{"id":3653,"date":"2019-04-09T13:46:52","date_gmt":"2019-04-09T13:46:52","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/?p=3653"},"modified":"2019-04-09T13:49:24","modified_gmt":"2019-04-09T13:49:24","slug":"eu-um-muculmano-vaticanista-por-um-dia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/eu-um-muculmano-vaticanista-por-um-dia\/","title":{"rendered":"Eu, um mu\u00e7ulmano, vaticanista por um dia"},"content":{"rendered":"<header class=\"entry-header\">\n<div class=\"entry-meta\"><span class=\"posted-on\"><a title=\"08:38\" href=\"https:\/\/santoantonio.live\/2019\/04\/eu-um-muculmano-vaticanista-por-um-dia\/\" rel=\"bookmark\"><time class=\"entry-date published\" datetime=\"2019-04-03T08:38:03+01:00\">3 Abril, 2019<\/time><\/a><\/span>\u00a0<span class=\"byline\"><span class=\"author vcard\">por\u00a0<a class=\"url fn n\" title=\"Ver todos os artigos de Secundino Correia\" href=\"https:\/\/santoantonio.live\/author\/secundino-correia\/\" rel=\"author\"><span class=\"author-name\">Secundino Correia<\/span><\/a><\/span><\/span><\/div>\n<\/header>\n<div class=\"entry-content\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"HlAo8vG51N\"><p><a href=\"https:\/\/santoantonio.live\/2019\/04\/eu-um-muculmano-vaticanista-por-um-dia\/\">Eu, um mu\u00e7ulmano, vaticanista por um dia<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" src=\"https:\/\/santoantonio.live\/2019\/04\/eu-um-muculmano-vaticanista-por-um-dia\/embed\/#?secret=HlAo8vG51N\" data-secret=\"HlAo8vG51N\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"&#8220;Eu, um mu\u00e7ulmano, vaticanista por um dia&#8221; &#8212; Mensageiro de Santo Ant\u00f3nio\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n<h2>Em Marrocos com o Papa: \u201cuma experi\u00eancia inesquec\u00edvel\u201d (de Brahim Maarad, editor da AGI), 2019\/04\/02<\/h2>\n<p>A chuva \u00e9 uma b\u00ean\u00e7\u00e3o no Isl\u00e3o. Tanto \u00e9 assim que as invoca\u00e7\u00f5es pronunciadas durante as chuvas s\u00e3o mais prov\u00e1veis de serem atendidas por Al\u00e1. Em Marrocosnunca chove o suficiente. No entanto, o Papa Francisco chegou, no s\u00e1bado, aRabat debaixo de um dil\u00favio. O primeiro do ano e quem sabe quando chegar\u00e1 osegundo. Foi um dos muitos sinais de um dia aben\u00e7oado. Um momento de encontro -como disse Francisco \u2013 \u201centre irm\u00e3os e irm\u00e3s\u201d.<\/p>\n<p>O meu emocionante encontro com o Papa aconteceu a bordo do avi\u00e3o. Com a agencia AGI tive o privil\u00e9gio de acompanh\u00e1-lo \u2013 juntamente com cerca de setenta colegas de todo o mundo \u2013 nesta viagem apost\u00f3lica de \u201cServo da Esperan\u00e7a\u201d. Fi-lo como jornalista, mas tamb\u00e9m como testemunha daquela ponte de conviv\u00eancia t\u00e3o desejada e procurada pelo Papa.<\/p>\n<p>Nascido em Marrocos e criado na It\u00e1lia, sou um mu\u00e7ulmano que vive num pa\u00eds predominantemente cat\u00f3lico e trabalho a dois passos do Vaticano. Durante trinta horas foi-me confiado o encargo e a honra de ser \u201co vaticanista\u201d. E o papa, depois de ouvir a minha hist\u00f3ria, voltou-se para mim com a mais humilde express\u00e3o, t\u00e3o querida para ele: \u201cReza por mim\u201d. Orar por algu\u00e9m \u00e9 a maior forma de generosidade, tamb\u00e9m e acima de tudo, quando o outro pertence a uma confiss\u00e3o diferente. N\u00e3o pude deixar de pedir-lhe que fizesse o mesmo por mim.<\/p>\n<p>O marroquino sempre foi um povo acolhedor, uma terra que \u00e9 uma ponte natural entre a \u00c1frica e a Europa. E ele mostrou isso no s\u00e1bado, reservando para o grande convidado o calor que ele merece: o pr\u00f3prio Rei Mohammed VI, soberano do pa\u00eds e \u201cComandante dos fi\u00e9is\u201d, espera por ele junto \u00e0 escada do avi\u00e3o. Uma presen\u00e7a que queria sublinhar o significado hist\u00f3rico da visita. O \u00faltimo papa a pisar no solo do pa\u00eds foi Woytila, em 1985. Oitocentos anos antes, com as mesmas inten\u00e7\u00f5es de conhecimento m\u00fatuo, S\u00e3o Francisco de Assis e<br \/>\no sult\u00e3o al-Malik al-Kamil encontraram-se. Demonstra\u00e7\u00e3o prof\u00e9tica \u2013 disse Francisco \u2013 de que \u201ca coragem do encontro e da m\u00e3o estendida \u00e9 um caminho de paz e harmonia para a humanidade, onde o extremismo e o \u00f3dio s\u00e3o fatores de divis\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>O desejo de estender a m\u00e3o trouxe para a rua milhares de marroquinos que queriam ser testemunhas diretas desse abra\u00e7o dos valores da humanidade. Ao longo da estrada percorrida pelo papa e pelo rei, os cidad\u00e3os invocaram uma longa vida para os dois. E acrescento eternidade \u00e0 sua mensagem de esperan\u00e7a. A composi\u00e7\u00e3o diversa da sociedade marroquina estava representada naquela multid\u00e3o: ricos e pobres, migrantes africanos e turistas crist\u00e3os. Naquele dia todos eles eram apenas irm\u00e3os e irm\u00e3s, seguindo o exemplo oferecido pelo papa e pelo soberano.<\/p>\n<p>No voo de volta Francisco \u2013 sempre otimista \u2013 admitiu que \u201cainda haver\u00e1 tantas dificuldades, porque em toda religi\u00e3o existe um grupo fundamentalista que n\u00e3o quer avan\u00e7ar\u201d. No entanto, durante a viagem a Marrocos \u2013 depois daquela ao Dubai \u2013 a esperan\u00e7a foi semeada e \u201d deu flores promissoras que mais tarde se tornar\u00e3o frutos\u201d.<\/p>\n<p>Foram dois dias muito intensos: o Papa quis ver como est\u00e1 viva a pequena comunidade de crist\u00e3os presentes no pa\u00eds. H\u00e1 30 mil numa popula\u00e7\u00e3o de 36 milh\u00f5es. \u201cO problema n\u00e3o \u00e9 ser pequeno, mas insignificante\u201d, disse Francisco quando se encontrou com o clero na catedral de Rabat. E ele recomendou \u2013 aos crist\u00e3os, mas tamb\u00e9m aos mu\u00e7ulmanos \u2013 que \u201co proselitismo leva a um caminho cego. A Igreja cresce por atra\u00e7\u00e3o, por testemunho e n\u00e3o por proselitismo \u201c.<\/p>\n<p>O melhor testemunho permanece para mim a missa celebrada pelo papa no complexo desportivo do Pr\u00edncipe Moulay Abdellah. Mais de 10 mil fi\u00e9is de 60 pa\u00edses participaram. Entre eles tamb\u00e9m muitos mu\u00e7ulmanos. Mas a mensagem mais importante foi a do lado de fora, fora do enquadramento das cameras em direto: centenas de agentes para proteger a missa crist\u00e3, num dos principais pa\u00edses mu\u00e7ulmanos do mundo.<\/p>\n<p>Eu gosto de pensar que essa prote\u00e7\u00e3o \u2013 duas semanas ap\u00f3s o massacre nas mesquitas da Nova Zel\u00e2ndia \u2013 pode ser dedicada a todo crist\u00e3o que queira orar em um pa\u00eds de mu\u00e7ulmanos. E para todo mu\u00e7ulmano que queira orar numa terra onde seja minoria. Para que, citando novamente o Papa, possa \u201ccrescer na cultura da miseric\u00f3rdia, na qual ningu\u00e9m olha para o outro com indiferen\u00e7a, nem desvia o olhar quando v\u00ea o seu sofrimento\u201d, deixando de lado \u201co \u00f3dio e a vingan\u00e7a que servem apenas para matar a alma \u201c.<\/p>\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n<p>Brahim Maarad para o blog\u00a0<a href=\"https:\/\/www.agi.it\/blog-italia\/straordinario-quotidiano\">Straordinario quotidiano<\/a>, em Agi.it . Traduzido com a devida v\u00e9nia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>3 Abril, 2019\u00a0por\u00a0Secundino Correia Eu, um mu\u00e7ulmano, vaticanista por um dia Em Marrocos com o Papa: \u201cuma experi\u00eancia inesquec\u00edvel\u201d (de Brahim Maarad, editor da AGI), 2019\/04\/02 A chuva \u00e9 uma b\u00ean\u00e7\u00e3o no Isl\u00e3o. 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