabora\u00e7\u00e3o com o Estado e a comunidade internacional.<\/p>\n<p>4 de Setembro de 2015<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CONFER\u00caNCIA EPISCOPAL PORTUGUESA Nota da Comiss\u00e3o Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1849,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[5,22],"tags":[],"class_list":["post-1879","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","category-orientacoes-pastorais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1879","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1879"}],"version-history":[{"count":11,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1879\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1933,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1879\/revisions\/1933"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1849"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1879"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1879"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1879"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}