{"id":4096,"date":"2020-04-28T21:07:34","date_gmt":"2020-04-28T21:07:34","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/?p=4096"},"modified":"2020-04-28T21:07:34","modified_gmt":"2020-04-28T21:07:34","slug":"covid-19-isolamento-ajuda-a-compreender-o-que-e-ser-migrante-ou-refugiado-capelao-das-comunidades-portuguesas-em-franca-c-video","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/covid-19-isolamento-ajuda-a-compreender-o-que-e-ser-migrante-ou-refugiado-capelao-das-comunidades-portuguesas-em-franca-c-video\/","title":{"rendered":"Covid-19: Isolamento ajuda a \u00abcompreender\u00bb o que \u00e9 ser migrante ou refugiado \u2013 Capel\u00e3o das Comunidades Portuguesas em Fran\u00e7a (c\/v\u00eddeo)"},"content":{"rendered":"<p><em>Padre Carlos Caetano considera que \u00absentimentos de compaix\u00e3o e solidariedade, perante a pandemia, v\u00e3o deixar frutos positivos\u00bb<\/em><\/p>\n<p>Lisboa, 16 abr 2020 (Ecclesia) \u2013 O respons\u00e1vel pelas comunidades cat\u00f3licas portuguesas em Fran\u00e7a, padre Carlos Caetano, disse \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA que a \u201cexperi\u00eancia do isolamento social\u201d faz compreender melhor o que \u00e9 \u201cser-se migrante ou refugiado\u201d.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica mas h\u00e1 frutos positivos porque, pela primeira vez, estamos a fazer a experi\u00eancia de n\u00e3o termos a possibilidade de nos mover como queremos, por isso poderemos compreender melhor o que \u00e9 ser-se migrante ou refugiado, estar tanto tempo impedido de viajar ou estar h\u00e1 tanto tempo fechado num campo de refugiados\u201d, afirmou o padre Carlos Caetano.<\/p>\n<p>O respons\u00e1vel pela Capelania de L\u00edngua Portuguesa adiantou ainda que a popula\u00e7\u00e3o que agora est\u00e1 em isolamento e acompanhou as celebra\u00e7\u00f5es pascais pelas transmiss\u00f5es televisivas, por exemplo, \u201csentiu na pele a experi\u00eancia dos doentes\u201d que n\u00e3o t\u00eam muitas vezes outras forma de alimentar a f\u00e9.<\/p>\n<p>\u201cAgora pela primeira vez estamos a seguir a missa atrav\u00e9s de ecr\u00e3s e sentimos na pele a experi\u00eancia de tantos doentes e h\u00e1 uma grande compaix\u00e3o que se est\u00e1 a desenvolver neste tempo de isolamento\u201d, aponta.<\/p>\n<p>O sacerdote scalabriniano assume que esta foi uma \u201cP\u00e1scoa diferente, com celebra\u00e7\u00f5es vividas de forma diferente\u201d mas que temos de olhar a realidade envolvente e perceber que h\u00e1 outros sacrif\u00edcios.<\/p>\n<p><em>Este ano houve muitos migrantes que se viram frustrados nos planos de viagem, de f\u00e9rias e de regresso \u00e0s suas casas, quando muitos pensavam ir a Portugal, mas esse \u00e9 um sacrif\u00edcio muito modesto porque quando pensamos no sacrif\u00edcio de pessoas que t\u00eam de ir trabalhar com medo de ficar doentes, ou que est\u00e3o nos hospitais esse \u00e9 o grande sacrif\u00edcio\u201d.<\/em><\/p>\n<p>O padre Carlos Caetano adiantou ainda que em Fran\u00e7a, \u201ca cada noite pelas 20 horas, as pessoas v\u00e3o \u00e0s suas janelas para aplaudir os profissionais de sa\u00fade\u201d.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 din\u00e2mica pastoral o sacerdote refere que os migrantes estavam em vantagem em rela\u00e7\u00e3o aos franceses e que j\u00e1 muito estava a ser feito para promover a \u201ccomunica\u00e7\u00e3o e comunh\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEnquanto que nas par\u00f3quias francesas o territ\u00f3rio \u00e9 muito importante, aquela \u00e9 a minha par\u00f3quia, para a pastoral dos migrantes isso torna-se secund\u00e1rio, procuramos a comunidade onde se celebra a nossa L\u00edngua, o rito e haja respeito pelas nossas tradi\u00e7\u00f5es, eu conhe\u00e7o fam\u00edlias que fazem at\u00e9 uma hora de estrada para irem \u00e0quela Igreja onde se celebra em Portugu\u00eas\u201d, conta.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso a comunidade portuguesa j\u00e1 \u201ctinha desenvolvido uma p\u00e1gina de Facebook, grupos de whatsApp e programas na r\u00e1dio\u201d e isso que era \u00fatil antes do isolamento \u201cainda se tornou mais necess\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O religioso referiu ainda que as partilhas da liturgia e coment\u00e1rios \u00e0 Eucaristia t\u00eam sido uma mais valia neste tempo de isolamento devido \u00e0 pandemia do Covid-19.<\/p>\n<p>\u201cUm exemplo de di\u00e1logo que j\u00e1 fazia antes e que n\u00e3o foi preciso inventar por causa do isolamento, todas as semanas num\u00a0<a href=\"https:\/\/padrecarloscaetano.blogspot.com\/\">blog<\/a>\u00a0que mantenho desde 2008 partilho as leituras e coment\u00e1rio da missa, assim j\u00e1 havia um esfor\u00e7o para dar visibilidade \u00e0 liturgia em portugu\u00eas mas que j\u00e1 existia, depois SMS, WhatsApp, Facebook e as novas tecnologias que nos permitem estar em comunica\u00e7\u00e3o e em comunh\u00e3o\u201d, assume.<\/p>\n<p><em>SN<\/em><\/p>\n<p>agencia.ecclesia.pt\/portal\/covid-19-isolamento-ajuda-a-compreender-o-que-e-ser-migrante-ou-refugiado-capelao-das-comunidades-portuguesas-em-franca\/<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Padre Carlos Caetano considera que \u00absentimentos de compaix\u00e3o e solidariedade, perante a pandemia, v\u00e3o deixar frutos positivos\u00bb Lisboa, 16 abr 2020 (Ecclesia) \u2013 O respons\u00e1vel pelas comunidades cat\u00f3licas portuguesas em Fran\u00e7a, padre Carlos Caetano, disse \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA que a \u201cexperi\u00eancia do isolamento social\u201d faz compreender melhor o que \u00e9 \u201cser-se migrante ou refugiado\u201d. \u201c\u00c9 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