{"id":3370,"date":"2018-08-02T13:29:39","date_gmt":"2018-08-02T13:29:39","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/?p=3370"},"modified":"2018-08-02T13:58:35","modified_gmt":"2018-08-02T13:58:35","slug":"mensagem-para-a-semana-das-migracoes-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/mensagem-para-a-semana-das-migracoes-2018\/","title":{"rendered":"Mensagem para a Semana das Migra\u00e7\u00f5es 2018"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-content\/uploads\/1antonio_vitalino.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3381 alignleft\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-content\/uploads\/1antonio_vitalino.jpg\" alt=\"\" width=\"351\" height=\"249\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-content\/uploads\/1antonio_vitalino.jpg 980w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-content\/uploads\/1antonio_vitalino-300x213.jpg 300w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-content\/uploads\/1antonio_vitalino-768x545.jpg 768w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-content\/uploads\/1antonio_vitalino-400x284.jpg 400w\" sizes=\"(max-width: 351px) 100vw, 351px\" \/><\/a>Inspirando-se na <a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/messages\/migration\/documents\/papa-francesco_20170815_world-migrants-day-2018.html\">Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial do Migrante e Refugiado<\/a>, ocorrido este ano de 2018 a 14 de janeiro, a Comiss\u00e3o Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana (CEPSMH) escolheu como lema para a semana das migra\u00e7\u00f5es: <strong><em>Cada forasteiro \u00e9 ocasi\u00e3o de encontro, Migrantes e Refugiados no caminho para Cristo.<\/em><\/strong> O ser humano realiza-se e \u00e9 feliz no amor, para o qual foi criado, que apenas surge quando a pessoa se encontra com outra e nela descobre tamb\u00e9m a mesma dignidade e um companheiro no caminho da vida. Jesus Cristo na Sua mensagem evang\u00e9lica concretiza este acontecimento, afirmando que sempre que fazemos o bem a algu\u00e9m que precisa \u00e9 a Ele mesmo que o fazemos e por isso temos parte com Ele na felicidade eterna (cf. Mt 25). Ora o migrante e refugiado encontra-se nessa situa\u00e7\u00e3o e, por isso, quem se encontra com ele e lhe faz o bem, \u00e9 ao mesmo Cristo que o faz, a quem os crist\u00e3os s\u00e3o chamados a seguir.<\/p>\n<p>Na mensagem o Papa Francisco pede \u00e0 Igreja e \u00e0 sociedade civil para desenvolver uma a\u00e7\u00e3o clara em prol dos migrantes, refugiados e v\u00edtimas de tr\u00e1fico humano. Pede tamb\u00e9m aos Estados membros da ONU, empenhados num Pacto Global, que enfrentem a quest\u00e3o migrat\u00f3ria, propondo medidas de acolhimento, de prote\u00e7\u00e3o, de promo\u00e7\u00e3o e de integra\u00e7\u00e3o destes irm\u00e3os nossos que batem \u00e0s nossas portas, fugidos \u00e0 fome, \u00e0 guerra e \u00e0 persegui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sendo a mobilidade uma das caracter\u00edsticas das sociedades modernas, \u00e9 necess\u00e1rio que os pa\u00edses a integrem na sua legisla\u00e7\u00e3o, de modo que se torne um fen\u00f3meno ordenado, legal e seguro e contribua para o bem dessas pessoas e para o seu desenvolvimento social e econ\u00f3mico. Por isso a Confer\u00eancia episcopal publicou uma nota pastoral, pedindo aos nossos governantes e \u00e0 Igreja para que tenham isto em aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Perante o drama dos refugiados, que fogem \u00e0 guerra, \u00e0 fome, \u00e0 seca e \u00e0 pobreza, muitos morrendo pelos caminhos perigosos, v\u00edtimas de m\u00e1fias sem escr\u00fapulos, como crist\u00e3os e seres humanos n\u00e3o podemos ficar insens\u00edveis a tudo isto.<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos ficar insens\u00edveis a alguns atropelos que acontecem n\u00e3o apenas noutros pa\u00edses, mas tamb\u00e9m no nosso, muitas vezes vezes empregando pessoas de outras origens e culturas, sem lhes reconhecer os direitos a trabalho humano, remunera\u00e7\u00e3o justa, habita\u00e7\u00e3o digna, alimenta\u00e7\u00e3o capaz, seguran\u00e7a social e sa\u00fade p\u00fablica como aos aut\u00f3ctones. Ainda pior quando s\u00e3o v\u00edtimas de intermedi\u00e1rios sem consci\u00eancia, que lhes confiscam os documentos, os empregadores pagam os sal\u00e1rios atrav\u00e9s destes, que ficam com parte do sal\u00e1rio e amea\u00e7am os seus familiares nos pa\u00edses de proveni\u00eancia.<\/p>\n<p>Algo semelhante acontece com empresas que recrutam m\u00e3o de obra em Portugal para trabalharem no estrangeiro, prometendo condi\u00e7\u00f5es vantajosas que depois n\u00e3o se verificam.<\/p>\n<p>Embora muito se tem feito em Portugal pelo governo e sociedade civil, ainda nos resta um longo caminho a percorrer. Precisamos de rever a nossa legisla\u00e7\u00e3o sobre as migra\u00e7\u00f5es, facilitando o acolhimento, a prote\u00e7\u00e3o, a promo\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o dos migrantes e refugiados no pa\u00eds, fazendo leis justas de reunifica\u00e7\u00e3o familiar e fiscalizando as empresas que recorrem a m\u00e3o de obra estrangeira, para que para igual trabalho se pratique uma remunera\u00e7\u00e3o igual aos portugueses.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m nas comunidades eclesiais h\u00e1 muito a fazer, prestando aten\u00e7\u00e3o aos estrangeiros que vivem na \u00e1rea das nossas par\u00f3quias, atrav\u00e9s de volunt\u00e1rios devidamente preparados, informando-se sobre as suas condi\u00e7\u00f5es familiares, laborais, sociais e de culto, promovendo cursos de l\u00edngua portuguesa para os que ainda sentem dificuldades de relacionamento com a nossa sociedade e, caso tenham alguma religi\u00e3o, ajudando-os a encontrar os ministros da sua f\u00e9. Se forem cat\u00f3licos, procurar nas par\u00f3quias a sua integra\u00e7\u00e3o e, se necess\u00e1rio, buscar na diocese ou na Igreja em Portugal a assist\u00eancia necess\u00e1ria, para que possam exprimir na sua l\u00edngua materna a sua alma religiosa, sobretudo por ocasi\u00e3o das grandes festas.<\/p>\n<p>\u00c9 um longo e complexo processo, j\u00e1 em curso em Portugal, mas ser\u00e1 o \u00fanico capaz de fazer do fen\u00f3meno da mobilidade um fator de enriquecimento harm\u00f3nico do mundo global em que vivemos, tornando os nossos ambientes, marcados pela mobilidade, mais pac\u00edficos, dialogantes e integradores.<\/p>\n<p>\u2020 Ant\u00f3nio Vitalino, carmelita, bispo em\u00e9rito de Beja e membro da CEPSMH<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tamb\u00e9m nas comunidades eclesiais h\u00e1 muito a fazer, prestando aten\u00e7\u00e3o aos estrangeiros que vivem na \u00e1rea das nossas par\u00f3quias, atrav\u00e9s de volunt\u00e1rios devidamente preparados, informando-se sobre as suas condi\u00e7\u00f5es familiares, laborais, sociais e de culto, promovendo cursos de l\u00edngua portuguesa para os que ainda sentem dificuldades de relacionamento com a nossa sociedade e, caso tenham alguma religi\u00e3o, ajudando-os a encontrar os ministros da sua f\u00e9. 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