{"id":39,"date":"2003-06-05T00:00:00","date_gmt":"2003-06-05T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2015-05-22T15:38:09","modified_gmt":"2015-05-22T15:38:09","slug":"dia-de-portugal-de-camoes-e-das-comunidades-10-de-junho-de-2003","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/dia-de-portugal-de-camoes-e-das-comunidades-10-de-junho-de-2003\/","title":{"rendered":"Dia de Portugal, de Cam\u00f5es e das Comunidades &#8211; 10 de Junho de 2003"},"content":{"rendered":"<p>1. Portugal permanece um pa\u00eds, sobretudo, de emigrantes! A procura de trabalho, de melhor remunera\u00e7\u00e3o, de outros cuidados de sa\u00fade e dignas condi\u00e7\u00f5es de vida semeou uma variedade de Comunidades Portuguesas em 121 na\u00e7\u00f5es.<br \/>\nEste ano, estamos a celebrar o 50\u00ba anivers\u00e1rio da chegada dos primeiros portugueses, oriundos das Regi\u00f5es Aut\u00f3nomas, ao Canad\u00e1. Nesta e noutras na\u00e7\u00f5es, o processo de integra\u00e7\u00e3o e as pol\u00edticas de multiculturalidade t\u00eam favorecido o empenhamento de muitos portugueses na vida social e pol\u00edtica \u2013 em \u00f3rg\u00e3os do poder central e aut\u00e1rquico, no mundo associativo e empresarial \u2013, assim como na vida acad\u00e9mica e religiosa: como investigadores e professores, sacerdotes, religiosas e leigos.<br \/>\nAs Comunidades Portuguesas permanecem ainda hoje uma realidade desconhecida, um tema menor de lugares comuns para a maioria da popula\u00e7\u00e3o, assim como para a classe pol\u00edtica. Veja-se toda a quest\u00e3o ao redor do Conselho das Comunidades Portuguesas, da aus\u00eancia das Comunidades nos Meios de Comunica\u00e7\u00e3o Social e do preconceito no relacionamento com os emigrantes em f\u00e9rias de Ver\u00e3o.<br \/>\nS\u00f3 quem visita as Comunidades se apercebe da grande vitalidade dessas portuguesas e portugueses no testemunho das ra\u00edzes crist\u00e3s, na defesa da Portugalidade e na busca de dignidade que marca o quotidiano de muitas fam\u00edlias, Associa\u00e7\u00f5es e Miss\u00f5es, numa hist\u00f3ria que irmana sucesso e insucesso. Temos Comunidades que se confrontam com graves problemas que exigem da parte do Governo maior di\u00e1logo bilateral entre pa\u00edses, aprofundado estudo e interven\u00e7\u00e3o eficaz: a criminalidade violenta, a dupla tributa\u00e7\u00e3o, a fiscaliza\u00e7\u00e3o sobre as contrata\u00e7\u00f5es, o apoio ao associativismo e \u00e0 imprensa, os emigrantes idosos e carenciados, os repatriados, os espoliados, a reforma dos ex-militares, a moderniza\u00e7\u00e3o e reestrutura\u00e7\u00e3o do mapa dos Consulados, os centros de apoio ao emigrante e ao regresso, o servi\u00e7o p\u00fablico televisivo \u00e0s Comunidades, o ensino da l\u00edngua de Cam\u00f5es, entre outros.<br \/>\nOs 5 milh\u00f5es de emigrantes, sem contar com os lusodescendentes, t\u00eam que ser levados mais a s\u00e9rio pelo pa\u00eds. Ao menos como acto de gratid\u00e3o. Desde h\u00e1 dezenas de anos, t\u00eam sido esses portugueses, com as suas remessas, a garantir o necess\u00e1rio equil\u00edbrio da economia nacional, e a honrar, com m\u00faltiplas iniciativas, protagonizadas pelo Movimento Associativo e Miss\u00f5es, a nossa hist\u00f3ria, cultura, l\u00edngua e religiosidade.<br \/>\n2. A mobilidade humana \u2013 fen\u00f3meno em acelerada mudan\u00e7a \u2013 apresenta hoje novos rostos que importa compreender e acolher, e novas urg\u00eancias que requerem outros modos de acompanhamento. A liberdade de circula\u00e7\u00e3o na Uni\u00e3o Europeia permite aos portugueses um novo estatuto e novas formas de mobilidade, de maneira especial, a mobilidade \u201ctempor\u00e1ria\u201d.<br \/>\nNota-se o aumento de jovens e casais novos que, para fazer frente \u00e0s dificuldades familiares, ao endividamento econ\u00f3mico, ao desemprego e aos sal\u00e1rios baixos recorrem a \u201ccontratadores duvidosos\u201d (pessoas e empresas) para trabalhar noutro pa\u00eds, em actividades como agricultura, pesca, hotelaria e constru\u00e7\u00e3o civil. Muitos sujeitam-se a condi\u00e7\u00f5es de trabalho prec\u00e1rio e de alojamento indignos que, na maioria das vezes, ignoram \u00e0 partida. A emigra\u00e7\u00e3o em regime de \u201ctrabalho sazonal\u201d apresenta hoje caracter\u00edsticas diferentes da emigra\u00e7\u00e3o de ontem. A verdade \u00e9 que este tipo de mobilidade impede o conhecimento real do fen\u00f3meno quer na partida, quer na chegada, torna dif\u00edcil o necess\u00e1rio acompanhamento e adia, de esta\u00e7\u00e3o em esta\u00e7\u00e3o, a \u201cinser\u00e7\u00e3o\u201d social e lingu\u00edstica desses trabalhadores e suas fam\u00edlias.<br \/>\n3. A Igreja est\u00e1 a celebrar os 25 anos do documento \u201cA Igreja e as Desloca\u00e7\u00f5es Humanas\u201d da Comiss\u00e3o Pontif\u00edcia para a Pastoral das Migra\u00e7\u00f5es e aprovado por Paulo VI. Nele, as Igrejas locais s\u00e3o convidadas a servir \u2013 partilhando alegrias e tristezas, o vasto mundo da mobilidade humana constitu\u00eddo por trabalhadores, t\u00e9cnicos, empres\u00e1rios, exilados, refugiados, deslocados, estudantes, mar\u00edtimos, aviadores, n\u00f3madas, turistas, peregrinos. As migra\u00e7\u00f5es desafiam a Igreja na sua voca\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o. A sua ac\u00e7\u00e3o torna-se op\u00e7\u00e3o preferencial pela paz, pela justi\u00e7a e acolhimento, pelos direitos e deveres humanos.<br \/>\n\u00c0 luz deste documento queremos discernir, actualizar e qualificar o nosso servi\u00e7o de Igreja \u00e0s Comunidades, mesmo se reconhecemos dificuldades crescentes por parte de Dioceses e Congrega\u00e7\u00f5es Mission\u00e1rias em continuar a enviar sacerdotes e leigos para o acompanhamento pastoral com vista \u00e0 solidariedade e integra\u00e7\u00e3o.<br \/>\nConvidamos, desde j\u00e1, todos a preparar e a participar na XXXI Semana Nacional das Migra\u00e7\u00f5es, a levar a cabo de 11 a 17 de Agosto pr\u00f3ximo, com ac\u00e7\u00f5es de acolhimento e reconhecimento rec\u00edprocos com os nossos emigrantes e imigrantes. O tema \u201cUma S\u00f3 fam\u00edlia Humana\u201d \u00e9 inspirado na Mensagem do Santo Padre para a Jornada Mundial do Migrante para este ano, que exige um renovado empenho da sociedade para vencer o racismo, a xenofobia e o nacionalismo exagerado.<br \/>\nObra Cat\u00f3lica Portuguesa de Migra\u00e7\u00f5es<br \/>\nRui Manuel da Silva Pedro, director nacional<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem anual da OCPM<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-39","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1609,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39\/revisions\/1609"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}