{"id":2880,"date":"2017-06-01T14:46:45","date_gmt":"2017-06-01T14:46:45","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/?p=2880"},"modified":"2017-06-01T14:46:45","modified_gmt":"2017-06-01T14:46:45","slug":"trocaram-portugal-pela-belgica-mas-querem-regressar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/trocaram-portugal-pela-belgica-mas-querem-regressar\/","title":{"rendered":"TROCARAM PORTUGAL PELA B\u00c9LGICA MAS QUEREM REGRESSAR"},"content":{"rendered":"<p>1 JUN 2017 09:00\u00a0\/\/\u00a0<a href=\"http:\/\/lifestyle.sapo.pt\/parceiros\/susana-krauss\">SUSANA KRAUSS<\/a>\u00a0\/\/\u00a0<a href=\"http:\/\/lifestyle.sapo.pt\/familia\/noticias-familia\">NOT\u00cdCIAS<\/a><\/p>\n<p>Mudaram-se de Portugal para Bruxelas por motivos profissionais dos pais. Agora vivem uma nova realidade, frequentam uma escola bem diferente e t\u00eam outras rotinas. Fomos conhecer a hist\u00f3ria destas cinco crian\u00e7as, e as suas expectativas para o futuro.<\/p>\n<p>.<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-2881 size-full\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-content\/uploads\/crian\u00e7as-e1496328256806.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"100\" \/>cr\u00e9ditos: @Susana Krauss<\/p>\n<p>Da esquerda para a direita: Maria, Matilde, Eduarda, Francisco e Rafael<\/p>\n<p>Maria, Eduarda, Matilde, Francisco e Rafael t\u00eam entre 10 e 11 anos, s\u00e3o colegas de turma e vivem na B\u00e9lgica h\u00e1 mais de dois anos.\u00a0A mudan\u00e7a n\u00e3o foi f\u00e1cil para a maior parte delas.<\/p>\n<p>Para a Matilde, 10 anos, foi at\u00e9 bastante dif\u00edcil. Quando os pais lhe contaram cerca de quatro meses antes que iam deixar Portugal, as l\u00e1grimas foram inevit\u00e1veis. \u201cQuando cheguei aqui, tinha oito anos, e fiz algumas birras. Chorava, n\u00e3o queria dormir no meu quarto, estava muito nervosa com a mudan\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>Maria, 10 anos, confessa que ficou triste com a mudan\u00e7a, mas por outro lado, sabia que ia ser uma nova experi\u00eancia. Para a Eduarda, 11 anos, o que custou mais foi deixar a fam\u00edlia para tr\u00e1s. Sendo do norte do pa\u00eds, mais precisamente de P\u00f3voa do Lanhoso, com uma fam\u00edlia grande, deix\u00e1-los foi o mais dif\u00edcil. \u201cN\u00f3s somos muito unidos, e tamb\u00e9m fiquei com saudades dos meus amigos. Mas, como a Maria, eu depois\u00a0gostei de conhecer aqui novos amigos\u201d, conclui.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da fam\u00edlia e amigos, h\u00e1 outras coisas que deixaram para tr\u00e1s e que ainda persistem na mem\u00f3ria. Francisco, 11 anos, vive na B\u00e9lgica desde que nasceu, e vai a Portugal nas f\u00e9rias da escola e ver\u00e3o. No entanto, e apesar de n\u00e3o ter a experi\u00eancia de ter vivido no pa\u00eds, como a maior parte dos seus colegas de turma, sabe muito bem identificar do que tem mais saudades sempre que regressa \u00e0 sua terra natal, o Pego, em Santar\u00e9m.<\/p>\n<p>\u201cSinto saudades de um pequeno campo de futebol onde jogo desde pequenino e espero que nunca ningu\u00e9m o destrua, porque \u00e9 uma grande lembran\u00e7a para mim\u201d. O Rafael diz que s\u00e3o \u201cdos gelados Ol\u00e1 e da minha antiga casa!\u201d que sente mais falta.<\/p>\n<p><strong>Uma escola diferente e um ensino bilingue<\/strong><\/p>\n<p>A escola foi outro passo importante na vida destas crian\u00e7as. Agora frequentam uma escola europeia, onde no recreio e nas salas de aulas se falam diferentes l\u00ednguas, al\u00e9m do portugu\u00eas. O m\u00e9todo de ensino e as rotinas tamb\u00e9m s\u00e3o diferentes.<\/p>\n<p>\u201cFoi dif\u00edcil, porque como eu era nova na escola, n\u00e3o me ligavam muito\u201d, revela Maria, que vive em Bruxelas h\u00e1 dois anos. Eduarda concorda. \u201cQuando cheguei, e como era a \u00fanica rapariga nova a entrar naquele ano, era ignorada e as outras meninas nunca queriam brincar comigo. Havia um grupo para o qual eu queria entrar, mas elas obrigavam-me a fazer coisas que eu n\u00e3o conseguia, s\u00f3 para n\u00e3o fazer parte daquele grupo\u201d.<\/p>\n<p>Hoje em dia, todos est\u00e3o perfeitamente adaptados \u00e0 nova escola e t\u00eam muitos amigos, inclusive de outras nacionalidades.<\/p>\n<p>Frequentar uma escola europeia para estas crian\u00e7as \u00e9 uma grande vantagem na aprendizagem de l\u00ednguas. \u201cNo recreio podemos logo praticar o ingl\u00eas ou o franc\u00eas, com outros meninos. Isso torna a aprendizagem de uma l\u00edngua muito mais f\u00e1cil\u201d, diz Francisco.<\/p>\n<p>Mesmo para quem n\u00e3o sabe ainda falar o franc\u00eas, h\u00e1 sempre um amigo disposto a ajudar. \u201cTenho amigas italianas e francesas, e \u00e0s vezes elas ensinam-me o franc\u00eas. Al\u00e9m disso, aqui no secund\u00e1rio a partir de um determinado ano podes aprender uma terceira e quarta l\u00edngua. Por isso, sais da escola a saber falar italiano, alem\u00e3o, espanhol ou outra, e isso vai ser importante para o nosso futuro \u201d, conta Matilde. Para Rafael, \u201cem Portugal aprendem-se outras l\u00ednguas um pouco mais tarde, e aqui come\u00e7a-se desde cedo.\u201d<\/p>\n<p>De uma maneira geral, consideram o ensino em Portugal mais exigente e mais dif\u00edcil. \u201cAqui eles fazem mais atividades, o que facilita a aprendizagem de determinadas mat\u00e9rias\u201d, revela Eduarda. Na opini\u00e3o da Maria, \u201cpara quem frequentou uma escola em Portugal, chega aqui e tudo parece mais f\u00e1cil\u201d. Matilde aponta outra quest\u00e3o, relacionada com a compatibilidade dos programas curriculares: \u201cQuando entrei aqui para o 4\u00ba ano, havia mat\u00e9rias que j\u00e1 tinha dado em Portugal, por isso n\u00e3o foi dif\u00edcil\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1 JUN 2017 09:00\u00a0\/\/\u00a0SUSANA KRAUSS\u00a0\/\/\u00a0NOT\u00cdCIAS Mudaram-se de Portugal para Bruxelas por motivos profissionais dos pais. Agora vivem uma nova realidade, frequentam uma escola bem diferente e t\u00eam outras rotinas. 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