{"id":301,"date":"2006-10-25T12:05:46","date_gmt":"2006-10-25T12:05:46","guid":{"rendered":""},"modified":"2015-03-15T17:32:41","modified_gmt":"2015-03-15T17:32:41","slug":"pontes-22-julho-agosto-setembro-2006","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/pontes-22-julho-agosto-setembro-2006\/","title":{"rendered":"Pontes 22 &#8211; Julho \/ Agosto  \/ Setembro 2006"},"content":{"rendered":"<p>Boletim Informativo da OCPM<br \/>\nJulho \/ Agosto \/ Setembro 2006<br \/>\nAno 7 \u2013 n.\u00ba 22<br \/>\nDistribui\u00e7\u00e3o gratuita<br \/>\n______________________________<br \/>\nALICERCES<br \/>\nOs perigos da vida no estrangeiro<br \/>\nSeguem algumas passagens da Carta Pastoral dos Bispos da Ucr\u00e2nia aos ucranianos a residir em Portugal, escrita por ocasi\u00e3o da Peregrina\u00e7\u00e3o Internacional do Migrante e Refugiado a F\u00e1tima, nos dias 12 e 13 de Agosto de 2006.<br \/>\nAmados em Cristo, filhos e filhas da Ucr\u00e2nia,<br \/>\nEm terras portuguesas jamais houve um n\u00famero t\u00e3o grande de emigrantes ucranianos como agora. O \u00eaxodo da nossa gente para Portugal \u00e9 um fen\u00f3meno novo. H\u00e1 cerca de dez anos, partiram preponderantemente homens, os quais, a convite do governo portugu\u00eas, ajudaram na edifica\u00e7\u00e3o urbana e na constru\u00e7\u00e3o de est\u00e1dios e estradas. Com o decorrer do tempo, chegaram muitos mais e, entre esses, tamb\u00e9m muitas mulheres, as quais, em grande parte, come\u00e7aram a trabalhar como empregadas dom\u00e9sticas ou na assist\u00eancia a idosos, doentes e crian\u00e7as.<br \/>\nA experi\u00eancia das nossas comunidades noutros pa\u00edses demonstra como \u00e9 importante conservar a pr\u00f3pria identidade e jamais deixar de ser igual a si pr\u00f3prio. Se bem que seja f\u00e1cil, ser\u00e1, por\u00e9m, sempre poss\u00edvel se n\u00e3o perderdes o v\u00ednculo com Deus, com a Igreja e com a vossa comunidade. Quem se afasta de Deus e se preocupa somente com a acumula\u00e7\u00e3o de bens materiais, pode at\u00e9 consegui-lo, mas corre o risco de perder a sua alma e, com o passar do tempo, perder a consci\u00eancia da pr\u00f3pria identidade. \u00c9 igualmente importante manter v\u00ednculos com a sua comunidade, procurando comunicar com os seus conterr\u00e2neos, e isso refere-se particularmente \u00e0queles que pretendem permanecer em Portugal por um tempo mais longo.<br \/>\nUm exemplo disso v\u00eam-nos dos ucranianos emigrados na Am\u00e9rica do Norte e do Sul, os quais, tendo deixado a p\u00e1tria, procuraram primeiramente construir igrejas e centros culturais, e s\u00f3 ent\u00e3o se decidiram pela constru\u00e7\u00e3o das suas pr\u00f3prias moradias. Apesar de pertencerem \u00e0 quarta e quinta gera\u00e7\u00f5es, n\u00e3o deixaram de ser filhos da sua Igreja, de conservar a mem\u00f3ria das suas ra\u00edzes e dos valores que lhes foram legados pelos seus av\u00f3s e bisav\u00f3s. Pertencer \u00e0 comunidade significa respeitar uns e outros, desejar o bem ao pr\u00f3ximo e ajudar os necessitados e mais vulner\u00e1veis das migra\u00e7\u00f5es.<br \/>\nN\u00e3o podemos deixar de alertar sobre o duplo perigo que pode afectar uma vida no estrangeiro. O primeiro deles consiste no acto de viver num pa\u00eds que n\u00e3o \u00e9 o seu, isto \u00e9, na possibilidade de cair na rede de pessoas desprovidas de moral, de ser cruelmente explorado e privado violentamente de um sal\u00e1rio justo, de morar em condi\u00e7\u00f5es indignas e sub-humanas, entre outros. Outra face do perigo est\u00e1 relacionada com a ru\u00edna das pr\u00f3prias fam\u00edlias, quando, por exemplo, a esposa fica por longo tempo separada do marido, ou quando as crian\u00e7as ficam em casa como \u00f3rf\u00e3os virtuais, devido \u00e0 aus\u00eancia do pai ou da m\u00e3e, sob os cuidados da av\u00f3, sem o ambiente formativo e afectivo normal da fam\u00edlia. O pr\u00f3prio dinheiro &#8211; enviado regularmente pelos trabalhadores aos seus familiares &#8211; pode tornar-se o ensejo para v\u00e1rios v\u00edcios, para o consumismo, alcoolismo ou narcomania. O primeiro aspecto do perigo \u00e9 vencido de forma mais eficaz com esfor\u00e7os conjuntos, buscando apoio nas pessoas e estruturas da comunidade. Quanto ao segundo aspecto, todo aquele que se distanciou da sua fam\u00edlia deve reflectir seriamente se o dinheiro que ele ganha compensa a perda dos valores familiares.<br \/>\nA b\u00ean\u00e7\u00e3o do Senhor des\u00e7a sobre v\u00f3s!<br \/>\n+ LIUBOMYR, Arcebispo Maior de Kiev e Halytch<br \/>\n+ DION\u00cdSIO, Bispo-auxiliar do Arcebispo Maior de Kiev e Halytch<br \/>\n\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026<br \/>\nOLHAR DA IGREJA SOBRE O MUNDO<br \/>\nNovas Migra\u00e7\u00f5es e Diversidade Religiosa<br \/>\nSeguem as Conclus\u00f5es do Encontro Nacional da Pastoral da Mobilidade Humana realizado em Darque\/Viana do Castelo de 10 a 13 de Julho de 2006. Os 45 delegados das dioceses portuguesas constataram que:<br \/>\n1. O movimento ecum\u00e9nico em Portugal gra\u00e7as, sobretudo, \u00e0 imigra\u00e7\u00e3o oriunda de \u00c1frica, Brasil e Europa de Leste, est\u00e1 a ganhar um novo dinamismo a n\u00edvel das diferentes confiss\u00f5es crist\u00e3s e tem levantado novas quest\u00f5es entre os cat\u00f3licos que exigem um conhecimento maior do especifico de cada Igreja;<br \/>\n2. Apesar das confiss\u00f5es crist\u00e3s e outras religi\u00f5es serem minoria num pa\u00eds de maioria cat\u00f3lica, importa continuar a cooperar ecum\u00e9nica e intereligiosamente, mas no respeito da autonomia de cada comunidade e consolida\u00e7\u00e3o do di\u00e1logo franco e aberto;<br \/>\n3. A transmiss\u00e3o da f\u00e9 em contexto migrat\u00f3rio requer aten\u00e7\u00e3o muito especial \u00e0 fam\u00edlia, \u00e0 m\u00faltipla perten\u00e7a cultural e \u00e0 identidade religiosa da igreja de origem para que a f\u00e9 pessoal e comunit\u00e1ria se mantenha viva nas pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es;<br \/>\n4. Tem sido ao redor da Eucaristia e da Palavra de Deus que as comunidades imigrantes das v\u00e1rias confiss\u00f5es e ritos t\u00eam encontrado a melhor express\u00e3o da sua religiosidade, ritualidade e beleza, assim como o alimento para o seu crescimento na f\u00e9 em comunidade; <\/p>\n<p>5. Sendo na Igreja local que deve acontecer o di\u00e1logo entre as v\u00e1rias sensibilidades e orienta\u00e7\u00f5es religiosas, \u00e9 preciso intensificar a constitui\u00e7\u00e3o de \u201ccomunidades de transi\u00e7\u00e3o\u201d que ajudem a preservar a pr\u00f3pria identidade cultural dentro duma sadia diversidade e liberdade religiosas;<br \/>\n6. Os primeiros destinat\u00e1rios e agentes da pastoral das migra\u00e7\u00f5es s\u00e3o as dioceses porque \u00e9, em nome do bispo, que as equipas diocesanas s\u00e3o chamadas a animar as estruturas, as pessoas e os movimentos, com vista \u00e0 integra\u00e7\u00e3o eclesial;<br \/>\n7. O servi\u00e7o de anima\u00e7\u00e3o pastoral dos secretariados diocesanos \u00e9 um minist\u00e9rio necess\u00e1rio \u00e0 comunh\u00e3o na diversidade e universalidade da Igreja local que para, envolver todas as estruturas, congrega\u00e7\u00f5es religiosas e movimentos laicais, carece de maiores recursos e meios por parte das pr\u00f3prias dioceses para desenvolvimento da sua miss\u00e3o;<br \/>\n8. As migra\u00e7\u00f5es requerem uma forma\u00e7\u00e3o cont\u00ednua e espec\u00edfica para fazer uma leitura atenta do fen\u00f3meno &#8211; aut\u00eantico sinal dos tempos &#8211; e um diagn\u00f3stico das reais necessidades dos imigrantes e refugiados, sobretudo, ao n\u00edvel da forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3 de animadores leigos que liderem as comunidades migrantes;<br \/>\n9. \u00c9 preciso ir al\u00e9m do s\u00f3cio-caritativo continuando a apostar, apesar das dificuldades encontradas, na sensibiliza\u00e7\u00e3o das comunidades crist\u00e3s, assim como na organiza\u00e7\u00e3o de comunidades e centros religiosos que, com regularidade e com agentes pastorais pr\u00f3prios, possam ser lugares de reconhecimento, participa\u00e7\u00e3o e palco de integra\u00e7\u00e3o rec\u00edproca;<br \/>\n10. Do levantamento preparat\u00f3rio para o Encontro Nacional, as dioceses t\u00eam-se mobilizado positivamente, em chave ecum\u00e9nica, no apoio religioso aos imigrantes, especialmente, atrav\u00e9s de peregrina\u00e7\u00f5es, celebra\u00e7\u00f5es (Natal e P\u00e1scoa), festas nacionais, ced\u00eancia de espa\u00e7os \u2013 para igrejas n\u00e3o cat\u00f3licas &#8211; e na recomend\u00e1vel \u201cFesta dos Povos\u201d;<br \/>\n11. Quanto \u00e0 vaga de \u201cnovos\u201d emigrantes, sobretudo, constitu\u00edda por jovens, urge alertar as dioceses de destino para a sua presen\u00e7a e preparar agentes de media\u00e7\u00e3o intercomunit\u00e1ria para, na transi\u00e7\u00e3o, serem pessoas-ponte no acolhimento acompanhado e integra\u00e7\u00e3o gradual na sociedade e Igreja particular.                 <\/p>\n<p>Ser Fam\u00edlia em Terra Estrangeira<br \/>\nVII Encontro de Animadores S\u00f3cio- Culturais das Migra\u00e7\u00f5es vai realizar-se em F\u00e1tima, nos dias 12, 13 e 14 de Janeiro de 2007 sob o tema: \u201cSer fam\u00edlia em Terra Estrangeira2 com especial destaque para o dia 14 de Janeiro em que se celebra o Dia Mundial do Migrante e Refugiado.<br \/>\nA organiza\u00e7\u00e3o deste evento est\u00e1 a cargo da Obra Cat\u00f3lica Portuguesa de Migra\u00e7\u00f5es, Caritas Portuguesa e Ag\u00eancia Ecclesia e destina-se a caritas Diocesanas, Secretariados Diocesanos das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais, Volunt\u00e1rios de organiza\u00e7\u00f5es de Centros de Apoio ao Imigrante, capelanias, Movimentos e Congrega\u00e7\u00f5es Mission\u00e1rias.<br \/>\nEncontro Nacional 2007<br \/>\nOs participantes concordaram realizar o pr\u00f3ximo Encontro Nacional na diocese de Beja, de 9 a 12 de Julho de 2007, com a finalidade de, por um lado, estudar e partilhar experi\u00eancias quando aos movimentos crescentes a n\u00edvel transfronteiri\u00e7o de portugueses e imigrantes e, por outro, reflectir particularmente sobre significativa feminiza\u00e7\u00e3o da imigra\u00e7\u00e3o em Portugal e outras quest\u00f5es relacionadas com o g\u00e9nero.<br \/>\nMarque j\u00e1 na sua agenda!<br \/>\n&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<\/p>\n<p>COMISS\u00c3O EPISCOPAL DA MOBILIDADE HUMANA<br \/>\nMIGRANTES<br \/>\nCCEE solid\u00e1rio com a Igreja em Espanha<br \/>\nConvocados pela Comiss\u00e3o de Migra\u00e7\u00f5es do Conselho das Confer\u00eancias Episcopais da Europa (CCEE) aconteceu em Sig\u00fcenza, de 21 a 24 de Setembro, o Encontro anual de Directores Nacionais da Pastoral de Migra\u00e7\u00f5es. Participaram 46 representantes de 25 Confer\u00eancias Episcopais da Europa e da Santa S\u00e9, entre os quais 6 bispos, assim como representantes de organiza\u00e7\u00f5es cat\u00f3licas internacionais (COMECE, ICMC, CARITAS EUROPA). Portugal fez-se representar pelo secret\u00e1rio da CEMH, e o tema de estudo foi \u201cMigra\u00e7\u00f5es e juventude. Uma oportunidade para a sociedade e para a Igreja na Europa\u201d.<br \/>\nJovens: futuro de uma igreja renovada<br \/>\n1. Los participantes en el Encuentro han puesto de relieve la necesidad de intensificar y mejorar la pastoral con los inmigrantes en general y con los j\u00f3venes en particular. Estos constituyen el futuro de la nueva sociedad europea y de una Iglesia renovada y enriquecida por la aportaci\u00f3n de los numerosos j\u00f3venes que llegan a Europa o nacen ya en ella, procedentes de diversas culturas y de ricas tradiciones religiosas. Ellos son una \u201coportunidad para la Iglesia y la sociedad europeas\u201d. En el Encuentro se ha constatado el important\u00edsimo papel que en este proceso corresponde a la Organizaci\u00f3n de las Naciones Unidas (ONU), al Consejo de Europa (COE) y a la Uni\u00f3n Europea (UE).<br \/>\nAcontecimientos dolorosos, como los des\u00f3rdenes en barrios perif\u00e9ricos de Francia, o los atentados de Londres, protagonizados por j\u00f3venes, hijos o nietos de inmigrantes, ponen de manifiesto que el proceso de acogida y de integraci\u00f3n de los inmigrantes en Europa ha tenido sus serias deficiencias.<br \/>\nApelo \u00e0 responsabilidade dos pa\u00edses desenvolvidos<br \/>\n2. Impresionados por la dram\u00e1tica situaci\u00f3n actual de la llegada de inmigrantes de \u00c1frica a las Islas Canarias y a las costas del sur de la Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, Italia y Malta, los participantes en el Encuentro consideran este fen\u00f3meno como consecuencia de la injusta situaci\u00f3n de pobreza y subdesarrollo en los pa\u00edses de origen de los inmigrantes. Empujados por la necesidad, se lanzan a la aventura de alcanzar el \u201csue\u00f1o\u201d europeo con el deseo de escapar de la pobreza y mejorar su situaci\u00f3n y la de sus familias. Los participantes en el Encuentro denuncian esta injusta situaci\u00f3n y apelan a la responsabilidad de los pa\u00edses desarrollados de Europa, a la ONU, al COE y a la UE para que establezcan pol\u00edticas m\u00e1s generosas de ayuda al desarrollo de los pa\u00edses pobres y controles m\u00e1s eficaces de las mafias y de los traficantes de personas. Al mismo tiempo, expresan su solidaridad con la Conferencia Episcopal Espa\u00f1ola, con las di\u00f3cesis de Tenerife, de Canarias, y con las dem\u00e1s di\u00f3cesis afectadas, as\u00ed como con Caritas, con las Congregaciones religiosas, las ONG\u2019s y todos los que con su esfuerzo contribuyen a socorrer a estas personas, v\u00edctimas de la pobreza y del abuso de los traficantes y expuestos a graves peligros.<br \/>\nRecomenda\u00e7\u00f5es \u00e0s Igrejas sobre a juventude<br \/>\n3. Neste sentido, os participantes interrogaram-se sobre a maneira atrav\u00e9s da qual as igrejas podem aproveitar a oportunidade de responder \u00e0s aspira\u00e7\u00f5es e aos questionamentos dos jovens da migra\u00e7\u00e3o. No final do encontro e conscientes das suas responsabilidades ao servi\u00e7o da miss\u00e3o da Igreja, prop\u00f5e-se as seguintes recomenda\u00e7\u00f5es pastorais:<br \/>\n3.1 &#8211; As igrejas dos pa\u00edses de acolhimento, de tr\u00e2nsito e de partida dos jovens da migra\u00e7\u00e3o s\u00e3o chamadas a responder, num esp\u00edrito de di\u00e1logo e colabora\u00e7\u00e3o, \u00e0s crises de ang\u00fastia social e espiritual dos jovens, de modo particular relativamente aqueles que se encontram em situa\u00e7\u00e3o irregular ou s\u00e3o v\u00edtimas do tr\u00e1fico, procurando com os diferentes respons\u00e1veis civis e pol\u00edticos as solu\u00e7\u00f5es mais humanas.<br \/>\n3. 2 &#8211; Os jovens da migra\u00e7\u00e3o pedem a cria\u00e7\u00e3o de \u201cespa\u00e7os fraternos\u201d onde possam reaprender a auto-estima, consolidar a consci\u00eancia da pr\u00f3pria identidade, crescer na f\u00e9, refontalizar-se espiritualmente e encontrar o seu lugar na sociedade e na Igreja.<br \/>\n3. 3 &#8211; \u00c9 importante e necess\u00e1rio valorizar, nesses \u201cespa\u00e7os fraternos\u201d, as qualidades, os dinamismos humanos e espirituais dos jovens e reconhecer-lhes novas aptid\u00f5es para assumir responsabilidades eclesiais e sociais.<br \/>\nLisboa acolheu Confer\u00eancia Metropolis<br \/>\nA realidade das Migra\u00e7\u00f5es Internacionais juntou em Lisboa, de 2 a 6 de Outubro, especialistas de todo o mundo para a 11\u00aa Confer\u00eancia Internacional Metropolis, onde opini\u00f5es diversas com base em estudos, investiga\u00e7\u00f5es e tamb\u00e9m ac\u00e7\u00f5es no terreno de diversas organiza\u00e7\u00f5es se fundiram na converg\u00eancia de que as migra\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes e ajudam ao desenvolvimento.<br \/>\n&#8220;Caminhos e Encruzilhadas: pessoas em mobilidade e transforma\u00e7\u00e3o dos lugares&#8221;, reuniu mais de 700 especialistas, origin\u00e1rios de cerca de 50 pa\u00edses, entre os quais se encontraram investigadores com diferentes filia\u00e7\u00f5es disciplinares, dirigentes pol\u00edticos europeus e americanos e representantes de organiza\u00e7\u00f5es internacionais.<br \/>\nA excelente organiza\u00e7\u00e3o esteve a cargo do Grupo Metropolis\/ Portugal e do Alto Comissariado para a Imigra\u00e7\u00e3o Imigra\u00e7\u00e3o e Minorias \u00c9tnicas (ACIME), constou de oito sess\u00f5es plen\u00e1rias, 75 \u201cWorkshops\u201d e v\u00e1rias visitas a organiza\u00e7\u00f5es c\u00edvicas e bairros de imigrantes, para conhecer a realidade de Portugal.<br \/>\nMais informa\u00e7\u00f5es em: www.ceg.ul.pt\/metropolis2006<br \/>\n&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<br \/>\nMAREANTES<br \/>\nTestemunhas da Esperan\u00e7a<br \/>\nSob a convoca\u00e7\u00e3o do Conselho Pontif\u00edcio para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes (CPPMI) da Santa S\u00e9, realizou-se de 17 a 21 de Setembro, em Roma, It\u00e1lia, a Confer\u00eancia Europeia do Apostolado do Mar ao redor do tema: \u201cSolid\u00e1rios com as gentes do mar, como testemunhas da Esperan\u00e7a, atrav\u00e9s da proclama\u00e7\u00e3o da Palavra, Liturgia e Diaconia\u201d. Este evento integra-se no programa de prepara\u00e7\u00e3o a n\u00edvel de Continente europeu do XXII Congresso Mundial, agendado de 24 a 29 de Junho de 2007, em Gdynia, na Pol\u00f3nia.<br \/>\nTURISMO<br \/>\nSeu impacto negativo e positivo<br \/>\nAs grandes orienta\u00e7\u00f5es para a Pastoral do Turismo, apresentadas em 2004 ap\u00f3s o 6\u00ba Congresso Mundial sobre a Pastoral do Turismo de Banguecoque (Tail\u00e2ndia), defendiam um &#8220;Turismo ao servi\u00e7o do encontro dos povos&#8221; e a implementa\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo \u00c9tico Mundial para o Turismo, bem como o combate ao Turismo Sexual.<br \/>\nO minist\u00e9rio pastoral do turismo n\u00e3o deve esquecer a import\u00e2ncia da solidariedade com os desfavorecidos e os pobres, prestando uma particular aten\u00e7\u00e3o \u00e0s consequ\u00eancias da pobreza para a sua vida familiar. Essa solidariedade deve incluir o di\u00e1logo e advocacia com os respons\u00e1veis governamentais, para reduzir o impacto negativo do Turismo nas suas vidas, referiam os participantes.<br \/>\nEste ano, a Santa S\u00e9 na sua Mensagem para o XXVII Dia Mundial do Turismo destaca o potencial positivo do turismo, sobretudo quando &#8220;permite entrar em contacto e compreender outras culturas e sistemas de vida, partilhando assim um patrim\u00f3nio que pertence a todos&#8221;. &#8220;O turismo \u00e9 riqueza&#8221; e esta riqueza \u00e9 cultural, n\u00e3o tanto material, deixando &#8220;perceber outras formas de riqueza&#8221; e a hist\u00f3ria de outros povos, &#8220;que \u00e9 uma riqueza sem limites e que pertence a todos&#8221;.<br \/>\nUma realidade transversal<br \/>\nApesar de n\u00e3o existir ainda em Portugal um director nacional deste Departamento, junto da CEP, o secret\u00e1rio da Comiss\u00e3o Episcopal tem acompanhado esta tem\u00e1tica. Portugal vai estar presente nos dias 6 e 7 de Novembro, no Vaticano, por ocasi\u00e3o da reuni\u00e3o dos Directores Nacionais da Pastoral do Turismo na Europa. O Encontro Internacional \u00e9 convocado pelo Conselho Pontifico para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes (CPPMI) e vai ter como tema: \u201cO turismo, uma realidade transversal: aspectos pastorais\u201d.<br \/>\nCIGANOS<br \/>\nUma pastoral em renova\u00e7\u00e3o<br \/>\nO santu\u00e1rio de F\u00e1tima vai acolher de 17 a 19 de Novembro o 33\u00ba Encontro Nacional da Pastoral dos Ciganos, que ir\u00e1 contar com a presen\u00e7a de D. Ant\u00f3nio Vitalino, presidente da Comiss\u00e3o Episcopal da Mobilidade Humana.<br \/>\nEste tempo de forma\u00e7\u00e3o ser\u00e1 dedicado ao documento emitido, no inicio  deste ano pela Santa S\u00e9, intitulado \u201cOrienta\u00e7\u00f5es para uma Pastoral dos Ciganos\u201d.<br \/>\nPretende-se como habitualmente envolver um n\u00famero significativo de participantes de etnia cigana, com vista a estes serem agentes da sua pr\u00f3pria evangeliza\u00e7\u00e3o.<br \/>\nACONTECEU<br \/>\nPresidente da Rep\u00fablica e Imigrantes<br \/>\nIntegrado na 3\u00aa Jornada do Roteiro para a Inclus\u00e3o, dedicada ao \u201cVoluntariado e Exclus\u00e3o Social em Meio Urbano\u201d, o Presidente da Rep\u00fablica, Dr. An\u00edbal Cavaco e Silva, percorreu nos dias 10 e 11 de Outubro, os concelhos de Lisboa, Sintra, Moita e Seixal, especialmente os bairros em risco de maior exclus\u00e3o dos seus habitantes. O dia 11 foi dedicado \u00e0s comunidades imigrantes em Portugal, suas Associa\u00e7\u00f5es e Organiza\u00e7\u00f5es da Sociedade Civil que a eles se dedicam numa perspectiva de integra\u00e7\u00e3o e defesa dos direitos. A OCPM esteve presente na reuni\u00e3o de Associa\u00e7\u00f5es, Organiza\u00e7\u00f5es N\u00e3o Governamentais e Institui\u00e7\u00f5es Particulares de Solidariedade Social realizada no Seixal<br \/>\nTrabalhar no estrangeiro<br \/>\nNo dia 27 de Setembro foi apresentada em Lisboa, no Centro de Congressos, a nova Campanha de Informa\u00e7\u00e3o \u201cTrabalhar no Estrangeiro\u201d, para cidad\u00e3os portugueses que pretendam trabalhar fora de Portugal temporariamente ou residir durante um tempo prolongado. A Campanha \u00e9 da responsabilidade da parceria DGACCP, IEFP e IGT e conta com o apoio da Sociedade Civil para os seus objectivos. A OCPM j\u00e1 foi contactada pela DGACCP para colaborar. Esta ac\u00e7\u00e3o insere-se no Ano Europeu da Mobilidade de Trabalhadores.<br \/>\nEnvie noticias para:<br \/>\nagencia@ecclesia.pt e ocpm@ecclesia.pt<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Boletim OCPM<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[5,9],"tags":[],"class_list":["post-301","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","category-pontes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/301","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=301"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/301\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1274,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/301\/revisions\/1274"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=301"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=301"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=301"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}