{"id":3319,"date":"2018-07-10T13:49:44","date_gmt":"2018-07-10T13:49:44","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/?p=3319"},"modified":"2018-07-10T13:53:37","modified_gmt":"2018-07-10T13:53:37","slug":"portugal-deve-ser-solidario-tambem-com-os-refugiados-e-migrantes-venezuelanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/portugal-deve-ser-solidario-tambem-com-os-refugiados-e-migrantes-venezuelanos\/","title":{"rendered":"Portugal deve ser solid\u00e1rio tamb\u00e9m com os refugiados e migrantes venezuelanos."},"content":{"rendered":"<p>A PAR emitiu um comunicado sobre a situa\u00e7\u00e3o dos refugiados e migrantes for\u00e7ados da Venezuela, convocando \u00e0 solidariedade para com quem est\u00e1 a viver esta experi\u00eancia:<\/p>\n<p>Portugal deve ser solid\u00e1rio tamb\u00e9m com os refugiados e migrantes venezuelanos.<\/p>\n<ol>\n<li>Em Portugal, a aten\u00e7\u00e3o \u00e0s quest\u00f5es referentes a refugiados e a migrantes for\u00e7ados tem estado concentrada na crise do Mediterr\u00e2neo. Sem preju\u00edzo de merecer uma interven\u00e7\u00e3o priorit\u00e1ria e solid\u00e1ria no quadro europeu, da qual a PAR tem sido parte integrante, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a essa situa\u00e7\u00e3o que devemos responder. Noutros contextos geogr\u00e1ficos est\u00e3o em curso crises muito graves que exigem tamb\u00e9m a nossa aten\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Nos \u00faltimos anos tem-se vindo a agravar a situa\u00e7\u00e3o de \u00eaxodo de cidad\u00e3os venezuelanos que, por v\u00e1rios motivos, se veem obrigados a sair do seu pa\u00eds. Atualmente, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional das Migra\u00e7\u00f5es, este n\u00famero ascende a 1,6 milh\u00f5es de pessoas que procuraram ref\u00fagio noutros pa\u00edses, nomeadamente nos pa\u00edses vizinhos ou em pa\u00edses com os quais exista algum v\u00ednculo especial (p.e. por via de fluxos migrat\u00f3rios). Esta dimens\u00e3o migrat\u00f3ria configura uma crise humanit\u00e1ria relevante a que o mundo n\u00e3o pode ser indiferente.<\/li>\n<li>Portugal tem para com o povo venezuelano uma d\u00edvida de gratid\u00e3o. Durante d\u00e9cadas, a Venezuela foi terra de acolhimento para emigrantes portugueses que procuravam melhores condi\u00e7\u00f5es de vida. Agora que as circunst\u00e2ncias obrigam a que sejam os venezuelanos a terem de emigrar, Portugal deve estar na primeira linha da solidariedade para com eles, acolhendo-os e apoiando-os, na medida das suas possibilidades.<\/li>\n<li>De uma forma particularmente relevante, deve ser tido em conta que ainda se encontram na Venezuela mais de 50.000 emigrantes portugueses em situa\u00e7\u00e3o particularmente prec\u00e1ria. Nos \u00faltimos meses t\u00eam chegado a Portugal, nomeadamente \u00e0 Regi\u00e3o Aut\u00f3noma da Madeira, v\u00e1rios milhares de emigrantes regressados da Venezuela, com todas as dificuldades pr\u00f3prias de um regresso for\u00e7ado e, muitas vezes, com limita\u00e7\u00f5es significativas de recursos e de redes de apoio para recome\u00e7ar a sua vida, sem preju\u00edzo do esfor\u00e7o que tem sido feito pelas autoridades regionais da Madeira, do governo central e de organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil como a C\u00e1ritas.<\/li>\n<li>N\u00e3o podemos, por isso, ignorar a responsabilidade muito particular para com estes nossos compatriotas residentes na Venezuela que possam ser obrigados a regressar a Portugal. Se essa for a sua op\u00e7\u00e3o, aqui devem ser recebidos com todos os direitos inerentes \u00e0 cidadania portuguesa e com a solidariedade que lhes \u00e9 devida nestas circunst\u00e2ncias t\u00e3o dif\u00edceis.<\/li>\n<li>Nos \u00faltimos anos, a PAR &#8211; Plataforma de Apoio aos Refugiados, como rede da sociedade civil portuguesa, mobilizou-se para acolher refugiados, atrav\u00e9s do programa de recoloca\u00e7\u00e3o coordenada pela Uni\u00e3o Europeia. \u00c9 tempo de alargar o campo de a\u00e7\u00e3o e colocar na agenda a quest\u00e3o do apoio e acolhimento dos emigrantes portugueses regressados e dos cidad\u00e3os venezuelanos, migrantes for\u00e7ados que se veem obrigados a sair da Venezuela.<\/li>\n<li>A PAR associa-se ao esfor\u00e7o do Estado Portugu\u00eas, que deve ser claramente refor\u00e7ado sem hesita\u00e7\u00e3o, para que Portugal possa estar na primeira linha, quer do acolhimento e apoio aos emigrantes portugueses for\u00e7ados a regressar da Venezuela, quer no acolhimento de cidad\u00e3os venezuelanos que foram obrigados a sair do seu pa\u00eds. Deve faz\u00ea-lo, naturalmente, atrav\u00e9s de abordagens distintas, decorrentes do estatuto espec\u00edfico de cada perfil.<\/li>\n<li>Nesse contexto, a PAR disponibiliza-se para cooperar com o governo portugu\u00eas e com o governo regional da Madeira, bem como com as organiza\u00e7\u00f5es internacionais da \u00e1rea das migra\u00e7\u00f5es e refugiados, na resposta de acolhimento e apoio, salientando que essa responsabilidade deve ser nacional e n\u00e3o exclusiva da Regi\u00e3o Aut\u00f3noma da Madeira.<\/li>\n<li>A experi\u00eancia da sociedade civil na rede de acolhimento de refugiados da PAR pode ser colocada ao servi\u00e7o do acolhimento e apoio \u00e0 integra\u00e7\u00e3o de compatriotas que necessitem de apoio no regresso e de cidad\u00e3os venezuelanos que solicitem acolhimento tempor\u00e1rio em Portugal.<\/li>\n<li>A PAR defende que o governo portugu\u00eas desenvolva, no que se refere aos cidad\u00e3os venezuelanos em busca de prote\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria, as dilig\u00eancias necess\u00e1rias para que esta realidade de prote\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria de emerg\u00eancia seja considerada no \u00e2mbito europeu dos processos de reinstala\u00e7\u00e3o, com os apoios inerentes em situa\u00e7\u00f5es cong\u00e9neres. Defendemos que parte do contingente que Portugal se disponibilizou a acolher (cerca de 1010 pessoas) seja preenchido por refugiados venezuelanos que se encontram em pa\u00edses de tr\u00e2nsito como a Col\u00f4mbia ou o Brasil, sob prote\u00e7\u00e3o do ACNUR, e que queriam beneficiar de acolhimento em Portugal.<\/li>\n<li>A PAR defende ainda que, complementarmente, no \u00e2mbito do incremento do acolhimento de migrantes que o atual Governo indicou como priorit\u00e1rio, se crie uma linha espec\u00edfica para atribui\u00e7\u00e3o de vistos a cidad\u00e3os venezuelanos que o venham a solicitar nos consulados portugueses dos pa\u00edses vizinhos da Venezuela, nomeadamente na Col\u00f4mbia e no Brasil.<\/li>\n<\/ol>\n<p>i<a href=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-content\/uploads\/Comunicado-PAR-Venezuela.pdf\">Comunicado PAR Venezuela<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A PAR emitiu um comunicado sobre a situa\u00e7\u00e3o dos refugiados e migrantes for\u00e7ados da Venezuela, convocando \u00e0 solidariedade para com quem est\u00e1 a viver esta experi\u00eancia: Portugal deve ser solid\u00e1rio tamb\u00e9m com os refugiados e migrantes venezuelanos. Em Portugal, a aten\u00e7\u00e3o \u00e0s quest\u00f5es referentes a refugiados e a migrantes for\u00e7ados tem estado concentrada na crise [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3323,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[5,47,29],"tags":[],"class_list":["post-3319","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","category-par","category-refugiados"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3319","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3319"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3319\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3322,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3319\/revisions\/3322"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3323"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3319"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3319"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3319"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}