{"id":2832,"date":"2017-05-08T10:34:39","date_gmt":"2017-05-08T10:34:39","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/?p=2832"},"modified":"2017-05-08T10:34:39","modified_gmt":"2017-05-08T10:34:39","slug":"aparicoes-de-fatima-e-emigracao-portuguesa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/aparicoes-de-fatima-e-emigracao-portuguesa\/","title":{"rendered":"Apari\u00e7\u00f5es de F\u00e1tima e Emigra\u00e7\u00e3o Portuguesa"},"content":{"rendered":"<p><em>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, cs<\/em><\/p>\n<p>Neste m\u00eas de maio de 2017, Portugal comemora o centen\u00e1rio das apari\u00e7\u00f5es de Nossa Senhora de F\u00e1tima. Tudo come\u00e7ou no per\u00edodo entre maio e outubro de 1917, quando a imagem da Virgem Maria apareceu v\u00e1rias vezes, sobre uma azinheira, aos tr\u00eas pastorinhos chamados L\u00facia, Jacinta e Francisco. Depois de uma s\u00e9rie de tens\u00f5es e conflitos com as autoridades, o evento foi reconhecido e a devo\u00e7\u00e3o criou profundas ra\u00edzes dentro e fora de Portugal. Nos festejos dos 100 anos de tais apari\u00e7oes, e particularmente nos dias 12 e 13 de maio, o Papa Francisco n\u00e3o s\u00f3 marca presen\u00e7a no Santu\u00e1rio dedicado a N.Sra. de F\u00e1tima, como celebra a canoniza\u00e7\u00e3o de Jacinta e Francisco.<\/p>\n<p>O que isso tem a ver com a emigra\u00e7\u00e3o portuguesa? Para responder a essa pergunta, bastaria visitar as <em>comunidades scalabrinianas<\/em> dedicadas especialmente aos imigrantes portugueses em pa\u00edses t\u00e3o distantes e diferenciados como \u00e1frica do Sul, Alemanha, Austr\u00e1lia, Argentina, Brasil, Canad\u00e1, Estados Unidos, Inglaterra, Fran\u00e7a, Luxemburgo, Sui\u00e7a,Venezuela \u2013 para n\u00e3o falar do n\u00famero de cidades por onde se espalharam os portugueses que se viram obrigados a deixar a terra natal. Onde quer que cheguem, ali\u00e1s, costumam injetar sangue novo e novo entusiasmo na Igreja local, renovando o vigor de algumas par\u00f3quias.<\/p>\n<p>Juntamente com suas malas, pertences e recorda\u00e7\u00f5es, com seus problemas, sonhos e incertezas, a popula\u00e7\u00e3o emigrante portuguesa, como os emigrantes de qualquer outra etnia, leva consigo a cultura religiosa, e de maneira particular a devo\u00e7\u00e3o a N. Sra. de F\u00e1tima. Com raz\u00e3o a figura caracter\u00edstica de Maria sobre a azinheira, com os tr\u00eas pastorinhos, tornou-se rapidamente conhecida em todos os continentes e em uma grande quantidades de na\u00e7\u00f5es. Uma vez mais, um voo de p\u00e1ssaro sobre as <em>comunidades scalabrinianas<\/em> supracitadas revelaria de imediato a presen\u00e7a da imagem de F\u00e1tima. Imagem, diga-se de passagem, sempre profusamente cercada de flores, velas e fi\u00e9is. Se \u00e9 verdade que o movimento migrat\u00f3rio constitui \u00e0s vezes uma prova para a resist\u00eancia da f\u00e9, tamb\u00e9m \u00e9 certo que a presen\u00e7a de Maria ajuda a preserv\u00e1-la.<\/p>\n<p>A figura de S. Sra. de F\u00e1tima faz parte tanto do imagin\u00e1rio religioso portugu\u00eas quanto da bagagem de qualquer emigrante desse pequeno pa\u00eds, para n\u00e3o falar de outros povos. Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 isso. Como intercessora entre seu Filho Jesus e o povo a caminho, ela n\u00e3o apenas mant\u00e9m a f\u00e9 e a esperan\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o em di\u00e1spora, longe da familia e da p\u00e1tria, mas tamb\u00e9m ajuda-a no fortalecimento da uni\u00e3o e da solidariedade diante dos golpes e inconvenientes da migra\u00e7\u00e3o. N\u00e3o poucos estudos sobre deslocamentos humanos de massa nos asseguram que as express\u00f5es culturais e religiosas representam elementos de coes\u00e3o e de reagrupamento, seja diante da indiferen\u00e7a e da hostilidade externa, seja no que diz respeito \u00e0s fraturas internas. O bin\u00f4mio migra\u00e7\u00e3o e f\u00e9 tanto pode ser fator de fragnenta\u00e7\u00e3o e divis\u00e3o quanto de energia e resist\u00eancia.<\/p>\n<p>Diz o relato evang\u00e9lico que Jesus \u201cpercorria todas as cidades e povoados (&#8230;). Vendo as multid\u00f5es, Jesus teve compaix\u00e3o, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas sem pastor\u201d (Mt 9, 35-38). N\u00e3o seria exagero afirmar que, durante estes cem anos, a Virgem de F\u00e1tima seguiu de perto os caminhos e os passos dos emigrantes portugueses. Somados aos migrantes, refugiados, pr\u00f3fogos, itinerantes, mar\u00edtimos, \u201cdesplazados\u201d, expatriados e deportados de todo o mundo \u2013 constituem as novas \u201cmultid\u00f5es cansadas e abatidas\u201d. A eles, a figura de Maria de Nazar\u00e9, junto \u00e0 Trindade Santa, oferece intercess\u00e3o na car\u00eancia, companhia na solid\u00e3o, conforto na tristeza, for\u00e7a na adversidade e paz na tribula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><em>Roma, 7 de maio de 2017\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. 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