{"id":2932,"date":"2017-09-11T13:34:26","date_gmt":"2017-09-11T13:34:26","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/?p=2932"},"modified":"2017-10-02T12:56:21","modified_gmt":"2017-10-02T12:56:21","slug":"morreu-d-antonio-francisco-dos-santos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/morreu-d-antonio-francisco-dos-santos\/","title":{"rendered":"Morreu D. Ant\u00f3nio Francisco dos Santos"},"content":{"rendered":"<p>Acordamos hoje, com a triste not\u00edcia do falecimento do Ant\u00f3nio Francisco dos Santos, presidente da Comiss\u00e3o Episcopal da Pastoral Social Mobilidade Humana.<\/p>\n<p>Agradecemos as condol\u00eancias at\u00e9 agora enviadas e gostaria de solicitar \u00a0que \u00a0nos auxiliassem na homenagem merecida que lhe queremos prestar.<\/p>\n<p>No fundo pedia-vos a mem\u00f3ria do impacto do Servi\u00e7o que prestou no campo das migra\u00e7\u00f5es, a menina dos seus olhos.<\/p>\n<p>Nesta hora de pesar que mem\u00f3rias de gratid\u00e3o? Ap\u00f3s a recolha colocaremos na nossa p\u00e1gina.<\/p>\n<p>Em comunh\u00e3o e unidos em ora\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Obra Cat\u00f3lica Portuguesa de Migra\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-content\/uploads\/20140411-bispo_02b2-e1493726407287.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-2799\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-content\/uploads\/20140411-bispo_02b2-e1493726407287.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"334\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>LUTO NA IGREJA EM PORTUGAL<\/strong><br \/>\nOremos pelo eterno descanso do senhor bispo do Porto que a nossa Comunidade de L\u00edngua Portuguesa do Luxemburgo teve a alegria de acolher em Maio de 2016 na sua visita pastoral \u00e0 Di\u00e1spora.<br \/>\nO saudoso D. Ant\u00f3nio Francisco dos Santos era o actual presidente da Comiss\u00e3o Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana (Migra\u00e7\u00f5es).<br \/>\nEnquanto esteve no meio de n\u00f3s visitou Esch-sur-Alzette, Cidade do Luxemburgo, Schieren, a Comunidade da Pris\u00e3o de Schrassig e presidiu \u00e0 49\u00aa Peregrina\u00e7\u00e3o nacional ao Santu\u00e1rio de Wiltz.<br \/>\nRecordemos o bom pastor do Porto na esperan\u00e7a e na gratid\u00e3o a Deus.<br \/>\nOremos em sil\u00eancio.<\/p>\n<p>Apresentamos \u00e0 Diocese do Porto, Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa, Comiss\u00e3o Episcopal da Mobilidade Humana e \u00e0 Obra Cat\u00f3lica Portuguesa de Migra\u00e7\u00f5es as nossas sinceras condol\u00eancias.<br \/>\nContai com a ora\u00e7\u00e3o na esperan\u00e7a da Comunidade Portuguesa e Lus\u00f3fona do Luxemburgo.<\/p>\n<p>P. Rui M. da Silva Pedro cs.<\/p>\n<p><strong>Partiu um amigo da nossa fam\u00edlia<\/strong><br \/>\nHoje morreu um Homem Santo!<br \/>\nUm Homem Santo, que antes de ser Bispo era Padre, e antes de ser Padre era um Homem, e era um Homem bom.<br \/>\nUm Homem Santo, que transbordava alegria no olhar, e a todos deixava alegres.<br \/>\nUm Homem Santo, capaz de deixar tudo e todos para vir abra\u00e7ar uma crian\u00e7a do outro lado da multid\u00e3o, e que se baixava para lhe apertar os atacadores dos sapatos &#8220;para que n\u00e3o tropeces&#8221;.<br \/>\nUm Homem Santo, que deixava a cadeira do poder para ir jantar com os pobres, mesmo sem se saber e sem necessidade que se soubesse.<br \/>\nUm Homem Santo, sempre preocupado com todos mais do que consigo mesmo.<br \/>\nUm Homem Santo, muitas vezes s\u00f3 como muitos est\u00e3o s\u00f3s em cidades grandes cheias de gente.<br \/>\nUm Homem Santo, simples humilde sincero, que aproveitava a visita dos amigos para &#8220;fugir&#8221; dar uma volta a p\u00e9 e acabar Feliz no Santini a comer um gelado&#8230;<br \/>\nHoje morreu um Homem Santo, partiu para a &#8220;Casa do Pai&#8221;, como tantas vezes dizia, que l\u00e1 tenha o descanso merecido. Para esta fam\u00edlia simples este Santo permanecer\u00e1.<br \/>\nQue interceda por n\u00f3s Dom Ant\u00f3nio Francisco, querido amigo.<br \/>\nZ\u00e9 Cupido Ventura e S\u00f3nia Cunha Neves<\/p>\n<p><strong>Um homem bom. uma perda imensa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u201c\u00c9 preciso que a Igreja ou\u00e7a quem dela fala e leia quem sobre ela escreve\u201d. O apelo de D. Ant\u00f3nio ecoou na Igreja dos Cl\u00e9rigos, naquele apressado final de tarde. J\u00e1 maio se fazia junho. A hora e o dia n\u00e3o ajudavam. A assist\u00eancia ficou aqu\u00e9m. Mas, amigo dos autores do livro* sobre o qual fora convidado a falar, Ant\u00f3nio Francisco n\u00e3o hesitou e foi o primeiro a ter uma palavra de motiva\u00e7\u00e3o. Explicaria que era imposs\u00edvel ficar indiferente \u00e0quela leitura. Que entendia o que o autores queriam dizer \u00e0 Igreja, aos crentes e n\u00e3o crentes, sobre o Papa Francisco.<br \/>\nNa sua simplicidade e abertura, Ant\u00f3nio Francisco dos Santos era exemplo. Formado na \u00c9cole Pratique de Hautes \u00c9tudes Sociales, em Paris, homem da filosofia e da sociologia, vivera na primeira pessoa a experi\u00eancia da laicidade francesa, a pastoral dos migrantes, as exig\u00eancias de um cosmopolitismo em mudan\u00e7a, o desafio de uma Igreja sem amarras para ir ao encontro de cada homem e mulher. Era reconhecido o seu esfor\u00e7o de abrang\u00eancia. Ainda bispo de Aveiro, impulsionou e apadrinhou encontros e iniciativas que levavam a debate vis\u00f5es d\u00edspares sobre assuntos nem sempre f\u00e1ceis para a Igreja. Era disso que ele gostava. De um di\u00e1logo dif\u00edcil, em ambientes sem alarido medi\u00e1tico, que, na diferen\u00e7a e pela diferen\u00e7a, elucida e aproxima as pessoas do essencial.<br \/>\nRaramente deixava algu\u00e9m sem resposta. Era um homem de proximidades. C\u00e2ndido na conversa e suave nas palavras. E de a\u00e7\u00e3o discreta. A gest\u00e3o de uma diocese como a do Porto causava-lhe por isso algum desgaste emocional. Mas nunca o v\u00edamos publicamente sem um sorriso.<br \/>\nAnt\u00f3nio era Francisco de nome, mas tamb\u00e9m de convic\u00e7\u00e3o. Um bra\u00e7o do Papa argentino. No estilo, na sintonia das ideias, no discernimento. Foi natural e \u00f3bvia a sua posi\u00e7\u00e3o quando a Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa decidiu levar a votos a sensibilidade dos bispos quanto \u00e0 possibilidade de os divorciados recasados poderem comungar. Sendo um homem do pensamento, colocava a lei e as normas no seu devido lugar. A pessoa concreta est\u00e1 primeiro.<br \/>\nAinda agora nos deixou. E j\u00e1 est\u00e1 a fazer muita falta ao pa\u00eds, ao pensamento, em primeiro lugar aos amigos e a todos os que viam nele uma \u00e2ncora. \u201cH\u00e1 que fazer sempre o discernimento com os sinais do tempo, assumir os desafios da cultura e estar sempre atento ao sopro impar\u00e1vel do Esp\u00edrito\u201d, disse naquela tarde na Torre dos Cl\u00e9rigos. Sendo Ant\u00f3nio Francisco isto tudo e tudo o que isto implica, vai ser dif\u00edcil substitu\u00ed-lo na Igreja em Portugal. A ala do di\u00e1logo, dos que est\u00e3o com Francisco, o Papa, perdeu um protagonista. Fica a esperan\u00e7a do bispo: \u201ca revolu\u00e7\u00e3o \u00e9 mesmo impar\u00e1vel, mas vai precisar de muito tempo para se fazer\u201d.<br \/>\n* Papa Francisco &#8211; A Revolu\u00e7\u00e3o Impar\u00e1vel (Manuscrito), de Ant\u00f3nio Marujo e Joaquim Franco<br \/>\nhttp:\/\/sicnoticias.sapo.pt\/opiniao\/2017-09-11-Um-homem-bom.-Uma-perda-imensa-1<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Acordamos hoje, com a triste not\u00edcia do falecimento do Ant\u00f3nio Francisco dos Santos, presidente da Comiss\u00e3o Episcopal da Pastoral Social Mobilidade Humana. Agradecemos as condol\u00eancias at\u00e9 agora enviadas e gostaria de solicitar \u00a0que \u00a0nos auxiliassem na homenagem merecida que lhe queremos prestar. 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