{"id":2697,"date":"2017-01-18T15:44:18","date_gmt":"2017-01-18T15:44:18","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/?p=2697"},"modified":"2017-01-18T15:44:44","modified_gmt":"2017-01-18T15:44:44","slug":"conclusoes-do-encontro-socio-pastorais-das-migracoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/conclusoes-do-encontro-socio-pastorais-das-migracoes\/","title":{"rendered":"Conclus\u00f5es do Encontro Socio-pastorais das Migra\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p><strong>Conclus\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p><strong>XVII ENCONTRO NACIONAL DOS AGENTES SOCIOPASTORAIS DAS MIGRA\u00c7\u00d5ES<br \/>\nF\u00e1tima, 15 de janeiro de 2017<\/strong><\/p>\n<p>Terminou, hoje, Dia Mundial do Refugiado e do Migrante, o 17\u00ba Encontro dos Agentes Sociopastorais das Migra\u00e7\u00f5es. Nos \u00faltimos tr\u00eas dias, em Leiria, reuniram cerca de 70 participantes, em torno da interroga\u00e7\u00e3o: \u201cRefugiados: euros ou pessoas?\u201d. Este \u00e9 um encontro anual, promovido pela Obra Cat\u00f3lica Portuguesa das Migra\u00e7\u00f5es, a C\u00e1ritas Portuguesa, o Departamento Nacional da Pastoral Juvenil e a Ag\u00eancia Ecclesia.<\/p>\n<p>Face a uma Europa que teima em ignorar os valores que impulsionaram a sua uni\u00e3o, n\u00e3o assumindo a solidariedade como um dos seus pilares mais fortes, deste encontro saiu refor\u00e7ada a convic\u00e7\u00e3o do papel da Igreja e da sociedade civil como promotores de mudan\u00e7a de consci\u00eancias e intervenientes no acolhimento e na integra\u00e7\u00e3o de pessoas e fam\u00edlias refugiadas. A necessidade deste refor\u00e7o resulta da consci\u00eancia da obriga\u00e7\u00e3o que t\u00eam em promover e defende a dignidade humana, sempre, mas sobretudo quando esta est\u00e1 amea\u00e7ada e tamb\u00e9m, neste caso, porque a Europa n\u00e3o est\u00e1 a ser capaz de assumir as suas responsabilidades, tendo vindo a mostrar-se, escandalosamente, \u201ct\u00edmida\u201d na resolu\u00e7\u00e3o da crise da mobilidade humana que o mundo atravessa, em especial o Extremo Oriente. Na sequ\u00eancia dos trabalhos resultou ainda a confirma\u00e7\u00e3o de que os fluxos migrat\u00f3rios, e, de forma mais gravosa, o recente drama dos refugiados est\u00e3o a esbarrar com uma Europa a ceder espa\u00e7o a ideologias anti-humanas, pondo cada vez mais em perigo a paz no mundo.<\/p>\n<p>O potencial da Europa para acolher refugiados \u00e9 muito superior aquilo que surge vinculado nos discursos pol\u00edticos. No in\u00edcio desta crise humanit\u00e1ria, disponibilizou-se a acolher um milh\u00e3o de pessoas que est\u00e3o a fugir da morte e, at\u00e9 agora, somente recebeu sete mil. A invoca\u00e7\u00e3o de impossibilidades de ordem econ\u00f3mica n\u00e3o \u00e9 mais que um c\u00ednico subterf\u00fagio, pois est\u00e1 provado que uma correta integra\u00e7\u00e3o contribui at\u00e9 para o crescimento econ\u00f3mico do pa\u00eds de acolhimento. Afirmar o contr\u00e1rio \u00e9 n\u00e3o estar a ajudar a uma correta informa\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os europeus, gerando medos infundados que est\u00e3o na origem de alguns comportamentos xen\u00f3fobos e de rejei\u00e7\u00e3o ao acolhimento de refugiados. A defesa dos direitos humanos \u00e9 uma garantia de seguran\u00e7a aos olhos de quem procura a Europa como local de destino e a n\u00e3o arbitrariedade nos crit\u00e9rios para o acolhimento \u00e9 uma exig\u00eancia \u00e9tica. A defesa do fraco, que neste encontro se leu \u201crefugiado\u201d, \u00e9 uma quest\u00e3o de justi\u00e7a, que nunca existir\u00e1 se n\u00e3o for dada prefer\u00eancia ao fraco. \u00c9 necess\u00e1rio criar condi\u00e7\u00f5es de um apoio humanit\u00e1rio imediato, defendendo a abertura de vias de acesso para que as pessoas se desloquem de forma segura e legal, para os pa\u00edses de acolhimento.<\/p>\n<p>As novas rela\u00e7\u00f5es inter-religiosas que t\u00eam sido suscitadas, no nosso pa\u00eds, est\u00e3o a revelar-se num contributo fundamental para a integra\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias refugiadas acolhidas por n\u00f3s. Portugal est\u00e1, assim, a dar um exemplo positivo, nesta mat\u00e9ria, \u00e0 Uni\u00e3o Europeia, nomeadamente, com a resposta consensual ao n\u00edvel politico. No entanto, revela-se uma resposta ainda curta para as expetativas e necessidades das fam\u00edlias retidas, desumanamente, em campos de refugiados. \u00c9 urgente que os portugueses deixem de lado uma \u201cindigna\u00e7\u00e3o de sof\u00e1\u201d, estimulada pelos picos de informa\u00e7\u00e3o e a explora\u00e7\u00e3o de casos dram\u00e1ticos, para agirem numa indigna\u00e7\u00e3o plena que leve ao verdadeiro compromisso. Para uma resposta pronta ao atual desafio de acolhimento \u00e0s fam\u00edlias que est\u00e3o para chegar a Portugal, a PAR \u2013 Linha da Frente e as Organiza\u00e7\u00f5es a ela associadas v\u00e3o promover um refor\u00e7o de sensibiliza\u00e7\u00e3o e consciencializa\u00e7\u00e3o sobre o que \u00e9 ser-se uma institui\u00e7\u00e3o de acolhimento. O objetivo \u00e9 alcan\u00e7ar o desafio que foi lan\u00e7ado pelo Papa Francisco para que \u201ccada par\u00f3quia, cada comunidade religiosa, cada santu\u00e1rio da Europa\u201d possa receber, pelo menos, uma fam\u00edlia de refugiados.<\/p>\n<p>Deste Encontro saiu o apelo a todos os portugueses que \u00e9 o de, constantemente, se perguntarem: qual a minha responsabilidade e que o que deverei fazer?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conclus\u00f5es XVII ENCONTRO NACIONAL DOS AGENTES SOCIOPASTORAIS DAS MIGRA\u00c7\u00d5ES F\u00e1tima, 15 de janeiro de 2017 Terminou, hoje, Dia Mundial do Refugiado e do Migrante, o 17\u00ba Encontro dos Agentes Sociopastorais das Migra\u00e7\u00f5es. Nos \u00faltimos tr\u00eas dias, em Leiria, reuniram cerca de 70 participantes, em torno da interroga\u00e7\u00e3o: \u201cRefugiados: euros ou pessoas?\u201d. 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