{"id":38,"date":"2003-06-24T00:00:00","date_gmt":"2003-06-24T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2015-05-22T14:50:34","modified_gmt":"2015-05-22T14:50:34","slug":"convencao-internacional-de-proteccao-dos-direitos-dos-trabalhadores-migrantes-e-membros-de-suas-familias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/convencao-internacional-de-proteccao-dos-direitos-dos-trabalhadores-migrantes-e-membros-de-suas-familias\/","title":{"rendered":"Conven\u00e7\u00e3o Internacional de Protec\u00e7\u00e3o dos Direitos dos Trabalhadores MIgrantes e Membros de suas Fam\u00edlias"},"content":{"rendered":"<p>Comunicado sobre a entrada em vigor no dia 1 de Julho de 2003 da Conven\u00e7\u00e3o para a protec\u00e7\u00e3o dos direitos dos trabalhadores migrantes e membros de suas fam\u00edlias<br \/>\n1. A OCPM sa\u00fada a entrada em vigor, no pr\u00f3ximo dia 1 de Julho, da Conven\u00e7\u00e3o Internacional da ONU sobre a Protec\u00e7\u00e3o dos Direitos de todos os Trabalhadores Migrantes e Membros de Suas Fam\u00edlias.<br \/>\nCom este instrumento internacional relativamente \u00e0 defesa dos direitos humanos e liberdades das v\u00e1rias categorias de migrantes, abre-se uma nova era na protec\u00e7\u00e3o dos migrantes \u2013 permanentes, sazonais e em tr\u00e2nsito -, deslocados e refugiados. Est\u00e1-se diante de um texto que tem por voca\u00e7\u00e3o inspirar pol\u00edticas humanas e programas de integra\u00e7\u00e3o plena, contribuir para uma maior coopera\u00e7\u00e3o entre pa\u00edses e exigir maior compromisso da comunidade internacional na gest\u00e3o dos fluxos migrat\u00f3rios que movimenta hoje perto de 175 milh\u00f5es de pessoas. Neste sentido, fazemos nossa a afirma\u00e7\u00e3o do director geral da OIM, Brunson McKinley: \u201ca chave n\u00e3o est\u00e1 na preven\u00e7\u00e3o da mobilidade, mas numa melhor gest\u00e3o\u201d.<br \/>\n2. A OCPM, em sintonia com outras organiza\u00e7\u00f5es da Sociedade (ex. Organiza\u00e7\u00e3o Internacional de Migra\u00e7\u00f5es\/OIM e a Organiza\u00e7\u00e3o December18) e da Igreja (ex. Comiss\u00e3o Cat\u00f3lica Internacional de Migra\u00e7\u00f5es\/ICMC, Conselho Ecum\u00e9nico das Igrejas\/COE), assim como os sucessivos apelos de Kofi Annan, secret\u00e1rio-geral da ONU, desde h\u00e1 alguns anos, se encontra empenhada, n\u00e3o obstante os seus meios modestos, na Campanha Mundial pela Ratifica\u00e7\u00e3o da Conven\u00e7\u00e3o aprovada pela Assembleia da ONU em 18.12.1990.<br \/>\nTemos procurado dar a conhecer a Conven\u00e7\u00e3o, pensando nas Comunidades portuguesas e nas comunidades estrangeiras no pa\u00eds, mas temos encontrado apenas indiferen\u00e7a e pouca vontade pol\u00edtica em \u201cagarrar\u201d este instrumento de Direito internacional. Interpretamos o pr\u00f3prio sil\u00eancio por parte do Governo, das Associa\u00e7\u00f5es de Imigrantes, e a resist\u00eancia da inteira Uni\u00e3o Europeia em assinar, como devido, em grande parte, \u00e0 ignor\u00e2ncia e ao desconhecimento do conte\u00fado da pr\u00f3pria Conven\u00e7\u00e3o.<br \/>\n3. Queremos comprometermo-nos, agora mais do que nunca, em dar a conhecer este instrumento jur\u00eddico atrav\u00e9s de uma reflex\u00e3o concertada e alargada a todas as for\u00e7as sociais para que se encontrem numa plataforma de confronto salutar, universal e aprofundado, os v\u00e1rios \u201censaios\u201d jur\u00eddicos, pol\u00edticos e pedag\u00f3gicos em acto no pa\u00eds, desde h\u00e1 uma d\u00e9cada, com vista \u00e1 implementa\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica humana, justa e positiva. Para n\u00f3s a Conven\u00e7\u00e3o assinala um alto progresso legislativo e jur\u00eddico que s\u00f3 agora atinge o n\u00famero m\u00ednimo de signat\u00e1rios (22), mas ainda sem a ades\u00e3o de pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia. Dos pa\u00edses da Comunidade de Pa\u00edses de L\u00edngua Portuguesa (CPLP), Cabo Verde \u00e9 o \u00fanico que at\u00e9 agora ousou assinar.<br \/>\nO desafio permanece, portanto, aberto. Porque acreditamos na oportunidade deste texto, continuaremos a trabalhar para que Portugal harmonize a sua legisla\u00e7\u00e3o nacional, reforce a coopera\u00e7\u00e3o com os pa\u00edses europeus e terceiros, e aplique a efectiva\u00e7\u00e3o dos direitos e liberdades adquiridos a partir dos princ\u00edpios e medidas de protec\u00e7\u00e3o apresentadas na Conven\u00e7\u00e3o, com vista a sua ratifica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m por parte de Portugal nos pr\u00f3ximos anos.<br \/>\n4. A OCPM sa\u00fada os pa\u00edses signat\u00e1rios, de modo particular, o pa\u00eds irm\u00e3o que possui no pa\u00eds uma grande comunidade de imigrantes, para que apliquem imediatamente a Conven\u00e7\u00e3o, de maneira a que outros sigam o nobre exemplo. A OCPM junta-se \u00e0 lista de 123 ONG de 43 pa\u00edses (cfr. www.December18.net) que exigem o passo urgente e imediato na ratifica\u00e7\u00e3o deste 7\u00ba Instrumento internacional de defesa dos Direitos Humanos. Convidamos outras Organiza\u00e7\u00f5es da Sociedade Civil portuguesa a estudar a Conven\u00e7\u00e3o e a participar na Campanha Global pela Ratifica\u00e7\u00e3o da Conven\u00e7\u00e3o.<br \/>\n5. O texto reconhece-se o migrante como sujeito de direito internacional e a Migra\u00e7\u00e3o n\u00e3o como problema, mas como fen\u00f3meno humano de grande influ\u00eancia sobre a sociedade: modos de pensar individuais, di\u00e1logo entre culturas e religi\u00f5es. Da\u00ed a urg\u00eancia em \u201cdesmistificar\u201d este fen\u00f3meno de todo o preconceito e defend\u00ea-lo de toda a manipula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e ideol\u00f3gica.<br \/>\nS\u00e3o apresentados os par\u00e2metros universais que devem garantir aos migrantes \u2013 regulares e irregulares -, refugiados e fam\u00edlias em mobilidade for\u00e7ada, a necess\u00e1ria e leg\u00edtima protec\u00e7\u00e3o dos seus direitos humanos, e apelar ao cumprimento dos seus deveres em qualquer parte do mundo. Os pa\u00edses de partida, de tr\u00e2nsito e de acolhimento, \u00e0 luz da Conven\u00e7\u00e3o, comprometem-se a cooperar no combate preventivo \u00e0 imigra\u00e7\u00e3o ilegal e ao horrendo tr\u00e1fico de pessoas, assegurando direitos \u00e1s v\u00edtimas e partilhando responsabilidades na defesa do bem comum e da identidade cultural. Entre as v\u00e1rias medidas encontra-se garantida a \u201cigualdade no tratamento\u201d a nacionais e n\u00e3o nacionais, entre homens e mulheres trabalhadores e entre regulares e irregulares. A Conven\u00e7\u00e3o prop\u00f5e-se jogar um papel importante em duas frentes: na preven\u00e7\u00e3o e erradica\u00e7\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores migrantes e suas fam\u00edlias durante todo o processo migrat\u00f3rio, especialmente nos pa\u00edses de acolhimento e de tr\u00e2nsito; e contribuir para a firme elimina\u00e7\u00e3o do recrutamento ilegal e tr\u00e1fico de m\u00e3o-de-obra desencorajando o emprego de imigrantes em situa\u00e7\u00e3o irregular.<br \/>\n6. Por fim, acreditamos que o texto da Conven\u00e7\u00e3o, com a sua for\u00e7a jur\u00eddica a n\u00edvel internacional, poder\u00e1 inspirar as leis e as regulamenta\u00e7\u00f5es nacionais a n\u00edvel do direito interno e as boas pr\u00e1ticas de cada pa\u00eds, assim como proteger a vida e as fam\u00edlias dos migrantes mais vulner\u00e1veis, deslocados e refugiados onde quer que se encontrem, regulares ou em situa\u00e7\u00e3o \u201cadministrativa irregular\u201d.<br \/>\nOCPM<br \/>\n24.06.2003<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Comunicado da OCPM sobre a entrada em vigor da Conven\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-38","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1603,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38\/revisions\/1603"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}