{"id":3336,"date":"2018-07-25T14:32:27","date_gmt":"2018-07-25T14:32:27","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/?p=3336"},"modified":"2018-07-25T14:33:32","modified_gmt":"2018-07-25T14:33:32","slug":"8-licoes-que-todos-devem-aprender-com-nelson-mandela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/8-licoes-que-todos-devem-aprender-com-nelson-mandela\/","title":{"rendered":"8 li\u00e7\u00f5es que todos devem aprender com Nelson Mandela"},"content":{"rendered":"<p>Por ocasi\u00e3o da comemora\u00e7\u00e3o do centen\u00e1rio de Nelson Mandela, o Ei teve a oportunidade de conversar, em exclusivo, com algumas figuras de relevo que conheceram e privaram com o carism\u00e1tico l\u00edder sul-africano. D. Ximenes Belo, pr\u00e9mio Nobel da Paz, Willie Esterhuyse, professor e figura de destaque na aboli\u00e7\u00e3o do apartheid, e John Volmink, presidente da Academia Ubuntu, lembraram Madiba e os principais ensinamentos que deixou ao mundo.<\/p>\n<p><strong>Ensinamentos de Mandela<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li><strong>Acreditar que \u00e9 poss\u00edvel (mesmo quando parece imposs\u00edvel)<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>A mensagem de que \u00e9 poss\u00edvel alcan\u00e7ar a paz, mesmo quando todas as probabilidades ditam o contr\u00e1rio, \u00e9 uma das mais fortes do legado de Nelson Mandela. \u201cMadiba destacou-se como algu\u00e9m que mudou o destino de todos. Ele fez-nos acreditar que a paz \u00e9 poss\u00edvel mesmo nas situa\u00e7\u00f5es mais dif\u00edceis\u201d, afirmou John Volmink. \u201cTodos concordamos que h\u00e1 muitos problemas no mundo e a \u00c1frica do Sul foi um lugar \u00fanico. A raiz dos seus problemas era algo que ningu\u00e9m pode mudar: a ra\u00e7a. O \u00fanico caminho era encontrar um l\u00edder que unisse toda a gente e constru\u00edsse essa ponte, de um lado para o outro. Nelson Mandela fez isso, quando ningu\u00e9m acreditava ser poss\u00edvel\u201d, prosseguiu.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-content\/uploads\/john_volmink.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3337\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-content\/uploads\/john_volmink.jpg\" alt=\"\" width=\"570\" height=\"465\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-content\/uploads\/john_volmink.jpg 570w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-content\/uploads\/john_volmink-300x245.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><\/a><\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><strong> Tratar todos da mesma forma<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>John Volmink destacou ainda as qualidades inatas de lideran\u00e7a que Mandela tinha, sublinhando a sua capacidade de reconhecer a humanidade em cada pessoa. \u201cAprendi com Nelson Mandela que \u2018a medida de um homem \u00e9 determinada por aqueles que n\u00e3o podem fazer-lhe nenhum favor\u2019. Fosse quem fosse, Nelson Mandela tratava todos da mesma forma. Esse \u00e9 um grande atributo de l\u00edder. Porque, em qualquer caso, restaura a dignidade e reconhece a humanidade\u201d.<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><strong> Dialogar com o inimigo<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u201c<\/strong>Usamos muitas vezes as palavras perd\u00e3o ou reconcilia\u00e7\u00e3o para descrever Mandela. Eu prefiro dizer \u2018falem com o inimigo\u2019. Esta era a mensagem espec\u00edfica que ele transmitia sempre\u201d, come\u00e7ou por dizer Willie Esterhuyse, recordando uma das frases m\u00edticas de Madiba: \u2018Se quiser fazer as pazes com o seu inimigo, tem que trabalhar com ele. A\u00ed, ele torna-se seu parceiro\u2019. Esta frase, prossegue o professor, \u201ccapta n\u00e3o s\u00f3 a vis\u00e3o de Mandela, mas toda a sua personalidade. Ele era a encarna\u00e7\u00e3o da necessidade de paz, num mundo violento\u201d.<\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li><strong> P\u00f4r-se na pele do outro<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>A empatia \u00e9 uma das premissas da filosofia Ubuntu, pela qual Nelson Mandela se regia e que ajudou a espalhar pelo mundo. \u201cNingu\u00e9m nasce com \u00f3dio, \u00e9 algo que se aprende, que \u00e9 passado de gera\u00e7\u00e3o para gera\u00e7\u00e3o, de pais para filhos e n\u00e3o se questiona. \u00c9 importante n\u00e3o ignorar. \u00c9 preciso ouvir a l\u00f3gica da narrativa. E se eu ou\u00e7o o outro, o outro tem de me ouvir a mim. Os dois temos uma l\u00f3gica, n\u00e3o somos loucos\u201d, explicou John Volmink. \u201cNelson Mandela criou isso\u201d, prosseguiu o presidente da Academia Ubuntu, dando como exemplo a frase proferida no dia em que foi preso, em 1964: \u201cCombati a domina\u00e7\u00e3o branca e combati a domina\u00e7\u00e3o negra. E este \u00e9 um ideal pelo qual vivo e pelo qual estou preparado para morrer\u201d. Quando saiu da pris\u00e3o, 27 anos mais tarde, voltou a diz\u00ea-lo. \u201cNelson Mandela era comprometido com a coes\u00e3o racial e com a justi\u00e7a, mas tamb\u00e9m em compreender as raz\u00f5es do outro\u201d.<\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li><strong> Ser humilde<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Em 1964, Nelson Mandela foi condenado a pris\u00e3o perp\u00e9tua, tendo cumprido 27 anos de cadeia. Estes anos que esteve encarcerado \u201cderam-lhe perspetiva e humildade\u201d, como explica John Volmink. \u201cUma vez est\u00e1vamos num encontro, ele ia subir ao palco para fazer um discurso e todos estavam a cantar e a dar-lhes as boas vidas. Ele ficou ali sem dizer nada. Perguntaram-lhe: \u2018porque \u00e9 que n\u00e3o fala?\u2019, ao que respondeu: \u2018porque voc\u00eas acham que estas pessoas sabem que eu sou. T\u00eam de me apresentar\u2019\u201d, prossegue.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-content\/uploads\/willie_esterhuyse.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3338\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-content\/uploads\/willie_esterhuyse.jpg\" alt=\"\" width=\"570\" height=\"412\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-content\/uploads\/willie_esterhuyse.jpg 570w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-content\/uploads\/willie_esterhuyse-300x217.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><\/a><\/p>\n<ol start=\"6\">\n<li><strong> Ser agrad\u00e1vel com os outros<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Al\u00e9m de todas as caracter\u00edsticas conhecidas de Madiba, Willie Esterhuyse lembra Nelson Mandela como algu\u00e9m \u201cmuito agrad\u00e1vel\u201d. Para ilustrar, recorda uma hist\u00f3ria em que teve de ir buscar Nelson Mandela a um hotel, para uma reuni\u00e3o secreta com Frederik de Klerk, na altura presidente da \u00c1frica do Sul. \u201cTive que o ir buscar no meu carro, um carro de fam\u00edlia e muito velho, que eu achava n\u00e3o ser digno. Ele sentou-se comigo, \u00e0 frente, e eu pedi-lhe desculpa por n\u00e3o ter encontrado um carro melhor. Ele olhou para mim e disse: \u2018Jovem, por favor, n\u00e3o tente impressionar as pessoas com o seu carro, impressione-o com o seu caracter\u2019\u201d.<\/p>\n<p>Esta simpatia tamb\u00e9m foi ilustrada por Ximenes Belo, que o caracterizou como uma pessoa af\u00e1vel, generosa, alegre e compreensiva com os problemas dos outros. \u201cPor exemplo, quando o conheci, ele estava a par de todos os problemas de Timor Leste e apelava para que houvesse mais di\u00e1logo e compreens\u00e3o entre n\u00f3s e a Indon\u00e9sia\u201d, lembrou o Bispo.<\/p>\n<ol start=\"7\">\n<li><strong> Saber quando \u00e9 altura de parar<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Em 1994, quatro anos ap\u00f3s a sua liberta\u00e7\u00e3o, Nelson Mandela \u00e9 eleito o primeiro presidente negro da \u00c1frica do Sul, naquela que foi a primeira elei\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica do pa\u00eds. No final do primeiro mandato decidiu n\u00e3o concorrer novamente ao cargo, pois reconheceu que havia outras figuras em ascens\u00e3o. Esta capacidade de deixar o poder \u00e9 elogiada por Willie Esterhuyse. \u201c\u00c9 preciso saber quando dizer chega\u201d, diz o professor, lembrando o exemplo de Mandela. \u201cN\u00e3o abusem da posi\u00e7\u00e3o de poder, porque se abusarem, corrompem o ideal do Estado, a corrup\u00e7\u00e3o torna-se sist\u00e9mica e quando a corrup\u00e7\u00e3o se torna sist\u00e9mica, est\u00e1 tudo acabado\u201d, remata.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-content\/uploads\/ximenes_belo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3339\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-content\/uploads\/ximenes_belo.jpg\" alt=\"\" width=\"570\" height=\"383\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-content\/uploads\/ximenes_belo.jpg 570w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-content\/uploads\/ximenes_belo-300x202.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><\/a><\/p>\n<ol start=\"8\">\n<li><strong> Recusar a viol\u00eancia<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>\u201cN\u00e3o podemos vencer uma guerra, mas podemos vencer umas elei\u00e7\u00f5es\u201d. Esta \u00e9 uma das famosas cita\u00e7\u00f5es de Madiba, que ilustra a vontade de encontrar a reconcilia\u00e7\u00e3o entre a humanidade. E esse \u00e9, para D. Ximenes Belo, um dos principais legados do l\u00edder sul-africano: \u201cesquecer os \u00f3dios, as viol\u00eancias e, sobretudo, abrir os cora\u00e7\u00f5es e as mentes para trabalhar para a constru\u00e7\u00e3o da paz, afirmou o Bispo. \u201cTemos de trabalhar para que haja reconcilia\u00e7\u00e3o, toler\u00e2ncia e di\u00e1logo entre os homens\u201d, conclui o Pr\u00e9mio Nobel da Paz.<\/p>\n<p>https:\/\/www.montepio.org\/ei\/economia-social\/boas-praticas\/8-licoes-que-todos-devem-aprender-com-nelson-mandela\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carisma, reconcilia\u00e7\u00e3o, perseveran\u00e7a e capacidade de sofrimento s\u00e3o algumas das caracter\u00edsticas atribu\u00eddas a Nelson Mandela. Mas quais foram os principais ensinamentos que Madiba deixou ao mundo?<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3332,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[4,7],"tags":[],"class_list":["post-3336","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","category-recortes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3336","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3336"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3336\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3342,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3336\/revisions\/3342"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3332"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3336"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3336"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3336"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}