{"id":2597,"date":"2016-07-27T10:09:00","date_gmt":"2016-07-27T10:09:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/ocpm\/v2\/?p=2597"},"modified":"2016-07-27T10:09:00","modified_gmt":"2016-07-27T10:09:00","slug":"atentado-contra-a-vida-a-liberdade-e-a-religiao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/atentado-contra-a-vida-a-liberdade-e-a-religiao\/","title":{"rendered":"\u00a0 ATENTADO CONTRA A VIDA, A LIBERDADE E A RELIGI\u00c3O"},"content":{"rendered":"<div class=\"gmail_quote\">\n<div dir=\"ltr\">\n<p>COMUNICADO DO OBSERVAT\u00d3RIO PARA A LIBERDADE RELIGIOSA<\/p>\n<div><\/div>\n<div>O ataque a uma igreja no norte de Fran\u00e7a, enquadr\u00e1vel no que est\u00e1 a ser considerado como onda oportunista e difusa de brutal viol\u00eancia, acentua um tempo de perplexidade na Europa. &#8220;J\u00e1 n\u00e3o se encontram mais palavras diz\u00edveis&#8221; (1).<\/div>\n<div><\/div>\n<p>O Observat\u00f3rio para a Liberdade Religiosa (OLR) pronunciou-se noutras ocasi\u00f5es sobre atos terroristas e v\u00ea-se na conting\u00eancia de voltar a faz\u00ea-lo, relevando o car\u00e1cter simb\u00f3lico do sequestro desta manh\u00e3, na sequ\u00eancia do qual morreu um padre cat\u00f3lico de 86 anos.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>As autoridades francesas adiantam que os autores reivindicaram liga\u00e7\u00f5es ao Daesh. O ataque a uma igreja, a uma comunidade religiosa reunida pacificamente em culto, revela desprezo pela vida humana e pela liberdade religiosa. \u00c9 evidente que se trata de mais um atentado contra a Liberdade e as liberdades, contra o mundo livre.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>Estes atentados s\u00e3o da responsabilidade de criminosos que, na verdade, \u201cprocuram limitar as liberdades &#8211; tamb\u00e9m a religiosa -, agindo em nome de ideais que, pretendendo instaurar o medo e a instabilidade, servem apenas a barb\u00e1rie&#8221; (1), visam destruir a civiliza\u00e7\u00e3o da Liberdade e dos Direitos Humanos.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>&#8220;Entre os equ\u00edvocos do presente est\u00e1 a interpreta\u00e7\u00e3o do fen\u00f3meno religioso, que grupos marginais, armados, atuando isoladamente ou em grande escala, procuram fazer impor, confundindo e abusando da ess\u00eancia da religi\u00e3o e da religiosidade. N\u00e3o nos cabe fazer uma avalia\u00e7\u00e3o exeg\u00e9tica ou hermen\u00eautica dos (con)textos religiosos, mas a forma como a religi\u00e3o e o fen\u00f3meno religioso se manifestam ou podem manifestar na constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade integradora, plural e pac\u00edfica. Reclamando uma matriz religiosa, esses int\u00e9rpretes da religi\u00e3o revelam ser assassinos e delinquentes, agindo de forma cobarde, atacando os mais desprotegidos e (&#8230;) a pr\u00f3pria cidadania que nos estrutura e explica enquanto sociedade. (&#8230;) Assumem-se como representantes de uma religi\u00e3o que tamb\u00e9m lhes tem asco. Querem que o mundo acredite que atuam com um sentido religioso, quando as evid\u00eancias revelam que professam, isso sim, a desumanidade&#8221; (2).<\/p>\n<div><\/div>\n<p>O OLR insiste: &#8220;Perante a amea\u00e7a permanente da imprevisibilidade do terrorismo; perante as muta\u00e7\u00f5es do modo de viver na Europa, casa de acolhimento de gente que procura a Paz fora da sua terra natal; perante a escalada da xenofobia e da intoler\u00e2ncia, cada vez mais respaldadas \u00e0 dimens\u00e3o pol\u00edtico-partid\u00e1ria; perante um pensamento desintegrador e hostil, difundido tamb\u00e9m por centros imanentes de ideologias constru\u00eddas para o confronto e para a viol\u00eancia; perante tudo isto, \u00e9 necess\u00e1rio, \u00e9 urgente, alargar o espectro de uma reflex\u00e3o pragm\u00e1tica&#8221; (1).<\/p>\n<div><\/div>\n<p>Palco ao longo da hist\u00f3ria das maiores atrocidades, tamb\u00e9m com o argumento da perten\u00e7a a um grupo religioso, a Europa soube cruzar a raz\u00e3o com a f\u00e9 naquele que ser\u00e1 um dos seus maiores legados para a humanidade, e precisa de uma importante reflex\u00e3o pol\u00edtica e cultural, abrangente e inclusiva, sobre a sua realidade social e religiosa, sob risco de &#8211; at\u00e9 por for\u00e7a da amplia\u00e7\u00e3o medi\u00e1tica &#8211; acontecimentos violentos desencadearem intoler\u00e2ncia e segrega\u00e7\u00e3o, comprometendo as liberdades. &#8220;O cen\u00e1rio extremo do \u201cterror\u201d deve ter como resposta a firmeza da cultura europeia da Liberdade e da Justi\u00e7a&#8221; (1).<\/p>\n<div><\/div>\n<p>Pela experi\u00eancia hist\u00f3rica, sabemos que a religi\u00e3o, capaz de construir rela\u00e7\u00f5es de solidariedade e compaix\u00e3o, contribuindo para o edif\u00edcio \u00e9tico, \u00e9 usada tamb\u00e9m como combust\u00edvel de guerra. &#8220;Se \u00e9 um desafio para todos os que sustentam e se guiam pelos ideais da Liberdade baseados nos Direitos Humanos, \u00e9 tamb\u00e9m, e sobretudo, um desafio individual e coletivo para quem se diz isl\u00e2mico&#8221; (3).<\/p>\n<div><\/div>\n<p>Em nome da liberdade religiosa, o OLR manter-se-\u00e1 fiel aos seus valores: &#8220;respeito pelo princ\u00edpio das liberdades associativa, individual e de consci\u00eancia; facilitar processos de di\u00e1logo cultural, especificamente o di\u00e1logo entre estruturas de cren\u00e7a, promovendo o respeito pelas diferen\u00e7as e a responsabilidade social, para uma cidadania plena e ativa; sinaliza\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise do Fen\u00f3meno Religioso; est\u00edmulo \u00e0s pr\u00e1ticas de cidadania a partir da observa\u00e7\u00e3o dos direitos e deveres inerentes \u00e0 Liberdade Religiosa, como a import\u00e2ncia do estudo e produ\u00e7\u00e3o de conhecimento isento relativo ao Fen\u00f3meno Religioso&#8221; (4).<\/p>\n<div><\/div>\n<p>O OLR sublinha que estes atentados t\u00eam a visibilidade medi\u00e1tica que outros, um pouco por todo o mundo e das mais variadas formas, n\u00e3o t\u00eam. E solidariza-se &#8220;com todas as v\u00edtimas daqueles que procuram com a viol\u00eancia e o terror, o que a raz\u00e3o n\u00e3o lhes confere&#8221; (1).<\/p>\n<div><\/div>\n<p>Observat\u00f3rio para a Liberdade Religiosa, 26 de julho de 2016<\/p>\n<div><\/div>\n<div>(1) Comunicado NICE: A LIBERDADE DE LUTO, 15\/07\/2016<\/div>\n<div><\/div>\n<p>(2) Comunicado A URG\u00caNCIA DE OBSERVAR O FEN\u00d3MENO RELIGIOSO, 21\/12\/2015<\/p>\n<div><\/div>\n<p>(3) Comunicado O TERRORISMO \u00c0 PROCURA DO TERROR, 22\/03\/2016<\/p>\n<div><\/div>\n<p>(4) Carta de Princ\u00edpios do OLR, 22\/12\/2014<\/p>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div dir=\"ltr\">\n<div>\n<div dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\"><\/div>\n<div dir=\"ltr\">\n<div><b><i><a href=\"http:\/\/olr.ulusofona.pt\/quem-somos.html\" target=\"_blank\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-PT&amp;q=http:\/\/olr.ulusofona.pt\/quem-somos.html&amp;source=gmail&amp;ust=1469699189007000&amp;usg=AFQjCNGH0DeMUZ_V8XRLw4OvFZhmSFTrpw\">Carta de Princ\u00edpios OLR<\/a><\/i><\/b><\/div>\n<div><b><i><a href=\"http:\/\/olr.ulusofona.pt\/\" target=\"_blank\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-PT&amp;q=http:\/\/olr.ulusofona.pt\/&amp;source=gmail&amp;ust=1469699189008000&amp;usg=AFQjCNF_L3F1Wa9B_jajTlBWxHsFj9-X1Q\">Presen\u00e7a na web<\/a><\/i><\/b><\/div>\n<div><b><i><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/obslr?fref=ts\" target=\"_blank\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-PT&amp;q=https:\/\/www.facebook.com\/obslr?fref%3Dts&amp;source=gmail&amp;ust=1469699189008000&amp;usg=AFQjCNEOZMQjNGpPKbLH73_d3ooqWnR4qw\">P\u00e1gina Facebook<\/a><\/i><\/b><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estes atentados s\u00e3o da responsabilidade de criminosos que, na verdade, \u201cprocuram limitar as liberdades &#8211; tamb\u00e9m a religiosa -, agindo em nome de ideais que, pretendendo instaurar o medo e a instabilidade, servem apenas a barb\u00e1rie&#8221; (1), visam destruir a civiliza\u00e7\u00e3o da Liberdade e dos Direitos Humanos.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[5,6,7],"tags":[],"class_list":["post-2597","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","category-informacoes","category-recortes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2597","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2597"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2597\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2598,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2597\/revisions\/2598"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2597"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2597"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2597"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}